O Instituto Butantã finalizou obras de modernização e ampliação de sua fábrica de soros e estoques para atender aos novos padrões exigidos pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) na fabricação de medicamentos. O novo prédio do Laboratório de Artrópodes, onde são criadas as aranhas e escorpiões que fornecem o veneno para a produção de soro, já está pronto. — Teremos produtos ainda melhores, e poderemos fazer mais soro para atender à demanda brasileira. Também vamos ajudar países que não têm soros de qualidade. Teremos controle maior sobre a produção e, com isso, melhorar e contribuir com o desenvolvimento tecnológico do Brasil. Nossa produção passará de 400 mil doses para 750 mil por ano — disse o diretor do Instituto Butantã, Jorge Kalil. Foram investidos nas obras R$ 43 milhões da Fundação Butantã e do governo federal. Cerca de R$ 21 milhões foram usados na reforma da fábrica de soros. Atualmente, o instituto produz 13 diferentes tipos de soro para tratamento em caso de acidentes com animais peçonhentos, raiva em humanos, botulismo, difteria e tétano. A unidade passa agora por etapas de qualificação de equipamentos e instalação de mobiliário. Depois disso, será submetida à avaliação da Anvisa para obter os certificados necessários para entrar em operação, o que deve ocorrer em fevereiro de 2016. Segundo a direção do Instituto Butantã, a fábrica de soros conta com alto nível de automação, principalmente no processo de fracionamento de plasma. Foram comprados 28 novos equipamentos e reformados dois tanques de 1.200 litros. Jorge Kalil informou que o Butantã está renovando o parque fabril das vacinas, que também não se encaixava nas novas especificações da Anvisa. “Isso é bom para o Brasil, porque cada vez mais vamos nos equiparando a outros países”.
Julho foi um dos meses de 2015 em que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) mais ofereceu denúncias sobre casos de violência doméstica contra a mulher, segundo levantamento realizado pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica (CAO Violência). Foram 3.236 denúncias, sendo 1.381 de violência doméstica e familiar contra a mulher, o que representa o expressivo patamar de 42%. Durante todo o segundo semestre de 2015, o MPRJ e a Secretaria de Estado de Educação vão promover palestras de conscientização sobre combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, para alunos do Ensino Médio e servidores. O projeto “Conversando sobre a Lei Maria da Penha nas Escolas” será realizado em colégios localizados em bairros com maiores índices de violência contra a mulher, com base no Dossiê Mulher 2015, documento elaborado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).
Cientistas alemães concluíram que é urgente acabar com o consumo de combustíveis fósseis para salvar os oceanos do acúmulo de dióxido de carbono (CO2). Caso contrário, “uma catástrofe de extinção em massa poderá acontecer", afirmou a pesquisadora Sabine Mathesius, do Centro de Pesquisa Oceânica Helmholtz, da cidade de Kiel, na Alemanha. — A remoção de dióxido de carbono da atmosfera de forma artificial, como vem sendo proposto, não salvará os oceanos se prosseguirmos com os hábitos atuais de mineração e perfuração para obter carvão, petróleo e gás — disse Sabine. A água dos oceanos, que absorve dióxido de carbono a um nível sem precedentes, está ficando mais ácida que nos últimos 300 milhões de anos, o que poderá precipitar a extinção em massa de espécies marinhas, alertou a pesquisadora. Como as medidas de redução artificial de dióxido de carbono “nunca antes foram testadas na sua eficácia”, os investigadores desenvolveram um software, considerando um cenário até 2150. A remoção de CO2 permitiria potencialmente à atmosfera voltar aos níveis de concentração de gases de efeito estufa da era pré-industrial, mas não salvaria os oceanos, afirmaram os cientistas.Segundo eles, mesmo retirando enormes quantidades de CO2 da atmosfera, não ajudaria muito o oceano profundo. "Não há qualquer justificativa para continuar adiando a redução das emissões de CO2”, afirmou a cientista, que também é investigadora do Instituto de Pesquisa para Impactos Climáticos. As emissões de gases de efeito estufa, provenientes da ação humana, são absorvidas em cerca de 25% pelos oceanos, o que “causa o rápido aquecimento dos mares e também a acidificação dos oceanos a uma velocidade sem precedentes.” Essas alterações interferem no metabolismo de vários grupos de organismos como corais, esponjas, moluscos com conchas, crustáceos e entre outros.
O Ministério da Saúde lançou hoje a Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, voltada para crianças de seis meses a cinco anos incompletos. A campanha começa no próximo sábado — o dia D da vacinação — e vai até 31 de agosto. A meta do governo é vacinar 12 milhões de crianças contra a doença. Esta também é uma oportunidade de os pais atualizarem o calendário vacinal das crianças de até cinco anos com outras vacinas que estão vencendo ou em atraso. No próximo sábado, 100 mil postos estarão abertos para a campanha. “Temos que adaptar a campanha à realidade da população brasileira, que vive em condições muito diferentes. Precisamos garantir que a vacina chegue de forma muito segura e ágil para as populações ribeirinhas, indígenas, nos assentamentos rurais, quilombolas, nas periferias das grandes cidades”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O ministro ressaltou a importância de os responsáveis levarem a caderneta de vacinação, para que os profissionais possam avaliar se a criança deixou de receber alguma vacina do calendário do SUS. Segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento contra a poliomielite, por isso a importância da prevenção. A vacina só é contraindicada para crianças com infecção aguda, com febre acima de 38º C ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina. Faz 26 anos que o Brasil não tem casos de paralisia infantil. Mesmo assim, segundo a Organização Mundial da Saúde, nove países registraram casos da doença nos últimos dois anos. Em três países, Nigéria, Paquistão e Afeganistão, a poliomielite é endêmica.“É fundamental que as nossas crianças continuem sendo vacinadas para que não tenhamos a reintrodução do vírus no pais”, disse a coordenadora do programa nacional de imunizações, Carla Domingues.
O Ministério da Educação (MEC) lançou o site da Base Nacional Comum Curricular (BNC) — plataforma ampla para receber sugestões de organizações, redes de ensino e da sociedade em geral para a definição do que os alunos do ensino básico devem aprender ano a ano. No dia 15 de setembro, a pasta divulgará oficialmente a proposta preliminar para, a partir dela, coletar sugestões até o dia 15 de dezembro pelo endereço http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. A BNC vai dar a maior transparência possível sobre os conhecimentos que todos os estudantes devem ter, da creche ao ensino médio, detalhando o que devem aprender. O site reúne documentos teóricos, vídeos com especialistas e autoridades. É possível também ter acesso ao currículo adotado em cada estado e no Distrito Federal. — Sem a base fica difícil rever a formação de professores, fica difícil, para não dizer impossível, pensar no material didático", diz o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. O ministro espera concluir a BNC até março do ano que vem e enviá-la ao Conselho Nacional de Educação (CNE). "A base se tornou pivô de várias ações e pré-requisito de várias medidas necessárias para melhorar a educação brasileira —, acrescenta.
A Ong Luta pela Paz (LPP) divulgou hoje os resultados do trabalho Rede Brasil, iniciativa realizada em sete comunidades do Brasil, com a finalidade de resgatar e evitar a entrada de jovens no mundo do crime. De acordo com os dados, a LPP treinou instituições para oferecer aulas de esportes e desenvolvimento pessoal, com atendimento a mais de 6 mil jovens em todo o país. Fundador da Luta pela Paz, o inglês e ex-lutador de boxe amador Luke Dowdney explicou que o trabalho foi iniciado há dois anos, quando a LPP fez o processo seletivo das instituições que seriam parceiras do programa Rede Brasil. Segundo ele, a seleção contou com uma ampla pesquisa sobre organizações que já atuavam em comunidades afetadas pela violência. A LPP tem como base a "metodologia dos cinco pilares (ensino de boxe e artes marciais; educação; empregabilidade, suporte social; e formação de liderança juvenil) e conta com parceira da Petrobras, que fornece equipamentos para academias e professores. Coordenadora do programa, Diana Bonar, acredita que, por meio do boxe e das artes marciais, é possível atrair jovens para ensiná-los valores importantes, entre eles a disciplina. “Os esportes de luta têm muito apelo entre os jovens. Muitos deles querem aprender a brigar - que é diferente de lutar - para se defender ou para entrar em uma gangue. A luta não ensina violência, mas conceitos positivos como disciplina e respeito à regra e aos colegas. Também temos a mentoria, que busca o desenvolvimento do discurso e do pensamento crítico”, explicou.
Consumidores no Rio de Janeiro poderão comprar, a partir da semana que vem, tomates sem resíduos de agrotóxico. O sistema Tomatec (tomate ecologicamente cultivado) é desenvolvido pela Embrapa Solos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e, inicialmente, o produto será distribuído pela Rede Zona Sul de supermercados. A ideia, contudo, é expandir a venda para outras redes varejistas, inclusive, de outros estados, disse o engenheiro agrônomo Adoildo Melo, da Embrapa Solos, um dos criadores do sistema. "É um tomate como os outros, mas que usa alta tecnologia e não tem resíduo de agrotóxico.” Sistema Tomatec — O sistema Tomatec consiste em seis princípios diferenciados de produção do fruto. Um dos focos é a conservação do solo com plantio direto e rotação de culturas, ou seja, com manejo adequado para não degradar o solo. O sistema prioriza também a eficiência no uso de água. “Nós usamos um sistema de irrigação que utiliza somente a água que a planta precisa, sem desperdício algum, por meio de gotejo.” A adubação é feita por meio da fertirrigação: aplicação de fertilizantes na água de irrigação. Com isso, a planta recebe o nutriente de que necessita, ao mesmo tempo em que é irrigada. A produção do tomate ecológico envolve também o manejo integrado de pragas. “Só se faz uma aplicação de agrotóxico quando realmente há necessidade e a praga pode afetar toda a produção da lavoura. Não se aplica aleatoriamente, como é comum ocorrer.”
Agência Brasil
Uma turma de 734 alunos do Curso de Formação de Oficiais de Cartório da Polícia Civil se formou ontem. Durante a cerimônia, que aconteceu no Maracanãzinho, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, aproveitou para anunciar que todos os 79 peritos criminais que se formaram em março na instituição serão convocados até agosto e adiantou que será criado um cronograma para empossar os futuros oficiais de cartório que acabaram de receber o diploma. – Esse evento representa um avanço, uma priorização clara da política de Segurança Pública que implantamos no estado, que não pode parar. É a continuidade de um plano que criamos em 2007. Os índices de criminalidade só vêm caindo nos últimos seis meses e esse resultado também é de vocês. Todas as pessoas que chegam a uma instituição têm algo a contribuir e isso contagia quem está ali há mais tempo. Tenho certeza de que vocês vão nos ajudar a fazer uma polícia ainda melhor – disse Beltrame aos formandos. O chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, lembrou do empenho do Governo do Estado em incrementar e investir na segurança pública. – O Governo do Rio está apoiando a Polícia Civil e não tem poupado esforços para garantir a segurança à população. Essas pessoas que estão aqui chegaram a um estágio que muitos tentaram e não conseguiram. Cada um desses novos profissionais de polícia poderá ser responsável por um inquérito policial, por uma investigação que pode preservar uma vida, recuperar um patrimônio ou desmantelar uma quadrilha – ressaltou Fernando Veloso. O curso de formação profissional começou em outubro do ano passado e durou sete meses. Foram 840 horas/aula, com disciplinas teóricas e práticas, como defesa pessoal, tiro, ações táticas, aprendizado sobre o sistema de informática da polícia, investigação e legislação, atendimento ao público, além do estágio em delegacias. As aulas foram ministradas na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol). – Esse foi só o primeiro passo. Sempre tive o desejo de trabalhar na polícia e quero seguir a carreira de delegada. Vou continuar estudando para alcançar meu sonho – contou Isis Nogueira Ferreira, de 24 anos, primeira colocada nesta edição do Curso de Formação de Oficiais de Cartório.
O emprego da água de esgoto tratado (efluente) na agricultura aumenta a produtividade, segundo estudo do Núcleo de Pesquisa em Geoquímica e Geofísica da Litosfera da Universidade de São Paulo (USP). Pesquisadores testaram, durante 15 anos, as vantagens do uso dessa água, que contém minerais e nutrientes como nitrogênio e fósforo, importantes no desenvolvimento das plantas. Para o professor de geoquímica e ambiente da USP Adolpho Melfi, a água usada atualmente na irrigação das lavouras pode ser substituída com segurança pelo efluente, o que pouparia água potável importante no abastecimento das cidades. “A agricultura utiliza praticamente 70% da água que poderia ser para o consumo humano”, explica. Atualmente, o efluente só pode ser usado na lavagem de ruas e irrigação de jardins, por não haver legislação que autorize o seu uso no campo. O experimento feito nas cidades de Lins e Piracicaba, interior de São Paulo, mostrou que a economia no uso de fertilizantes nitrogenados chegou a 80% no plantio de capim, utilizado na alimentação do gado, durante um ano de baixa ocorrência de chuvas. Os cientistas compararam a produtividade do capim irrigado com água comum e do irrigado com esgoto tratado. Ambos receberam a mesma quantidade de fertilizante necessário para o crescimento das plantas. O resultado foi uma produtividade de 33 toneladas de capim por hectare ao ano no caso das plantas que receberam irrigação comum e de 39 toneladas por hectare ao ano no capim irrigado com efluente.
Moradores de Miracema e de outros 13 municípios da Região Noroeste Fluminense poderão contar, até o dia 12 de agosto, com Mamógrafo Móvel da secretaria estadual de Saúde. O equipamento está montado na Praça Ary Parreira (da Igreja Matriz), no Centro. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados e feriados, das 8h às 15h. O equipamento beneficia também pacientes de Itaperuna, Santo Antônio de Pádua, Aperibé, Itaocara, Cambuci, Varre-Sai, Porciúncula, Natividade, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, São José de Ubá, Italva e Cardoso Moreira. A unidade de Mamografia Móvel é destinada exclusivamente ao atendimento da saúde da mulher e disponibiliza a realização de exames digitais de mamografia e ultrassonografia a pacientes do Sistema Único de Saúde. Também pode realizar biópsias mamárias no local, caso o médico detecte alteração no procedimento, acelerando o diagnóstico e o tratamento.
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