Em Minas: mortes e devastação ambiental
21/01/2017 | 21h38
Tragédia no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais com o rompimento de duas barragens de rejeitos de mineração. As barragens pertencem à mineradora Samarco. O desastre que ocorreu na tarde de ontem (05), já teria matado cerca de 15 pessoas, 45 estariam desaparecidas. Estima-se em 2mil pessoas afetadas pela enxurrada de lama - certamente tóxica - mas ainda não há números oficiais de vítimas. O promotor de Justiça do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador do núcleo de Combate ao Crimes Ambiente, desabafou: "foi um acidente sem precedentes". Ainda segundo o promotor, as responsabilidades pelo acidente serão apuradas com rigor. Em depoimento ao G1, o trabalhador Andrew Oliveira, um dos sobreviventes da tragédia, relatou que "Na hora do almoço, houve um abalo, mas continuamos trabalhando normalmente. Depois por volta das 16h30, por aí assim, começou a praticamente ter um terremoto, mesmo, um terremoto”, afirmou Andrew salvo após pular de uma altura de quatro metros e correr para longe do local atingido. “Acho que foi Deus, Deus que deu coragem mesmo de a gente não parar de correr e de acreditar que eu podia ficar vivo".
[caption id="" align="aligncenter" width="543"]Rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (Foto: Luis Eduardo Franco/TV Globo) Rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (Foto: Luis Eduardo Franco/TV Globo)[/caption] Quem em Campos não se lembra do rastro do outro rompimento de um dique da mineradora Rio Pomba Cataguases Ltda, em Miraí (MG)? Há pouco mais de oito anos, em janeiro de 2007, provocou o vazamento de mais ou menos dois milhões de metros cúbicos (dois bilhões de litros) de lama misturada com bauxita e sulfato de alumínio no Rio Muriaé, um dos afluentes do Paraíba do Sul. Aquela lama tóxica chegou até nós também atingindo os municípios de Laje do Muriaé, Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira. Quem em Campos não se lembra de tantos outros lamentáveis desastres ambientais anteriores a este último? Foi depois daquele vazamento de resíduos de metais pesados (cromo, cádmio, mercúrio e outras substâncias tóxicas) da Cia. Paraibuna de Metais, lá no início da década de 80 e que colocou o município de Campos como o de maior consumidor per capita de água mineral do país.
 fontes. Folha de São Paulo, G1
   
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bAGunÇa só pode a deles
21/01/2017 | 21h38
Depois de ontem (04), quando jogaram um balde de falsos dólares em cima do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), durante uma entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, mesmo servidores passarão a ser revistados. O deputado baixou nesta quinta-feira uma determinação que proíbe o livre acesso ao prédio. Somente os parlamentares - deputados e senadores - terão acesso à qualquer entrada da Câmara sem passar pelo raio-X e ser vistoriado pelos seguranças. Até mesmo os jornalistas e visitantes terão que enfrentar fila para inspeção de bolsas e mochilas. [caption id="" align="aligncenter" width="544"] Foto: Divulgação / Lula Marques / Agência PT[/caption]
Aos gritos “Trouxeram sua encomenda da Suíça”, o rapaz foi logo identificado como Thiago Ferreira Pará, de 26 anos, secretário-geral da UNE e militante do movimento Levante Popular da Juventude. Eduardo Cunha disse que vai “restabelecer a ordem” na Câmara. "Não vou, por causa de um militante encomendado aqui para fazer uma agressão, me intimidar, constranger. Ele foi contratado por alguém com um objetivo. Não vou pautar a minha atuação por causa de um militante. Vou impor a ordem à Casa, pode ter certeza disso. Não vamos permitir bagunça”, afirmou Eduardo Cunha após a confusão.
fontes: Folha da Manhã, O Globo, G1
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Pra pensar
21/01/2017 | 21h38
Me perguntaram o porquê do título do post anterior "Menos mal". Estimativas do próprio governo chinês afirmam que em torno de 400 milhões novos seres teriam nascido caso a política do filho único, adotada até ontem (29) por quase 40 anos,  não tivesse vigorado naquele vasto país. Bom, menos mal, pois diminuiu a intervenção do Estado na vida privada da população daquele país, apesar de saber que o Estado foi criado exatamente por uma necessidade de "mediação" nos conflitos e interesses dos humanos em sociedade. Pelo nosso olhar ocidental, uma política de controle de natalidade com força de lei, como a chinesa, nos causa espanto, ainda que a história nos relate, sob formas disfarçadas (ou mais amenas) quase sempre existiram. Talvez todos nós humanos, em fria análise, deveríamos agradecer a "colaboração" dos chineses em ter nos poupado mais 2 Brasis consumindo desenfreadamente recursos naturais finitos e devastando irracionalmente o planeta Terra.  
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Menos mal
21/01/2017 | 21h38
[caption id="" align="aligncenter" width="543"]Mulher e seu filho são vistos em parada militar na China em setembro de 2015 (Foto: /Kim Kyung-Hoon/Reuters) Mulher e seu filho são vistos em parada militar na China em setembro de 2015 (Foto: /Kim Kyung-Hoon/Reuters)[/caption]
"O governo chinês sempre defendeu que a restrição ao número de filhos, sobretudo em áreas urbanas, contribuiu para o desenvolvimento do país e para a saída da pobreza de mais de 400 milhões nas últimas três décadas. No entanto, também admitiu que estava chegando a hora de essa política ser encerrada" (G1).
 
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Deu no que deu ou prenúncio de um fim
21/01/2017 | 21h38
É com tristeza que hoje leio o relatório final da Associação de Imprensa Campista (AIC) sobre a transferência, ou melhor,  a não transferência do acervo do Monitor Campista para o Arquivo Público Municipal, órgão vinculado a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, situado no Solar do Colégio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Com 14 anos completos de existência, o Arquivo Público Municipal por anos a fio vem dando pra trás, mais uma vez por obra do descaso do poder público municipal - leia-se Prefeitura de Campos - que deixou a instituição sem nenhum tipo de investimento à altura do minucioso, contínuo, silencioso e insubstituível trabalho de restauração, conservação e catalogação do acervo documental municipal. É como afirmamos anteriormente: a descontinuidade é marca nefasta atual na esfera pública da Cultura local. Em passada lenta, mas, firme, toda uma construção que envolveu mentes, braços e recursos municipais vai sendo desperdiçada. É aquela velha história: documentos perdidos não voltam, nem conservados votam. Fomos, rebaixados. Leia a íntegra do relatório da AIC abaixo.

AIC entrega à Câmara e à FCJOL relatório sobre Arquivo Público Municipal

A Associação de Imprensa Campista (AIC) protocolou ontem (26), para a presidência da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, e hoje (27), para a presidência da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, relatório com as impressões de cinco pesquisadores da cidade sobre as condições do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho para receber o acervo do jornal Monitor Campista, atualmente sob a guarda do Poder Legislativo de Campos. A visita ocorreu no último dia 13, a convite da AIC. A entidade foi motivada pelo anúncio recente de assinatura de Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura e a Câmara para que o acervo fosse levado do prédio do Legislativo para o Arquivo Público. Dos cinco pesquisadores que realizaram a visita, quatro recomendaram que o acervo do Monitor Campista não seja levado para o Arquivo Público. O relatório sugere a reabertura do diálogo sobre o tema, assim como a discussão com a sociedade acerca da necessidade da construção de um novo arquivo público para o município, em prédio central e moderno, mais adequado à preservação de documentos históricos. A entidade também reafirmou a sua posição de defesa da criação da Fundação Monitor Campista, que, além de zelar pela preservação do acervo do jornal, voltaria a colocar a publicação para circular. Para a AIC, o Monitor Campista é um patrimônio não somente pelo seu acervo, mas também pela sua existência, que ainda pode ser retomada depois da "descontinuidade" ocorrida em 15 de novembro de 2009. Confira no link abaixo a íntegra do relatório. http://www.4shared.com/office/9cPwO-esba/Relatrio_Visita_AIC_Arquivo_Pb.html    
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Trégua: bora voar?
21/01/2017 | 21h38
Depois de meses com o nó na garganta - suspensos por um fio do noticiário nacional, sensação de queda iminente - a semana se encerra com o campista atento ao desenrolar da mais recente patacoada da Prefeitura de Campos. Eis que o rock vem nos tocar o astral. Levanta o som! https://youtu.be/JozAmXo2bDE    
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FEDENTINA
21/01/2017 | 21h38
Publicada hoje, (21), no jornal Folha de São Paulo
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CPIs de araque
21/01/2017 | 21h37
 CPI da Petrobras: muito dinheiro jogado fora para nada

CPI da Petrobrás : muito dinheiro jogado fora para nada

Fecham-se as cortinas, acabou o espetáculo no picadeiro da CPI da Petrobras. Sai de cartaz, após 235 dias e 57 sessões, o desfile de mediocridades e histrionismo promovido pelos deputados de mais esta comissão de inquérito montada na Câmara Federal, sem apurar nada além do que já se sabia na Operação Lava Jato, e sem indiciar ninguém. Como as torcidas do Flamengo e do Corinthians, além de todas as outras,  já podiam prever, desde o início da pantomina transmitida ao vivo pela TV Câmara, foram horas e horas de noticiário e quilômetros de papel, muito tempo e dinheiro jogado fora para nada. Para distrair a distinta platéia, jogaram até ratos no plenário, mas a maioria dos 131 depoentes permaneceu em silêncio diante do "interrogatório" de suas excelências. Muita gente já esqueceu, mas para ajudar nos trabalhos contrataram até a Kroll, uma empresa inglesa de investigações (ela própria alvo de uma investigação da Polícia Federal, em 2004), que levou R$ 1 milhão dos cofres públicos sem apresentar nenhum resultado, que se saiba. Dos 62 deputados envolvidos na Lava Jato, só um único, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi ouvido pelos parlamentares na CPI, e assim mesmo porque ele pediu para depor. Foi na sessão em que negou ter contas no exterior, posteriormente reveladas pela justiça da Suíça. Ou seja, mentiu na CPI, o que pode levar à sua cassação pela Comissão de Ética por falta de decoro, entre outros motivos. Sem contar os salários e as horas extras do batalhão de funcionários mobilizados pela comissão, foram gastos mais de R$ 373 mil em "despesas operacionais", com passagens aéreas, diárias e traduções simultâneas. Além das excursões para Curitiba, onde foram ouvir presos pela Operação Lava Jato, deputados tiveram despesas pagas para ouvir depoimentos até em Londres. No catatau de 700 páginas que o relator Luiz Sergio, do PT, começou a ler nesta segunda-feira, está o resumo do grande acordão feito pelos partidos para salvar a cara de todo mundo. O prazo oficial para o encerramento da CPI, depois de dois adiamentos, termina na sexta-feira. Até lá, precisa ser votado o relatório final. Como de praxe, a oposição deverá apresentar um voto em separado. Tudo isso para quê? Para nada. Publicado hoje (20) no blog Balaio do Kotscho http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2015/10/20/cpi-da-petrobras-muito-dinheiro-jogado-fora-para-nada/
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Ressaca da crise aumenta consumo de cerveja
21/01/2017 | 21h37
Com crise ou sem crise ou até pela crise bebe-se à beça no país. [caption id="" align="aligncenter" width="543"]Nos 11 primeiros dias da oktoberfest 2015, 480 mil litros de chope foram vendidos (Foto: Oktoberfest 2015/Divulgação) (Foto: Oktoberfest 2015/Divulgação)[/caption] Nos 11 primeiros dias da Oktoberfest, 480 mil litros de chope foram vendidos no Parque Vila Germânica, em Blumenau, local onde se realiza até o dia 25 a 32ª edição da Oktoberfest.  Houve um aumento de 15,4% no consumo da bebida em relação a igual período do ano passado. E o chope querido da galera é do tipo pilsen ainda que os de tipo artesanais tenham tido aumento no consumo de 149,8%, segundo os organizadores. Na noite do sábado passado (17), 58.093 pessoas compareceram na Oktoberfest de Blumenau que até aqui recebeu 298.114 visitantes,  número 8% maior do que o registrado nos primeiros 11 dias da festa de 2014. Pelo ânimo ou desânimo nacional a tradicional festa alemã segue embalada.
fonte. G1
 
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Paciência tem limite
21/01/2017 | 21h37
Do jeito que a política desceu a ladeira e o impasse se estabeleceu com a falta de legitimidade dos atores, em toma lá da cá inaceitáveis a qualquer respeitável democracia, fica difícil imaginar mínima solução para a crise econômica que é grave. Fala-se contra o arrocho do ajuste fiscal defendido pelo Ministro da Fazenda Joaquim Levy e isso sem que nem mesmo as medidas tenham sido aprovadas pelo Congresso Nacional. Hoje, as manchetes dos principais jornais nacionais apontam a desestabilização do Levy no cargo. Ou seja, entrando outro ministro nem andamos para um lado nem para o outro lado. Continuamos cavando no fundo do buraco. Imobilizado o Estado, em cascata os estados ficaram engessados. Por cima, ainda, nem podem pensar em pedalar. Aqui no nosso Rio de Janeiro paira a sombra do atraso sobre pagamentos aos aposentados e pensionistas em futuro não longínquo. Não por acaso, um ministro do STF  - pela primeira vez desde que esta fuzarca paralisou o Brasil -  sugere a renúncia de Dilma, Cunha e Temer como forma "não traumática" para o país superar a crise. Que o brasileiro comum deseja zerar a conta e recomeçar tudo outra vez é fato sensível. Qual será o caminho só o futuro dirá. [caption id="" align="aligncenter" width="550"]Charge (Foto: Chico Caruso) Charge (Foto: Chico Caruso) publicada hoje, 16/10 no O Globo[/caption]
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Luciana Portinho

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