Tem ladrão na área
21/01/2017 | 19h11
O sujeito é moreno, possui bigode, aparenta ter de 30 a 35 anos e usa boné preto. Também costuma trajar uma camisa do Milan. Há mais de um mês circula de bicicleta entre a Câmara Júnior, Palácio da Cultura, Santa Casa, Pelinca, IFF e Salesiano, sempre no fim da tarde. Aborda as vítimas com um revólver. Leva carteira e celular. Volta e meia a polícia é chamada, mas o bandido foge a tempo. No dia seguinte, volta tranquilamente para retomar sua rotina de assaltos.
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A ilusão do mito
21/01/2017 | 19h11
Os requintes de crueldade do crime são únicos, mas o caso Bruno em si é um clássico da série heróis que se tornam vilões. A questão é: quem criou o monstro? Não é o caso, obviamente, de atribuir co-autoria a mais ninguém, exceto, lógico, àqueles que participaram do episódio brutal, mas sim de compreender como a sociedade tem o poder de contribuir para dar vazão a uma psicopatia que andava lá quieta, naturalmente reprimida, e que a idolatria tratou de fazer aflorar. O problema é que quando alguém faz um trabalho bem feito, e esse trabalho envolve a paixão de milhões de pessoas, como é o caso do futebol, o trabalhador em questão se torna um ser acima do bem e do mal, alguém inquestionável, superior. Do lado de cá, dos simples mortais, alimentamos a vaidade, copiamos moda, chamamos o politicamente incorreto de estilo, irreverência, originalidade. O sujeito, que antes nem sonhava freqüentar os endereços do luxo, agora pode, todos os dias se quiser. Mas não lhe cobram a conta. Afinal, é o cara. Para ele, a lei é mais branda, as regras sociais são mais flexíveis. E de concessão em concessão vão sendo galgados os degraus da fama e da riqueza, do poder e da adoração. Então, vez por outra, bate o choque de realidade. E feito novelo de lã o mito se desfaz. Descobrimos da forma mais estúpida que os sinais estavam ali, batendo à porta, mas o perfil do ídolo ofuscava a personalidade do ser humano. Há muito mais psicopatas do que se possa imaginar cruzando nossos caminhos. O provável é que a maioria nunca chegue a nos barbarizar, porque seus desejos de horror vão esbarrar nos limites impostos aos homens comuns. E uma pessoa só deixa de ser comum quando construímos a celebridade. Ninguém é obrigado, seja quais forem as circunstâncias, a ser bandido. E não serão a ascensão social rápida, a convivência prematura com a barbárie, que a banaliza, ou a hipocrisia do mundo dos holofotes argumentos para absolver nossos heróis de mentirinha por conta da suposta vitimização pelo sistema. A fama e o sucesso não só cobram caro, como demandam obrigações que não podem ser negociáveis em nome da demagogia. No fim das contas, famoso ou anônimo, quem mata, seja fútil ou não o motivo, o faz porque em algum momento julgou sua vida e, por conseqüência, seus interesses, mais importantes que os do outro. Por mais que pareça enfadonho o discurso, ou lugar comum, é preciso desde muito cedo fazer perpetuar os mais caros valores de uma sociedade, nos grandes e pequenos exemplos. Mostrar aos nossos filhos que eles não são menos nem mais. São iguais. Têm deveres iguais. Pertencem a um todo que deve, ou pelo menos deveria, ser homogêneo no quesito responsabilidade. E então, se se tornarem homens prósperos, talentosos, brilhantes, mesmo assim saberão que continuam somente pessoas, e isso já é privilégio bastante.
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Assim fica difícil
21/01/2017 | 19h10
São números como os do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados ontem pelo ministério da Educação, que municiam de argumentos os defensores da redistribuição dos royalties do petróleo. Como explicar Cambuci e Sumidouro entre as melhores notas do Estado do Rio e São João da Barra e Campos na lanterna?
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Crueldade com animais
21/01/2017 | 19h10
A boa notícia vem de Alagoas. O estado nordestino é o oitavo do país a proibir por lei a apresentação de animais em circos. Há tempos este espetáculo deprimente de exploração já deveria ter sido abolido. Mas aos poucos a proteção vai ganhando novos territórios. Porém, infelizmente, a luta para dar fim a outro tipo de crueldade com animais, que acontece nos rodeios, ainda enfrenta resistência. Talvez pelo poderio econômico que envolve a estrutura dos eventos. Nos Estados Unidos, berço dos rodeios, já houve avanço e vários estados proibiram a diversão de humanos à custa do sofrimento de animais, mas no Brasil ainda falta muito para mudar esta cultura cruel. Confira o vídeo: [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-kA5OKNc2nc[/youtube]
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Covardia
21/01/2017 | 19h10
O povo brasileiro é solidário e sempre chega junto nas campanhas que têm como objetivo minimizar o sofrimento de famílias que perderam tudo em catástrofes da natureza, com agora em Alagoas e Pernambuco. Mas, infelizmente, tem gente que se aproveita da situação para lucrar, conforme divulgado hoje no site de O Globo (aqui). Quem vende ou desvia donativos devia responder por crime hediondo. Lembrei de uma imagem revoltante da época das chuvas em Santa Catarina: um jovem casal de classe média encosta o carro em um galpão lotado de roupas e calçados, enche a mala e vai embora tranquilo. Creio que a maioria das doações chega de fato ao seu destino, mas esse tipo de atitude covarde causa desconfiança e pode acabar reduzindo a ajuda. É preciso punir severamente quem gosta de levar vantagem com a tragédia alheia. Não sei, sinceramente, se algum tipo de sanção educativa, como trabalho comunitário, dê resultado. Quem tem coragem de fazer isso não vai ter peso na consciência. Tem que ser cadeia mesmo.
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Em busca de um recorde
21/01/2017 | 19h10
Partidários do ex-governador Garotinho, passada a surpresa inicial pela mudança de planos, já esbanjam entusiasmo com a possibilidade de extraordinário resultado nas urnas do grande puxador de legenda do PR. Falam em 800 mil votos. Os mais otimistas sonham com a marca de um milhão. Um desafio e tanto. Na última eleição, o deputado federal mais votado do Estado do Rio foi o verde Fernando Gabeira. Teve perto de 300 mil votos dos quase 11,5 milhões de eleitores. Mas o recorde absoluto entre os deputados fluminenses é do cantor Agnaldo Timóteo. Foi candidato em 1982, pelo PDT de Leonel Brizola, e conquistou 503 mil votos. À época eram seis milhões de eleitores.
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Câmara deveria cancelar recesso
21/01/2017 | 19h10
Depois da posse de Nélson Nahim como prefeito, na próxima segunda, o novo presidente da Câmara, Rogério Matoso, bem que podia cancelar o recesso parlamentar do meio do ano. Com toda esta crise política instalada no município, não faz sentido que os vereadores permaneçam de folga.
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Sem torcida
21/01/2017 | 19h10
Com a seleção de Gana fora da disputa, resta torcer para que vença o melhor futebol. A única exceção, claro, é quanto à Argentina. Por hora, chega de sofrer. Já basta ser vascaína.
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Passeata contra a cassação
21/01/2017 | 19h10
Os protestos contra o afastamento da prefeita Rosinha Garotinho pelo visto estão só começando. Depois do fechamento de trechos da BR 101 agora é passeata. A convocação é para a manhã deste sábado, saindo às 9h da rua 21 de Abril, em frente ao escritório do deputado federal Geraldo Pudim.
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Noite de protestos nas rodovias
21/01/2017 | 19h10
Produtores rurais do quinto distrito sanjoanense protestaram ontem contra as desapropriações de terras na região, que começam a acontecer para atender ao complexo portuário do Açu. Os manifestantes interditaram a BR 356, na altura de Caetá, usando carros e tratores. O engarrafamento chegou a cinco quilômetros. No mesmo instante, em Campos, o então presidente da Câmara, Nélson Nahim, hoje prefeito, era aguardado para ser oficialmente comunicado sobre o afastamento da prefeita Rosinha. Mais tarde pipocaram protestos em vários trechos da BR 101 contra a decisão do TRE e chegou a haver uma confusão sobre o motivo da manifestação na rodovia que liga Campos a São João da Barra. Aliás, os proprietários de terras do quinto distrito planejam repetir o barulho, desta vez na capital.
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Sobre o autor

Júlia Maria de Assis

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