OUTONO GOSTOSO...
22/01/2017 | 00h28

Passei estes dias de feriado em contato direto com a natureza... apreciando... e pude sentir e perceber como é gostoso o outono...

Friozinho na pele, que não é frio gelado... apenas o ardor do gelo para nos aconchegarmos gostoso e nos largarmos nos braços de quem amamos... uma rede na varanda, descortinando o verde que nos enche de energia, o colorido das flores, as borboletas amarelas que dançavam pelos bougainvilles livres e leves...

O canto dos passarinhos  quebrava o silêncio  da fazenda,que se faz música a embalar nossos sonhos ...   de tão gostoso chegava a doer...  Por muitas vezes só ouvia a batida dos cascos do meu cavalo dentro da mata...

A noitinha vem chegando com sereno que cai de mansinho, vem trazendo a lua de presente e   as estrelas a encher aquele céu imenso e no fogo da lareira começava a dança das luzes... e então parei pra pensar:

Como é bom estar viva... estar em contato com a natureza... com você mesma... revigorante...

Uma boa e energizante semana para todos nós... prestando mais atenção a este outono gostoso...

Com afeto,

Beth Landim

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Eu posso dormir enquanto os ventos sopram em minha vida?
22/01/2017 | 00h28

Divido com vocês duas pequenas histórias que nos fazem refletir sobre a nossa caminhada.

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.  Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho caluniador.  No tribunal, o caluniador disse ao juiz: Comentários não causam tanto mal... e o Juiz respondeu: - Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença!

O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse: - Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem! Não posso fazer isso, meritíssimo! Respondeu o homem. - O vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão! Ao que o juiz respondeu: Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos concertar o mal causado... e, continuou: Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos, escravos de nossas palavras! No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é... e, outras que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se! Quem ama não vê defeitos... quem odeia não vê qualidades... e quem é amigo...  vê as duas coisas! Preste atenção em seus pensamentos, pois eles se tornarão palavras. Preste atenção em suas palavras, pois elas se tornarão atos. Preste atenção em seus atos, pois eles se tornarão hábitos. Preste atenção em seus hábitos, pois eles se tornarão seu caráter. Atenção em seu caráter, pois ele determinará seu destino!

Portanto, antes de Falar... Escute... Antes de Escrever... Pense... Antes de Gastar... Ganhe... Antes de Julgar... Espere... Antes de Orar... Perdoe... Antes de Desistir... Tente...

A nossa segunda história nos diz que há alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar em fazendas ao longo do Atlântico. Temiam as horrorosas tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações. Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro. - Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro. - Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram, respondeu o pequeno homem. Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou, - Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas! O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente: - Não senhor. Eu lhe falei: eu posso dormir enquanto os ventos sopram. Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois. Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer. Então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava. O que se quer dizer com esta história, é que quando se está preparado - espiritualmente, mentalmente e fisicamente - não se tem nada a temer.

Perguntamos-nos, então:

Eu posso dormir enquanto os ventos sopram em minha vida?

Que possamos então criar o nosso tempo de refletir, pois nós somos os senhores do nosso tempo, não devendo deixar a nossa vida passar em vão, sem buscas, sem metas, sem sentido...

Vamos tomar as rédeas enquanto é tempo, pois somente nós, seremos os responsáveis diante do nosso tempo que é um presente muito precioso para passar em vão.

Portanto, os verbos escutar, pensar, esperar, perdoar, tentar, amar... devem ser verbos recorrentes em nossa vida, fazendo ecoar em nós a nossa melhor forma de conduzir a nossa caminhada.

Como nos diz Saint-Exupèry: “Os seres são vazios, se não são como janelas ou clarabóias abertas para Deus.”. Que sejamos, efetivamente, essas janelas e clarabóias, sempre abertas, deixando a luz penetrar e ao mesmo tempo, sendo luzes e iluminando as pessoas que conosco dividem as trilhas do caminho... ora atalho, ora trilha, mas sempre caminho...

Com afeto,

Beth Landim

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ARROZ DE PALMA...
22/01/2017 | 00h28

 

Romance que trata da imigração portuguesa para o Brasil no século XX, este livro narra a saga de uma família em busca de um futuro melhor, superando todas as dificuldades. Nos cem anos acompanhados da vida desta família, irmãos brigam e fazem as pazes. Uns casam e são felizes; outros se separam. Os filhos ora preocupam, ora dão satisfação. Tudo sempre acompanhado pelo arroz jogado no casamento dos patriarcas da família, em 1908, e que serve de fio condutor a esta história.A narrativa é poética e sensível...nos encanta como se tivessemos vivendo aquele momento... a sabedoria da personagem Tia Palma é também um aprendizado suave... vale a pena ler... permita-se viajar por outros mundos... eu fui....

Com afeto,

Beth Landim

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Fechando ou abrindo a janela...
22/01/2017 | 00h28

Conta-nos uma lenda, que...

A alvorada no templo chegou com alvoroço. Todos haviam madrugado e já esperavam o mestre chegar trazendo com ele derradeiras palavras de iluminação. O velho sábio iria retirar-se do templo e meditar por dez anos nas montanhas. Então esta seria uma oportunidade rara, senão a última, de ouvir o que o ancião tinha a dizer. O local sagrado estava lotado. O comentário sobre qual seria o tema do discurso ricocheteava pelas paredes de madeira do templo.

As grandes portas se abriram vagarosamente. Calmamente, o mestre foi entrando. Enquanto ele caminhava em direção ao altar, todos foram ficando em silêncio. Só ouvia-se o barulho dos passos lentos e dos corpos terminando de se ajeitar nos lugares, a madeira rangendo aqui e ali, um ou outro som da natureza vindo de fora.

- Por favor, fechem as janelas – instruiu o abade aos monges – para que nada atrapalhe o discurso do nosso mestre. E na mesma hora os aprendizes correram rumo às janelas e as fecharam com cuidado: Plaft! Ploft! Pfut! - Por favor, abram as janelas – retrucou o ancião – para que o calor não atrapalhe os ouvidos de todos e a brisa da manhã conduza as minhas palavras. Pfut! Ploft! Plaft! Quando o ancião se postou em sua cadeira todos os rangidos cessaram. Quando começou a respirar profundamente, era possível ouvir as respirações de homens, mulheres, crianças e idosos, lado a lado. Era como se, por alguns momentos, até os pensamentos tivessem silenciado. Inclusive os do sábio que iria proferir o discurso. Ele pressentiu que o momento propício havia chegado.

Abriu a boca, mas antes de pronunciar algo, deixou-se invadir pelo som que vinha de fora. Era um pequeno pássaro que, ao longe, cantava a manhã. Por um tempo, ficou o mestre a ouvir o pássaro e todos a ouvir o que o mestre não dizia. Depois de um bom tempo, quase todos também começaram a ouvir o pássaro. Cedo ou tarde, começavam a ouvir outros pássaros ao redor do templo.

Depois de muito tempo, os pássaros silenciaram. O mestre, enfim, discursou: - O discurso já foi proferido. Os monges, aprendizes e visitantes se entreolharam, em silêncio, sem entender muito bem. O sábio não se explicou, apenas se despediu: - Obrigado a todos por virem até aqui e ouvirem isto. Espero que continuem ouvindo, todas as manhãs, este lindo discurso. Adeus...

Esta reflexão nos conduz ao despertar para o sagrado que existe em nós. Quando isto acontece somos capazes de verificar que ele – o sagrado – não está fora de nós, ele está dentro. Neste momento a mente acalma e o nosso coração brilha de amor incondicional a nós mesmos e a tudo e todos que nos cercam.

Como a flor do cacto, para acessar o nosso eu sagrado é preciso superar os espinhos do crescimento interior. Pelas estradas diferentes da vida... tanto no oriente quanto no ocidente, não importa a denominação dada – sagrado, divino, essência, eu interior... o que importa é que o sagrado resida dentro das pessoas.

Pistas, sinais, pessoas, insights e coincidências permeiam a estrada de quem opta por encontrar Deus.

A busca constante pelo despertar da consciência tem sido cada vez mais divulgada por mestres, líderes e escritores dos nossos tempos. Em termos práticos, tudo isso significa - estar no presente, consciente do que se está fazendo, das decisões que toma e das escolhas que faz. Eckart Tole em seu livro O Despertar de uma Nova Consciência nos diz que a nossa consciência é o elo com a inteligência universal, e essa inteligência existe também dentro de nós, não há como acessar o divino interno sem expandi-la.

Na verdade o problema reside na mente que oscila o tempo todo entre o passado e o futuro, está sempre comparando uma situação com outra e julgando se algo ou alguém está certo ou errado ou é bom ou ruim.

Os conflitos geram ansiedade, medo, culpa, raiva e outros sentimentos negativos.

Durante a nossa caminhada de conexão com o sagrado, conforme se vai adquirindo maior consciência sobre si mesmo, muitas coisas que antes pareciam impossíveis de acontecer, acontecem, como a paz interior, felicidade e mente tranqüila, já que como seres sagrados, temos em nós tudo o que precisamos para vencer os obstáculos. E que tenhamos sempre em mente que não é porque nós nos encontramoscom este sagrado que ficamos livres dos obstáculos e das dificuldades. Na verdade, o que esse encontro nos permite é o fortalecimento para passarmos pelas pedras do caminho.

Para este encontro, não precisamos de muito preparo, mas sim que a simplicidade da vida faça morada em nosso ser, nos tornando pessoas melhores, de bem com a vida, pessoas mais leves, positivas, com grande bom humor, sempre voltadas para o desenvolvimento da espiritualidade em nosso dia-a-dia, pois a prática dos nossos dons e valores em nosso cotidiano nos tornam cada vez mais próximos do sagrado que existe em nós.

Com afeto,

Beth Landim

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Nunca deixe de voar...
22/01/2017 | 00h28

Permita-se... são três minutos pra você ...

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=_YYUhUE9owk[/youtube]

Com afeto,

Beth Landim

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SE...
22/01/2017 | 00h28

Para ouvir...

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=rkWHL_KMycc[/youtube]

Com afeto,

Beth Landim

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Solte a panela...
22/01/2017 | 00h28

Conta-nos um mestre, que certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.

Fernando Pessoa nos ensina a prática do desapego nos falando que...

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário... Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo... - Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho ou por  incapacidade... Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta. Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente. Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo, é dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos. A vida não espera. O tempo não perdoa. E a esperança, é sempre a última a lhe deixar. Então, recomece, desapegue-se! Ser livre, não tem preço!”

O desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Todas as causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa pode ser o apego.  Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida, pois não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar.

O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos. Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite transcendendo. A vida é mutável, todas as coisas são mutáveis, todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o, quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um grande segredo da vida.

Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.

Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a panela!

Com afeto,

Beth Landim

 

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A NATUREZA DENTRO DE CASA ...
22/01/2017 | 00h28
                                                           

Para relaxar e deixar a imaginação nos levar...

Com afeto ,

Beth Landim

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PARA ADMIRAR...
22/01/2017 | 00h28

Permita-se visitar estes maravilhosos ambientes com os olhos da imaginação...

Vale a pena tirar este tempo...

 

Com afeto,

Beth Landim

 
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Pé de Manga não dá Abacaxi...
22/01/2017 | 00h28

Por isso começo este artigo de hoje, falando de uma pessoa especialíssima, que distante de meu olhar físico me faz muita falta, como também às suas filhas... mas que dentro do meu coração vive cada vez mais forte, nos seus ensinamentos, exemplos, bom humor, vitalidade e jovialidade sempre... Mulher pequena na estatura, mas grande na generosidade, no coração, no acolhimento... Sua casa sempre cheia refletia o perfume de nossa família, o aconchego e a segurança da fé, de que tudo tem jeito, de não desistir nunca, da cultura e da sabedoria do dia-a-dia... Aos domingos todos estávamos lá para o jantar que era sagrado, no real sentido da palavra, momento único de aconchego, de abraços e carinhos, mas acima de tudo de escuta, de olhar para cada um e acompanhar suas belezas e necessidades... Sentávamos sempre à enorme mesa, das suas três grandes salas...

Sua comida, sempre deliciosa, tinha um sabor diferente, porque em seus ingredientes tinha sempre várias pitadas de bom humor, de alegria de viver, de disponibilidade em servir... Seus doces deliciosos junto ao chocolate quente, fumegavam em nossas bocas, e tinham suas mãos registradas na delicadeza de fazê-los... seu bolo de café, a ambrósia e o seu manjar eram suas marcas registradas... sinto seu gosto sempre... não só dos seus doces... mas da doçura do seu ser, com tanta firmeza contida numa mulher...

Ela sempre me chamava por “Elizabeth” e sua voz tinha suavidade e ao mesmo tempo uma energia forte e alegre, que todos nós a ouvíamos com atenção... E hoje, olhando a distância e com maturidade, entendo o porquê meu avô chegou tão longe como pessoa e profissional... Era ela que na retaguarda de tudo, previa, sustentava, alinhavava, dava doçura e firmeza, rumo certo a todos de nossa família. Dagmar é seu nome... minha querida avó... e por isso que sugestivamente pensei neste título... pois para conhecermos as mães, basta conhecermos seus filhos... e minha mãe Elza, junção perfeita de Everaldo e Dagmar... não só seguiu seus passos, mas alargou seu caminho, abriu muitos horizontes em nossas vidas. Sua mãe foi um exemplo para ela que passa o seu exemplo para frente para nós seus filhos e netos... Assim como na Parábola dos Talentos, minha mãe cuidou e frutificou seus talentos, com sabedoria, discernimento, serenidade (nunca vi minha mãe elevar sua voz e gritar, nunca!), trabalho, ousadia e espírito de família... Conciliadora sempre... Pelas mãos da minha mãe, poderia aqui enumerar inúmeras realizações, mas a maior delas, é o perfume que exala, com sua voz sempre serena e firme nos seus ensinamentos, a sua forma de falar com os olhos, seu silêncio que tanto nos diz. Sua presença é única e constante em nossas vidas, mesmo quando não está fisicamente ao nosso lado, pois o seu SER transcende em nossas almas. Seu sorriso sempre tranquilo, de quem sempre nos entende, sua intuição tão aguçada, que prevê nossos sentimentos, se antecipando a eles em vários momentos de nossa vida, a tornam mais que especial.

Mãe te admiro muito! Quero sempre poder seguir os teus passos!

Meu amor por você é incondicional!

Você, mãe, tem a capacidade de ouvir o silencio, de adivinhar meus sentimentos, de encontrar a palavra certa nos momentos incertos, de nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir. Você tem uma sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar... Sua existência, mãe, é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar... Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.

Agradeço, ainda, a presença de Ir. Suraya Chaloub. Exemplo de maternidade espiritual. Talvez, bem mais difícil de se alcançar.

Por fim, parabenizo a todas as mães, Elisas, Marias, Denises, Patrícias, Lilianas, Vandas, Eleonoras, Martas, Reginas, Veras, Divas, Simones, Marys, que exercem a maternidade sem limite, sem tempo, sem hora, luz que não se apaga quando sopra o vento e a chuva desaba, que se faz água pura, ar puro, puro amor em nossas vidas!

Que as nossas mangueiras frutifiquem sempre deliciosas mangas, porque pé de manga não dá abacaxi...

Com afeto,

Beth Landim

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Elizabeth Landim

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