CARROÇA VAZIA...
22/01/2017 | 00h27

Divido com vocês pequenas histórias que são capazes de nos fazer refletir na nossa caminhada.

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: - Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia...

Perguntei ao meu pai: - Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho.Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...

É necessário entendermos que temos a responsabilidade de sermos seres com conhecimento, valores, princípios... pois “carroças vazias” trepidam, trepidam, fazem barulho, mas não possuem consistência para o conhecimento profissional, humano e familiar. Isso significa entender que nossa busca por aprender deve ser diária e constante, pois vivemos na era do pensamento complexo, que corresponde à multiplicidade, ao entrelaçamento e a interação contínua da infinidade de sistemas e de fenômenos que compõem o mundo, e para tanto, temos que nos desafiar a todo o momento, buscando sempre a complementaridade das relações e do conhecimento.

Não é possível reduzir a complexidade a explicações simplistas, a regras rígidas, a fórmulas simplificadoras ou a esquemas fechados. Pois não podemos viver na simbologia do “ou” e sim do “e”... O mundo é feito para agregar, completar, preencher, somar e crescer, para que possamos preencher corretamente “nossas carroças”... O que significa que nossa busca deve ser intensa e nossas raízes profundas.

Pensando assim, me remeto a história do bambu chinês...

Diz a lenda que os cultivadores do bambu chinês nos contam que depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Um escritor americano escreveu: "Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês": você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava... O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos... especialmente no nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas).  Devemos lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Tenhamos sempre dois hábitos: Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos!!! É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.

E então de uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: - Mas qual é esse tempo certo?

Bom, basta observar os sinais. Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo. Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! Basta você acreditar que nada acontece por acaso! E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas. Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

Portanto pensemos sempre como está nossa “carroça”? Está vazia? Está com entulhos? Está somente trepidando? Temos colocado amortecedores em nossa “carroça” para nos protegermos dos eventuais “buracos da estrada”?

Você é do tamanho dos seus sonhos, e como diz o ditado “saco vazio não pára em pé” e “carroça vazia” vai do nada a lugar nenhum...

Pense nisso!

Com afeto,

Beth Landim

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A aurora boreal no Canadá...
22/01/2017 | 00h27

A aurora boreal no Canadá ....

a  mágica dança das luzes ...aprecie e deixe seu pensamento ir longe...

Não há carros, nenhum ruído, vilarejos ou qualquer outro traço de seres humanos. Apenas o Frances Lake Wilderness Lodge, um dos hotéis mais remotos do mundo, fincado junto ao lago homônimo no sudeste da selvagem província canadense de Yukon – dentro do Círculo Polar Ártico. Ali, no inverno, faz-se exercício, por meio de trekkings com esquis de fundo. Eles podem durar uma tarde ou uma semana sem que se veja qualquer outra pessoa. É entre os meses de setembro e abril que o lodge exibe seu maior trunfo: os trekkings seguem na direção norte, para apreciar a mágica dança no céu das luzes da aurora boreal. Nas noites claras, o Frances Lake é um dos melhores locais do mundo para admirar o fenômeno...

Com afeto,

Beth Landim

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Istambul...
22/01/2017 | 00h27

Istambul

Stambul, na Turquia, oferece aos viajantes  uma combinação singular: caminhadas seguidas de banhos turcos. Os dias podem ser dedicados a explorar as atrações históricas milenares da cidade, em sua maioria confinadas no bairro de Sultahnament. Ali estão o Grand Bazaar e seu labirinto de lojinhas, o bazar egípcio, a majestosa Basílica de Santa Sofia e a Mesquita Azul, sua imponente vizinha. Após horas caminhando, turistas do mundo inteiro costumam se dirigir, no final do dia, aos célebres hamams (banhos turcos) em busca de um merecido relaxamento. Duas dessas termas se destacam, ambas construídas no século XVIII: a Çemberlitas Hamani e a Cagaloglu Hamani...Vale a pena conferir ...

Com afeto,

Beth Landim

 
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Um exemplo...JOAQUIM BARBOSA...
22/01/2017 | 00h27

Um exemplo vivo de que a Educação transforma, é o de JoaquimBarbosa que nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, e m seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.

Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores, tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serpro.  Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II. Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da UERJ. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law. Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade. Foi indicado Ministro do STF por Lula em 2003.

Na verdade quem é Joaquim Barbosa? “Orgulho da família”, diz a prima. “Muito tranqüilo, muito brincalhão”, conta outra prima. “Briguento, com certeza”, diz o primo. A definição do primo ele não escondeu desde que chegou ao Supremo, em 2003.

Joaquim Barbosa foi eleito para ficar na presidência do Supremo Tribunal Federal por dois anos. Nesse período é dele a responsabilidade de definir a ordem dos julgamentos e o que será prioridade. Quase 800 processos estão prontos para serem analisados pelo plenário. Nos últimos anos, o ministro se licenciou diversas vezes por questões de saúde. Mas agora, Joaquim Barbosa, o ex-futuro jogador de futebol, ex-garoto pobre, é o comandante da mais alta Corte do país.

Em Brasília, foi até tarde da noite desta quinta-feira, a comemoração da posse do ministro Joaquim Barbosa como presidente do Supremo Tribunal Federal. No discurso de posse, ele criticou a desigualdade no acesso à Justiça no Brasil. Em uma cerimônia com toda a liturgia do Supremo, com a presença de Dilma Rousseff e várias autoridades e artistas, Joaquim Barbosa conseguiu dar um tom pessoal. Ao discursar, falou pouco e agradeceu a ‘querida mãezinha’. O hino nacional tocado no bandolim. Foi assim que Hamilton de Hollanda homenageou o novo presidente do Supremo. E ele não foi o único artista a prestigiar a posse de Joaquim Barbosa.

A família foi em peso da cidade de Paracatu, em Minas, e ficou na primeira fila. Depois de receber autoridades, Joaquim ouviu as saudações dos colegas. Ao falar da trajetória do primeiro presidente negro do Supremo, o ministro Luis Fux citou o líder sul africano Nelson Mandela e o ativista americano Martin Luther King. “Sonhe como sonhou Mandela pela igualdade e Martin Luther King, que no Madison Square Garden, revelou ter sonhado que um dia homens seriam iguais, trabalhariam e rezariam juntos. E vê-se hoje que os sonhos não inventam”. Joaquim Barbosa encerrou a solenidade falando dos desafios da Justiça. Foi um discurso objetivo. Em pouco mais de 15 minutos, o ministro falou sobre a atuação do judiciário. Disse que a Justiça tem que ser mais rápida, e os juízes independentes, distantes de qualquer tipo de influência. “O judiciário que aspiramos a ter é um judiciário sem firulas, sem floreios, sem rapapés. O que buscamos é um judiciário célere, efetivo e justo. De nada valem as edificações suntuosas, o sofisticado sistema de comunicação e informação, se naquilo que é essencial a Justiça falha. Porque é prestada tardiamente e não rara porque presta um serviço que não é imediatamente fruível por aquele que o buscou”. O presidente reconheceu as limitações do poder judiciário. “É preciso ter honestidade intelectual para reconhecer que há um grande déficit de Justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados como iguais quando buscam o serviço da Justiça”.

A cerimônia foi comandada pelo ministro que tem mais tempo de corte, Celso de Mello. Às 15h34, o ministro assinou o termo de compromisso. Antes disso, fez o juramento. "Prometo cumprir os deveres do cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça em conformidade com as leis". O ministro já havia assumido interinamente no dia 19 de novembro por conta da aposentadoria do ministro Ayres Britto.

Como nos diz Paulo Freire: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”... e  Joaquim Barbosa é um exemplo vivo desta construção e de que a Educação transforma o homem.

Com afeto,

Beth Landim

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Marca de Amor...
22/01/2017 | 00h27

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia. Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio. O professor levou o caso à diretoria do colégio.  A diretoria ouviu e chegou a conclusão que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o último a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás. O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás.

Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ. A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar: - Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri: - Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade.

A turma estava em silêncio atenta a tudo. O menino continuou: além de mim, haviam mais três irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida. Silêncio total em sala. -... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente... Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chamas. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar: - “Minha filhinha está lá dentro!" Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...

Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhes que não saíssem dali até eu voltar. Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto... A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada, então o menino continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego a casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR. Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se. Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZ. Não falo da CICATRIZ visível, mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou com nossas ações.

Lendo esta estória me emocionei com a pureza das crianças. É impressionante como as crianças  encurtam distâncias sendo sinceras, objetivas, puras de sentimento e aceitam a realidade  de frente. As crianças nos afetam com seu amor. Afetar, trazer significado ao nosso sentimento, dar sentido a vida, é fazer cicatrizes de marcas de amor. O menino desta estória se sacrificou no verdadeiro sentido da palavra, pois sacrificar significa o ofício do sagrado e o sagrado era sua irmã, era a vida, e não as convenções dos homens que não deixaram sua mãe retornar para salvar sua filha.

Nos dias de hoje, vemos tão poucas demonstrações de amor e afeto, que não podemos desperdiçar um exemplo tão significativo como este. Será que pelo menos uma vez por dia conseguimos afetar o próximo, o amigo, o nosso filho, namorado, marido, pai, mãe ou o desconhecido que passa por nós. Será que não nos colocamos no lugar do professor desta estória que foi passivo e lavou as mãos, ou no lugar dos colegas que foram egoístas e preconceituosos, ou ainda do diretor que imediatamente  julgou e apontou uma solução mais confortável para a maioria. Devemos sempre refletir, pois na maioria das vezes a unanimidade é burra ou vem de encontro a interesses pessoais.

Que possamos refletir que tipo de marca imprimimos em nossas relações e em nossa vida!

Com afeto,

Beth Landim

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Roubaram o ouro, agora o petróleo...
22/01/2017 | 00h27

Chega o momento em que temos que dar um basta ao populismo barato que inundou o nosso país. Não podemos admitir que a nossa Constituição seja rasgada. As leis devem ser respeitadas. Talvez este seja um ponto nevrálgico em nosso país. O mundo inteiro exige, até e principalmente no que tange ao investimento, que sejamos um país sério, de credibilidade, onde a lei não seja alterada de acordo com os interesses individuais, e o tempo todo.

Vejamos então o que estes deputados e senadores nos responderiam se, após as eleições, mudássemos as regras do salário deles, verba de gabinete, auxílio transporte, auxílio moradia, auxílio... dos referidos políticos? Será que eles aprovariam esta “mexida” no orçamento parlamentar? Será que esta forma seria o melhor para eliminarmos da política os populistas, os sem comprometimento, sem idealismo, sem honra? Pois bem, jogo iniciado com regras, deve assim permanecer. Até aceitamos que em relação ao pré-sal, novas regras sejam criadas, pois aí então, os estados e municípios terão tempo hábil para estabelecer sua sustentabilidade. Temos também que deixar claro que não estamos lutando por nada que esteja “caindo do céu”. Os recursos dos royalties são verba “indenizatória”, que isto fique bem claro, pois o impacto ambiental e social é um ônus dos municípios e estados produtores, que somente nós pagamos a conta. Até porque o petróleo é o único produto que não paga ICMS na origem, e sim no destino final. O que São Paulo nos diria quanto a esta troca?

As riquezas naturais trazem consigo um bônus e um ônus. Cabe a cada estado e município administrá-las de acordo com suas necessidades, que são muitas. Já pensaram se quiséssemos repartir o lucro dos impostos gerados pelo turismo sobre as praias de todo o nordeste... ou então dividir os lucros da arrecadação sobre a exploração das minas do Estado de Minas Gerais, e por aí vai... pois cada região explora o seu potencial. Quando todo o mundo começou a gritar sobre a perda do território da Amazônia, visto que é um patrimônio indescritível, Cristóvão Buarque deu a seguinte resposta: “De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo mais que tem importância para a humanidade... Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!”

Se mudássemos agora as regras, o Estado do Rio perderia cerca de quase 49 bilhões de reais até o ano de 2020. E então como faríamos para honrar as despesas com educação, saúde, aposentadoria, etc...? Seria a institucionalização do calote. Vejamos e lembremos do que aconteceu no século XVII, quando o Brasil remeteu a Portugal cerca de mil toneladas de ouro, riqueza que até hoje equivaleria a algo como 97 bilhões. Todo aquele ouro, como se sabe, serviu para financiar a industrialização e os avanços tecnológicos da Inglaterra. Mais de 200 anos depois, a natureza, oferece com o pré-sal nova oportunidade ao Brasil. E o que vemos então? Políticos aproveitadores querendo mudar as regras dos royalties já existentes, para fazerem “bravata” em suas bases regionais. Seria um novo desperdício do “ouro” como foi no século XVII? Deveríamos estar discutindo, sim, sobre as regras de distribuição dos royalties do petróleo, da camada de pré-sal no sentido de pensarmos em que setor da vida brasileira a riqueza bilionária, porém finita, deve ser aplicada?

Se propusermos a transformação de todo este petróleo em “inteligência e capacidade de inovação”, os recursos do pré-sal seriam inteiramente aplicados em educação, ciência e tecnologia, um caminho para enfrentar uma tragédia brasileira – o baixíssimo nível educacional do nosso povo.

Portanto, que as discussões avancem para o patamar de como utilizar na educação e ciência os recursos do pré-sal, mas não admitamos mexer nos royalties que já estabelecem um comprometimento orçamentário. Temos que ter leis rígidas, temos que ter políticos exemplares, comprometidos com o povo, para que nos representem desenvolvendo políticas publicas sérias, que tragam saúde, desenvolvimento, educação e liberdade...

Chega de “ditadores democráticos”... Não temos mais espaço para farsas... O tempo urge, o povo clama por seriedade e respeito, não suportamos mais assistir a cenas dos “anões do orçamento”...

Respeito é bom, nós não apenas gostamos, mas EXIGIMOS!!!

Com afeto,

Beth Landim

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Verduras e frutas de um jeito que você nunca viu ...
22/01/2017 | 00h27

Esculturas com vegetais? Essa é a proposta da fotógrafa inglesa Ilian Iliev, especialista em fotografar comidas e bebidas.

Sempre é bom inovarmos... apreciemos  os trabalhos de Ilian...além do sabor , o belo é sempre bem vindo ...

Com afeto,

BethLandim

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Luz... muita luz...
22/01/2017 | 00h27

Em uma noite de lua cheia, Denis enalteceu a paisagem desta praia em Adelaide, South Australia, com duas esferas de luz.

Para reencontrar o valor da vida, o fotógrafo Denis Smith se conectou com a natureza e passou a criar pinturas com luz. Ele só precisa de câmera, lua cheia, lâmpada de led e criatividade inseridas na paisagem digitalmente, as bolas de luz são criadas pelas próprias mãos do fotógrafo Denis Smith, por meio da técnica conhecida como light painting. Ele escolhe o local, espera o melhor horário – sempre em noites de lua cheia –, apoia a câmera no tripé e programa a velocidade de exposição por tempo o suficiente para que possa se posicionar no lugar e girar o fio que carrega a lâmpada de led em sua ponta, traçando pouco a pouco uma esfera perfeita. Com movimentos ensaiados, balança o led ao mesmo tempo em que movimenta o corpo, garantindo assim que sua silhueta não apareça dentro da circunferência.

Foto tirada em Kangaroo, terceira maior ilha da Austrália.

Imagem clicada dentro de um antigo casarão em Adelaide.
Apesar de parecer dia, todas as fotos são tiradas à noite. Esta foi capturada em um vinhedo de Barossa, South Australia. “Ter tempo para me dedicar à fotografia me deu a oportunidade de ficar sozinho e poder desbravar as paisagens por horas”

Foto de uma fazenda de amendoeiras em South Australia. “Por meio da fotografia, posso voltar para esses lugares em minha mente e encontrar tranquilidade quando as coisas ficam confusas”, diz o fotógrafo Denis Smith.

Esfera de luz na paisagem de Steiermark, Áustria.

Denis Smith -  fotógrafo

“Eu não sei exatamente o significado das imagens, mas sei que salvaram a minha vida”, revela Denis, que comprou a sua primeira câmera em 2009, quando teve tempo para se dedicar ao hobby. Nos sete anos que precederam esse momento, ele se afundara em uma rotina que atropelava as necessidades do corpo e do espírito, ocupando-se apenas de conseguir mais dinheiro para manter o alto padrão de vida de que acreditava precisar. Deprimido, endividado e apoiado no álcool, buscou coragem para virar o jogo. Deixou o emprego de vendedor, vendeu o que tinha e mudou-se com a esposa para o sul da Austrália, onde se conectou com a natureza repleta de paisagens inspiradoras para as fotografias. Denis, que antes dividia seu tempo entre trabalho e mesa de bar, passou a contemplar as mudanças das estações e vive hoje, literalmente, cercado de luz.

Com afeto  e muita luz para você,

Beth Landim

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Os domingos precisam de feriados...
22/01/2017 | 00h27

Estamos entrando no penúltimo mês do ano, tempo de parar, refletir, repensar... o presente mais precioso que temos... o nosso tempo. Me pergunto se estamos sendo senhores dos nossos destinos?

Como nos diz a Oração ao Tempo de Caetano Veloso...

“És um senhor tão bonito, quanto a cara do meu filho, tempo tempo tempo tempo, vou te fazer um pedido, tempo tempo tempo tempo... Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, entro num acordo contigo, tempo tempo tempo tempo... Por seres tão inventivo e pareceres contínuo, és um dos deuses mais lindos, tempo tempo tempo tempo... Que sejas ainda mais vivo, no som do meu estribilho, ouve bem o que te digo, tempo tempo tempo tempo... Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso, quando o tempo for propício, tempo tempo tempo tempo... De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido e eu espalhe benefícios, tempo tempo tempo tempo... O que usaremos prá isso fica guardado em sigilo, apenas contigo e comigo, tempo tempo tempo tempo... E quando eu tiver saído para fora do teu círculo não serei nem terás sido, tempo tempo tempo tempo... Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos, num outro nível de vínculo, tempo tempo tempo tempo... Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios nas rimas do meu estilo...”

O rabino Nilton Bonder nos deixa uma reflexão...

“Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue. Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de pausa é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.  As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado... Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco.

Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos... Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: - literalmente, ficar desatento; - é um dia de atenção, - de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo. Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada seja dá-lo como concluído.”

Como nos diz Drummond, quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Com afeto,

Beth Landim

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Era uma casa...
22/01/2017 | 00h27

...Não tinha teto, não tinha nada...

 

E na última quarta-feira fomos inundados por uma emoção indescritível.

Misto de dever cumprido, amor ao próximo, bem querer, de conseguir dar mais um passo... Falo do projeto Universidade Bairro da Comunidade Tamarindo, desenvolvido pelo ISECENSA nesta comunidade. Ao entregarmos duas casas totalmente reformadas, desde o telhado (laje), ao esgoto, banheiro, cozinha, janelas e portas, pintura, além de totalmente mobiliadas...

Nos sentimos plenos da energia da consciência solidária, do unir forças por um mundo melhor! Assim como eu, que não contive as lágrimas, professores, alunos, moradores, todas as irmãs salesianas se emocionaram... Falo da entrega de dois lares, não apenas duas casas. As moradoras Lorelaine Ferreira a Arilda de Souza, voltaram a sentir dignidade da sua moradia, dignidade de pessoas respeitadas e acolhidas... saindo literalmente da “miséria humana” em que viviam, faltando até mesmo o essencial para a sobrevivência.

Ao ouvirmos as palavras de agradecimento e testemunho das duas moradoras e de três representantes da Associação de Moradores da Comunidade (fundada pelo curso de Administração), sentimos de volta o brilho nos olhos, o resgate a cidadania, a força da expressão daqueles que não são capazes de se pronunciar com palavras, mas sim através do olhar e da emoção.

Como disse nossa Diretora Geral Ir. Suraya Chaloub: “Hoje a Comunidade do Auxiliadora - ISECENSA e a Comunidade Tamarindo são uma só Comunidade. Atribuímos mais esta conquista a soma dos esforços de todos nós engajados no Projeto Universidade Bairro: ISECENSA, comunidade, irmãs, professores e alunos.”.

Mais do que abrir os portões da nossa sede, abrimos o nosso coração, para juntos escrevermos uma nova história nesta Vila. Uma história carregada de carinho, alegria, bondade e competência de todos os profissionais e alunos que ali trabalham já há quatro anos na comunidade e há dois anos em nossa própria sede dentro da comunidade.

 

 

 

 

 

 

             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sede alugada possui quatro ambientes com sala de informática com computadores conectados à internet, uma biblioteca (com 1500 livros e material didático), um consultório para atendimentos da área de saúde e outro destinado a atividades em grupo. Inaugurada em dezembro de 2010 a casa-sede do projeto Universidade Bairro passou a servir regularmente aos projetos de todos os cursos da Instituição através de sete subprojetos de pesquisa.

O curso de Pedagogia através do seu projeto De Mãos dadas com a Educação estimula a aprendizagem como um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais. Tem atendimento diário com profissionais e estagiários, além de desenvolver atividades artísticas que incluem um coral das crianças da comunidade.

O curso de Administração atua com o projeto Gestão Social e Apoio a Informação dá apóia técnico a todas as pesquisas de campo. O curso de Arquitetura e Urbanismo pesquisa a qualidade e habitabilidade na Comunidade proporcionando dados adequados para a intervenção física nos espaços privativos e comunitários.

O curso de Educação Física através do projeto Equipe Brasil-Tamarindo trabalha a ampliação das qualidades físicas e incrementa a condição física e o bem estar social.

O curso de Enfermagem através do projeto Saúde e Cidadania promovem ações de movimento preventivo e de educação em saúde sensibilizando e capacitando o indivíduo, a família e a comunidade para articular hábitos que contribuam para a sua saúde físico-funcional.

O curso de Engenharia de Produção projetou e implantou a Fábrica Escola de Vassouras Ecológicas, fabricadas com garrafas PET, recicladas visando a questão ambiental e uma alternativa de geração de renda para seus moradores. O curso de Fisioterapia através do projeto Fisioterapia e Saúde Coletiva amplia o nível de atenção à saúde como uma ação integral que tem significados e sentidos voltados para compreensão de saúde como o direito de ser.

O curso de Psicologia através do projeto Psicologia Comunitária de Gênero e Infantil desenvolve ações de psicologia clínica ampliada no trabalho com a comunidade focado no gênero feminino e na infância.

Destaca-se ainda a aprovação do Projeto Fábrica Escola de Vassouras Ecológicas na Fundação de Amparo a Pesquisa do Rio de Janeiro (FAPERJ) em setembro; a aprovação do Projeto de Mãos Dadas Com a Educação no Programa HSBC Solidariedade em 2011; e o Concurso Santander Responsabilidade Social, no qual de 600 projetos inscritos no Brasil, o ISECENSA conquistou o 8º lugar.

Finalizo dizendo que é indescritível a emoção de estarmos ajudando a construir e escrever a história junto com os moradores da Vila Tamarindo, para que sejamos um país digno, autônomo, responsável, onde o trabalho é valorizado e produz frutos de independência social, onde cada conquista tem o suor de cada profissional e morador daquela Vila!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agradeço a Ir. Suraya e as irmãs Salesianas por acreditarem em nossa cidade e em nosso trabalho, nos oportunizando a realização de projetos ousados e libertadores! Que venham mais Vilas Tamarindo!!!

Que nossos corações estejam sempre abertos para o trabalho responsável, mas acima de tudo, que possamos enxergar todo o trabalho realizado sempre com “os olhos da alma”!

Porque a cidade está no homem...

Com afeto,

Beth Landim

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Elizabeth Landim

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