Mercado aumenta previsão de inflação, baixa de PIB e vê mais juros
21/01/2017 | 19h28
As previsões para a economia brasileira voltaram a piorar na semana passada: os economistas do mercado financeiro aumentaram sua estimativa para o comportamento da inflação neste ano, ao mesmo tempo que vêem um "encolhimento" ainda maior da economia brasileira em 2015 e estimaram uma alta maior da taxa básica de juros – fixada pelo Banco Central. As previsões foram feitas na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (4) pela autoridade monetária, que realizou pesquisa com mais de 100 bancos. A expectativa dos economistas dos é que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 8,26% neste ano – na semana anterior, a taxa esperada era de 8,25% para 2015. Para 2016, a previsão dos economistas para o IPCA ficou estável em 5,6%. Se confirmada, a previsão do mercado para a inflação de 2015 (de 8,26%) atingirá o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%. A expectativa oficial do governo para a inflação deste ano, divulgada recentemente por meio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, está em 8,2%. A equipe econômica informou, na ocasião, que está utilizando as previsões do mercado financeiro em seus documentos. Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada. Produto Interno Bruto Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,18%, contra a estimativa anterior de uma queda de 1,10% em 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado manteve sua previsão de alta do PIB em 1%. No fim de março, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 5,52 trilhões, e o PIB per capita (por pessoa) caiu a R$ 27.229. Esse é o pior resultado desde 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%. Taxa de juros Após o Banco Central ter subido os juros para 13,25% ao ano na semana passada, o maior patamar em seis anos, o mercado passou a prever um aumento maior dos juros em 2015. A expectativa passou a ser de uma taxa de 13,50% ao ano no fim deste ano – o que pressupõe um novo aumento de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em 2015. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Câmbio, balança e investimentos Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por dólar. A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 recuou de US$ 4,17 bilhões para US$ 4,02 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit comercial permaneceu em US$ 9,95 bilhões. Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 57 bilhões para US$ 57,5 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu estável em US$ 60 bilhões. Fonte: G1
Compartilhe
Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda em todo o país
21/01/2017 | 19h28
Postos de saúde em todo o país iniciam amanhã (4) a Campanha de Vacinação contra a Gripe. Devem receber a dose crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres no peíodo de até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional. Também serão imunizadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais. Nesse caso, é preciso levar também uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose. Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no Sistema Único de Saúde (SUS) devem se dirigir aos postos em que estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica. De acordo com o Ministério da Saúde, serão disponibilizados 54 milhões de doses para a imunização de 49,7 milhões de pessoas. A meta do governo é vacinar 80% do público-alvo, ou seja, 39,7 milhões de pessoas. No dia 9 de maio, sábado, será o Dia D de mobilização nacional. Os postos ficarão abertos para facilitar o acesso dos que não conseguem se dirigir às unidades em dias de semana. A campanha termina no dia 22 de maio. Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas após a vacinação para criar os anticorpos que geram a proteção contra a gripe, a orientação é fazer a imunização no período de campanha para garantir a proteção antes do início do inverno. Fonte: Agência Brasil
Compartilhe
Justiça determina prorrogação de prazo para novos contratos do Fies
21/01/2017 | 19h28
A Justiça Federal de Mato Grosso determinou ontem (quinta-feira, 30) que o prazo de inscrição do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) do Governo Federal seja prorrogado por tempo indeterminado para os alunos que tentavam ingressar no programa pela primeira vez. Antes dessa decisão, a data havia sido encerrada para novas inscrições na quinta-feira. O Ministério da Educação (MEC) informou que ainda não foi notificado sobre a decisão. Porém, afirmou que deve recorrer à Advocacia-Geral da União (AGU). A decisão, válida para todo o país, é do juiz Rafael de Almeida Carvalho, que atendeu a um pedido de liminar da Defensoria Pública da União em Mato Grosso. A Defensoria havia entrado com uma ação civil pública para que os problemas no sistema fossem solucionados ou que o prazo da inscrição fosse prorrogado para novos contratos até o dia 29 de maio. O órgão alegou que os estudantes tiveram os direitos violados, já que não conseguiam ingressar no programa. O Ministério da Educação havia prorrogado as inscrições apenas para os casos de aditamento e não para novas contratações. O juiz deferiu o pedido em parte e determinou a prorrogação do prazo de inscrição para novos contratos pelo Fies em todo o território nacional por tempo indeterminado. Ainda, a Justiça ordenou que o sistema do programa seja corrigido para que as novas contratações sejam feitas, ou que o governo disponibilize um outro meio para o ingresso no Fies. Na avaliação do magistrado, os alunos que não conseguiram se inscrever podem ter prejuízos para conseguir entrar em um curso superior e até eventuais constrangimentos nas instituições de ensino. Por fim, o juiz Rafael de Almeida Carvalho determinou multa diária de R$ 20 mil reais por descumprimento, caso o governo não prorrogue o prazo de inscrição. “O prazo para os novos contratos foi prorrogado até uma nova decisão judicial. A União e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação devem garantir que essas novas contratações possam ser realizadas porque o direito dos alunos à educação não pode ser sanado por falhas no sistema do Fies”, explicou Luciana Tieme Koga, defensora da União. Fonte: G1
Compartilhe
Sistema inteligente monitora ônibus intermunicipais
21/01/2017 | 19h28
O Governo do Estado lançou, nessa quarta-feira (29/4), o Sistema de Inteligência e Monitoramento (SIM) para aprimorar a fiscalização dos ônibus intermunicipais. A ferramenta – da Secretaria de Transportes e do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado (Detro) – reúne e organiza informações como as rotas realizadas, os números de veículos por linha, a velocidade dos coletivos e os desvios de trajeto. Seis linhas de ônibus já estão sendo monitoradas pela equipe que foi treinada para utilizar a tecnologia. No total, 260 coletivos intermunicipais que atendem aos municípios da Baixada Fluminense, Niterói e Zona Oeste já estão sendo fiscalizados. Em julho, outras 70 linhas serão incluídas no sistema. A previsão é de que a Secretaria de Transportes insira todos os intermunicipais do estado no SIM até o fim de 2015. – Esta é uma nova maneira de tratar e gerenciar o sistema de transporte de passageiros. Com o centro de informações do Detro, temos o tratamento das informações que aponta as irregularidades e que dá indicadores de qualidade para a fiscalização. Hoje o sistema monitora 260 coletivos. Em dois meses, passaremos a fiscalizar 2,3 mil veículos, e, até o fim do ano, estaremos incluindo toda a frota no estado, totalizando 13 mil coletivos – afirmou o secretário de Transportes, Carlos Roberto Osorio. O SIM monitora por meio de GPS, em tempo real, todas as viagens de ônibus entre os municípios fluminenses. As imagens são controladas no Centro Integrado do Detro, localizado no centro do Rio. O grande banco de dados também realiza o cruzamento das informações produzindo diariamente relatórios sobre os indicativos de qualidade. Caso alguma irregularidade seja registrada, a fiscalização entra em ação, com os agentes deslocados para as áreas críticas. – Com isso, teremos a noção clara do que está acontecendo nas linhas para adotarmos medidas para desenvolvermos cada vez mais o nosso trabalho. Antes, tínhamos a localização das linhas. Agora, as ferramentas estão integradas para que possamos entender o cenário para a tomada de decisão – disse o presidente do Detro, Carlos Luiz Martins Pereira e Souza. Dados sobre a bilhetagem eletrônica O SIM também vai permitir que sejam recebidos dados sobre a bilhetagem eletrônica da frota intermunicipal. As informações sobre o Bilhete Único, por exemplo, serão transferidas diretamente para o Centro de Monitoramento do Detro. – Com esta ferramenta, teremos mais controle em relação ao Bilhete Único. Além disso, saberemos ainda o perfil do passageiro e se há superlotação ou não. Todas as informações são importantes para aprimorarmos a fiscalização e, consequentemente, o serviço prestado ao passageiro – explicou o vice-presidente do Detro, José Fernando Moraes Alves. Aplicativo será lançado em julho A Secretaria de Transportes também vai lançar outra ferramenta para garantir uma fiscalização mais rígida e eficiente. Segundo Osório, um aplicativo, que deve entrar em funcionamento no mês de julho, permitirá com que os passageiros façam denúncias em tempo real sobre a não parada dos coletivos nos pontos, excesso de velocidade e outras irregularidades. Fonte: governo estadual
Compartilhe
Aposta mínima da Mega-Sena vai subir de R$ 2,50 para R$ 3,50
21/01/2017 | 19h28
As apostas simples da Mega-Sena ficarão 40% mais caras a partir de 24 de maio, segundo Portaria da Secretaria de Assuntos Estratégicos (Seae) do Ministério da Fazenda, publicada nesta quarta-feira no "Diário Oficial da União". A aposta de seis números da Mega-Sena subirá de R$ 2,50 para R$ 3,50. As apostas de 7 a 15 números vão variar entre R$ 24,50 e R$ 17.517,50. Subirão também outros programas de sorteio da Caixa, como Lotofácil e Quina, Dupla-sena e nas loterias esportivas Loteca e Lotogol. O preço da aposta mais barata da Lotofácil vai subir de R$ 1,50 para R$ 2,00. A Quina, vai de R$ 1,00 para R$ 1,50. Já o Timemania, com aposta mínima de R$ 2,00, teve o seu preço mantido aos apostadores, assim como o Lotomania, de R$ 1,50. O aumento médio do valor das apostas nas loterias será, segundo o Ministério da Fazenda, de 38,91%. Os prêmios médios pagos aos ganhadores, como ocorre todos os anos, aumentarão em 60% do reajuste das apostas, ou seja, pouco mais de 23%.As exceções são a Loteca, a Dupla Sena e o Lotogol, cujos prêmios crescerão só na proporção de 40% dos reajustes das apostas. Segundo a Fazenda, não haverá mudanças nos critérios de distribuição dos valores arrecadados pela venda de bilhetes, que são divididos entre a União e outras instituições ou entes federativos. A Caixa deverá informar os seus clientes sobre as mudanças de preços com pelo menos dez dias de antecedência das datas estabelecidas para reajuste dos preços. Fonte: O Globo
Compartilhe
Para 85% da população atendimento melhorou com o Mais Médicos
21/01/2017 | 19h28
O Ministério da Saúde informou que a qualidade do atendimento melhorou para 85% dos entrevistados em uma pesquisa sobre o programa Mais Médicos. Ao todo, 87% também disseram que a atenção do médico durante a consulta melhorou, e 82% apontaram que as consultas passaram a resolver de uma forma melhor os seus problemas de saúde. No geral, a população deu nota 9 ao programa. Os gestores municipais cravaram 8,7, enquanto os médicos deram 9,1. A pesquisa ouviu 14 mil pessoas entre novembro e dezembro de 2014 em 699 municípios e foi feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Os números tinham sido apresentados na semana passada durante a Convenção Internacional de Saúde Pública – Cuba Salud 2015. O evento, realizado em Cuba, país do qual vem a maior parte dos médicos do programa, contou com a participação do ministro da Saúde, Arthur Chioso. A pesquisa também quis saber as principais melhorias trazidas pelo programa. Em resposta espontânea, quando não são dadas opções para o entrevistado, 41% citaram o aumento do número de consultas, 35% o fato de os médicos estarem mais atenciosos, e 8% o tempo maior das consultas. Também em resposta espontânea, 60% destacaram a presença constante do médico no local como o maior ponto positivo do programa, seguido pela melhoria no acesso às consultas (46%). Entre os desafios do programa, 63% citaram, também em resposta espontânea, a falta de especialistas, enquanto 45% destacaram a demora para conseguir exames. Durante a campanha do ano passado, a presidente Dilma Rousseff, que tentava a reeleição, prometeu o Mais Especialidades para aumentar o número de especialistas na rede pública. Não há previsão ainda de quando o programa será lançado. O Mais Médicos cuida apenas da atenção básica. A pesquisa foi feita antes da ampliação do programa, ocorrida este ano. Na época, havia 14.462 profissionais do programa, dos quais 79% eram cubanos. Com os novos profissionais inscritos em 2015, o número total - incluindo brasileiros e estrangeiros - vai subir para 18.247. Segundo o Ministério da Saúde, eles estarão presentes em 4.058 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEIs), atendendo 63 milhões de pessoas. Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde já tinha divulgado outro levantamento, também realizado pela UFMG e pelo Ipespe. Essa pesquisa ouviu 4 mil pessoas entre 4 de junho e 6 de julho de 2014 em 200 municípios. O levantamento anterior incluía dados não divulgados agora pelo ministério. Por exemplo, 96% avaliaram na época que os médicos eram competentes, 74% afirmaram que o programa era melhor do que o esperado, 19% acharam que estava como se esperava, 2% avaliaram que estava pior do que deveria, 87% disseram não ter dificuldade de se comunicar com o médico, e 2% afirmaram o oposto, ou seja, tinham muita dificuldade de comunicação. Fonte: O Globo
Compartilhe
Mercado prevê mais inflação, queda maior do PIB e nova alta dos juros
21/01/2017 | 19h28
Mais inflação e um "encolhimento" maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, além de uma nova alta na taxa básica de juros da economia brasileira ainda nesta semana. Essas foram as previsões feitas pelo mercado financeiro na semana passada, e divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco Central. Segundo o BC, a expectativa dos economistas dos é que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 8,25% – na semana anterior, a taxa esperada era de 8,23% na semana anterior. Para 2016, a previsão dos economistas para o IPCA ficou estável em 5,6%. Para o PIB, a estimativa agora é de queda de 1,1%, ante um recuo de 1,03% na semana anterior. Se confirmada, a previsão do mercado para a inflação de 2015 (de 8,25%) atingirá o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%. A expectativa oficial do governo para a inflação deste ano, divulgada na semana passada, por meio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, está em 8,2%. A equipe econômica informou que está utilizando as previsões do mercado financeiro em seus documentos. Inflação pressionada Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada. Em março, a inflação oficial ficou em 1,32%, depois de avançar 1,22% em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, e a mais elevada desde 1995, considerando apenas o mês de março. Produto Interno Bruto Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,10%, contra a estimativa anterior de uma queda de 1,03% em 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado manteve sua previsão de alta do PIB em 1%. No fim de março, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 5,52 trilhões, e o PIB per capita (por pessoa) caiu a R$ 27.229. Esse é o pior resultado desde 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%. Taxa de juros Após o Banco Central ter subido os juros para 12,75% ao ano no início de março, o maior patamar em seis anos, o mercado está prevendo uma nova alta de juros nesta semana, quando se reúne novamente o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A estimativa é de que a taxa avance para 13,25% ao ano - um novo aumento de 0,5 ponto percentual. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Câmbio, balança e investimentos Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 recuou de R$ 3,21 para R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por dólar. A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 recuou de US$ 4,3 bilhões para US$ 4,17 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit comercial permaneceu em US$ 9,95 bilhões. Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 56 bilhões para US$ 57 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte avançou de US$ 58,5 bilhões para US$ 60 bilhões. Fonte: G1
Compartilhe
Apesar de alguns ônibus novos circulando, sistema de transporte coletivo ainda capenga
21/01/2017 | 19h28
O novo sistema do transporte público em Campos está sendo implantado, mas pouco mudou até agora para os passageiros, que enfrentam um longo tempo de espera e ainda têm que encarar coletivos lotados e em péssimo estado de conservação. Justiça seja feita, algumas empresas, como a São João e a Jacarandá, do consórcio Planície, e a Cordeiro, do União, adquiriram veículos novos, mas são exceção à regra. Ônibus quebrados, tumultuando ainda mais o já complicado trânsito nas principais vias da cidade, são cenas comuns. A São João já está com 33 ônibus novos rodando e 11 estão na garagem à espera de emplacamento. A Jacarandá tem quatro. O Consórcio Planície circula com veículos novos desde o final da primeira quinzena de fevereiro. A Cordeiro também colocou dois ônibus 0 km nas ruas. O Consórcio União integra ainda São Salvador, Turisguá e Siqueira. Das empresas que não participaram do processo, só a Conquistense já parou de rodar. Enquanto os ônibus são poucos e em grande parte desconfortáveis, o número de vans prolifera. Na Beira Valão, sentido Centro - 28 de Março, os pontos próximos à Gil de Góis, Formosa e em frente à Rodoviária Roberto Silveira refletem bem a confusão. As vans param nos pontos e as linhas são oferecidas aos gritos, em total desordem, prejudicando o fluxo dos veículos, inclusive dos próprios ônibus, e dando muito trabalho aos passageiros para não perderem a condução. Se é certo que o nível de desenvolvimento de uma cidade não é medido pelo número de pessoas que possuem carros, mas pela qualidade do transporte público, Campos ainda capenga, diante da incúria do poder concedente. Até quando?
Compartilhe
A menos de uma semana do prazo final, 40% dos contribuintes ainda não declararam IR
21/01/2017 | 19h28
A Secretaria da Receita Federal informou que foram recebidas 16.484.193 declarações do Imposto de Renda 2015 até as 17h dessa sexta-feira. Em torno de 40% dos contribuintes ainda não prestaram contas ao Leão. O Fisco espera 27,5 milhões de documentos neste ano. Deste modo, 11,01 milhões de pessoas ainda não enviaram o documento. A temporada do IR 2015 começou em março e se estende até o dia 30 de abril. Na última semana, o subsecretário de Fiscalização do Fisco, Iágaro Jung, avaliou que é normal os contribuintes aproveitaram os útimos finais de semana para darem o fechamento na declaração do IR. "Não há problema na recepção das declarações. Temos capacidade de receber normalmente", disse Jung na ocasião, recomendando, ainda, que as pessoas não coloquem falsas informações para ter aumento de restituição. "Nossos mecanismos de identificação de fraude aumentaram significativamente nos últimos anos", completou. Os programas para fazer a declaração estarão disponíveis para download na página da Receita na internet. Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, também recebem mais cedo as restituições do Imposto de Renda – caso tenham direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. Os valores começam a ser pagos em junho de cada ano pelo governo e seguem até dezembro, geralmente em sete lotes. Quem precisa declarar Estão obrigadas a apresentar a declaração as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 em 2014 (ano-base para a declaração do IR deste ano). Também devem declarar os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado. A apresentação do IR é obrigatória, ainda, para quem obteve, em qualquer mês de 2014, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas. Se o contribuinte entregar depois do prazo ou se não declarar, caso seja obrigado, poderá ter de pagar multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido nela calculado, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74. Fonte: G1
Compartilhe
Juro do cheque especial é o maior em quase 20 anos e do cartão vai a 345%
21/01/2017 | 19h28
Os juros do cheque especial subiram novamente em março deste ano e atingiram a marca de 220,4% ao ano, de acordo números divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Banco Central. Com isso, a taxa atingiu o maior patamar desde dezembro de 1995 – quando ficou em 242,2% ao ano – ou seja, em quase 20 anos. Os juros cobrados pelos bancos nesta linha de crédito tiveram forte aumento nos últimos meses. No fim de 2013, estavam em 148,1% ao ano. O crescimento, portanto, foi de 72,3 pontos percentuais nos últimos 15 meses. Segundo o BC, os juros do cartão de crédito rotativo, que incidem quando os clientes não pagam a totalidade de sua fatura, atingiram expressivos 345,8% ao ano em março – a mais alta de todas as modalidades de crédito. É o maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011. O BC tem recomendado que os clientes bancários evitem essa linha de crédito. No caso das operações de crédito pessoal para pessoas físicas (sem contar o consignado), de acordo com o Banco Central, a taxa média cobrada pelos bancos somou 104,5% ao ano em março, contra 108% ao ano em fevereiro. Nesse caso, houve uma queda de 3,5 pontos percentuais. O patamar de março é o menor desde dezembro do ano passado (101,9% ao ano). Ainda segundo a autoridade monetária, a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras nas operações do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) somou 26,8% ao ano em março - mesmo patamar de fevereiro. É a taxa mais alta desde abril de 2012 (27,5% ao ano). Mesmo assim, essa permanece sendo uma das linhas de crédito com menor taxa de juros do mercado. Segundo o BC, a taxa média de juros para aquisição de veículos por pessoas físicas, por sua vez, somou 24,7% ao ano em março, contra 24,8% ao ano em fevereiro deste ano. Fonte: G1
Compartilhe
Sobre o autor

Júlia Maria de Assis

[email protected]

Arquivos