Publicado, sábado (19), no O Globo. Artigo do escritor e jornalista Zuenir Ventura
Sei que o problema não é só nosso, e que a Europa, por exemplo, não descobriu ainda uma solução para os milhares de refugiados que buscam o continente, fugindo da miséria e das guerras. As nossas incertezas não atingem essa dimensão trágica, nem a de países que estão sujeitos a terremotos, como o Chile; são dúvidas menores que se apresentam sob a forma de crise em várias frentes, que não deixam de afetar nossa vida cotidiana. A mais frequente delas, mas não a mais grave, é a temperatura, cada vez mais incerta. Fui a São Paulo outro dia levando os agasalhos que a meteorologia recomendava, e achei que estava desembarcando no Santos Dumont, nesse nosso verão de 39 graus em pleno inverno (antigamente, os jornais chamavam o calor carioca de “senegalês”; hoje, parece que a imprensa de lá chama o verão deles de “carioquês”).
Para essas mudanças bruscas, porém, basta trocar de roupa e tomar remédio contra o resfriado ou a gripe. Mas e contra a incerteza econômica, o que fazer? A CPMF vai mesmo voltar? Ela passa no Congresso? E a inflação vai ser de quanto? E o desemprego? E o custo de vida? O pacto de ajuste vai resolver a crise fiscal, a recessão e a perda do selo de bom pagador? O ministro Edinho Silva disse que o governo não tem plano B. E se nada do plano A der certo?
Como se todas essas questões não fossem suficientes, há a incerteza política de um país na dúvida se a presidente vai conseguir terminar o mandato, seja por renúncia ou por impeachment. A julgar por sua preocupação, o risco é grande. Esta semana mesmo ela discursou umas três vezes defendendo a sua administração e acusando de golpismo os que querem interrompê-la. Segundo ela, seria uma “versão moderna de golpe de Estado”.
Deve haver os que agem assim por motivos mesquinhos, mas generalizar é no mínimo uma ofensa a personalidades como os respeitáveis juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo, que já protocolaram pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. Bicudo, petista histórico, um dos fundadores do partido, não deixou a presidente sem resposta: “Impeachment não é golpismo, é um remédio prescrito na Constituição; golpismo é de quem fala que é golpe”. Sem o mesmo peso político, mas com o mesmo objetivo, há mais uns 16 pedidos para serem avaliados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Não se sabe o que é pior, se a incerteza em relação ao presente ou se, no caso de afastamento da presidente, a insegurança com o que viria depois. Não é em toda ruptura de governos que surge um Itamar Franco.


Com a camisa rasgada, a gravata em torno do pescoço, diretor da Air France em Orly, Pierre Plissonnier, sai ajudado por seguranças após ataque de manifestantes. O escritório da empresa foi invadido plena reunião do comitê central | KENZO TRIBOUILLARD / AFP[/caption]
Sem camisa, Xavier Broseta é retirado de reunião por seguranças (Foto: Jacky Naegelen/Reuters)[/caption]

Diretor da Air France em Orly, Pierre Plissonnier, depois de ter a roupa rasgada, pula cerca auxiliado por seguranças - KENZO TRIBOUILLARD/AFP[/caption]


Verissimo no estande da Biblioteca Pública Municipal Nereu Ramos |Foto Tiago Amado[/caption]
"Rio do Sul é uma simpática cidadezinha no nordeste de Santa Catarina, e Rio do Sul tem uma feira do livro, à qual fui convidado. Todos os eventos da feira acontecem num espaço montado embaixo de uma ponte. O que só serve para mostrar como a engenhosidade supera tudo, inclusive a falta de verbas e a negligencia oficial com a cultura. Estávamos embaixo de uma ponte, e estávamos, durante a feira, no lugar mais nobre da cidade."
Obs.

Foto: Luiz Armando Vaz / Agência RBS[/caption]
O Brasil era um dos poucos países que obrigava automóveis a ter o extintor. Na Europa e no Estados Unidos não.
Segundo nota do Contran, "A mudança na legislação ocorre após 90 dias de avaliação técnica e consulta aos setores envolvidos. O uso do extintor sem preparo representa mais risco ao motorista do que o incêndio em si".
Também, de acordo com o Contran, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) informou que dos 2 milhões de sinistros em veículos cobertos por seguros, 800 tiveram incêndio como causa. Desse total, apenas 24 informaram que usaram o extintor, equivalente a 3%.
Menos um gasto para o brasileiro, menos um lixo.
