Surpresas eleitorais
21/01/2017 | 19h11
Toda vez que começa a campanha eleitoral é assim. Vitórias dadas como certas começam a fazer água e candidatos considerados favas contadas para a derrota surpreendem agregando eleitores. Ainda faltam pouco mais de dois meses para as eleições, mas a movimentação que se vê já mostra que previsões aparentemente consolidadas podem acabar não se confirmando.
Um exemplo é o deputado estadual João Peixoto (PSDC), político experiente, que sempre, com todas as polêmicas, acaba obtendo bons resultados nas urnas. Mas ele definitivamente não anda em seus melhores dias. Ficou em cima do muro até quando pôde e acabou provocando a reação de Garotinho, que sentenciou: “Quem quiser votar em João Peixoto não vote em mim”. No dia seguinte o vereador Kelinho (PR), seu fiel escudeiro, anunciou apoio ao colega de partido Geraldo Pudim, que também concorre à Alerj.
Enquanto isso, o outro deputado estadual eleito por Campos, Wilson Cabral (PSB) cuja reeleição muitos consideravam missão impossível, anda dando uma de mineiro. Sem muito alarde e longe das polêmicas, vai angariando novos aliados e já está pronto para inaugurar seu terceiro comitê, desta vez no coração da Pelinca. E os encontros que promove têm registrado um público expressivo, considerando o clima frio de campanha que ainda impera na cidade.
É lógico que há muita coisa para rolar e eleição é sempre uma caixinha de surpresas, mas já tem apostador preocupado.
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Audiência pública
21/01/2017 | 19h11
O economista Alcimar das Chagas Ribeiro, do excelente blog Economia do Norte Fluminense (aqui), faz uma análise interessante sobre a audiência pública promovida na última quarta-feira em São João da Barra com o objetivo de obtenção do licenciamento ambiental para a unidade de tratamento de petróleo do porto do Açu. Para não fugir à regra, não faltaram discursos ensaiados.
Mesários voluntários
21/01/2017 | 19h11
Em Campos, 100% dos eleitores que vão trabalhar como mesários na 98ª Zona Eleitoral são voluntários, ou seja, não foram convocados pela Justiça Eleitoral e sim inscritos por conta própria para participar das eleições. O trabalho é gratuito mas tem suas vantagens: o mesário pode ser beneficiado em critério de desempate de muitos concursos públicos e ganha o direito a dois dias de folga para cada um trabalhado. Mais informações (aqui).
Negócios da China
21/01/2017 | 19h11
Um grupo de empresários da região embarca em outubro para a China, principal parceiro comercial brasileiro, onde acontece a Feira do Cantão, um dos maiores eventos de negócios do mundo. A missão será liderada pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil China e pelo escritório Pizelli Advogados. Serão cinco dias de visita à feira, que acontece na província de Guangzhou, e ocupará este ano uma área superior a um milhão de metros quadrados. Em 2009 a feira atraiu 55 mil expositores e movimentou R$ 69 bilhões em negócios.
Agenda cultural
21/01/2017 | 19h11
Campos é uma das 100 cidades selecionadas para sediar a mostra Vídeo Índio Brasil 2010, que acontece de 31 de julho a 7 de agosto. Da programação constam exibição de filmes, debates e exposição de quadros. O evento é realizado em parceria pela secretaria municipal de Educação, Museu Olavo Cardoso e Fundação Cultural Jornalista Osvaldo Lima, onde acontece a mostra. A coordenação é das educadoras Carmen Eugênia Sampaio Gomes e Sylvia Márcia Paes, do Grupo Unsum, e do animador cultural Antônio Luiz Baldan.
A Faculdade de Medicina de Campos promove de 23 a 27 de agosto mais uma Semana Cultural Renato Moretto, com mostra de cinema, exposição de artes plásticas e o IV Sarau da FMC.
O produtor cultural Wellington Cordeiro anuncia o Projeto Brega – uma sátira do cotidiano, no Espaço Plural do Sesc Campos. Nesta quarta, às 20h, apresentação da performance “É chique ser brega”, e na quinta, no mesmo horário, show com o cantor Zéu Britto. Para fechar, na quinta, festa brega às 22h no BarBearia.
Viva o Monitor
21/01/2017 | 19h11
Ando meio devagar nas postagens por conta de compromissos profissionais e de um cabrunco de reumatismo que afetou todo o meu braço direito e incomoda um bocado. Mas ao longo da semana, que começa mais tranquila, volto ao ritmo normal aqui no espaço, prometo.
Por hora, o registro é para a turma bacana do Monitor Campista, que está anunciando a sétima edição do seu arraiá. Vai ser no dia 21 de agosto, em local ainda a ser confirmado. O Monitor, todo mundo sabe, já não circula mais desde novembro do ano passado. Mas se depender dos coleguinhas da redação, sua história não vai morrer nunca.
Cabral não vai a debates
21/01/2017 | 19h11
Uma pena que o governador Sérgio Cabral não queira participar de debates (aqui). A estratégia é quase sempre utilizada por candidatos com vantagem nas pesquisas, principalmente se busca a reeleição, porque ele perde muito mais do que ganha no confronto com os adversários.
Mas com certeza a perda maior é do eleitor. Os debates são sempre momentos de grande oportunidade para que o eleitor possa decidir seu voto.
Viagem barulhenta
21/01/2017 | 19h11
Há anos faço diariamente o trajeto de ônibus entre São João da Barra, onde moro, e Campos, onde trabalho. Uma hora de ida, uma hora de volta. Invariavelmente pela Campostur, única empresa que detém a concessão da linha intermunicipal.
Costumo dizer que já colecionei memórias suficientes para a edição de um livro de crônicas sobre minhas viagens de Campostur, de tantas histórias malucas que acabo presenciando no percurso deste pequeno trecho da BR 356. Algumas divertidas, outras tristes, outras surreais. Mas o destaque fica mesmo com as irritantes.
A empresa tem lá suas falhas. Poltronas desconfortáveis, motores barulhentos, carros velhos que vivem quebrando pelo caminho — se bem que já vi sucatas piores nas linhas circulares de Campos —, passageiros em pé, passagem absurdamente cara. Claro que são problemas que a empresa precisa corrigir e o Detro cumprir seu papel de fiscalizar.
Só que a conversa aqui é outra: diz respeito à falta de noção de alguns passageiros, que tornam a já desconfortável viagem uma aventura estressante. Eu já ouvi relatos inteiros sobre os mais privados detalhes de uma vida familiar, conjugal, contados por passageiros aos vizinhos de poltrona que acabaram de conhecer. E a um volume de voz que compartilha a intimidade com outras dezenas de desconhecidos. Sabe aquilo de sentir vergonha pelos outros? E as conversas em último volume por telefone, os toques escandalosos dos celulares?
Ninguém vai exigir silêncio absoluto, lógico. Mas tem passageiro, sinceramente, que devia ter botão de stop ou pause. Tem gente que estapeia os filhos, grita os amigos pela janela, cisma de armar barraco do nada, talvez só para proporcionar alguma emoção a um dia monótono. O restante dos passageiros que se lasque diante das cenas constrangedoras e barulhentas. Sem contar com o desrespeito de quem viaja sem camisa e de quem ocupa os lugares destinados aos idosos e deficientes.
Agora, no quesito irritante, o campeão absoluto é o som. Aliás, não é só irritação como descumprimento da lei. Assim como fumar, não é permitido o uso de aparelhos sonoros nos ônibus. E ponto. Pouco importa se alto ou baixo, se funk ou new age.
Mas essa febre de celulares com MP3 está acabando com o sossego de quem gosta de viajar quieto, lendo um livro ou estudando. Às vezes é mais de um e o ônibus inteiro vira uma grande confusão sonora.
Motoristas e cobradores nunca advertem. Por incrível que pareça, muitos ônibus têm seus próprios sistemas de som, com caixas distribuídas ao longo do corredor, e o DJ acaba sendo o próprio motorista.
A empresa sabe que isso acontece e não faz nada. Sequer treina seus funcionários para que possam assegurar aos passageiros uma viagem tranquila. Já vi um cobrador se recusar a atender ao apelo de um passageiro incomodado com o engraçadinho ao lado que havia esquecido o fone de ouvido em casa — tem um monte que sempre esquece.
Transporte coletivo é serviço essencial, tanto que precisa de concessão pública para funcionar. Tem normas a seguir. Por outro lado, educação e respeito são valores que independem da eficácia do trabalho de quem deve fiscalizar.
É simples: viver em coletividade significa entender que nossos direitos só podem ser exercidos quando não violam os direitos das outras pessoas.
Isso vale para o vizinho de ônibus, de casa, do trabalho. Vale para tudo.
O fim das palmadas
A polêmica sobre a proibição das chamadas “palmadas educativas” — acho a expressão totalmente contraditória — está de volta.
Quem provoca o debate é a jornalista gente boa Rose David, no Estou procurando o que fazer, que reproduzo (aqui) para voltar ao tema, assumindo a minha postura de defensora radical do fim dos castigos físicos, seja em maior ou menor intensidade.
Já abordei o assunto em dois posts, um explicando as fases de tramitação do projeto no Brasil e os argumentos (aqui), outro publicando uma entrevista exclusiva ao blog da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), autora do projeto de lei (aqui).
21/01/2017 | 19h11
A polêmica sobre a proibição das chamadas “palmadas educativas” — acho a expressão totalmente contraditória — está de volta.
Quem provoca o debate é a jornalista gente boa Rose David, no Estou procurando o que fazer, que reproduzo (aqui) para voltar ao tema, assumindo a minha postura de defensora radical do fim dos castigos físicos, seja em maior ou menor intensidade.
Já abordei o assunto em dois posts, um explicando as fases de tramitação do projeto no Brasil e os argumentos (aqui), outro publicando uma entrevista exclusiva ao blog da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), autora do projeto de lei (aqui).
Dengue: alto risco em SJB e Italva
21/01/2017 | 19h11
Os números são do movimento “Rio contra a dengue”, do governo estadual: o mapa do Levantamento do Índice de Infestação Rápido para Aedes aegypt (LIRAa) aponta São João da Barra como o município com maior Índice de Infestação Predial (IIP) do mosquito transmissor da doença. Em seguida, também com percentual expressivo, aparece Italva.
O levantamento é realizado em média a cada quatro meses pelos municípios, através de amostragem, com a visita de agentes de Saúde às residências e outros imóveis. É esse trabalho que origina o IIP médio do município, representando o percentual de imóveis com a presença de criadouros que contenham larvas do mosquito. Os números que acabam de ser divulgados são referentes a maio. Dos 92 municípios fluminenses, 67 realizaram o LIRAa e enviaram os resultados à secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil.
O levantamento dos 67 municípios mostra o seguinte quadro:
48% em situação de baixo risco – IIP menor que 1%
46% em estado de alerta – IIP entre 1 e 3,9%
6% em situação de alto risco – IIP acima de 4%
Com alto risco são quatro municípios:
São João da Barra – IIP de 9,8%
Italva – IIP de 8,5%
Tanguá – IIP de 4,6%
Carapebus – IIP de 4,5%
O IPP de Campos é de 2,3%, ou seja, situação de alerta.
Os resultados correspondem aos índices médios, o que quer dizer que dentro dos municípios podem ser encontradas áreas de alto risco e de baixo risco. Cabe, portanto, às secretarias municipais de Saúde, uma análise mais detalhada para definir a forma de atuação no trabalho de combate à dengue.
Como visto, a situação é grave. Mas é importante ressaltar que a responsabilidade deve ser compartilhada entre poder público e sociedade. É claro que o papel das secretarias municipais de Saúde é fundamental, mas hoje, com tantas campanhas amplamente divulgadas, é inadmissível que as pessoas ainda não saibam como evitar a proliferação dos criadouros em casa. E ainda tem gente, por incrível que pareça, que não está nem aí.
Outra questão, e essa específica de São João da Barra, é que o problema se agrava, principalmente nas regiões de praia, por causa das casas de veraneio que permanecem fechadas no inverno. Mas aí a solução é agilizar autorizações judiciais para que os agentes possam entrar nas residências.
Sobre o autor
Júlia Maria de Assis
[email protected]
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