Para reduzir as filas no Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuir para o crescimento do número de cirurgias eletivas realizadas no Brasil, o Ministério da Saúde liberou R$ 143,2 milhões aos estados e municípios. A Portaria 1.034/2015, que destina esses recursos, também redefine a estratégia para ampliação do acesso aos procedimentos cirúrgicos eletivos de média complexidade, como cirurgias de varizes, ortopédicas, de urologia e otorrinolaringologia, incluindo retirada de amígdalas. Os recursos fazem parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para garantir o acesso da população aos procedimentos disponibilizados no SUS. A Portaria prevê o fim do repasse por componentes. Pelas regras anteriores, o gestor local só poderia receber novos recursos para cirurgias eletivas se tivesse gastado todo o montante passado para cada um deles. Ou seja, se usasse todo o dinheiro do componente II (Especialidades e Procedimentos Prioritários), não poderia receber mais incentivos financeiros sem que utilizasse o valor dos componentes I (Cirurgias de Catarata) e III (Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de média complexidade, considerados relevantes para ampliação do acesso no contexto loco-regional). Agora, além de agilizar o processo, a nova portaria permitirá aos gestores locais remunerar de forma diferenciada os seus prestadores para estimular a realização de cirurgias eletivas. A medida possibilita a ampliação da oferta de procedimentos reduzindo as filas de espera e beneficiado um número muito maior de pessoas de maneira permanente. Os valores disponibilizados foram definidos com base em estudo comparativo da frequência de cirurgias eletivas feitas em anos anteriores pelos estados, Distrito Federal e municípios. A transferência dos recursos se dará após a realização dos procedimentos cirúrgicos nos hospitais.
O pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Artur Ávila, disse que entende o momento de dificuldade econômica do Brasil, mas defendeu que haja cuidado nos cortes de recursos destinados à pesquisa no país, em especial na área de matemática. Artur ganhou no ano passado a Medalha Fields, considerada no meio acadêmico o Prêmio Nobel de Matemática, e foi o primeiro brasileiro a conquistar a premiação. O pesquisador, que participou da cerimônia de entrega de medalhas da edição 2014 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), no Theatro Municipal, no centro do Rio, é inspiração para os alunos que se destacaram na competição e fez uma palestra, pela manhã, no Rio, para os medalhistas. Para ele, esses jovens estão aproveitando as oportunidades, sem deixar de se divertir: “A olimpíada ajuda muito na motivação porque o aluno está em um ambiente que estimula mais a criatividade e a imaginação. Isso deixa a coisa mais divertida e saudável”. O matemático diz que, por desconhecimento, muitas pessoas sentem repulsa pela matéria e isso pode prejudicar o entendimento. Ele ressalta que existem dificuldades educacionais no Brasil que impedem o aproveitamento de talentos, mas fica satisfeito em ver tantos jovens incentivados para o estudo da matemática. — Todos esses garotos que estão aqui entusiasmados certamente vão continuar aprendendo e vendo que o objetivo está sendo alcançado aos poucos. Ainda tem muito a ser feito, mas isso aqui é uma parte importante —, avalia.
As localidades de Degredo e Cajueiro, no município de São João da Barra, serão lembradas na próxima semana, com o evento “Câmara Cultural”. A abertura será no dia 27, segunda-feira, às 19h, com apresentação teatral e musical, vídeo com depoimentos sobre a história das duas localidades, além de uma mostra de fotografias e outra com frutas e doces típicos. A entrada é franca. A mostra de fotos ficará em cartaz até o dia 31, das 8h às 17h. O público que visitar a mostra vai conferir diversas peculiaridades sobre Cajueiro e Degredo, indo do esporte à religiosidade, passando pela cultura e economia, agricultura, pecuária. Entre as imagens, frutas, castanha de caju, escolinha de futebol, propriedades rurais, a tradicional festa de Santa Maria, o saudoso padre Theodoro Gomes Paes. Destaque ainda para os vendedores de frutas que comercializam seus produtos às margens de BR-356 há anos.
Fotografia e poesia se unem em uma exposição que integra a programação da edição 2015 do Foto Rio, grande evento anual da arte fotográfica no Rio de Janeiro. A mostra Desordem, que será inaugurada na próxima sexta-feira (24), às 19h, no Espaço Cultural Ateliê da Imagem, apresenta 20 fotos da premiada artista gaúcha Fernanda Chemale, concebidas originalmente para o livro de poemas do mesmo nome, de autoria de Gisela Rodriguez. Os poemas, que dialogam com as imagens da exposição, serão narrados na noite de abertura da exposição, que também marca o lançamento do livro. Para conceber as 20 cenas que ilustram a obra, Fernanda Chemale contou com uma equipe formada por figurinista, cenógrafo, maquiador e assistentes de direção e produção, além das 22 pessoas que posaram para as fotos, entre elas a própria poetisa, em Ophelia. A poesia de Gisela Rodriguez propõe uma narrativa simbólica do homem contemporâneo, dentro de uma atmosfera de solidão e desordem. Já as imagens de Fernanda Chemale, por sua vez, mostram personagens que evocam um universo dramático, em contraponto ao cotidiano fragmentado da vida urbana. Para o curador da exposição, Titus Riedl, “os olhares de Gisela e Fernanda sempre são acompanhados por um leve ar libertador, um elemento emblemático que parece ser uma compreensão do momento atual: dedicar-se ao seu mundo com paixão e ironia”. Fotógrafa e artista visual, Fernanda Chemale tem feito exposições regulares nas principais capitais do país e tem obras nas coleções do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e Museu do Homem do Nordeste. Gisela Rodriguez é também atriz, diretora teatral e roteirista de cinema, e lançou, no ano passado, o romance Entre a Neve e o Deserto. A exposição é mais uma das dezenas da agenda do FotoRio 2015 (www.fotorio.fot.br ), que se estende até o final de agosto em diversos espaços culturais da cidade. Na edição deste ano, grande parte das mostras tem como temática a própria cidade e seus moradores, em homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro. Com entrada franca, Desordem fica em cartaz até 26 de setembro.
O trabalho de detecção do desmatamento na Amazônia vai ficar mais eficiente, em breve, com o uso de um radar orbital capaz de monitorar a região mesmo quando o tempo está encoberto por nuvens. O contrato de financiamento para a compra de imagens de radares acoplados a satélites foi assinado hoje no Ministério da Defesa, pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipan) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). A medida faz parte do projeto Amazônia SAR, do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente, ligado ao Ministério da Defesa. Com a nova tecnologia, a área vigiada será mais de três vezes maior, equivalente a 950 mil quilômetros quadrados (km2), e a frequência de coleta das informações será diária. Pelo sistema atual, 280 mil km2 são monitorados a cada 15 dias. O investimento no projeto será de R$ 80,5 milhões. Do total, R$ 63,9 milhões são recursos do Fundo Amazônia e R$ 16,6 milhões vão sair do Orçamento da União. O valor é para a contratação de um radar orbital de fornecedores internacionais. O edital está sendo finalizado pelo Cesipam e segundo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, deve entrar em operação “imediatamente”. O ministro explicou que a tecnologia usada atualmente não é eficiente em condições climáticas adversas, pois os radares de imagem óptica não conseguem atravessar as nuvens, aumentando a ação de criminosos durante o período que vai de outubro a abril. Segundo ele, as novas imagens vão preencher uma lacuna no sistema atual, evitando o desmatamento, o narcotráfico e o garimpo ilegal e aumentando a velocidade de resposta, caso ocorram.
Fonte: Agência Brasil
O primeiro nanossatélite do Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites, da Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com universidades, está em Tsukuba, no Japão, para ser integrado ao veículo lançador que vai transportá-lo no dia 16 de agosto para a Estação Espacial Internacional. O pequeno satélite será colocado em órbita em volta da Terra em outubro. O lançamento será feito pela Jaxa, agência espacial japonesa, pois o Brasil não tem veículo lançador. No estande da AEB na Expo T&C, uma das principais atrações da 67ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o estudante de engenharia aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB) Brenno Popov apresenta o artefato que ajudou a criar e montar. Ele afirma que o desafio do projeto é provar a capacidade desses pequenos satélites na transmissão dados, recebendo e devolvendo mensagens que podem ser baixadas de qualquer lugar do planeta. “Após 30 minutos do lançamento no espaço, o sistema será ligado, e as antenas, liberadas, deixando o satélite pronto para receber comunicações da Terra”, explica o estudante. O modelo de engenharia custou R$ 400 mil. O projeto todo teve orçamento de R$ 3 milhões, incluindo a locação de equipamentos e o modelo de voo. “Como é um satélite universitário, que os estudantes ajudam a desenvolver, não há certeza de que vai funcionar. Mas, por ser uma plataforma barata, de fácil manuseio, se der problema, a perda é pequena”, esclarece Brenno.
Policiais rodoviários federais do Rio de Janeiro que desempenham atividades internas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) entregam cargos e funções de chefia, e pedem para retornar às atividades externas — nas rodovias — da PRF. Os policiais exigem a implementação da reestruturação do Departamento de Polícia Rodoviária Federal. O ato será realizado nesta sexta-feira, na sede da 5ª Superintendência Regional do RJ, a partir das 14h. No próximo dia 20, no mesmo horário, acontecerá uma AGE com pauta sobre o estado de greve, devido a demora sobre a resposta da reestruturação da nossa carreira. A manifestação do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no estado do Rio de Janeiro é mais um passo da Campanha Salarial 2015, organizada pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) e serve de alerta contra o recente posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) e orientação do Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPFDF), que querem retirar a aposentadoria especial dos policiais rodoviários federais que desempenham as atividades internas, extremamente necessárias e complementares ao trabalho do policial que atua diretamente nas rodovias federais.
Fonte: Sindprfrj
A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) confirmou hoje (14) a chegada da sonda New Horizons perto de Plutão. A sonda que saiu da Terra no ano de 2006, ficou a exatos 12.472 quilômetros (7.750 milhas) do planeta-anão. De acordo com a Nasa, responsável pela missão, o fato inédito ocorreu às 8h49 (horário de Brasília). A conquista foi muito comemorada por cientistas presentes na sede da Nasa, que informaram que apenas por volta das 22h será possível saber se a sonda resistiu ao sistema de Plutão. A chance de impacto da sonda com meteoritos e destroços, segundo a Nasa, é de um em 10 mil. De acordo com os cientistas, a possibilidade é considerada alta. Lançada pela Nasa, a New Horizons tem como objetivo trazer informações sobre o planeta-anão e vai completar uma rota de 4,77 bilhões de quilômetros. Desde quando a New Horizons saiu da Terra, foram apresentadas imagens que revelaram detalhes de Saturno e Netuno. Quando começou a se aproximar de Plutão, a sonda já fez imagens do planeta-anão. Em uma delas, foi revelada uma cor avermelhada de Plutão. Em outra revelava Charon (a maior lua), orbitando sobre o planeta-anão. Há, ainda, a imagem que mostrava as duas faces do planeta. Experiência inédita — Além de ser a primeira missão que explorou Plutão, a Nasa aponta que a New Horizons quebrou alguns recordes. É a primeira a chegar a um planeta congelado anão, a explorar o Cinturão de Kuiper (área onde fica Plutão), a primeira desde 1970 a explorar um planeta desconhecido e a nave mais rápida da história: a velocidade chegou até a 21 km/s. Mas a Nasa não gastou cerca de US$ 720 milhões apenas para quebrar recordes. De acordo com pesquisadores da área, a chegada da New Horizons vai auxiliar nos estudos sobre como era a vida na Terra há bilhões de anos. Para o professor de física da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Soares, essa é a principal contribuição da New Horizons. “É difícil dizer como era a Terra há 4 bilhões de anos. Como Plutão não teve modificações por conta da distância do Sol, é possível ter um panorama de vida há milhões de anos”, explica.
Fonte: Agência Brasil
Em comemoração aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, uma linha exclusiva de ônibus levará moradores e visitantes gratuitamente hoje (12) a 11 museus e espaços culturais do centro e da zona portuária. O Circuito Cultural Rio Ônibus – Rio 450 funcionará até as 17h de hoje, em espaços como o Museu Nacional de Belas Artes. O museu reúne obras de pintura, gravura e escultura de artistas brasileiros como Vítor Meireles, Di Cavalcanti e Candido Portinari. Há ainda obras de grandes nomes internacionais, como Auguste Rodin, Francisco Goya, Henri Matisse e Rembrandt. Outro espaço participante do circuito é o Theatro Municipal, que também oferecerá, a partir das 11h30, um concerto de obras de Francis Hime com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Senhas serão distribuídas pelo teatro. Já no Centro Cultural Banco do Brasil, a grande atração é a exposição Picasso e a Modernidade Espanhola, que fica em cartaz até 7 de setembro. Também integram o circuito cultural a Casa França Brasil, o Museu Histórico Nacional, o espaço Meu Porto Maravilha, Instituto Pretos Novos, Palácio Tiradentes, Museu Naval, o antigo Palácio da Justiça e o Museu de Arte do Rio. ''''Os visitantes poderão embarcar e desembarcar em qualquer ponto do roteiro. É possível ficar quanto tempo desejar em cada local. Estudantes de cursos técnicos de turismo das escolas técnicas estaduais estarão nos ônibus e nos espaços culturais para ajudar os participantes do circuito.
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