Secretário de Fazenda de Campos exonerado
21/01/2017 | 19h21
O secretário de Fazenda de Campos, Francisco Squef, foi exonerado hoje do cargo. Em seu lugar assume interinamente o controlador da Prefeitura, Suledil Bernardino. A informação foi divulgada agora há pouco no blog do Fernando Leite.
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Fim do mundo logo agora?
Eu não me conformo. Logo agora que o calorão foi embora e o clima está tão gostoso o mundo resolve acabar? Poxa, deixa passar o inverno pelo menos. Mas não adianta. Está nas escrituras. E segundo membros de um grupo fundamentalista cristão dos Estados Unidos, o Family Radio, essa nossa brincadeira bacana chamada vida voa pelos ares amanhã. Andam falando em 11h. Eu nem ia esquentar a cabeça pensando no cardápio do almoço, mas resolvi dar uma pesquisada e descobri que os sabichões já erraram o cálculo uma vez. Previram o fim do mundo para 1994 e pagaram o maior mico. Então acho melhor, por precaução, tirar a carne do congelador.
A parada é a seguinte: o tal Family Radio, que espalhou dois mil outdoors pelo mundo todo — inclusive no Brasil — anda anunciando o juízo final para este sábado e diz que encontrou a data na bíblia. O fim do mundo, segundo os religiosos, ocorrerá sete mil anos depois de 4990 a.C., ano do dilúvio universal em que somente Noé e sua arca se salvaram. O dia exato saiu de outro cálculo. A interpretação é que o botão de stop será acionado no 17º dia do segundo mês do calendário bíblico moderno, ou seja, 21 de maio de 2011. E tem um monte de gente acreditando. Dá só uma passeada no google e no youtube para ver o tamanho da mobilização.
Segundo o porta-voz do grupo, Gunther von Harringa, o mundo vai acabar em um grande terremoto que durará 153 dias, na Nova Zelândia. O desastre natural vai avançar em direção ao leste e abalar geral as estruturas. Ele afirma que o mundo existe há 13.023 anos e deus perdeu a paciência. É mole? E tem mais: somente cerca de 170 milhões de pessoas serão salvas, seguindo direto para o céu.
Bom, segundo os critérios da mesma bíblia que embasa os devaneios desses malucos eu não tenho a menor chance de conseguir nem um cantinho de uma nuvem. Então vai ser fim de linha mesmo. Por isso estou na torcida para que errem de novo. Antes de dizer tchau ainda pretendo sair do aluguel, perder alguns quilos... (tá bom, muitos) e largar o maldito cigarro. Ah, e o mais importante: ver o mundo livre do fanatismo religioso.
Com informações do UOL
21/01/2017 | 19h21
Eu não me conformo. Logo agora que o calorão foi embora e o clima está tão gostoso o mundo resolve acabar? Poxa, deixa passar o inverno pelo menos. Mas não adianta. Está nas escrituras. E segundo membros de um grupo fundamentalista cristão dos Estados Unidos, o Family Radio, essa nossa brincadeira bacana chamada vida voa pelos ares amanhã. Andam falando em 11h. Eu nem ia esquentar a cabeça pensando no cardápio do almoço, mas resolvi dar uma pesquisada e descobri que os sabichões já erraram o cálculo uma vez. Previram o fim do mundo para 1994 e pagaram o maior mico. Então acho melhor, por precaução, tirar a carne do congelador.
A parada é a seguinte: o tal Family Radio, que espalhou dois mil outdoors pelo mundo todo — inclusive no Brasil — anda anunciando o juízo final para este sábado e diz que encontrou a data na bíblia. O fim do mundo, segundo os religiosos, ocorrerá sete mil anos depois de 4990 a.C., ano do dilúvio universal em que somente Noé e sua arca se salvaram. O dia exato saiu de outro cálculo. A interpretação é que o botão de stop será acionado no 17º dia do segundo mês do calendário bíblico moderno, ou seja, 21 de maio de 2011. E tem um monte de gente acreditando. Dá só uma passeada no google e no youtube para ver o tamanho da mobilização.
Segundo o porta-voz do grupo, Gunther von Harringa, o mundo vai acabar em um grande terremoto que durará 153 dias, na Nova Zelândia. O desastre natural vai avançar em direção ao leste e abalar geral as estruturas. Ele afirma que o mundo existe há 13.023 anos e deus perdeu a paciência. É mole? E tem mais: somente cerca de 170 milhões de pessoas serão salvas, seguindo direto para o céu.
Bom, segundo os critérios da mesma bíblia que embasa os devaneios desses malucos eu não tenho a menor chance de conseguir nem um cantinho de uma nuvem. Então vai ser fim de linha mesmo. Por isso estou na torcida para que errem de novo. Antes de dizer tchau ainda pretendo sair do aluguel, perder alguns quilos... (tá bom, muitos) e largar o maldito cigarro. Ah, e o mais importante: ver o mundo livre do fanatismo religioso.
Com informações do UOL
Sanjoanense apresenta pesquisa jurídica em congresso
21/01/2017 | 19h20
O advogado sanjoanense Juliano Soares Rangel teve seu trabalho sobre tratados de diretos humanos nos países do Mercosul, desenvolvido em parceria com Douglas Lemos Monteiro, aprovado em terceiro lugar para o XX Encontro Nacional do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (Conpedi), maior instituto de pesquisa jurídica do país, que acontece no final de junho em Belo Horizonte. Foram mais de 1.200 inscritos e apenas 20 selecionados.
Especialista em Dinâmica do Direito no Século XXI e em Direito Material e Processual do Trabalho Previdenciário, Juliano é mestrando do programa de Políticas Sociais da Uenf e professor convidado da Faculdade de Direito de Campos. Ele propôs o desafio ao então aluno Douglas Lemos, seu orientado na pesquisa de monografia, e o resultado foi o trabalho em conjunto. Douglas é graduado em Direito pela FDC e em Relações Internacionais pela Ucam.
O trabalho aprovado para o Conpedi, intitulado “Configuração positivista-normativa dos tratados internacionais nos Estados Partes do MERCOSUL e efetividade da proteção aos direitos humanos: apontamentos de julgados e posições de Estados”, mostra avanços do Brasil e da Argentina na efetivação dos direitos humanos.
Wladimir: do distanciamento ao papel de articulador
Ao contrário da irmã Clarissa, que seguiu desde cedo os passos dos pais, Wladimir Matheus se manteve durante muito tempo distante da vida política. Reclamava da rotina diferente da família e da falta de tempo para programas simples como ir ao shopping e passear no parque. Mas veio a eleição de 2008 e ele acabou assumindo, mesmo sem ter planejado, a coordenação da campanha da mãe para a Prefeitura de Campos.
Tomou gosto pela coisa e hoje o jovem publicitário de 26 anos é nada menos que o presidente do PR no município. Mais que isso, tem se mostrado bom articulador e já costura alianças para as eleições do ano que vem, não só em Campos, mas em todo o Norte Fluminense.
Nesta entrevista ao blog, o filho de Rosinha e Garotinho conta como se aproximou da política e admite que sonha em um dia chegar ao cargo de prefeito.
Sua função é de articulador do governo?
Também. Minha função não é só essa. É organizar o partido para as eleições de 2012. Formar nominatas hoje não é fácil. Com 25 cadeiras serão 37 candidatos, sendo 30% obrigatoriamente mulheres. Então são 12 mulheres. E não é tarefa tão fácil. Mas a gente acaba, junto com o secretário de Governo Geraldo Pudim, fazendo a articulação com os vereadores, fazendo chegar próximo ao governo, conversar com o governo. Então a função de articulador também existe, mas não é só isso. Nós formamos a Frente Democrática, composta por oito partidos, que faz reuniões a cada 15 dias. A próxima reunião é dia 20 e deve entrar mais um partido.
Qual?
PSDC, Gil Vianna. Estará lá.
Qual o objetivo da frente?
O PR encabeçou a frente e chamou os outros partidos para participarem. Ela visa fazer uma base de apoio ao governo, sustentar as ações do governo e também discutir ações para o governo. A gente debate ideias, propõe. O secretário de Governo quase sempre participa das reuniões e a gente passa para ele. Os pleitos são muito comuns. Quase todos os partidos participaram da construção do plano de governo. Então às vezes é uma ação que está demorando um pouco para andar, uma questão de prioridade. A gente discute muito políticas públicas ali, alianças programáticas.
Você acha que o governo está bem? O que precisa melhorar?
Não sou eu que digo que está bem. A pesquisa diz que o governo tem 75% de aprovação. É pesquisa do Instituto Precisão, registrada. Então eu acho que está bem.
Mas o que pode melhorar?
Eu acho que a comunicação do governo pode melhorar bastante. Não é uma crítica ao secretário, mas eu acho que a Prefeitura faz muita coisa e o que é feito é pouco divulgado. A gente vai na localidade e percebe. Por exemplo, eu estive no Novo Jóquei semana passada e um morador me disse que não tinha sido feito nada no Novo Jóquei. Como não está fazendo nada? Nós estamos fazendo casas populares, creche modelo e escola modelo. Mas o morador não queria isso. Queria resolver o buraco da rua. Então ele disse que não estava sendo feito nada. Então é uma questão de comunicação.
Você anda nas ruas, ouve os problemas, ouve os partidos e aí tem que levar tudo para a prefeita. Como é essa relação com sua mãe?
Eu não consigo diferenciar a política Rosinha da minha mãe Rosinha. Para mim é uma coisa só.
Isso é bom ou ruim?
É bom e ruim. Porque a gente acaba se envolvendo, ficando sem hora de lazer. A gente se encontra e acaba só falando da política, dos problemas que tem que resolver, que tem que fazer.
Você é do tipo que quando vai para casa não desliga?
Eu não desligo. Eu só consigo desligar quando estou com minha filha. Só.
Sua irmã Clarissa começou cedo na militância. Você demorou muito mais. Não gostava de política?
Não é que não gostava. Eu sentia que a política atrapalhava na vida da família. Quando eu era mais jovem, quando era criança, achava que meus pais eram muitos ausentes, não estavam ali, não podiam sair com a gente. Eu reclamava muito dessa ausência, mas o tempo foi passando e eu fui entendendo as coisas.
Eles não eram zelosos?
Sim, eles eram zelosos. Eles não tinham tempo disponível. Por exemplo, para passear no shopping como todo mundo faz, para levar o filho no parque. Não tinham tempo. Mas a gente sempre almoçava junto, estava junto. Mas meu pai também é política 24 horas por dia. E a gente foi acostumado a viver assim. Eu passei a gostar da política, entender muito mais as coisas, na eleição da minha mãe aqui em Campos para prefeita.
O que o fez participar?
A princípio foi o seguinte: minha mãe decidiu ser candidata a prefeita em Campos e minha irmã a vereadora no Rio. Meu pai tinha que ficar no Rio para tocar as coisas lá e também ajudar a minha irmã. E eu recebi uma missão: vai para Campos, você só vai andar com a sua mãe. Toma conta lá das coisas, fica com ela lá. E eu vim para cá, sem gostar de me envolver com política, para ser uma referência, um apoio para ela.
Você veio contrariado?
Não, minha vida sempre foi em Campos. Minha namorada era daqui. Eu nunca quis morar no Rio de Janeiro. Morei, me adaptei, mas nunca gostei. Eu sempre estava aqui. Quem me conhece sabe. Então eu vim para cá e o que acabou acontecendo? Como meu pai não estava aqui ficou um vazio na coordenação da campanha e acabei assumindo a coordenação. Então o que eu fiz? Peguei minha noiva, botei para andar com minha mãe e fui coordenar a campanha. Eu comecei a andar muito, vendo os problemas, como o povo acreditava, pedia. Era uma coisa tão natural, tão espontânea. A gente não estava no governo, o povo pedindo para ela ser prefeita, para ajudar porque o município estava abandonado. Eu fui começando a perceber que quando meus pais às vezes abriam mão de momentos com a família era porque estavam cuidando de outras famílias. Hoje eu vejo Donana, por exemplo. Quando eu fui na campanha, parecia o Iraque. Era buraco, cratera. Hoje está um lugar muito diferente, muito melhor. Era por esse motivo que o povo pedia Rosinha, porque conhece a história política do casal Garotinho. Então tudo isso me envolveu.
E quando você vai ser candidato? Chegou a ser divulgado que você seria candidato a prefeito de São João da Barra. Não seria uma possibilidade?
Eu acho que isso foi ventilado pelos adversários de Betinho Dauaire. Nunca existiu nada disso. Nosso compromisso sempre foi com ele desde o início. Betinho é quem apoiamos para prefeito em São João da Barra. Na época desmenti publicamente. Não sou candidato a nada agora.
Nem em Campos?
Por enquanto não. Eu acho que um dia isso vai acabar sendo inevitável. Estou aprendendo muita coisa, aprendendo a gostar de verdade, só que eu acho que ainda tem tempo para isso.
Você sonha em ser prefeito?
Quem está na política diretamente e não sonha?
No final da década de 80, seu pai era a liderança política mais influente da região. Chegou ao governo do Estado, sua mãe também e de lá para cá o casal Garotinho teve altos e baixos. Agora ressurge. Sua família volta ao governo do Estado? Seu pai volta a ser governador?
Política é muito o momento. Muita gente achou que o casal Garotinho estava morto. Mas diferente do que muitas pessoas pensam, o povo não esquece quando o político faz por ele. Garotinho teve 700 mil votos para deputado federal. E em todas as urnas do Estado. Teve lugar que ele nem foi e teve voto. Isso é o reconhecimento de um trabalho. Faz a seguinte conta: Sérgio Cabral teve cinco milhões de votos disputando com três candidatos. Garotinho teve 700 mil disputando com quase mil. Foi uma vitória expressiva porque o povo reconhece tudo o que foi feito por ele. Vontade de ser candidato a governador ele tem, mas tudo vai depender da próxima eleição. Uma eleição faz a outra.
Vai depender da eleição municipal?
Das eleições municipais.
O sonho da presidência da República ainda existe?
Sempre vai existir. Meu pai quando tinha 14 anos de idade, um amigo de escola dele me contou, ele subia em um banquinho e discursava dizendo que ia ser presidente do país. Ele tem política no sangue e na veia. Vai batalhar até conseguir. Garotinho não tem projeto pessoal, tem projeto político. O sonho dele é chegar à presidência.
Incomoda você que seja atribuído à sua família um perfil populista?
Nem um pouco. Não somos populistas. Somos populares. Meu pai tem o seguinte lema: trabalhista, nacionalista e popular. Populista é quem usa o povo. Popular é quem faz em benefício do povo.
Como está o cenário político para a região em 2012?
O PR terá candidatura própria em todos os municípios do Norte Fluminense. A ideia é fortalecer a região, fortalecer uma base para o interior voltar a ter voz. O interior hoje está esmagado porque o governo estadual não olha o interior.
Dos municípios da região o que mais ganha repercussão em Campos é São João da Barra. Talvez pela proximidade, pelas praias, pela política sempre com muita polêmica e agora tem também o porto do Açu e a aliança Garotinho-Betinho, até pouco tempo inimaginável. Como foi esse processo? Você acompanhou o rompimento com a prefeita Carla Machado?
Foi Carla que se afastou da gente sem deixar nenhum tipo de explicação. Meu pai fez tudo o que pôde fazer por ela. Eu sempre tive uma relação muito boa com ela. Sempre que a encontro falo com ela. Mas simplesmente Carla deixou de atender os telefonemas e quando vimos ela começou a posar nas fotos dos jornais com os nossos adversários políticos. Com Arnaldo Vianna, Sérgio Cabral. Não houve um rompimento por algum motivo. Simplesmente houve um afastamento. Ela, por motivos que a gente desconhece, preferiu se afastar de nós e se aliar aos nossos adversários. Então a gente teve que construir um caminho. Nossa divergência com Betinho nunca foi pessoal, sempre foi política. A gente estava em lados opostos. Tanto que eu e Bruno sempre fomos amigos, estudamos juntos. Então houve um convite. E hoje existe uma parceria muito boa. Betinho uma pessoa muito correta, muito decente, e eu tenho certeza que nós vamos ganhar com ele em São João da Barra.
Voltando a Campos, a oposição na Câmara está menor agora. Quem são os maiores adversários do governo hoje?
A oposição está muito fragilizada. Não podemos dizer que vamos ganhar as próximas eleições porque isso não é uma verdade absoluta. Mas o fato é que a oposição hoje não consegue se unir em torno de um nome e não fala a mesma língua.
Está fragilizada por que foi para o governo? Foi cooptada?
Não. A população passou a entender que esse tempo todo em que as pessoas que são oposição hoje estiveram no governo foi tempo perdido. E está vendo os investimentos em obras, na qualidade de vida. A oposição ficou desacreditada. Hoje falam e o povo não acredita mais.
Você participa diretamente do entendimento com os vereadores?
Eu converso muito com os vereadores. Com o dr. Abdu, sempre também com Rogério Mattoso, de quem sou amigo, conheço o filho de Marcos Bacellar. O diálogo deve sempre existir. E a disposição para atender os pleitos de quem queira o bem da cidade. O Dante, por exemplo, qual era a reivindicação? Uma clínica para tratar de dependentes químicos. Haverá duas.
A conversa com a Câmara vai avançar para outros vereadores de oposição?
A porta está aberta para todos. Todos que queiram o desenvolvimento da cidade.
21/01/2017 | 19h20
Ao contrário da irmã Clarissa, que seguiu desde cedo os passos dos pais, Wladimir Matheus se manteve durante muito tempo distante da vida política. Reclamava da rotina diferente da família e da falta de tempo para programas simples como ir ao shopping e passear no parque. Mas veio a eleição de 2008 e ele acabou assumindo, mesmo sem ter planejado, a coordenação da campanha da mãe para a Prefeitura de Campos.
Tomou gosto pela coisa e hoje o jovem publicitário de 26 anos é nada menos que o presidente do PR no município. Mais que isso, tem se mostrado bom articulador e já costura alianças para as eleições do ano que vem, não só em Campos, mas em todo o Norte Fluminense.
Nesta entrevista ao blog, o filho de Rosinha e Garotinho conta como se aproximou da política e admite que sonha em um dia chegar ao cargo de prefeito.
Sua função é de articulador do governo?
Também. Minha função não é só essa. É organizar o partido para as eleições de 2012. Formar nominatas hoje não é fácil. Com 25 cadeiras serão 37 candidatos, sendo 30% obrigatoriamente mulheres. Então são 12 mulheres. E não é tarefa tão fácil. Mas a gente acaba, junto com o secretário de Governo Geraldo Pudim, fazendo a articulação com os vereadores, fazendo chegar próximo ao governo, conversar com o governo. Então a função de articulador também existe, mas não é só isso. Nós formamos a Frente Democrática, composta por oito partidos, que faz reuniões a cada 15 dias. A próxima reunião é dia 20 e deve entrar mais um partido.
Qual?
PSDC, Gil Vianna. Estará lá.
Qual o objetivo da frente?
O PR encabeçou a frente e chamou os outros partidos para participarem. Ela visa fazer uma base de apoio ao governo, sustentar as ações do governo e também discutir ações para o governo. A gente debate ideias, propõe. O secretário de Governo quase sempre participa das reuniões e a gente passa para ele. Os pleitos são muito comuns. Quase todos os partidos participaram da construção do plano de governo. Então às vezes é uma ação que está demorando um pouco para andar, uma questão de prioridade. A gente discute muito políticas públicas ali, alianças programáticas.
Você acha que o governo está bem? O que precisa melhorar?
Não sou eu que digo que está bem. A pesquisa diz que o governo tem 75% de aprovação. É pesquisa do Instituto Precisão, registrada. Então eu acho que está bem.
Mas o que pode melhorar?
Eu acho que a comunicação do governo pode melhorar bastante. Não é uma crítica ao secretário, mas eu acho que a Prefeitura faz muita coisa e o que é feito é pouco divulgado. A gente vai na localidade e percebe. Por exemplo, eu estive no Novo Jóquei semana passada e um morador me disse que não tinha sido feito nada no Novo Jóquei. Como não está fazendo nada? Nós estamos fazendo casas populares, creche modelo e escola modelo. Mas o morador não queria isso. Queria resolver o buraco da rua. Então ele disse que não estava sendo feito nada. Então é uma questão de comunicação.
Você anda nas ruas, ouve os problemas, ouve os partidos e aí tem que levar tudo para a prefeita. Como é essa relação com sua mãe?
Eu não consigo diferenciar a política Rosinha da minha mãe Rosinha. Para mim é uma coisa só.
Isso é bom ou ruim?
É bom e ruim. Porque a gente acaba se envolvendo, ficando sem hora de lazer. A gente se encontra e acaba só falando da política, dos problemas que tem que resolver, que tem que fazer.
Você é do tipo que quando vai para casa não desliga?
Eu não desligo. Eu só consigo desligar quando estou com minha filha. Só.
Sua irmã Clarissa começou cedo na militância. Você demorou muito mais. Não gostava de política?
Não é que não gostava. Eu sentia que a política atrapalhava na vida da família. Quando eu era mais jovem, quando era criança, achava que meus pais eram muitos ausentes, não estavam ali, não podiam sair com a gente. Eu reclamava muito dessa ausência, mas o tempo foi passando e eu fui entendendo as coisas.
Eles não eram zelosos?
Sim, eles eram zelosos. Eles não tinham tempo disponível. Por exemplo, para passear no shopping como todo mundo faz, para levar o filho no parque. Não tinham tempo. Mas a gente sempre almoçava junto, estava junto. Mas meu pai também é política 24 horas por dia. E a gente foi acostumado a viver assim. Eu passei a gostar da política, entender muito mais as coisas, na eleição da minha mãe aqui em Campos para prefeita.
O que o fez participar?
A princípio foi o seguinte: minha mãe decidiu ser candidata a prefeita em Campos e minha irmã a vereadora no Rio. Meu pai tinha que ficar no Rio para tocar as coisas lá e também ajudar a minha irmã. E eu recebi uma missão: vai para Campos, você só vai andar com a sua mãe. Toma conta lá das coisas, fica com ela lá. E eu vim para cá, sem gostar de me envolver com política, para ser uma referência, um apoio para ela.
Você veio contrariado?
Não, minha vida sempre foi em Campos. Minha namorada era daqui. Eu nunca quis morar no Rio de Janeiro. Morei, me adaptei, mas nunca gostei. Eu sempre estava aqui. Quem me conhece sabe. Então eu vim para cá e o que acabou acontecendo? Como meu pai não estava aqui ficou um vazio na coordenação da campanha e acabei assumindo a coordenação. Então o que eu fiz? Peguei minha noiva, botei para andar com minha mãe e fui coordenar a campanha. Eu comecei a andar muito, vendo os problemas, como o povo acreditava, pedia. Era uma coisa tão natural, tão espontânea. A gente não estava no governo, o povo pedindo para ela ser prefeita, para ajudar porque o município estava abandonado. Eu fui começando a perceber que quando meus pais às vezes abriam mão de momentos com a família era porque estavam cuidando de outras famílias. Hoje eu vejo Donana, por exemplo. Quando eu fui na campanha, parecia o Iraque. Era buraco, cratera. Hoje está um lugar muito diferente, muito melhor. Era por esse motivo que o povo pedia Rosinha, porque conhece a história política do casal Garotinho. Então tudo isso me envolveu.
E quando você vai ser candidato? Chegou a ser divulgado que você seria candidato a prefeito de São João da Barra. Não seria uma possibilidade?
Eu acho que isso foi ventilado pelos adversários de Betinho Dauaire. Nunca existiu nada disso. Nosso compromisso sempre foi com ele desde o início. Betinho é quem apoiamos para prefeito em São João da Barra. Na época desmenti publicamente. Não sou candidato a nada agora.
Nem em Campos?
Por enquanto não. Eu acho que um dia isso vai acabar sendo inevitável. Estou aprendendo muita coisa, aprendendo a gostar de verdade, só que eu acho que ainda tem tempo para isso.
Você sonha em ser prefeito?
Quem está na política diretamente e não sonha?
No final da década de 80, seu pai era a liderança política mais influente da região. Chegou ao governo do Estado, sua mãe também e de lá para cá o casal Garotinho teve altos e baixos. Agora ressurge. Sua família volta ao governo do Estado? Seu pai volta a ser governador?
Política é muito o momento. Muita gente achou que o casal Garotinho estava morto. Mas diferente do que muitas pessoas pensam, o povo não esquece quando o político faz por ele. Garotinho teve 700 mil votos para deputado federal. E em todas as urnas do Estado. Teve lugar que ele nem foi e teve voto. Isso é o reconhecimento de um trabalho. Faz a seguinte conta: Sérgio Cabral teve cinco milhões de votos disputando com três candidatos. Garotinho teve 700 mil disputando com quase mil. Foi uma vitória expressiva porque o povo reconhece tudo o que foi feito por ele. Vontade de ser candidato a governador ele tem, mas tudo vai depender da próxima eleição. Uma eleição faz a outra.
Vai depender da eleição municipal?
Das eleições municipais.
O sonho da presidência da República ainda existe?
Sempre vai existir. Meu pai quando tinha 14 anos de idade, um amigo de escola dele me contou, ele subia em um banquinho e discursava dizendo que ia ser presidente do país. Ele tem política no sangue e na veia. Vai batalhar até conseguir. Garotinho não tem projeto pessoal, tem projeto político. O sonho dele é chegar à presidência.
Incomoda você que seja atribuído à sua família um perfil populista?
Nem um pouco. Não somos populistas. Somos populares. Meu pai tem o seguinte lema: trabalhista, nacionalista e popular. Populista é quem usa o povo. Popular é quem faz em benefício do povo.
Como está o cenário político para a região em 2012?
O PR terá candidatura própria em todos os municípios do Norte Fluminense. A ideia é fortalecer a região, fortalecer uma base para o interior voltar a ter voz. O interior hoje está esmagado porque o governo estadual não olha o interior.
Dos municípios da região o que mais ganha repercussão em Campos é São João da Barra. Talvez pela proximidade, pelas praias, pela política sempre com muita polêmica e agora tem também o porto do Açu e a aliança Garotinho-Betinho, até pouco tempo inimaginável. Como foi esse processo? Você acompanhou o rompimento com a prefeita Carla Machado?
Foi Carla que se afastou da gente sem deixar nenhum tipo de explicação. Meu pai fez tudo o que pôde fazer por ela. Eu sempre tive uma relação muito boa com ela. Sempre que a encontro falo com ela. Mas simplesmente Carla deixou de atender os telefonemas e quando vimos ela começou a posar nas fotos dos jornais com os nossos adversários políticos. Com Arnaldo Vianna, Sérgio Cabral. Não houve um rompimento por algum motivo. Simplesmente houve um afastamento. Ela, por motivos que a gente desconhece, preferiu se afastar de nós e se aliar aos nossos adversários. Então a gente teve que construir um caminho. Nossa divergência com Betinho nunca foi pessoal, sempre foi política. A gente estava em lados opostos. Tanto que eu e Bruno sempre fomos amigos, estudamos juntos. Então houve um convite. E hoje existe uma parceria muito boa. Betinho uma pessoa muito correta, muito decente, e eu tenho certeza que nós vamos ganhar com ele em São João da Barra.
Voltando a Campos, a oposição na Câmara está menor agora. Quem são os maiores adversários do governo hoje?
A oposição está muito fragilizada. Não podemos dizer que vamos ganhar as próximas eleições porque isso não é uma verdade absoluta. Mas o fato é que a oposição hoje não consegue se unir em torno de um nome e não fala a mesma língua.
Está fragilizada por que foi para o governo? Foi cooptada?
Não. A população passou a entender que esse tempo todo em que as pessoas que são oposição hoje estiveram no governo foi tempo perdido. E está vendo os investimentos em obras, na qualidade de vida. A oposição ficou desacreditada. Hoje falam e o povo não acredita mais.
Você participa diretamente do entendimento com os vereadores?
Eu converso muito com os vereadores. Com o dr. Abdu, sempre também com Rogério Mattoso, de quem sou amigo, conheço o filho de Marcos Bacellar. O diálogo deve sempre existir. E a disposição para atender os pleitos de quem queira o bem da cidade. O Dante, por exemplo, qual era a reivindicação? Uma clínica para tratar de dependentes químicos. Haverá duas.
A conversa com a Câmara vai avançar para outros vereadores de oposição?
A porta está aberta para todos. Todos que queiram o desenvolvimento da cidade.
Desapropriações do quinto distrito em pauta
21/01/2017 | 19h20
Representantes dos moradores e proprietários de terras do quinto distrito sanjoanense têm nova reunião segunda-feira com dirigentes da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin). Na pauta, a busca pelo consenso no processo de desapropriações para dar lugar ao distrito industrial da região do porto do Açu. O encontro vai ser às 11h na sede da Codin em São João da Barra.
A expectativa é que, a exemplo da primeira reunião, que aconteceu no fim do mês passado, haja um grande número de pessoas em frente ao prédio, situado na praça atrás da igreja de São Pedro. Por isso a Codin vai providenciar televisores para transmitir a reunião em tempo real.
Água Preta – A Codin instalou um posto avançado no quinto distrito, a pedido dos moradores. Fica na estrada de Água Preta e já está funcionando desde o início da semana.
Fonte: assessoria de imprensa da Codin
Happy birthday
21/01/2017 | 19h20
Ainda não vai ser desta vez
21/01/2017 | 19h20
Deve ser alguma mandinga forte. Está mesmo difícil acontecer a tão esperada inauguração da 145ª Delegacia Legal de São João da Barra. Não é que o governador Sérgio Cabral, aguardado para amanhã com toda pompa e circunstância, acaba de mandar dizer que não vem mais?
Fosse em um passado bem próximo já ia ter gente culpando o G-5.
Vida de político não é mole não... na Suécia
21/01/2017 | 19h20
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=EBVio1LP9EE[/youtube]
Com ou sem emoção?
21/01/2017 | 19h20
Se na sua cidade a política é aquele mar de tranquilidade, bom para você. Se as reuniões dos vereadores são aquela monotonia toda de trocas de gentilezas, moções e mais moções e puxa-saquismo explícito com o poder, tudo bem também.
Mas se você anda buscando alguma emoção, a dica é acompanhar as sessões da Câmara de Vereadores de São João da Barra. Se quiser ir pessoalmente, sugiro usar equipamentos de proteção individual, só por precaução. Não rolou agressão física ainda, mas vai que a coisa piore e sobre para algum desavisado.
Se não quer correr o risco, dá para assistir pela internet. Segundas e quintas, a partir das 17h30, no site da Câmara ou no Portal OZK, que disponibilizou o vídeo abaixo no youtube.
A cena é da sessão de ontem e mostra uma acalorada discussão - mais uma de tantas - entre o líder do governo, Aluizio Siqueira (PTB) e Zezinho Camarão (PPS), da bancada de oposição.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=AwBxESoGblE&feature=player_embedded[/youtube]
Sobre o autor
Júlia Maria de Assis
[email protected]
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