Lideranças do PP rejeitam a hipótese da senadora Tereza Cristina a chapa de Flávio Bolsonaro
31/07/2026 10:14 - Atualizado em 31/07/2026 13:14
Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina
Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina / Divulgação
A possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidata a vice-presidente perdeu força dentro do Progressistas. A informação é da colunista Jussara Soares, da CNN Brasil. A maioria dos dirigentes estaduais da legenda rejeitou a hipótese. 
Inicialmente, o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PP-PI), segue preferindo a manutenção da neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.
As manifestações para que Tereza esteja na campanha com Flávio ocorreram entre quarta-feira (29) e quinta-feira (30), após Ciro Nogueira consultar lideranças estaduais sobre a viabilidade de uma aliança formal com o PL.
Segundo apuração da CNN, a maioria dos dirigentes se posicionou contra a composição e defendeu que o partido permaneça sem apoio oficial a qualquer candidatura presidencial.

A avaliação predominante é que a neutralidade garante maior autonomia para que o Progressistas construa alianças de acordo com as realidades políticas de cada estado, preservando acordos já firmados tanto com partidos da base do governo quanto da oposição.

O principal argumento apresentado pelos dirigentes estaduais é que um apoio nacional ao candidato do PL comprometeria a estratégia adotada pelo partido em diversas unidades da federação.

Em estados como Pernambuco, Paraíba e Maranhão, por exemplo, o Progressistas mantém aproximação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados locais.

Já em estados como São Paulo e Paraná, o partido integra alianças com o grupo político liderado por Flávio Bolsonaro.

Na avaliação das lideranças, oficializar um apoio nacional poderia provocar desgastes e comprometer acordos regionais considerados estratégicos para as eleições.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS