As Borboletas e o Jardineiro
22/01/2018 | 12h24
 
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses".
Ao refletir sobre este pensamento de Rubem Alves fico a pensar na importância das mudanças para nossas vidas. Quando observamos o vôo e o colorido das borboletas nos impressionamos com sua beleza e naquele momento não pensamos na feiúra que fez parte de cada fase de sua transformação até que chegasse a maturidade de sua beleza. Da mesma maneira, nós seres humanos vivemos essa transformação permanente e processual, numa metamorfose longa e silenciosa. Mas essas mudanças são possíveis mediante as muitas transformações que começam em cada um de nós, todos os dias, mesmo diante dos sofrimentos causados pelas pedras no caminho. Buscamos superar, valorizando a capacidade, a criatividade, mas, sobretudo, sentindo a alegria de aprender e ensinar.
Onde aprendemos sobre como ser feliz?
A felicidade é como uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche e ela não mais pode conter aquilo que recebe, e então deseja transbordar. Esse é um grande momento de nossa metamorfose, quando descobrimos a alegria de compartilhar com o outro a felicidade que mora dentro de nós. Para Rubem Alves, o ensino das ciências, o ensino da literatura, o ensino da história, o ensino da matemática não são apenas disciplinas a serem ministradas, mas "taças multiformes coloridas que devem estar cheias de alegria". Essa felicidade deve ser compartilhada com aqueles que recebem o ensinamento: os alunos. A alegria de ensinar deve ter a contrapartida da alegria de aprender. O que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde, um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mas cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro.
Nós somos as borboletas de nosso próprio jardim e simbioticamente necessitamos descobrir o ofício de ser jardineiro num plantar e regar incessante da nossa felicidade. Os seus sonhos são suas esperanças, são as imagens visíveis das esperanças. Os sonhos não correspondem a nada que exista.
Quando os sonhos assumem forma concreta, surge a beleza. Antes de existir como fatos, os jardins existem como sonhos. Se todas as pessoas, desde a infância, puderem aprender nas escolas o respeito e a beleza de todas as pessoas, homens e mulheres, poderemos sonhar e concretizar o sonho de unir a humanidade mais justa, tolerante e igualitária. A educação de hoje, além de se dedicar ao ensino dos saberes científicos, há de superar os seus muros curriculares, dedicando-se também a fomentar esperanças e criar sonhos, a humanizar-se.
Temos visto tantos crimes e atrocidades. Às vezes detemos nossos pensamentos, como foi feito, nos detalhes, nos relatos das investigações policiais. E nos esquecemos de perguntar o que faltou a esse homem? O que está faltando ao mundo? Porque a degradação dos valores? Porque os homens são incapazes de cuidar do seu “jardim” mesmo quando a eles são oferecidas todas as oportunidades.
E como nos diz com propriedade Cecília Meireles... "A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."
É preciso rever nossas sementes, nossos valores! Temos que a todo o momento limpar as ervas daninhas e deixar florescer o que temos de melhor. Assim é a educação, um trabalho diário, constante, de cuidar, transformar, regar, adubar as mentes com valores sinceros e justos!
É chegado o tempo em que o homem plante as sementes de sua mais alta esperança. Esperança de beleza e de ser feliz sem esquecer que o trabalho que inspira o jardineiro é a espera, muitas vezes a longa espera de colheita do fruto. Porém, sem desanimar nem desistir. Certo de que seu trabalho jamais será em vão. Assim, continua plantando e regando, cuidando e esperando nascer. Chegado o momento da colheita, sua alegria maior, vivencia a partilha, transbordante de frutos... os frutos da felicidade.
E com ela as borboletas virão para dar o seu colorido a nossa existência... Pois, como nos diz Shakespeare... “O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...”
Todos os dias há um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento que um SIM ou um NÃO pode mudar toda a nossa existência, portanto saibamos fazer nossas escolhas! Uma boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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Desapegue-se...
22/01/2018 | 12h20
 
Recebi este texto e aproveito este espaço para partilhar toda essa desistência que se faz necessária em nossa vida cotidiana... “É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou. Essa frase soa com tanta força, não é? Mas é verdade, eu desisti mesmo. De um monte de coisas. Desisti de reclamar de quem não quer aprender. Decidi me concentrar em quem quer. E se você olhar bem direitinho, perto de você tem um monte de gente sedenta de conhecimento. Desisti de tentar emagrecer para ser igual a todo mundo. Resolvi ter o peso que eu devo ter, por uma questão de saúde, por uma questão de bem estar. Só isso. Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem. Achei melhor buscar respeitar o outro do jeito que ele é. Imagina se o mundo fosse feito de milhões de pessoas iguais a mim. Ah, isso ia ser um tormento! Desisti de procurar um emprego perfeito e apaixonante. Achei que estava na hora de me apaixonar pelo meu trabalho e fazer dele o acontecimento mais incrível da minha vida, enquanto ele durar. Desisti de procurar defeito nas pessoas. Achei que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor. Defeito todo mundo acha, quero ver achar qualidades em quem parece não tê-las. Desisti de ter o celular mais “psico-tecno-cibernético” do mercado. Agora eu só quero um telefone, pra falar. É muito frustrante comprar o mais novo modelo e dias depois ver que ele já foi superado. É pra isso que a indústria trabalha. Aproveitei o gancho e apliquei o conceito também a outros produtos: relógio, computador, máquina fotográfica, carro. Desisti de impor minha opinião sobre tudo. Decidi que de agora em diante vou ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas. É mais barato compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma. Desisti de ter tanta pressa. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer. Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder o vôo. Sei lá o que vai acontecer com o avião... Desisti de correr da chuva. Tem coisa mais bacana que tomar banho de chuva? Há quanto tempo você não sente aquele cheiro de terra molhada? E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último. Desisti de estudar por obrigação. Agora eu faço da leitura um momento de prazer... Cadeira confortável, pezão pra cima, um chocolate quente, minha gata ronronando do lado. Os livros agora ficaram menores e mais fáceis, mesmo que seja a CLT. Desisti de buscar uma planilha de indicadores toda verdinha. Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real. Eu não vou deixar de fazer a gestão sobre eles, mas decidi que não vou mais sofrer por isso. Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante. Desisti de trabalhar para fazer o meu sistema da qualidade ser perfeito. Eu prefiro mantê-lo sob controle, funcionando, ajudando as pessoas, ajudando os processos, dando resultados, mesmo que aos poucos. Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros, ao invés de cultivar inimigos. Se eu fosse você, desistia também... Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa!!!”
E nunca se esqueça que existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra - depois de atirada; a palavra - depois de proferida; a ocasião - depois de perdida; o tempo - depois de passado... Portanto...
Dê mais às pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria. Case com alguém com quem você goste de conversar. À medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornará tão importante quanto os outros todos. Não acredite em tudo o que ouve: não gaste tudo o que tem, não durma tanto quanto gostaria. Quando disser 'eu te amo', seja sincero. Quando disser 'sinto muito' olhe nos olhos da pessoa. Fique noivo pelo menos durante seis meses antes do casamento. Acredite no amor à primeira vista. Nunca ria dos sonhos dos outros. Quem não tem sonhos tem muito pouco. Ame profundamente e com paixão. Você pode se ferir, mas é o único meio de viver uma vida completa. Quando se desentender, lute limpo. Por favor, nada de insultos. Não julgue ninguém pelos seus parentes. Fale devagar, mas pense depressa. Quando lhe fizerem uma pergunta a que não quer responder, sorria e pergunte; 'Porque deseja saber?' Lembre-se que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos. Diga 'saúde' quando alguém espirrar. Quando você perder, não perca a lição. Recorde-se dos três 'R': Respeito por si mesmo, Respeito pelos outros, Responsabilidade pelos seus atos. Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade. Quando notar que cometeu um engano, tome providências imediatas para corrigi-lo. Sorria quando atender ao telefone. Quem chama vai percebê-lo na sua voz. Passe algum tempo sozinho e reflita... Desapague-se...
Com afeto,
Beth Landim
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Aprendendo com Maria Jiló
22/01/2018 | 12h18
 
 Dona Maria Jiló é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução. Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. - Ah, eu adoro essas cortinas... - Dona Maria Jiló, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco... - Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem. Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. - Simples assim? - Nem tanto, isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender, e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou: - Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois me pediu para anotar: Como se manter jovem: Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. Lembre-se disto se for um desses depressivos! Aprenda sempre: aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. “Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.” E o nome do Alemão é Alzheimer! Aprecie mais as pequenas coisas - Aprecie mais. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele! Quando as lágrimas aparecerem agüente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo. Rodeie-se das coisas que ama: quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio. Não o descarte. Tome cuidado com a sua saúde: se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa. Diga às pessoas que as ama e que ama a cada oportunidade de estar com elas. E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa? Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua. Mas se puder, pelo menos, partilhe com alguém! O que de nós vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas?
E como nos diz Aristóteles, revolucione a sua alma!!! “Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida. Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos: abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo, e seja seu melhor amigo sempre. Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo que está “pronto” para ser feliz. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento... Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza da vida não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”
Com afeto,
Beth Landim
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Meu desejo pra você...
11/01/2018 | 10h03
 
 Quero agradecer...
Agradecer aos meus leitores por seu afeto e carinho comigo, neste diálogo, que já se faz há dez anos, semanalmente... com vários diálogos e encontros. Agradeço por me permitirem entrar em seus lares... por este presente semanal, agradeço a vocês... o silêncio da minha leitura, a reflexão replicada com os amigos, a multiplicação da “Via de Mão Dupla”... Agradecer as inúmeras manifestações, o que me dá cada vez mais inspiração e energia para continuar escrevendo… enfim agradecer o seu carinho… Quero hoje, no último artigo deste ano 2017, te parabenizar por todas as lutas vencidas e pelas que você ainda vai vencer… por todos os desafios encarados de frente, com coragem (que não é ausência de medo), buscando sempre a melhor escolha, ou tendo a humildade de reconhecer o erro, voltar atrás e recomeçar… Tudo isso vale um enorme abraço… sinta-se carinhosamente abraçado por mim…Te desejo muita saúde e muita fé, pois ambas são imprescindíveis e interligadas, pois quando não temos saúde necessitamos exercitar mais ainda a nossa fé e quando temos, é necessário sempre agradecer pelo dom da vida. Te desejo todo o tempo do mundo, pois o tempo anda muito escasso em nossas vidas… tempo para abraçar seus filhos, seus pais, seus avós, tempo para beijar o seu amor, tempo para jogar uma conversa fora com os amigos, mas especialmente desejo que você dedique um tempo para você mesmo… para que você possa se conhecer melhor, se amar mais, se frustrar menos, sonhar muito, e que suas realizações tenham a mesma intensidade dos seus sonhos. Desejo que você tenha muita alegria por todo o seu caminhar e que a felicidade vá se construindo solidamente, passo a passo. Que nos momentos tanto de alegria quanto de tristeza você tenha sempre em mente que TUDO PASSA… e como nos diz Shakespeare… “O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores …”. Desejo que você trabalhe muito, mas que não se torne um escravo do trabalho. Desejo, então, a sua liberdade interior, pois essa ninguém pode aprisionar e mesmo que tenhamos amarras na vida, quando conquistamos a nossa liberdade interior somos eternamente livres. Desejo muito que você seja feliz com você mesmo, que se olhe no espelho e se reconheça ao invés de ver refletida a imagem de um estranho, de uma pessoa infeliz, querendo sempre ser outra coisa além do que é. Desejo que os quilos a mais sejam perdidos e que o exercício físico faça parte da sua vida para que você busque sempre um estado melhor de saúde. Desejo que você seja feliz com o que você é, e não com o que as pessoas querem que você seja. Desejo que você se encontre na oração, seja qual for sua religião, pois o importante é que busquemos o caminho da religiosidade e nele nos encontremos com Jesus, pois todos os caminhos da oração nos conduzem a Ele. Desejo que você gaste muito mais tempo com a sua família e com os seus amigos, pois isso é o que levamos da vida, o resto são apenas circunstâncias, necessidades e opções… pois as pessoas que verdadeiramente nos importam e são imprescindíveis em nossas vidas merecem nosso carinho, nosso acolhimento e principalmente nosso ouvir e para isso, desejo que em 2018 você possa ser um ombro amigo, um ouvinte maravilhoso para as pessoas que te cercam e que você se permita, antes de tudo, ouvir o seu eu interior, pois somente entenderá o outro se você conseguir, antes de tudo, ouvir o seu próprio eu. Desejo que você se arrisque, se emocione, se jogue de cabeça em tudo que você faz e que ame e seja apaixonado pela sua vida… Que o brilho nos seus olhos seja constante, que a vida não seja apenas vivida mas que seja vencida, dia a dia, numa construção harmoniosa. Desejo que os seus problemas não se tornem uma tempestade, mas que sejam do tamanho de um simples copo d´água que apenas com uma colherzinha de açúcar possam ser melhor digeridos. Desejo que você sempre possa fazer o bem, não importa a quem, pois a vida é uma roda gigante e ora estamos em cima podendo estender as nossas mãos a quem precisa e ora estamos embaixo precisando de mãos que nos apóiem e nos envolvam com a sua solidariedade. Façamos sempre a nossa parte. Desejo que você olhe sempre para os lados e veja como Jesus te abençoa em todas as coisas que Ele te oferece em sua caminhada… coisas tão simples e de tanto valor em sua vida que merecem, neste momento da virada, uma pausa para agradecer por cada uma delas. Desejo que você leia “Os Desejos” de Drummond: “Desejo a vocês… fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor, filme do Carlitos, chope com amigos, crônica de Rubem Braga, viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você, música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, ver a Banda passar, noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus, não ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança, ouvir canto de passarinhos, sarar de resfriado, escrever um poema de Amor que nunca será rasgado. Formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal, aprender um nova canção, esperar alguém na estação, queijo com goiabada, pôr-do-sol na roça, uma festa, um violão, uma seresta, recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria, uma tarde amena, calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, Bolero de Ravel e muito carinho meu.”
Ao longo da vida aprendi que nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos, mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco! Obrigada a cada um que embelezou minha vida ao longo de 2017! Tenhamos sensibilidade para perceber que 365 novos dias estão se descortinando para nós e não existe presente melhor do que a VIDA. Saibamos aproveitá-la e beber cada segundo sem desperdiçar nenhuma gota… Se sentimos saudade… é porque valeu a pena! Mas o que eu desejo mesmo para você é que você seja muito feliz… e isso depende muito mais de você do que de mim…
Um Feliz 2018 para você…
Com afeto,
Beth Landim
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Conto de Natal
11/01/2018 | 10h01
 
Em uma casa no alto de uma montanha com muita nebulosidade morava um senhor bondoso, com cabelos grisalhos e encaracolados, olhos verdes, pele clara, rosto com traços delicados e expressivos. A casa era “decorada” pela generosidade dessa doce criatura. Toda pintada na cor ocre, as janelas eram feitas de madeira em formato de pequenos corações entrelaçados, as cortinas tinham a transparência para que a luz do dia invadisse a sua alma de amor, os quartos eram pequenos e cheios de lembranças de um passado esplendoroso, os objetos possuíam as marcas desse outrora, os tapetes macios faziam as pegadas das suas botas serem suaves, sem ruídos nenhum, os únicos sons possíveis de serem ouvidos eram os dos pássaros gorjeando nas manhãs cobertas pela névoa, nas quais o céu aos poucos se abria mostrando toda a sua beleza com o seu azul radiante.
O senhor era um colhedor de trigo, o cultivo do mesmo era intenso na região. No meio de tanto trigo, as inúmeras flores, pelas quais a casa era cercada, os miosótis, as flores do campo, os ipês, as dálias, todas elas com suas cores vivas deixavam a paisagem do topo da montanha ainda mais bela.
Durante toda sua vida ele havia passado a maior parte do tempo entre as colheitas de trigo, com as flores, livros e recordações... E também com a preocupação em oferecer no Natal, pequenos presentes as crianças da comunidade, mas durante esse ano ele não tinha a quantia suficiente para a compra dos mesmos, assim ele andava muito pensativo... Sentado em sua cadeira de balanço com a sua manta sobre as suas pernas, ele pensava em como poderia ofertar algo para as crianças que tanto alegravam a sua vida, e especialmente na noite de Natal, na qual a comunidade se agrupava, e como em um casulo compartilhavam do calor de estarem todos juntos para celebrarem a noite tão esperada e especial para todos. Os dias foram passando, e em uma bela manhã junto ao cantar de um sabiá, ele foi ao trigal, e recolheu todos os trigos mais verdes da safra, ficou horas fazendo essa colheita. E assim construiu uma árvore gigante utilizando eles, criou uma verdadeira escultura usando dos recursos naturais para isso. Trigo, folhas, flores, uma obra-de-arte elaborada com simplicidade e criatividade. Colocou bilhetinhos por toda a árvore, e nesses pedacinhos de papel escreveu mensagens para as crianças, palavras de amor, de encorajamento, de paz, de sentimentos que só os nossos corações podem sentir.
Deixou a gigante árvore guardada para a Noite de Natal. Nessa noite tão esperada, quando ele abriu a porta do local no qual a mesma estava escondida, ele teve a sensação de estar sonhando...
Em cada pedaço de sua obra-de-arte, havia, caixas de presentes com anjos feitos de chocolate iluminados por luzes multicoloridas... As crianças quando entraram ficaram com os sorrisos estarrecidos pela beleza do momento, as luzes das caixinhas brilhavam de uma maneira tão intensa que ofuscaram as luzes artificiais. E assim todos ficaram iluminados por essa alegria contagiante do amor ser transformado em pura realidade... Pois o amor é o mais gracioso de todos os bens, o maior presente dado aos seres humanos, nessa Noite de Magia.
Para viver este momento mágico deve haver um lugar dentro do seu coração, onde a paz brilhe mais que uma lembrança, sem a luz que ela traz já nem se consegue mais, encontrar o caminho da esperança. Sinta, chegou o tempo de enxugar o pranto dos homens, se fazendo irmão e estendendo a mão... Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz. Se você for capaz de soltar a sua voz pelo ar, como prece de criança, deve então começar e outros vão te acompanhar e cantar com harmonia e esperança...
Pois um clima de sonho se espalha no ar, pessoas se olham com brilho no olhar, a gente já sente chegando o Natal, é tempo de amor, todo mundo é igual... Os velhos amigos irão se abraçar, os desconhecidos irão se falar, e quem for criança vai olhar pro céu, fazendo pedido pro Velho Noel... Se a gente é capaz de espalhar alegria, se a gente é capaz de toda essa magia, eu tenho certeza que a gente podia, fazer com que fosse Natal todo dia... Um jeito mais manso de ser e falar. Mais calma, mais tempo pra gente se dar. Me diz porque só no Natal é assim, que bom se ele nunca tivesse mais fim... Que o Natal comece no seu coração... Que seja pra todos, sem ter distinção... Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for, o melhor presente é sempre o amor!!! Que você possa abrir as portas e comportas do seu coração e deixar entrar o som dos sinos a tilintar anunciando o grande momento da chegada do Menino Jesus que renasce em nós a cada Natal... Deixe-O entrar e acolha-O da melhor forma que puder dentro de você. Prepare o seu interior para este momento de magia, lá colocando os melhores pensamentos e sentimentos que for capaz de juntar para que você viva com intensidade esta noite de magia!!! Sejamos um pouco como o Velho Noel, o senhor bondoso que a todos acolhe indistintamente, com o mesmo brilho nos olhos... fazendo de cada dia um Natal de Amor... Desejo a todos vocês, meus leitores, um Natal de Paz, repleto de muitas alegrias e de muito AMOR...
Com afeto,
Beth Landim
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Bordando a vida...
11/01/2018 | 09h59
 
Analisando um bordado, podemos sentir as várias matizes de cores... as nuances das combinações, o degradê que vai do suave a mais forte cor, as texturas das linhas que se entrelaçam... e no entrelaçar dos pontos podemos tecer pontos de amor... O verso ou inverso do bordado, na maioria das vezes, não traduz a beleza do mesmo, mas nos mostra com clareza sua suavidade, sua força, a direção das linhas para criar o todo... No laço e no entrelaço vemos o nó, mas sobretudo os nós, que quando entrelaçados traduzem as mãos de quem borda. E, neste sentido é a nossa vida... O que trazemos no inverso é consistente, é tecido dia-a-dia. Erramos o ponto e desmanchamos os fios dados, para tecer novamente... E essa é a graça que Jesus nos professa. Poder refazer a cada dia o bordado das nossas vidas de forma mais suave, com cores que iluminam, irradiam, que nos trazem paz e coragem, suavidade e fortaleza, nos transportam sempre para uma nova oportunidade e nos desafiam a lutar e vencer o dia-a-dia... Há que ter mãos treinadas e delicadas, ou muitas vezes mãos fortes para os longos bordados... mas com toda certeza, há que ter mãos predestinadas ao querer bem, fazer o bem sem olhar a quem... mãos que veem com o coração... Que mesmo com os olhos fechados sabem sentir a textura e “enxergar” o brilho de cada ponto dado... a isso chamamos sensibilidade... Sensibilidade para afetar o outro com linhas que entrelaçam nossas vidas... que sejam linhas macias, suaves, que cheguem até nós como uma brisa leve... Há que ter mãos que possam acalentar, acariciar, indicar caminhos, mesmo na dúvida... pois podemos refazer o bordado a qualquer tempo... Há que ter mãos que falem a linguagem dos sinais, e dentre elas a linguagem do amor que é universal... Há que ter mãos que queiram tecer juntas... e então um bordado junto a outro bordado, tecerá lindos tapetes, que nos permitam voar... E ao voar sentirmos a brisa leve, o cheiro de liberdade, pessoas a flutuar com suavidade para onde o tapete nos levar... Há que ter mãos para bordar várias toalhas de mesa... e a cada refeição com todos reunidos, que possamos constituir verdadeiras famílias... feitas de sangue, mas sobretudo de amizade...
O bordado, assim como a vida, nos permite enxergar a importância fundamental de um ponto, uma cor, uma linha... mas sobretudo nos permite enxergar que é o ponto que faz o todo... e o todo está dentro de cada ponto! E este sentimento de pertença, vincula o ponto ao bordado, num único laço, que primeiro deve ser apreciado e amado por quem está tecendo e depois unido aos vários outros bordados para trazer beleza à vida! Há que ter mãos que inovem novos bordados, novas combinações, imagens talvez indecifráveis, que só os que anteveem o futuro sejam capazes de apreciar... Essas mãos possuem doses de coragem, assumem riscos, são desafiadoras, mas com certeza fazem história... Há bordados que dizem tanto que formam tendências... pois sua essência transcende a forma... Há que ter mãos flexíveis, que confiem a ponto de dar pontos de olhos fechados, a isso chamamos de fé... Entregar-se. Temos a liberdade de tecer o que quisermos... alguns carregam nas tintas, mas mesmo escurecidas... tem a oportunidade de refazer o bordado... E esta é a beleza da vida... Fazer e refazer, errar e aprender, crescer a cada dia, fazer de cada amanhecer um dia luminoso. Às vezes fico a pensar que é tão fácil ser feliz, tão simples a vida, porque rebuscamos tanto o bordado?!
Há que se pensar na poluição visual do bordado... o menos é mais... sempre e neste sentido devemos avaliar até o excesso de amor... que também é prejudicial... pois não deixa o “outro” crescer... Então, que neste tempo do Advento, possamos desmanchar alguns pontos e nós que destoem do bordado que estamos tecendo... Dá trabalho?! Com certeza... Mas vale a pena corrigir, voltar atrás, refazer, trazer a beleza de volta, dar um ponto mais apertado, com laço de doçura e reflexão... pois há que ter mãos que sempre estejam prontas para mais um ponto... para tecer um desejo ardente de deixar a vida “bela”, não desistindo nunca de vislumbrar a “obra” pronta, que nunca se apronta, pois estamos por nos fazer e refazer a cada dia de nossa existência... e nesse caminho, o caminhante se inventa e reinventa para a vida... pois vale a pena acreditar, vale a pena bordar, vale a pena amar...
Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino e seja feita a tua vontade. Pai, meu pai do céu eu quase me esqueci que o teu amor vela por mim e que seja feito assim. O alimento desse dia, dai-nos agora e sempre, e perdoai nossas ofensas, de um modo maior, com que perdoamos... Pai, meu pai do céu eu quase me esqueci, que o teu amor vela por mim e que seja feito assim... E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos de todo o mal... Amém...
Convido, então, a cada um para que ao terminar de ler este artigo, o faça cantando, pois quem canta reza duas vezes... a oração do Pai Nosso, enviando essa energia para todos, neste período do Advento... e se energizando também para espalhar pontos de luz, esperança e amor neste Natal...
Um ponto, um cheiro e um beijo com carinho...
Com afeto,
Beth Landim
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Fechando ou abrindo a janela...
11/01/2018 | 09h56
 
Conta-nos uma lenda, que... A alvorada no templo chegou com alvoroço. Todos haviam madrugado e já esperavam o mestre chegar trazendo com ele derradeiras palavras de iluminação. O velho sábio iria retirar-se do templo e meditar por dez anos nas montanhas. Então esta seria uma oportunidade rara, senão a última, de ouvir o que o ancião tinha a dizer. O local sagrado estava lotado. O comentário sobre qual seria o tema do discurso ricocheteava pelas paredes de madeira do templo.
As grandes portas se abriram vagarosamente. Calmamente, o mestre foi entrando. Enquanto ele caminhava em direção ao altar, todos foram ficando em silêncio. Só ouvia-se o barulho dos passos lentos e dos corpos terminando de se ajeitar nos lugares, a madeira rangendo aqui e ali, um ou outro som da natureza vindo de fora.
- Por favor, fechem as janelas – instruiu o abade aos monges – para que nada atrapalhe o discurso do nosso mestre. E na mesma hora os aprendizes correram rumo às janelas e as fecharam com cuidado: Plaft! Ploft! Pfut! - Por favor, abram as janelas – retrucou o ancião – para que o calor não atrapalhe os ouvidos de todos e a brisa da manhã conduza as minhas palavras. Pfut! Ploft! Plaft! Quando o ancião se postou em sua cadeira todos os rangidos cessaram. Quando começou a respirar profundamente, era possível ouvir as respirações de homens, mulheres, crianças e idosos, lado a lado. Era como se, por alguns momentos, até os pensamentos tivessem silenciado. Inclusive os do sábio que iria proferir o discurso. Ele pressentiu que o momento propício havia chegado.
Abriu a boca, mas antes de pronunciar algo, deixou-se invadir pelo som que vinha de fora.
Era um pequeno pássaro que, ao longe, cantava a manhã. Por um tempo, ficou o mestre a ouvir o pássaro e todos a ouvir o que o mestre não dizia. Depois de um bom tempo, quase todos também começaram a ouvir o pássaro. Cedo ou tarde, começavam a ouvir outros pássaros ao redor do templo.
Depois de muito tempo, os pássaros silenciaram. O mestre, enfim, discursou: - O discurso já foi proferido. Os monges, aprendizes e visitantes se entreolharam, em silêncio, sem entender muito bem. O sábio não se explicou, apenas se despediu: - Obrigado a todos por virem até aqui e ouvirem isto. Espero que continuem ouvindo, todas as manhãs, este lindo discurso. Adeus...
Esta reflexão nos conduz ao despertar para o sagrado que existe em nós. Quando isto acontece somos capazes de verificar que ele – o sagrado – não está fora de nós, ele está dentro. Neste momento a mente acalma e o nosso coração brilha de amor incondicional a nós mesmos e a tudo e todos que nos cercam.
Como a flor do cacto, para acessar o nosso eu sagrado é preciso superar os espinhos do crescimento interior.
Pelas estradas diferentes da vida... tanto no oriente quanto no ocidente, não importa a denominação dada – sagrado, divino, essência, eu interior... o que importa é que o sagrado resida dentro das pessoas.
Pistas, sinais, pessoas, insights e coincidências permeiam a estrada de quem opta por encontrar Deus.
A busca constante pelo despertar da consciência tem sido cada vez mais divulgada por mestres, líderes e escritores dos nossos tempos. Em termos práticos, tudo isso significa - estar no presente, consciente do que se está fazendo, das decisões que toma e das escolhas que faz. Eckart Tole em seu livro O Despertar de uma Nova Consciência nos diz que a nossa consciência é o elo com a inteligência universal, e essa inteligência existe também dentro de nós, não há como acessar o divino interno sem expandi-la.
Na verdade o problema reside na mente que oscila o tempo todo entre o passado e o futuro, está sempre comparando uma situação com outra e julgando se algo ou alguém está certo ou errado ou é bom ou ruim.
Os conflitos geram ansiedade, medo, culpa, raiva e outros sentimentos negativos.
Durante a nossa caminhada de conexão com o sagrado, conforme se vai adquirindo maior consciência sobre si mesmo, muitas coisas que antes pareciam impossíveis de acontecer, acontecem, como a paz interior, felicidade e mente tranquila, já que como seres sagrados, temos em nós tudo o que precisamos para vencer os obstáculos. E que tenhamos sempre em mente que não é porque nós nos encontramos com este sagrado que ficamos livres dos obstáculos e das dificuldades. Na verdade, o que esse encontro nos permite é o fortalecimento para passarmos pelas pedras do caminho.
Para este encontro, não precisamos de muito preparo, mas sim que a simplicidade da vida faça morada em nosso ser, nos tornando pessoas melhores, de bem com a vida, pessoas mais leves, positivas, com grande bom humor, sempre voltadas para o desenvolvimento da espiritualidade em nosso dia-a-dia, pois a prática dos nossos dons e valores em nosso cotidiano nos tornam cada vez mais próximos do sagrado que existe em nós.
 
Com afeto,
Beth Landim
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A magia que existe dentro de você...
01/12/2017 | 13h50
 
Se a desilusão atingir sua alma, devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades, pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você em apenas um dia, uma hora, um minuto…Olhe para trás e veja o quanto você já caminhou e o quanto cresceu colhendo em cada trilha amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis…Se a preocupação com encargos do dia-a-dia tomar sua mente e enfraquecer o seu corpo, despertando o nervosismo e o estresse, olhe o horizonte e tente descobrir as saídas para os problemas ao invés de lamentar!Você é capaz de tudo desde que acredite em si mesmo, pois todos nós temos uma força, uma magia magnífica dentro de si. Rotina é uma palavra que não existe, pois cada dia traz consigo pequenas surpresas e cada pequeno gesto guarda uma imensa felicidade! Mas diante dessas constatações, fiquei me perguntando: Por que será que algumas pessoas olham para suas vidas, seus problemas e vitórias de modo tão diferente? Por que algumas pessoas vêem mágica em suas vidas e outros não? A diferença, talvez, esteja nestes aspectos:Acredite na mágica força que existe dentro de você. Toda pessoa é um ser mágico, sua concepção e nascimento foi uma grande obra da natureza. Acredite, existe um grande poder dentro de você, um poder que é capaz de mudar suas atitudes, influenciar o meio em que você vive. A escolha é sua! Você pode decidir entre realmente fazer a diferença ou ser mais um no meio da multidão. Mas, saiba que como todo bom mágico é preciso muito trabalho e perseverança para estar entres os melhores. Acreditar nos seus dons, nos seus sonhos, no seu talento é a base para construir uma carreira de sucesso. Experimentem novas cores em sua vida.Provoque e construa mudanças positivas. Experimente uma nova vida colocando novos temperos em seu dia-a-dia. Crie novos hábitos como a leitura, o trabalho voluntário, opinar e dar mais idéias no ambiente de trabalho. Não mude tudo! Não seja radical, comece com pequenas mudanças no comportamento. Quer ser mais paciente, menos ansioso, pratique a meditação. Quer ter mais pique no trabalho, pratique mais atividades físicas. Comece trocando 2 ou 3 maus hábitos por outros mais saudáveis.
Mude sua percepção sobre os fatos, procure ver o contexto, não tire conclusões precipitadas, somente decida ou comente algo quando estiver convicto que vale a pena fazê-lo. Crie momentos mágicos. Tenha o bom humor, o alto astral sempre como aliado. Procure iluminar o lugar em que você vive. Demonstre seu entusiasmo pela vida, paixão naquilo que faz, agradeça sempre ao Criador por tudo o que você tem e é. Acredite: problema sério é problema de saúde, o resto você pode, deve e vai superar. Tenha sempre essa certeza. Não faça tempestade em copo d’água, não crie problemas imaginários e pare de procurar “problemas onde eles não existem”, cuidado pois um dia pode acabar encontrando.A vida é curta demais para torná-la um grande peso, seja pró-ativo e foque a solução do problema. Depois ensine seus momentos mágicos, pois a partir do momento em que você conhece novos truques para encantar seus expectadores, é hora de repassar seus conhecimentos e nova filosofia de vida. Divulgue e treine as pessoas à sua volta. Peça sempre um sorriso, faça questão de um “bom dia” diferente, estimule pensamentos positivos, aceite sugestões! Lembre-se mantenha a porta e o coração abertos e aumente a auto-estima de toda e qualquer pessoa que conviva com você. A velha e boa história de “faça o bem, não importa a quem” vai se tornar um grande impulso para novos saltos em sua vida. A decisão é sua. A magia está dentro de você. Tá na hora de procurar onde você tem deixado sua varinha de condão.
E depois de tudo isso, olhe para si mesmo e veja o quão especial você é… Imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas, valorize as suas qualidades e tente corrigir seus defeitos (o que é realmente difícil) e saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar, cair e aprender com os erros, por ser capaz de escrever uma história única, como nenhuma outra… Pense nisso… Ouse sonhar, pois os sonhadores vêem o amanhã. Ouse fazer um desejo, pois desejar abre caminhos para a esperança e ela é o que nos mantém vivos. Ouse buscar as coisas que ninguém mais pode ver. Não tenha medo de ver o que os outros não podem.Acredite em seu coração e em sua própria bondade, pois, ao fazê-lo, outros acreditarão nisso também. Acredite na magia, pois a vida é cheia dela, mas, acima de tudo, acredite em si mesmo… Porque dentro de você reside toda a magia da esperança, do amor e dos sonhos de amanhã.
Desejo uma maravilhosa semana para você!
Com afeto,
Beth Landim
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Coisas simples... grandes ensinamentos!
01/12/2017 | 13h48
 
Outro dia li um texto muito interessante de Ninon Rose Hawryliszyn e Silva e gostaria de transcrevê-lo, pois traz uma reflexão profunda e nos leva a repensar sobre a forma como encaramos os desafios que existem em nossas vidas!Em seu texto, Ninon conta: “Estes dias vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas, nem por isso, a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo a um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa. A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha. Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.” Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia.” Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Elas pareciam alegres na tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco. Imediatamente, comecei a refletir sobre minhas experiências. Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades? Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la. Invejei a persistência, a força daquela formiguinha. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi a Jesus que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia. Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas. Que eu pudesse ter a inteligência, a sabedoria dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais. Que eu tivesse a humildade para partilhar, com os outros, o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário. Pedi a Jesus a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo
ver, com nitidez, o caminho a percorrer. A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada. Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecida em minha caminhada. Agradeci a Jesus por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela. Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente. ”Este texto nos deixa a lição de que a vida é um aprendizado e que se pararmos para refletir, as coisas mais simples (assim como a pequena formiga), muitas vezes, são aquelas que mais nos ensinam a valorizar a natureza divina que é vida! A história da formiga nos ensina que a razão de nossas vidas somos nós, nossa família e nossos amigos. Afinal, foi com ajuda que ela conseguiu colocar a folha dentro do buraco. Vale lembrar que a nossa paz interior deve ser nossa meta de vida. E quando sentirmos um vazio na alma, quando acreditarmos que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, é fundamental remeter nosso pensamento para Deus, pois ele fará brilhar a divindade que existe em nosso interior.E lembre-se: Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivo longe demais de suas mãos. Abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas profissionais, financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, pois você é reflexo do que pensas diariamente. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las." Pense nisso e tenha uma boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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O preço de um milagre...
01/12/2017 | 13h46
 
Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão. Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros. Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio. Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou! - O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta. - Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre. - Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico. - O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre. - Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo. - Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa. O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava. - Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro. - Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande. - Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso. - Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos! Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse: - Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa. Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa. Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa: - Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria? A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.
Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos. Lendo esta outra lenda, vemos como elas se completam, pois a fé, a paciência, a persistência, a pureza e a bem querença para vencermos os períodos difíceis fazem também toda a diferença. A humildade nos períodos de bonança nos faz mais sábios...
E esta outra estória vem de encontro a anterior... Certa vez, um imperador assumiu o trono de seu reino disposto a fazer um grande governo. Com esse objetivo, convocou todos os sábios da região, para que eles apresentassem conselhos sobre como ele deveria agir para cumprir a difícil tarefa. Os sábios reuniram se durante vários dias e depois de muitas reflexões concluíram que a melhor forma de ajudar o novo rei era dar lhe dois envelopes, cada um com um conselho. Retornaram ao rei e lhe entregaram os envelopes explicando que cada um continha um conselho precioso e somente deveriam ser abertos em momentos determinados. O primeiro envelope era azul. Explicaram ao rei que ele deveria ser aberto quando o reino estivesse caminhando muito bem. O outro era verde e deveria ser aberto somente quando o reino estivesse passando por problemas terríveis. Depois de alguns anos, o país prosperava, não havia guerras e o povo estava muito feliz com tudo o que tinha conquistado. O rei estava tão satisfeito com seu reinado que decidiu abrir o envelope azul. Nele encontrou um dos conselhos dos sábios:
O que está acontecendo não é para sempre! Isso vai passar, esteja preparado!
O rei ficou um pouco perplexo, pois esperava algum conselho mais grandioso e positivo, e não um alerta sombrio. De qualquer forma, continuou seu reinado e alguns anos depois houve uma série de acontecimentos terríveis. Uma grande seca atingiu a região e, pela primeira vez, seu povo sentiu fome. Também surgiram algumas pragas que acabaram com as plantações e trouxeram muitas doenças. Os eventos climáticos afetaram outros países próximos, e a disputa por alimento provocou conflitos com os reinos vizinhos. O rei estava muito triste. Sentia se impotente, derrotado e sem alternativas. Lembrou se do envelope azul e do conselho que havia recebido e, mesmo relutante, decidiu abrir o envelope verde. Lá encontrou a seguinte frase:
O que está acontecendo não é para sempre! Isso vai passar, esteja preparado!
Como nos diz Exupéry... “As pessoas podem ser dividas em três grupos: os que fazem as coisas acontecerem;
os que olham as coisas acontecendo; e os que ficam se perguntando o que foi que aconteceu. Nosso caráter é aquilo que fazemos quando achamos que ninguém está olhando.” Portanto, vamos sempre em frente tendo em vista que o nosso caminho depende das nossas escolhas, para tanto devemos estar sempre preparados para todos os imprevistos do caminho, na certeza plena de que nada é ao acaso. Façamos sempre a nossa parte interagindo com todos os ventos que sopram em nossa direção... sejam eles ventos bons ou ventos fortes... pois tudo passa em nossa vida... e quando sabemos para onde queremos ir, nenhum vento é capaz de nos impedir... pois nenhum milagre tem preço, basta querermos e termos fé, pois a nossa vida já é um verdadeiro milagre.
Com afeto,
Beth Landim
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