Flip, território da liberdade do pensamento
21/01/2017 | 21h35
Talvez uma das mais interessantes características da Flip seja a de propor linhas de pensamento diferentes para um mesmo tema. Em princípio, não existem tabus que não possam publicamente ser debatidos, alias se assim não fosse o evento não completaria, sem deixar a peteca cair, a sua 13ª edição e, também convocaria as nuvens, não seres humanos que pensam e escrevem o que pensam. [caption id="attachment_9120" align="alignleft" width="338"]ANTONIO RISERIO foto O Globo[/caption] A mesa “A cidade e o território”, abriu o segundo dia da Festa Literária Internacional de Paraty 2015. Reuniu o antropólogo baiano Antonio Risério e o poeta carioca Eucanaã Ferraz. Dois enfoques. Risério apontou a necessidade de encarar a situação catastrófica das metrópoles brasileiras: “não temos mais tempo para pensar uma cidade ideal, como fizeram os modernistas, hoje, a cidade ideal é a necessária, nos falta tempo”. Ferraz argumentou que a poesia traz consigo um urbanismo, pois age num terceiro espaço entre o real e a imagem do real. Na sua fala, o antropólogo começou analisando o duplo sentido das grandes cidades brasileiras com seus centros históricos: “duas cidades funcionando dentro de uma”, o que leva a um terceiro modelo que é “o que queremos construir: nem a cidade barroca escravista, tampouco a cidade capitalista que geram as periferias de excluídos”. Para ele, o centro antigo é o elemento central de uma identidade cívica que se deseja preservar, “é uma missão de todos num contexto em que avança a segregação sócio territorial”. — Temos que enfrentar a realidade e construir um chão compartilhável, uma narrativa comum. Mas como compartilhar um discurso, uma meta, se habitamos lugares tão diferentes e distantes. Sob o signo da segregação sócio territorial e das suas fraturas não é possível se manter saudável. Caso não nos organizemos, podemos nos encrencar de vez — afirmou Risério. — Não há nenhuma catástrofe a caminho, a merda já aconteceu. Só nos resta tentar remendar a idiotice planetária que já aconteceu. Ao responder a uma pergunta da plateia, pediam sua opinião sobre as ciclovias de São Paulo, o antropólogo afirmou que o debate não deve se centrar na construção ou não das pistas exclusivas para bicicletas, mas no fenômeno urbano onde elas estão inseridas. Ele elogiou o prefeito paulista Fernando Haddad (PT). — São Paulo é um fenômeno sócio territorial especifico com seus viadutos, como o Minhocão, frutos da engenharia da ditadura e do Paulo Maluf. Com Haddad, pela primeira vez vejo alguém tentando discutir a cidade enquanto questão urbanística. A ciclovia não é o problema. Acontece que esse cara está encarando o automóvel – disse Risério, provocando aplausos do público. [caption id="attachment_9122" align="alignleft" width="331"]EUCANAÃ FERRAZ foto. O Globo[/caption] Ferraz iniciou sua participação recitando os versos de “Lira paulistana”, poema de Mário de Andrade, autor homenageado da Flip: “Quando eu morrer quero ficar / Não contem aos meus inimigos / Sepultado em minha cidade / Saudade”. Seu objetivo foi ilustrar a inflexão praticada pelos modernistas ao abraçar a metrópole na década de 1920, enquanto toda linhagem anterior, Olavo Bilac à frente, a recusava. Para o poeta, a poesia é um fato social, “ela nos fala, é uma materialidade entre outras materialidades, é uma matéria que se instala entre outras matérias, daí seu valor urbanístico”. Menos do que um discurso excepcional e sacralizado e também não restrito ao sentimento do sujeito. Trata-se de uma matéria que entra em relação com outras matérias na cidade. — O urbanista Giulio Carlo Argan diz que faz urbanismo quem produz valor e o coloca em circulação. A poesia tem um alto valor de imaginação e se põe como valor, junto de outros valores, na cidade. Ela tem uma função, mesmo que não seja normativa – disse Ferraz, autor de uma tese de doutorado sobre a relação entre poesia e arquitetura. — É o terceiro espaço que a poesia põe em questão com o seu urbanismo, um espaço que não é nem a realidade nem a imagem dessa realidade. A poesia é uma ameaça, disse Eucanaã Ferrraz. No fim da mesa, quando comentava sobre três mulheres importantes da arquitetura moderna nacional – Carmen Portinho, Lota Macedo Soares e Lina Bo Bardi -, Risério criticou nomes badalados internacionalmente, como Santiago Calatrava e Frank Gehry. Segundo o antropólogo, cada arquiteto fazendo a sua escultura e “foda-se o resto”, não pensam no entorno e deu como exemplo a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. A mediação da mesa foi do poeta e curador João Bandeira.  
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Gracinha com o chapéu dos outros
21/01/2017 | 21h35
Comprar o futuro político deles às  custas de um significativo endividamento para o campista é falta de humanidade. Eles  sabem que empobrecerão Campos ao sangrar o orçamento - receitas futuras - com juros exorbitantes da dívida que querem porque querem contrair. image        
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Da Flip 2015, primeiras impressões
21/01/2017 | 21h35
Com 43 autores - 11 são poetas - e o escritor brasileiro modernista Mario de Andrade (1893 - 1945) como homenageado, ontem (01) teve início a 13ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A cidade histórica durante os cinco dias do evento, será aos poucos tomada por uma gente misturada que veio assistir aos debates, encontros e mostras. Ainda que a recessão econômica do presente afete toda e qualquer iniciativa no país, a Flip, logo na abertura, deu mostra da seriedade e qualidade com que é elaborada desde a primeira edição há mais de uma década. O evento cultural, segundo os organizadores (Associação Casa Azul) não é mais um evento “de fora” ao paratiense; está fincado nos quatro cantos do Centro Histórico, movimenta a economia do turismo local, já faz parte do território, mesmo que tenha tido seu orçamento diminuído. Se em 2014 a Flip contou com R$ 8.5 milhões este ano recebeu R$ 7,5 milhões. Não é nada, não é nada – outros talvez cancelassem a festa em total descompromisso com o cativo público -, pois aqui se observa que o fundamental do movimento cultural está assegurado, o supérfluo sofreu cortes e a Flip 2015 acontece firme apesar de. Intitulada “As margens de Mário” foi a mesa da sessão de abertura da Flip 2015. Dela, participaram a crítica literária argentina Beatriz Sarlo, a ensaísta paulista Eliane Robert Moraes e o carioca estudioso do modernismo brasileiro, Eduardo Jardim. Antes, um vídeo com o artista e músico pernambucano Antonio Nóbrega. A proposta é alargar o olhar como o fez Mario de Andrade em suas incursões inquietas pelo Brasil; nas palavras de Nóbrega “O dia que descobrirmos esse olhar seremos um país melhor”, ou como disse Beatriz Sarlo ao fazer paralelo entre os dois países sul-americanos - Argentina e Brasil – trata-se de pensar “carência e conflito” deste país não apenas multicultural, mas, “ricamente multicultural”. "Eu sou trezentos, sou trezentos- e-cinquenta, Mas um dia afinal me encontrarei comigo..." Mário de Andrade FullSizeRender(11) FullSizeRender(12) FullSizeRender(13)  
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Saúde de Campos: um escárnio com o povo
21/01/2017 | 21h35
Luciana, me perdoe por voltar ao seu blog, mas gostaria de fazer uma correção,onde citei Sampa,o correto seria Pampa(Secretário de Esportes). Voltando ao assunto do ÓDIO citado pelo Juliano. Pergunto a ele como se sentiria ao ser tratado com DESCASO SENDO IDOSO, NUMA CASA PARA IDOSOS (Centro Dias no J.Carioca), em que a prefeitura,na propaganda paga diz ser REFERÊNCIA NA REGIÃO? Sexta feira(26/06),eu tinha consultas marcadas para Cardiologista e Urologista. Bom, o Cardiologista, que seria às 10:00hs, ligou às 11:10 dizendo que não iria, remarcaram para 17/07. Quanto ao Urologista, me disse que apesar de eu NECESSITAR DE FAZER O TOQUE, ELE NÃO IRIA FAZER POIS ESTÁ EM FALTA DE “VASELINA”. Bom, voltei para casa frustrado já que tenho um histórico familiar ruim,meu pai teve Câncer de Próstata, meu irmão (67 anos), está aguardando por uma cirurgia no HGG (sem prazo definido e me parece que é para uma correção, não é maligno). E veja que estou desde de março, para fazer um Ultrassom de Próstata, só fui conseguir em 12/06 já que o COMPUTADOR ESTAVA COM DEFEITO. Bom, já voltei para casa sem AFERIR PRESSÃO POR FALTA DE APARELHOS (só existia um no local e estava quebrado), agora voltei para casa FRUSTRADO, por um médico que faltou (minha pressão estava 17 x 10) e pelo outro que deixou um tanto perplexo por não fazer o serviço que deveria fazer por FALTA DE UM MATERIAL COMUM E TÃO BARATO. Aí vejo um jornalista do jornaleco o Diário dizer que o vereador R.Diniz não respeitou o idoso se referindo ao Presidente da Câmara! Que diríamos nós IDOSOS DO CENTRO DIA? abs. (Publicado como comentário no blog)
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Ilustrativo
21/01/2017 | 21h35
O autor se chama Szurcsik József, nascido em Budapeste em 1959, Hungria. Vive e trabalha por lá. A obra leva o título de "Sujeitos". Pesada na mensagem, em preto e branco. E tons de cinza. Logo me remeteu a alguns daqui da planície que como os retratados alhures lambem sola de sapato. Observem suas faces: rachadas, todos de terno e gravata, olhar perdido...pois é. FullSizeRender(8) FullSizeRender(9) FullSizeRender(10)   A arte retrata e denuncia realidades universais. obs. atualizado para incluir as últimas duas imagens que não apareciam. (28/06)
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Me digam: é hora?
21/01/2017 | 21h35
Flagrante feito ontem (25) exatamente às 15.36h, em um dos corredores de Campos, na Avenida Pelinca. O retrato da quizumba que é o serviço público municipal. FullSizeRender(5) FullSizeRender(6) FullSizeRender(7)
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Mário de Andrade dá o tom do show de abertura da Flip
21/01/2017 | 21h35
flip logo 15 [caption id="" align="alignleft" width="296"] Luís Perequê (foto de André Conti)[/caption] Intitulado “Música na Praça”, o show de abertura da Flip 2015 reúne Luís Perequê, o grupo cirandeiro Os Caiçaras e a cantora Dani Lasalvia, voltados para a arte popular -- tema recorrente na obra do homenageado Mário de Andrade (1893-1945). O autor e musicólogo foi um desbravador da música popular de raiz do Brasil, apontando suas pesquisas para ritmos indígenas, músicas africanas, acalantos, ranchos, modinhas, cirandas. O show, gratuito, acontece ao lado da Igreja Matriz, na quarta-feira (1º de julho), às 21h30, após a sessão de abertura da festa literária. Apresentando canções de sua autoria, Luís Perequê abre a noite. Na sequência, uma convidada do artista caiçara ganha a Tenda da Flipinha, a cantora Dani Lasalvia – que interpreta algumas das canções coletadas por Mário. A ciranda, que o escritor modernista chamou de “dança dramática”, estará representada pelo grupo Os Caiçaras. Programação da FlipMais é totalmente gratuita A programação da Flip transborda os limites da Tenda dos Autores e se espalha pela cidade. Marcadas pela diversidade, as atividades da FlipMais combinam literatura, cinema, teatro, arquitetura, artes plásticas e políticas públicas, que ocupam a Casa da Cultura de Paraty e, pela primeira vez, a Capela Nossa Senhora das Dores, a Capelinha – tudo com entrada gratuita. Debates sobre preço fixo do livro e produção de poesia, além de espetáculos que trazem para cena o feminismo e a linguagem contemporânea do circo, compõem a grade da FlipMais. Confira a programação completa aqui.
ascom([email protected])
 
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Feio, feio. Muito feio.
21/01/2017 | 21h35
Lamentável que a Câmara Municipal de Campos, aliás custa bem caro ao bolso do campista, tenha se reduzido a um mero espaço de manobra da prefeitura. Alteram regimento interno ao bel prazer, não comparecem ao trabalho quando o assunto é contrário aos interesses do governo. Como de costume da maioria governista, meteram na marra uma camisa de força no legislativo municipal. Agora, e até quando for do interesse do casal de prefeitos, só podem duas CPIs. As demais são tachadas de eleitoreiras. Enquanto no resto do país não há assunto que não possa ser questionado e trazido à luz para discussão franca da sociedade brasileira, vereadores da situação tremem; esmagam a democracia no afã de evitar qualquer cobrança por parte da oposição. Atitude menor, sem defesa, autoritários que são. Diz um ditado popular: pau que nasce torto, cresce torto, morre torto. Deixo algumas das falas da tenebrosa sessão de ontem. Espera-se que constem dos anais da Câmara: “O que estamos vendo é mais uma manobra feita nos bastidores para enfraquecer os vereadores que desejam fiscalizar o governo”, protestou o vereador Rafael Diniz (PPS) "O secretário Garotinho disse que não tem ladrão no governo. Ninguém disse que tem. O que desejamos é investigar”, indagou Marcão (PT). “Ninguém é contra investigação”. “A resolução é coerente. Não vamos fazer desta Casa um palanque eleitoral. A eleição não chegou ainda”, disse o vereador Fábio Ribeiro (PR) na defesa do governo. “Esta Casa não é uma secretaria do Governo e o presidente não é secretário de Governo. Não adianta ficar de cabeça baixa, seguindo as recomendações do seu assessor jurídico. Levante a cabeça e honre esta cadeira”, disparou o vereador Rafael Diniz ao criticar o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista. “Não fomos eleitos para criticar, nem para abrir CPI. O povo não quer isso. O povo quer saber dos mil que foram demitidos e não voltaram”, falou a vereadora Dona Penha (DEM). “Era uma matéria interna, mas o debate foi parar onde não devia”, disse o vereador Mauro Silva (PT do B) ao lamentar o clima tenso da sessão. [caption id="" align="aligncenter" width="536"] Foto: reprodução Tv Câmara 17h49[/caption]
Fonte. Folha da Manhã, Blog do Bastos, Blog Eu Penso Que.
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E o bom começo...
21/01/2017 | 21h35
...de qualquer situação, pede arte. Arte na convivência, arte no espaço urbano, arte na arte (sic), arte no trabalho e como não poderia deixar de ser: ARTE NO AMOR. Hoje, vamos de Picasso? Três fases dele. Dose tripla para ele, catalão incansável (1881-1973) no afazer de nos permitir surpreender. [caption id="" align="aligncenter" width="570"] "Duas mulheres correndo na praia" ( A corrida), Pablo Picasso, 1922. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]   [caption id="" align="aligncenter" width="593"] "Mulher nua estendida", 1955, Picasso. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]   [caption id="" align="aligncenter" width="321"] "Dora Maar", 1937, Picasso. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]
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Retornando...
21/01/2017 | 21h35
Volto à casa, real e virtual. Por mais que tenha tentado me manter informada sobre os acontecimentos no país e em Campos, reconheço: distante do foco estive. Como da primeira vez que aqui cheguei, a chuva (água) me recebeu. É bom presságio, tanto para mim quanto para a região e, particularmente, para o sudeste. É interessante lembrar, do que pude acompanhar pela mídia, nada de substancial foi alterado no nível dos reservatórios de São Paulo e Rio de Janeiro. Continuamos estacionados no tétrico "nível morto". No "nível morto" também, se não me equivoco na avaliação, continua a prática política dos atuais detentores do poder público municipal. Como novidade na conjuntura política local é a cada vez mais arrojada movimentação e organização da sociedade civil campista agastada com o caduco, repetitivo e falso proselitismo oficial. Uma luz! Isso tudo e tudo o mais será assunto para futuras publicações. Faço o agradecimento aos leitores pela leitura do blog ainda que tenha ficado sem atualizações. Sigamos!      
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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