'Turbulência é passageira', diz Levy sobre cenário de alta do dólar
21/01/2017 | 19h31
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, classificou na manhã desta terça-feira (28) o cenário atual, de alta do dólar, como uma “turbulência passageira”. A afirmação foi após solenidade em comemoração aos 40 anos da Escola de Administração Fazendária (Esaf), em Brasília.
“Eu acredito que a turbulência do momento, evidentemente, é passageira e também acredito que a economia vai retomar o caminho de crescimento”, disse, ao ser questionado por jornalistas sobre a elevação da moeda norte-americana.
Nesta terça (28), o dólar passou dos R$ 3,40 pela primeira vez em 12 anos, em meio a preocupações com a situação fiscal brasileira e à expectativa de alta dos juros norte-americanos.
O ministro também voltou a defender as medidas do ajuste fiscal como essenciais para a o desempenho da economia. E disse que o governo vai intensificar o diálogo com o Congresso Nacional para aprová-las.
“Vamos fazer todos os esforços e alinhando entendimentos com o Congresso para garantir uma previsibilidade fiscal que dê tranquilidade também à dinâmica da dívida. Nós temos uma dívida relativamente grande em que nós temos que estar atentos à sua trajetória. Para isso, temos que tomar decisões no campo fiscal, no campo do gasto, darmos sinalizações que sejam favoráveis à tranquilidade dos mercados”, completou.
Durante a solenidade, que reuniu autoridades, professores e alunos, o ministro afirmou ainda que a excelência tem que ser a marca do Brasil, em referência à formação oferecida pela Esaf. Levy disse também que o momento atual exige novos caminhos para o crescimento porque “o mundo mudou”. “Nós até agora evitamos uma crise, mas o mundo tem desafios”, afirmou, citando como exemplo as dificuldades enfrentadas atualmente pela China.
Protestos
A participação na cerimônia da Esaf, incluída na última hora na agenda oficial do ministro, se deu no mesmo momento em que representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestavam em frente ao Ministério da Fazenda. O ato reúniu centenas de pessoas contrárias à política econômica do governo Dilma e à possível elevação da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (29).
Fonte: G1
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Ministro diz que câmbio tende a se estabilizar e inflação a cair, em 2016
21/01/2017 | 19h31
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse em entrevista coletiva no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (27), ao ser questionado sobre a alta do dólar, que o câmbio tende a se estabilizar. Ele também afirmou que a inflação deve ter uma redução "mais rápida" em 2016.
O dólar subiu pelo quarto dia seguido nesta segunda, pressionado pela apreensão dos investidores com as perspectivas fiscais do Brasil e pelo forte tombo da bolsa chinesa. Perto de 12h35, a moeda norte-americana tinha alta de 0,23%, a R$ 3,3547 na venda. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana subiu 1,06%, a R$ 3,38.
"Neste momento é natural que os preços flutuem. Para isso, nós temos o sistema de câmbio flutuante. Nós temos confiança que os mercados vão se ajustar a esse novo cenário e a taxa de câmbio tende a se estabilizar. Em qual patamar ela vai se estabilizar, é o mercado que determina. Nós optamos já há muito tempo a trabalhar com o sistema de câmbio flutuante", afirmou o ministro.
Barbosa deu entrevista coletiva com outros dois ministros, Gilberto Kassab (Cidades) e Eliseu Padilha (Aviação Civil), após reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff. A coordenação política, que se reúne todas as segundas-feiras, contou ainda com a presença do vice-presidente, Michel Temer, e outros oito ministros.
Na reunião, segundo Barbosa, um dos temas debatidos foi a revisão da meta de superávit fiscal, de 1,2% para 0,15% do PIB em 2015, anunciada na semana passada. O ministro foi questionado sobre a reação do mercado ao anúncio. Barbosa afirmou que o mercado flutua diante de novas informações.
"Os mercados estão fazendo o que os mercados fazem. Eles flutuam diante de novas informações, não só no Brasil, como no resto do mundo", disse.
Inflação
O ministro também comentou sobre a inflação no país. Ele disse que o índice, apesar do aumento "temporário" deste ano, deve ter redução "mais rápida" em 2016.
"Temos um aumento temporário da inflação este ano, mas as expectativas para o ano seguinte indicam uma redução mais rápida da inflação.Estamos em uma fase de reequilíbrio, de ajuste. Durante essa fase, há um aumento da inflação e uma retração da atividade econômica, com flutuação de alguns preços.
Mas a direção está mantida, a direção de reequilíbrio macroeconômico, de manutenção da estabilidade fiscal e monetária e, principalmente, a direção de recuperação do crescimento", disse o ministro.
Fonte: G1
Congresso pode ter 'pautas-bomba' e projetos polêmicos no 2º semestre
21/01/2017 | 19h31
Após um semestre de intensos atritos com o Executivo, o Congresso Nacional deve retomar os trabalhos a partir de agosto com a votação de pautas delicadas para o Palácio do Palácio, como o projeto que reduz as desonerações na folha de pagamento de empresas – parte do pacote de ajuste fiscal. Temas polêmicos como redução da maioridade e financiamento privado de campanha também estarão em debate.
Outro item incômodo na lista de “pautas-bomba”, como são chamadas as medidas com impacto nos cofres públicos, é um projeto que muda a correção dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), passando de 3% para cerca de 6%. O governo alega que o projeto afetará programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida, e obras de saneamento básico, financiadas com recursos do fundo.
As dificuldades para a aprovação de termas de interesse do Palácio do Planalto deve aumentar após a última tensão entre Legislativo e Executivo. Na semana passada, o presidente Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ),anunciou rompimento com o governo e informou passa a integrar a oposição.
Embora tenha dito que não pretende colocar em votação propostas que afetem o Orçamento, Cunha já deu mostras de que o segundo semestre não será fácil para o Planalto na Câmara, com a criação de duas CPIs que desagradam ao governo.
Além de Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também pode impor um ritmo de votação de projetos contrários aos interesses do Planalto. Renan, inclusive, anunciou empronunciamento no último dia 17 na TV Senado que o Congresso deve ter "meses nebulosos, com a concentração de uma agenda muito pesada".
Veja abaixo o que pode ser votado no Congresso a partir de agosto:
Desonerações
Aprovado em junho pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei que reduz as desonerações das folhas de pagamento de mais de 50 setores da economia pode entrar na pauta do Senado já nos primeiros dias de agosto. O texto é o último do pacote de ajuste fiscal enviado pelo governo para reequilibrar as contas públicas.
Antes de ser enviado como projeto de lei para o Congresso, o governo havia editado uma medida provisória que foi devolvida por Renan Calheiros para o Palácio do Planalto. Na ocasião, Calheiros reclamou da falta de diálogo entre os dois Poderes. O governo acabou reencaminhando a proposta ao Congresso, mas como projeto de lei.
Como o texto original foi alterado pelos deputados, não houve consenso entre os líderes partidários do Senado para colocar o texto em votação antes do recesso. A tendência é que o texto seja alterado e passe por nova análise na Câmara.
Dinheiro não declarado
Considerado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como essencial para a reforma do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o projeto de lei que irá permitir que o país repatrie dinheiro de brasileiros no exterior não declarados à Receita Federal deve ser votado na primeira semana de agosto no Senado.
A proposta é para que sejam cobrados multa e imposto na recuperação do dinheiro. O percentual cobrado seria de 35% dos recursos não declarados – 17,5% de multa e 17,5% de impostos. A ideia do projeto é utilizar os recursos provenientes da multa e dos impostos para compensar os estados pelas perdas com a eventual unificação do ICMS.
Além disso, os parlamentares devem votar uma medida provisória para desvincular parte das receitas da repatriação da União para que este recurso sustente um fundo de compensação aos estados criado pelo governo.
Lei de responsabilidade das estatais
Idealizado por Cunha e Renan, o projeto que cria uma lei de responsabilidade para as estatais também deve movimentar o Congresso no segundo semestre. A nova legislação seria criada nos mesmos moldes da Lei de Responsabilidade Fiscal e teria o objetivo de dar maior transparência às contas das estatais.
A Lei de Responsabilidade Fiscal foi criada para controlar os gastos da União, dos estados e dos municípios. A lei obriga que os governantes prestem conta de suas finanças aos tribunais de contas da União, dos estados ou dos municípios, órgãos responsáveis por aprovarem ou não as contas públicas.
Para que o projeto seja votado, os peemedebistas criaram uma comissão especial para elaborar um texto final sobre o tema, que deve ser apresentado ainda em agosto. O texto é visto como uma reação de Cunha e Renan às investigações contra os dois na Operação Lava Jato, na qual os dois respondem a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Reajuste para servidores do MPU
Outro texto que impacta diretamente os cofres da União é o que concede reajuste salarial de até 78% para servidores do Ministério Público da União e do do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
O reajuste é nos mesmos moldes do já aprovado no Senado para servidores do Judiciário e quefoi vetado integralmente pela presidente Dilma Rousseff, que citou um impacto de R$ 25 bilhões nas contas do governo até 2017.
A tendência é que o projeto seja aprovado pelos senadores e, da mesma forma que o reajuste para os servidores do Judiciário, seja vetado pela presidente.
Maioridade penal
Aprovada em primeiro turno pela Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a idade penal para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte deve passar, já na primeira semana de agosto, por nova votação na Casa.
A aprovação da PEC em primeiro turno foi cercada de polêmicas, após Cunha fazer uma manobra para aprovar o texto 24 horas depois de um projeto similar ser rejeitado pelos deputados.
Caso o texto seja aprovado em segundo turno, passará por análise, também em dois turnos, no Senado. Apesar de ter contado com a maioria dos votos na Câmara, o clima entre os senadores nos últimos dias antes do recesso era de rejeição à proposta. A tendência, portanto, é de que o projeto seja amplamente discutido em uma comissão especial criada por Renan Calheiros antes de ser submetido à votação em plenário.
Reforma política
A reforma política, assunto que dominou boa parte das sessões da Câmara nos últimos meses, deve ser concluída no início de agosto na Casa. Para concluir a votação da proposta de emenda à Constituição da reforma política, os deputados deverão se debruçar sobre dois temas: financiamento de campanha e idade mínima para ser deputado.
A PEC foi aprovada em dois turnos na Casa e a maioria dos destaques destinados a mudar o texto foi votada, mas faltou analisar duas propostas de modificação – uma tenta derrubar a doação de empresas aos partidos e outra quer retomar para 21 anos a idade mínima exigida para se candidatar a deputado federal (o texto-base reduziu para 18 anos). Quando a votação do texto for concluída na Câmara, a PEC será enviada para análise do Senado e passará por dois turnos de votação novamente.
Apesar disso, os senadores já iniciaram a análise paralela de projetos da reforma política em plenário. Com isso, o relator do texto na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR), optou por colocar em votação no Senado apenas textos que não tratavam de temas semelhantes na Câmara. Com isso, segundo Jucá, será possível melhorar e ampliar a reforma aprovada pelos deputados.
CPIs
Além dos projetos com impacto na economia e daqueles cercados de polêmica, o Congresso também terá novas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que desagradam o Palácio do Planalto. Tanto na Câmara quanto no Senado, serão instaladas comissões para investigar contratos de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na Câmara, a CPI deve ser instalada no dia 6 de agosto. Já no Senado, Renan Calheiros deve ler em plenário, nas primeiras sessões do mês, a criação do colegiado.
Outras duas CPIs que são contrárias aos interesses do governo federal são as que investigarão supostas irregularidades nos fundos de pensão de estatais. No Senado, a composição da comissão já foi definida por Renan. Na Câmara, a CPI deve ser instalada na primeira semana de agosto.
LDO
A primeira grande votação prevista para o Congresso em agosto é a da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cuja votação foi adiada no primeiro semestre e deve ocorrer a partir da primeira semana do mês.
A LDO é responsável por nortear o Orçamento da União para o próximo ano. A aprovação do texto é, por lei, condição necessária para que os parlamentares entrem oficialmente em recesso oficial. Como o projeto ainda está na Comissão Mista de Orçamento, houve um acordo entre os parlamentares para adiar a análise do texto.
Fonte: G1
Participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho cresce 20%
21/01/2017 | 19h31
A Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência completa hoje (24) 24 anos. A medida estabelece que empresas com mais de 100 empregados devem destinar de 2% a 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. A lei contribuiu para ampliar a participação dos deficientes no mercado de trabalho, mas ainda é pequeno o percentual de contratações por empresas que não são obrigadas a cumprir a lei, de acordo com a auditora fiscal do trabalho, Fernanda Maria Pessoa di Cavalcanti.
“Se analisarmos os dados da Rais [Relação Anual de Informações Sociais] de 2013, 92% das pessoas com deficiência estão no mercado de trabalho por conta da Lei de Cotas porque estão em empresas com 100 ou mais empregados, que são obrigados a contratar”, disse a auditora.
Os dados do Ministério do Trabalho apontam que nos últimos cinco anos houve aumento de 20% na participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Segundo os dados da última Rais, em 2013, foram criados 27,5 mil empregos para pessoas com deficiência. Com o resultado, chegou a 357,8 mil o número vagas ocupadas. Os homens representam 64,84% dos empregados e as mulheres ocupam 35,16% das vagas.
Na avaliação da auditora fiscal do Ministério do Trabalho, falta na sociedade o respeito ao direito das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Normalmente as empresas não veem a pessoa com deficiência como alguém que vai gerar produtividade e competitividade. Eles olham para pessoa com deficiência como uma obrigação legal ou uma despesa que vai gerar para a empresa.
Fernanda Pessoa sugere que para ampliar a inserção dos deficientes no mercado de trabalho é necessária à conscientização da sociedade por meio da educação e se um sistema público de oferta e vagas para os deficientes como o modelo atual do Sistema Nacional de Emprego (Sine), do Ministério do Trabalho.
Ofertas de vagas
Devido à necessidade de promover encontro entre as empresas que querem ofertar vagas e os deficientes que buscam um trabalho, Cláudio Tavares fundou o site Deficiente Online. Ele avalia que, ao longo dos últimos anos, o mercado de trabalho melhorou para as pessoas com deficiência que eram vistas como indivíduos sem qualificação e ocupavam principalmente, postos com baixos salários.
A Lei de Cotas para deficientes ajudou nesse processo, segundo ele. “Antes era preciso convencer os gestores que tinham que incluir as passoas com deficiência no mercado de trabalho, mas hoje eles estão mais abertos e a obrigatoriedade da lei é mais forte.
Quanto à qualificação para o mercado de trabalho, Cláudio avalia que esse não é o principal desafio para ampliar o número de deficientes empregados. Ele diz que há crescente oferta de cursos gratuitos oferecidos por governos e organizações da sociedade civil e cita que das 47 mil pessoas com deficiência cadastradas no site, 36% concluíram ou cursam nível superior e 42% tem segundo grau completo. Entre os deficientes cadastrados em busca de emprego, 57% são homens e 44% têm deficiência física.
Para Cláudio, que tem deficiência física, um desafio para inserir esse segmento no mercado de trabalho é garantir a acessibilidade urbana, com transporte público adaptado e rampas que facilitem a circulação nos espaços públicos, e também acessibilidade nas empresas.
Fonte: Agência Brasil
RJ tem 6 vezes mais casos de dengue em 2015 do que em todo ano de 2014
21/01/2017 | 19h31
Os primeiros sete meses de 2015 registram um aumento exponencial de casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro. Entre janeiro e julho já são 48.797 casos registrados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o que dá uma média diária de 271 casos.
Durante todo o ano de 2014 foram registrados 7.819. O número é seis vezes menor do que os sete primeiros meses de 2015.
Embora nenhuma morte tenha sido registrada na capital ou na Baixada Fluminense, em todo o Estado já morreram 10 pessoas. O número de mortes é o mesmo do ano passado em todo o estado. Apenas no primeiro semestre o município de Resende, no Sul Fluminense, registrou o maior número de mortes — 4.
Caxumba
A caxumba é uma doença infecciosa, aparece principalmente no inverno e o número de registros cresceu bastante: de janeiro a julho de 2015 foram contabilizados 966 casos da doença. Em todo o ano de 2014 foram 561. As informações são da Secretaria Estadual de Saúde.
Vacinação
No caso da caxumba, a pessoa deve ser imunizada pela primeira vez com 1 ano de idade e tomar a segunda dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 15 meses.
Quem tem até 19 anos de idade e não sabe se foi vacinado precisa tomar as duas doses de uma só vez. Quem tem entre 19 anos e 49 anos só precisa de uma vacinação. As grávidas não podem ser vacinadas. Quem já foi atingido pela doença não corre risco de contraí-la de novo.
Fonte: G1
Governo anuncia regras para adesão ao Programa de Proteção ao Emprego
21/01/2017 | 19h31
As regras estabelecidas para o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) foram apresentadas hoje (21) pelo comitê interministerial responsável pela sua elaboração. Para fazer parte do PPE, uma das exigências será a de que as empresas se ajustem ao chamado Indicador Líquido de Emprego, calculado com base nas demissões e admissões acumuladas nos 12 meses contados a partir do mês anterior ao de solicitação de adesão ao programa.
As empresas que quiserem aderir ao PPE precisam ter o indicador de até 1%. Ou seja, se ela contratou, em 12 meses, 100 trabalhadores e demitiu no mesmo período 120 empregados, estará com geração de emprego formal negativa de 20 postos de trabalho. Dividindo este déficit de emprego por mil (estoque de trabalhadores na empresa em 12 meses) se chegará ao percentual de empregos gerados no período de -2%. Esse indicador possibilitaria a empresa de credenciar-se no PPE.
Sindicatos
Além do indicador, a empresa precisa demonstrar regularidade fiscal, previdenciária e relativa ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e firmar acordos coletivos sobre as jornadas e os salários com os sindicatos que representam os trabalhadores. O presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, José Calixto Ramos, disse que o programa foi visto como uma forma de amenizar o processo de demissão.
As empresas integrantes ficam proibidas de dispensar arbitrariamente, ou sem justa causa, os empregados que tiverem a jornada de trabalho temporariamente reduzida enquanto vigorar a inscrição no programa e, após seu término, durante o prazo equivalente a um terço do período de adesão.
“O sindicato é o principal ator desse processo, e durante o período em que o acordo estiver firmado não poderá haver demissão. Há uma perda que podemos dizer, até relativa, mas entre essa perda e a do emprego, ainda é preferível manter o emprego”, ressaltou Calixto.
Governo
O secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Laudemir Muller, disse que o objetivo central é manter empregos. Muller acrescentou que o programa atuará junto com as empresas que ainda estão gerando vagas. Segundo ele, as que já começaram a demitir, reduzindo o número de vagas, também poderão aderir ao PPE.
No entanto, Muller ressaltou que o foco do governo é fazer com que as empresas que ainda estão gerando empregos, mas encontram-se em “situação de dificuldade econômica e financeira”, possam diminuir o ritmo de contratação, mas preservem os empregos de seus funcionários.
Para o secretário, ao aderir ao programa, as empresas podem se preparar melhor para a retomada do crescimento da economia. “Nós acreditamos que já no segundo semestre haja uma retomada do crescimento. Quem aderiu ao PPE e tiver o seu setor preparado, com seus trabalhadores empregados, terá mais agilidade e capacidade no crescimento econômico”.
Com a publicação das regras, que deve ocorrer amanhã (22), as empresas já poderão requerer a adesão ao PPE. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse que o programa é estruturante e necessário para o momento que o país atravessa.
Congresso Nacional
O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, reforçou que o foco do programa é a manutenção dos empregos. O PPE permite a redução temporária da jornada de trabalho, com diminuição em até 30% do salário. O governo arcará com 15% da redução salarial usando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A expectativa de Manoel Dias é de que a medida provisória que criou o programa seja aprovada sem dificuldades, pelo Congresso.
“Os senhores senadores e deputados terão a sensibilidade de avançar e aprovar, até porque vão receber também pedidos dos empregadores e trabalhadores”. Perguntado se o rompimento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo poderia prejudicar a tramitação da medida provisória, o ministro disse que o Congresso não age de maneira individual.
A seu ver, Cunha adotou uma posição pessoal que deve ser respeitada . “Agora, o Congresso funciona no coletivo, e o coletivo tem consciência dos seus deveres e obrigações. E o Congresso nunca faltou ao Brasil”, acrescentou.
Fonte: Agência Brasil
Pedido de acareação entre Cunha e ex-consultor é protocolado na CPI da Petrobras
21/01/2017 | 19h31
O pedido de acareação que pode colocar, frente a frente, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo foi protocolado hoje (20) na secretaria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. O colegiado pode decidir a qualquer momento se acata ou não o requerimento da deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) já que, pelo Regimento Interno da Casa, a CPI pode funcionar normalmente durante o recesso parlamentar que só termina em 1º de agosto.
De acordo com assessores, o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), pode convocar sessão para votar o requerimento, mas, para a votação ocorrer, é necessária a presença de quórum mínimo de 14 deputados. Para evitar desgastes com risco de reunião esvaziada, a medida depende de levantamento para identificar quantos dos 27 parlamentares que integram o colegiado estariam dispostos a se reunir ainda em julho.
Um dos delatores do esquema de corrupção na estatal, Júlio Camargo, disse, na última semana, que Cunha pediu US$ 5 milhões para viabilizar contrato de navios-sonda da Petrobras e exigiu pagamento de propina ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. O depoimento foi à Justiça Federal do Paraná e acabou agravando as relações de Cunha com o Planalto.
O parlamentar negou as informações prestadas por Júlio Camargo, que não tinha feito a denúncia nos depoimentos anteriores, e disse que o empresário foi pressionado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, segundo ele, “atua à serviço do governo” em troca de sua recondução ao cargo. O mandato de Janot na Procuradoria-Geral da República acaba em 17 de setembro e ele pode ser reconduzido ao cargo pela presidenta Dilma Rousseff por mais dois anos, mas precisa passar por nova sabatina no Senado.
Na volta do recesso, a CPI ouve, no dia 4 de agosto, o presidente da Mitsui, Shinji Tsuchiya, e, no dia 5 de agosto, o presidente da Samsung no Brasil, J. W. Kim. Os dois não compareceram à sessão do último dia 15 quando deveriam prestar depoimento para falar sobre o pagamento de propina ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao PMDB, em um contrato de aluguel de sondas celebrado com a Petrobras. Cunha negou que tenha sido o destinatário do dinheiro.
A denúncia foi feita pelo doleiro Alberto Youssef, que também será ouvido pelos parlamentares da comissão durante acareação com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, marcada para o dia 6 de agosto.
Fonte: Agência Brasil
Romário já fala como candidato à Prefeitura do Rio e tem seu 'passe' disputado para alianças
21/01/2017 | 19h31
Romário mal entrou em campo e o seu passe já está sendo disputado a peso de ouro. Bastou o ex-atacante da Seleção e atual senador do PSB admitir que cogita ser candidato à Prefeitura do Rio nas eleições de 2016, que seus adversários na disputa demonstraram interesse em fazer alianças — todos de olho nos mais de 4,6 milhões de votos que o Baixinho teve para o Senado, em outubro passado. Evasivo sobre os possíveis acordos, Romário já fala como candidato:
— Não existe prefeito perfeito. E eu, se for prefeito do Rio, também não vou ser perfeito. Mas vou tentar achar uma saída para os problemas.
Candidato do PMDB à sucessão de Paes, o secretário-executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo, hesita, mas admite o interesse em uma aliança com o Baixinho.
— Não tenha dúvida de que a possibilidade existe. E vamos trabalhar para que ela seja em favor do Rio — afirma.
Marcelo Crivella (PRB) também parte para o ataque.
— Confesso que gostaria muito que nossos partidos estivessem juntos, e vou procurar um caminho — avisa o senador, acrescentando que a entrada de Romário na corrida aquece a disputa — Vai dificultar para todos os concorrentes.
Clarissa Garotinho (PR) não nega a possibilidade de parceria — “Temos que avaliar as necessidades do partido”, diz — e Otávio Leite (PSDB) desconversa, dizendo que é cedo para pensar em alianças. Já o deputado Marcelo Freixo (PSOL) afirma que não conversou sobre isso com o senador.
— Acho que se fizer esse movimento (de aliança), estou desqualificando o desejo dele de ser candidato — diz, e acrescenta: — Acho a candidatura ótima. Quando mais candidatos, melhor.
Cauteloso, Jorge Picciani, presidente do PMDB no Rio, evita em falar na aliança. Até porque seu filho Rafael Picciani é um dos nomes cogitados para ser vice na chapa de Pedro Paulo:
— Nunca conversei com Romário, não posso opinar.
Falando do telefone de seu gabinete no Senado Federal, em Brasília, Romário garante não tirar o olho do Rio.
— Não vou dizer que é a melhor cidade do mundo, mas o Eduardo Paes tem feito uma boa administração — elogia Romário.
Mas o Baixinho também faz críticas:
— Hospitais não funcionam como deviam e escolas municipais estão abandonadas. Sem falar no salário do professor, que é muito ruim.
Ao divagar sobre que tipo de prefeito seria, o Baixinho resume numa palavra: diferente.
— Eu, particularmente, respeito todos os candidatos. Mas a minha maior vantagem é que o Rio está cansado do mesmo — assinala, e aproveita para fazer uma crítica ao quadro político brasileiro:
— Quando se fala em política, é só corrupção, roubo e sacanagem. O povo cansou disso, e com razão. São pouquíssimos aqueles em que se pode confiar.
Questionado sobre a possibilidade de um dia ser investigado, Romário dispara:
— Não faço coisa errada. Toda noite encosto minha cabeça no travesseiro e durmo tranquilo, sabendo que a Polícia Federal não vai bater na minha porta.
Recém-eleito presidente da CPI da Confederação Brasileira de Futebol, o senador garante que a comissão não acabará em pizza.
— Se depender de mim, essa CPI vai até o final.
Fonte: Extra
Vendas de livros cresceram 6,9% no primeiro semestre de 2015
21/01/2017 | 19h31
As vendas de livros no Brasil encerraram o primeiro semestre de 2015 com um aumento de 6,9% no faturamento, em comparação com o mesmo período de 2014. Os números constam do Painel Especial das Vendas de Livros do Brasil, divulgado hoje (16) pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pelo Instituto de Pesquisa Nielsen, e mostram que o crescimento ficou abaixo da inflação de 8,5% acumulada nos últimos 12 meses.
Os dados também apontam desaceleração do crescimento das vendas de livros em junho, que subiram 8,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em maio, o aumento do faturamento foi 21% em relação a 2014.
A pesquisa indica que os preços ao consumidor dos livros ficaram 1,6% mais baixos no primeiro semestre deste ano, com uma média de R$ 37,97 a unidade, contra R$ 38,58 em 2014. Já o volume de vendas registrou um crescimento de 8,6%, fortemente influenciado, segundo o levantamento, pelos livros de colorir, que representaram 6% do total de exemplares vendidos no primeiro semestre.
De acordo com o sindicato, o objetivo da criação do Painel Especial das Vendas de Livros é o de dar mais transparência à indústria editorial brasileira. O levantamento tem como base o resultado do BookScan Brasil, serviço de monitoramento que apura as vendas nas principais livrarias e supermercados do país.
Primeiro serviço desse tipo no mundo, o BookScan está presente em dez países. Já o Instituto Nielsen, há mais de 90 anos no mercado, com atuação em mais de 100 países, coleta os dados para a realização do painel diretamente no caixa das livrarias, do e-commerce e de outros varejistas.
Segundo o sindicato, as informações processadas pelo Instituto Nielsen são enviadas online e atualizadas semanalmente. A entidade passará a divulgar mensalmente o Painel de Vendas.
Fonte: Agência Brasil
Ministro diz que equipe econômica está empenhada em elevar superávit primário
21/01/2017 | 19h31
Um dia depois de o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negar que o governo esteja analisando a possibilidade de reduzir a meta de superávit primário para este ano, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, não descartou hoje (14) ajustes no montante que o governo faz para pagar a dívida pública.
Segundo Barbosa, os ministros que compõem a Junta de Execução Orçamentária (Fazenda, Casa Civil e Planejamento), estão constantemente "analisando, atualizando e revisando o cenário fiscal". Perguntado sobre a possibilidade da adoção de uma “banda de flutuação para a meta de superávit”, que permitira ao governo criar uma margem de tolerância para baixo e para cima para a meta de superávit, como já ocorre com o regime de metas de inflação, o ministro disse que “as discussões continuam”.
“Nesse tipo de debate, você faz várias análises sobre diversas hipóteses, sobre as medidas em tramitação no Congresso e sobre que ações [serão] necessárias para manter o equilíbrio fiscal. Neste momento, estamos todos empenhados em elevar o resultado primário para cumprir a meta estabelecida, e estamos avaliando como isso poderá ser feito diante da frustração de receita que se verificou no primeiro semestre”, argumentou Barbosa ao deixar audiência no Senado.
Fonte: Agência Brasil
Sobre o autor
Júlia Maria de Assis
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