Coordenadora morta em atentado é sepultada em Suzano
- Atualizado em 15/03/2019 17:34
Reprodução
O corpo de Marilena Ferreira Umezu, coordenadora pedagógica e vítima do massacre da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), foi enterrado sob aplausos às 11h45 desta sexta-feira (15) no Cemitério São Sebastião, na cidade da Grande São Paulo.
Assim como ocorreu com outras cinco vítimas do massacre, o velório de Marilena havia começado na quinta-feira (14) na Arena Suzano, por onde passaram 15 mil pessoas ao longo do dia. No entanto, a cerimônia em homenagem à coordenadora pedagógica da escola foi transferida para a Igreja Matriz de Suzano e seguiu até esta manhã.
O enterro de Marilena precisou ser adiado porque a família esperava a chegada de um dos três filhos da vítima – ele mora na China. Todas as demais vítimas haviam sido enterradas na quinta.
O filho de Marilena, Michael Vieira Umezu, chegou por volta das 7h40 à igreja onde o corpo da mãe era velado. Ele estava acompanhado da mulher e do neto da vítima. Michel foi escoltado por um carro da Polícia Civil do aeroporto.
Marilena deixa outros dois filhos, Vinicius e Marcel Umezu.
De acordo com a polícia, a coordenadora da escola foi a primeira pessoa a ser baleada. Marilena, de 59 anos, era uma defensora dos "livros como melhor arma para salvar o cidadão".
Os dois autores do massacre, um rapaz de 17 anos e outro de 25, eram ex-alunos da escola. A professora sorriu ao rever um deles cruzando o portão do colégio, onde trabalhava havia mais de dez anos, mas foi atingida em seguida.
O filho de Marilena que chegou da China falou com jornalistas e lembrou da mãe, que ele contou ter visto pela última vez em janeiro. "A educação vem do berço e é isso que minha mãe sempre ensinou pra gente. Ela deu valores pra gente desde pequeno e ajudou a gente a entender o que é certo e errado. Quem tem valor vai ser uma pessoa boa na vida", disse Michael Umezu.
"O que ela comentava muito do trabalho é que ela realmente queria contribuir para mudar alguma coisa. [...] Tem muitos alunos bons, ela era muito querida pelos alunos. Ela queria ver aqueles alunos se dando bem. Isso é o que ela queria fazer, os professores trabalhando junto com ela para poder fazer alguma diferença".

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