Luta por menino Pedro continua
- Atualizado em 17/06/2017 18:57
Pequeno Pedro Lorenzo
Pequeno Pedro Lorenzo/Antônio Leudo
O pequeno campista Pedro Lorenzo, de 5 anos, segue em sua luta intensa contra a Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) do tipo II. Desde março deste ano, a família e amigos do menino têm realizados diversas campanhas para arrecadar meios de Pedro conseguir a aquisição do único medicamento eficaz para o seu tratamento que é fabricado nos Estados Unidos ao custo de R$ 3 milhões. Além das campanhas existentes, a mãe de Pedro, Kelly Azeredo, está realizando eventos. O próximo será o “Domingo no Parque”, marcado para o dia 2 de julho, na pracinha do Flamboyant.
De acordo com Kelly, o evento contará com um parque inflável, com vários brinquedos para a criançada, além de praça da alimentação e recreação infantil. A animação ficará por conta da Tia Lelê e a Caravana da Alegria, e do mágico Tio San. Pulseiras serão vendidas para o evento a partir da próxima semana. Os valores ainda não foram divulgados.
— Graças a Deus, várias pessoas têm se solidarizado com a história do Pedro, mas ainda é muito pouco. O valor necessário para o tratamento é muito expressivo e as doações ainda são baixas. Temos conseguido arrecadar mais através de eventos, como esse que estamos organizando agora. Vai ser um dia no parque com o Pedro. As crianças vão brincar e ao mesmo tempo ajudá-lo — disse Kelly.
Na última quinta-feira (15), Kelly e amigos de Pedro Lorenzo estiveram divulgando a campanha com um cartaz em frente ao Colégio Eucarístico, na rua Tenente Coronel Cardoso, por onde passou a procissão de Corpus Christi. Durante o evento, o padre Gilson, que fez uma bênção em um palanque montado no local, citou a doença de Pedro e pediu que os campistas se solidarizassem com a causa. A busca por apoio também chegou ao meio empresarial. Também na quinta, foi divulgado no perfil de Pedro no facebook que uma pizzaria destinará 10% de sua renda no restante do mês de junho para auxiliar no tratamento do menino.
Atualmente, Pedro Lorenzo faz sessões de fisioterapia para retardar a AME tipo II, doença rara que atrofia os membros, com a qual foi diagnosticado aos seis meses de idade. O único medicamento disponível para tratamento, o “Spinraza”, é fabricado nos Estados Unidos, e cada dose custa US$ 175 mil. No primeiro ano, Pedro precisa de seis doses. No Brasil, estima-se que haja entre 10 e 20 mil portadores de AME. Apesar das dificuldades motoras, os pacientes possuem total capacidade cognitiva. Porém, o número de mortes é elevado, e a expectativa de vida, curta.
— Morrem muitas crianças. Há pessoas que não têm instrução. Outras morrem sem saber o que é. É difícil o diagnóstico. Tem criança que vive 13 anos no hospital. Nasceram e nunca saíram de lá porque precisam de toda a estrutura. É um quadro bastante delicado. Lutamos para que Pedro não chegue a ele. A tendência é regredir — já havia dito a mãe, em entrevista anterior.
Quem quiser conhecer a história de Pedro Lorenzo pode acompanhá-la pelo Facebook, na página “Pedro Lorenzo”, e pelo Instagram (@amepedrolorenzo). Para contribuir, podem ser feitas doações através de uma conta do banco Itaú (agência 7456/ conta poupança: 18306-5/500, CPF: 166.423.087-43, em nome de Pedro Lorenzo Azeredo Cruz de Azevedo). (M.B.)

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