Segundo o presidente Fred Rangel, a produção legislativa foi maior no segundo semestre
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Foto: Rodrigo Silveira
Após um ano atípico em 2024 devido às eleições municipais, com vereadores engajados nas campanhas à reeleição e horários alterados, a Câmara de Campos teve 2025 para se dedicar em suas atividades. O Legislativo realizou ao todo 105 sessões, sendo uma extraordinária. O presidente Fred Rangel falou à equipe de reportagem sobre a produção legislativa e seu primeiro ano na presidência da Casa.
Em 2025, a Câmara de Campos realizou 104 sessões ordinárias e uma sessão extraordinária. Isto é, sessão que é convocada para fins específicos e fora do cronograma normal das duas sessões por semana. Quanto aos projetos de lei, foram apresentadas 433 propostas e aprovadas 203. Este número, no entanto, inclui projetos que estavam em tramitação desde anos anteriores.
O Legislativo também realizou 20 audiências públicas, sobre temas diversos como a Lei Orçamentária Anual de 2026, o Plano Plurianual para 2026/2029, segurança, transporte, segurança no trânsito, acessibilidade, proteção às crianças nos meios digitais, fim dos veículos de tração animal, além da apresentação dos resultados de secretarias municipais.
Algumas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) foram abertas em 2025, mas só a que investigou os serviços prestados pela concessionária de energia elétrica Enel em Campos teve seu relatório apresentado. O documento, que foi entregue às autoridades competentes no estado do Rio e em Brasília, apontou falhas graves no fornecimento de energia elétrica e reivindicou melhorias na rede e nas estações que atendem o município.
Quando assumiu a presidência da Câmara em janeiro passado, Fred Rangel afirmou à Folha que esperava mais diálogo entre os vereadores e contribuição positiva para o poder Executivo, apreciando de forma mais célere os projetos enviados pelo prefeito e considerados relevantes à população. Dando, desta forma, mais governabilidade à Wladimir. Fechando 2025, ele se diz satisfeito com o primeiro ano de sua gestão.
“Nós percebemos que houve um avanço muito grande de uma forma geral, os vereadores contribuíram muito. Em relação à produção legislativa, houve crescimento no segundo semestre em relação ao primeiro. A gente vê que quando a Câmara se preocupa em fazer o seu papel, que é fazer projetos de Leis e ajudar a construir uma cidade melhor junto ao Executivo, as coisas tendem a se desenvolver e os avanços alcançam toda a população”, disse o presidente do Legislativo.
O líder do governo, Juninho Virgílio (Podemos), faz avaliação positiva. Segundo ele, a Câmara conseguiu cumprir seu papel institucional, analisando pautas sensíveis em meio aos embates com a oposição.
“Claro que, em alguns momentos, os embates esquentaram, isso faz parte do Parlamento e da democracia. Como líder do governo, posso afirmar que conseguimos avançar em projetos fundamentais para o funcionamento do município, para o equilíbrio fiscal, para a organização administrativa e para dar sustentação às ações do Executivo. Em muitos momentos foram decisões difíceis, mas sempre tomadas com responsabilidade”, falou Juninho Virgílio.
A equipe de reportagem tentou contato com o vereador Marquinho Bacellar (União), líder da oposição na Câmara, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.