Felicidade...
09/01/2019 | 13h10
Diante de um novo ano, novas perspectivas, novos sonhos se vislumbram diante de nossos olhos! Sentimos nosso coração aquecer diante da esperança que surge com este novo tempo... mas para que esta esperança se fortaleça e tenhamos ousadia para realizar sonhos antigos e novos precisamos desenvolver algumas virtudes. Por isso desejo que neste ano de 2019 possamos ter: sensibilidade para não ficarmos indiferentes diante das belezas da vida; coragem para colocarmos a timidez de lado e podermos realizar o que temos vontade; solidariedade para não ficarmos neutros diante do sofrimento da humanidade; bondade para não desviarmos os olhos de quem nos pede ajuda; tranqüilidade para quando chegar ao fim do dia podermos deitar e dormir o sono dos anjos; alegria para distribuirmos, colocando um sorriso no rosto de alguém; humildade para reconhecermos aquilo que não somos; amor próprio para percebermos nossas qualidades e gostar do que vemos por dentro de nós; fé para nos guiar, nos sustentar e nos manter de pé; sinceridade para sermos verdadeiros, gostarmos de nós mesmos e vivermos melhor; felicidade para descobrirmos dentro de nós e doarmos à quem precisar; amizade para descobrirmos que quem tem um amigo tem um tesouro; esperança para nos fazer acreditar na vida e nos sentirmos eternas crianças; sabedoria para entender que só o bem existe, o resto é ilusão; desejos para alimentar o nosso corpo, dando prazer ao nosso espírito; sonhos para poder, todos os dias, alimentar a nossa alma; amor para termos alguém para amar e nos sentirmos amados, para desejar tocar uma estrela, sorrir para a lua, sentindo que a vida é bela, andando pela rua, para descobrirmos que existe um sol dentro de nós, para nos sentirmos felizes a cada amanhecer e sabedores de que o amor é a razão maior... para viver, mas se nós não tivermos um amor, que nunca deixemos morrer a procura... o desejo de o encontrar.
Essas virtudes com certeza nos ajudarão a abrir a janela do nosso coração e deixar a alma arejar! É essencial nos livrarmos do ranço amargo de toda mágoa e do rancor. Façamos então, uma boa limpeza na vidraça da janela do coração e com certeza enxergaremos a vida lá fora de uma forma muito melhor...
Deixemos a luz inundar tudo, apaguemos as marcas das decepções, as tristezas das derrotas, o vicio de sofrer por sofrer e acima de tudo, permitamos que o sol derreta o gelo da solidão...
Vamos nos apaixonar por um sorriso e sorrir junto, vamos amar a pessoa que o espelho reflete todas as manhãs...
Vamos escancarar a janela dos desejos e esbanjar sonhos, ninguém sonha em vão, e também não é verdade que os sonhos fogem, as pessoas é que desistem, e eles morrem...Vamos alicerçar nossos desejos com bases sólidas e construir dia a dia degraus para chegar até a nossa meta, depois recebamos os aplausos, porque lutamos e conseguimos! Nisso reside o prazer...
Em 2019 não permita que nenhuma sombra pesada amortalhe o sol, que nenhuma parede aprisione o vento e cale o som da vida. Jamais se transforme em órfão da luz... Vamos desenhar um horizonte além da nossa janela e exagerar nas cores... vamos além, muito além....
Exponha na janela toda a alegria de viver, mostre ao mundo um rosto luminoso, uma face sem rugas de preocupações, prontinha para ser acariciada, admirada e beijada...
É essencial ampliar a essência da ternura, semear a brisa num gesto, numa frase doce ou num suspiro. Seguramente alguma alma comovida escutará e devolverá o eco da nossa voz...
Desviemos nosso olhar das coisas tristes e infelizes, vamos transformar em oásis toda aridez que aparecer e jorrar positividade em abundancia, através da nossa janela... É preciso sonhar além da janela, plantar flores e colher encantamento. Vamos ser semeadores de felicidade, fazendo-a se espalhar e contaminar toda a terra...
Tudo isso, todas essas virtudes e atitudes nos levarão ao encontro diário e permanente com a felicidade, porque felicidade não é uma chegada, é um permanente caminhar.
Assim, o que importa é que procuremos a cada dia nossa felicidade, esse bem precioso! Que nunca esqueçamos a sensação de tê-la conosco. E, acima de tudo, apesar dos percalços da vida, nunca devemos parar de buscá-la e obtê-la, pois a vida não possui sentido sem momentos sublimes e indescritíveis que nos deixam sem palavras, mas com um misto de sentimentos bons, nos tornam seres em busca da completude.
É isso que desejo para todos em 2019, que vivamos em busca permanente deste sentimento que nos faz rir, chorar e nos sentirmos vivos! Felicidade é... sentir tudo que a vida tem a nos oferecer. É sorrir do que nos faz chorar. É sentir o que nos faz sonhar. É esperar um amanhã melhor. É o amor sincero, sem culpa, sem mágoa, pleno, puro! Não fique procurando a FELICIDADE nas coisas que você ainda não tem. Ser feliz é saber aproveitar o que se tem, contudo, isso não quer dizer que você deva abandonar seus objetivos, significa que você precisa aprender a aproveitar aquilo que tem, e trabalhar para conquistar aquilo que deseja.
Por isso em 2019, não espere a felicidade vir das pessoas, pois ela já está dentro de você apenas aceite-a e viva feliz!
Com afeto,
Beth Landim
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Um amor para se demorar...
09/01/2019 | 13h06
Um ano novo verdadeiramente novo... Em que as famílias e as pessoas possam se amar com pureza d´alma... Um ano sem medidas para o amor, em que a família esteja sempre em nosso cardápio, pois para fazermos uma família precisamos de vários e muitos ingredientes... Família é um prato difícil de preparar... porém delicioso para degustar, saborear sem pressa. Construir uma família exige coragem e devoção, paciência, abnegação, cuidado, carinho, “ser ouvido e saber ouvir”. Não é para qualquer um, mas para os que desejam verdadeiramente querer viver esse espírito... “O tempo põe a mesa, entre escolhas e determinação vem o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todos. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão, comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? – Solou, endureceu, mudou antes do tempo... Este, o mais gordo e generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.”
E assim vamos construindo as famílias com temperos exóticos e especiarias, se misturados com delicadeza, tornamos a família mais colorida, interessante e saborosa. Tem gente que ainda acredita na família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe. “Família à Oswaldo Aranha”, “Família à Rossini”, “Família a Belle Meunière” ou “Família ao Molho Pardo” – em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família do seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada – seriam assim um tipo de “Família Diet”, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. E por isso, eu quero agradecer a família que eu tenho, firme e delicada, sempre quente e cuidadosa, nunca morna... temperada com alegria, entusiasmo, sensibilidade e por muitas vezes sensitiva aos nossos sentimentos... Uma família, de várias vozes, várias opiniões, mas uníssona na alegria e na dificuldade... Em que somos “um por todos e todos por um”... Uma família que se reúne todo domingo, na casa dos meus pais – Elza e Amaro (onde ele estiver) – por quem sou apaixonada e agraciada por tê-los em minha vida, ao redor da mesa para conversar, com tios e irmãos, para rir, chorar, jogar conversa fora... onde o beijo e o abraço são sempre constantes... E em se falando de família, não poderia deixar de registrar o presente que ganhamos no primeiro dia de janeiro de 1989... Falo de Juliana e Rafaela, minhas filhas que chegaram com cheiro de amor, do novo, de gostosura, de aconchego no colo, de pureza de criança... Um presente dobrado que se repete todos os dias em minha vida... Um presente incalculável... Embora gêmeas, completamente diferentes... fisicamente, emocionalmente, no temperamento, mas igualmente amadas, desejadas, firmes no caráter e nos valores, amigas dos amigos, filhas de garra extrema, de quem sabe o que quer no mundo... Mas acima de tudo, extremamente carinhosas, cuidadosas, onde um simples olhar é o suficiente para nos entendermos e sabermos exatamente sentir o diálogo apenas com o silêncio... E então, não há nada melhor do que um amor que a gente queira se demorar nele... Sabe?! Poder demorar naquela pessoa, não sair de perto, ficar encostadinha, conversando com os olhos e com os sentimentos... é desse amor DEMORADO que hoje falo especialmente para Rafaela e Juliana, que completam 30 anos de uma imensidão de amor... Um amor leve e atento, cuidadoso e aventureiro (sim, porque além de nossas viagens, das cavalgadas, das trilhas, dos piqueniques, das subidas no morro, do stand up, elas ainda inventaram esse ano o futevôlei, e estão craques...), pois gostamos de desafios. Duas filhas aplicadíssimas em tudo o que fazem!! Vocês me orgulham de ser sua mãe e me fazem aprender todos os dias com vocês... Desejo este mesmo amor que se DEMORA, para as pessoas que vocês amam... com toda a intensidade que sinto por vocês, incalculável pela imensidão do mar, no melhor abraço quando estamos juntas... Por tudo isso quero agradecer... Agradecer e desejar muita felicidade para vocês duas e para todas as famílias, que “a moda da casa”, se esmeram nos seus temperos, procurando sempre o melhor sabor para degustar a vida... Assim, convido a todos a agradecer a Deus pelo ano que passou, por tudo que aprendemos e acreditamos... vamos agradecer por estarmos recomeçando e entrando em um Novo Ano... Com certeza, Deus está olhando por cada um de nós e nos trará um ótimo ano. Ao longo desses anos, aprendi que nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos, mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco! Obrigada a cada um que embelezou minha vida ao longo de 2018! Ao reavaliar o percurso que fizemos ao final do ano e pensar no ano novo que se aproxima com o bater das badaladas, constatamos que, a cada dia, com cada decisão, com cada gesto e atitude tomados, vamos construindo a nossa história sem que ela possa ser refeita. Por isso, devemos concentrar nossas energias em nossos sonhos e em nossos desejos...
Assim, neste NOVO ANO que se inicia, desejo que possamos caminhar mais e mais juntos em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAÚDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR! Que este Ano Novo seja de união entre os homens. Que a felicidade reine em nossos corações. Que ninguém fique sem o pão de cada dia. Que a esperança e o amor estejam dentro de cada um, para um Ano Novo muito melhor... Que nesse ano, Deus nos traga Paz! Que as diferenças não justifiquem problemas, mas que mostrem soluções diferentes. Que nesse ano, a força seja das boas palavras, e que as palavras sejam ouvidas, que o poder não derrube paredes sobre as pessoas, mas que destrua barreiras entre elas. Que nesse ano, os governantes não se esqueçam de que a história não eterniza a vida, frágil e passageira, mas apenas pensamentos e ações!
Quero agradecer pelo sorriso diário. Agradecer de peito aberto, de alma explosiva… Hoje, quero parar e agradecer, a cada um e a todos que fizeram, fazem e farão sempre parte de minha história! E que cada um encontre o amor para se demorar...
Com afeto,
Beth Landim
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Tudo depende do nosso olhar...
09/01/2019 | 13h04
 
 
Tudo depende do nosso olhar! Se pararmos para pensar até a nossa entonação ao falarmos com as pessoas, muda o curso da ação, de acordo com o sentimento que levamos na voz! E assim é em tudo na nossa vida!! Então devemos cultivar dentro de nós a esperança... sim do verbo esperançar... Eu tenho dentro de mim uma dose enorme de esperança... nuca a perco de vista, não desisto dos meus sonhos, posso esperar um longo tempo, mas o tempo bom sempre chegará! Meu pai sempre me chamava carinhosamente de “chatonilda”, porque ele falava: você, “chateia, chateia, chateia... até conseguir”... Penso que era a forma carinhosa dele me falar: “Você nunca perde a esperança e sempre vai atrás dos seus sonhos até consegui-los...”. E pra mim Natal é muito disso... de ter esperança de que as famílias se entendam melhor, de que a paz no mundo seja possível e seja uma meta de todos nós.
Um clima de sonho se espalha no ar..., pessoas se olham com brilho no olhar, é Natal, é tempo de amor, de amizade, de bondade, de rever nossa criança interior, pois a criança traz em si a pureza, o amor genuíno!!! É tempo de amor, todo mundo é igual!!! É tempo de milagre concretizado no nascimento de Jesus. Ele, com toda a certeza, deseja muita paz e que todos façam de suas vidas e de seus testemunhos de fé, milagres cotidianos. O céu se ilumina em homenagem a este dia tão sagrado entre todas as famílias... E que bom se a gente pudesse fazer com que fosse Natal todo dia... É preciso sentir o Natal cotidianamente em nosso interior, porque o milagre do Natal está no sorriso do dia-a-dia, na gentileza para com o outro, na compaixão dos sofrimentos, na alegria dos filhos, amigos, família, na sinceridade dos sentimentos... Ser sincero é sentir nossa “alma lavada”, sempre em paz... Os velhos amigos irão se abraçar, se reencontrar, juntando-se aos novos e formando uma só família. Os desconhecidos irão se falar, e quem for criança vai olhar pro céu, fazendo um pedido pro Velho Noel... E como nos diz a música: “Se a gente é capaz de espalhar alegria, se a gente é capaz de toda essa magia, eu tenho certeza que a gente podia, fazer com que fosse Natal todo dia! Um jeito mais manso de ser e falar, mais calma, mais tempo pra gente se dar... Diz-me porque só no Natal é assim? Que bom se ele nunca tivesse mais fim!!!”. Desejo que o Natal perdure em nossos corações, que seja pra todos, sem distinção! Que tenhamos sempre um gesto, um sorriso, um abraço, o que for, o melhor presente é sempre o Amor!!! Neste Natal, abrace seu filho, seu namorado, marido, pai e mãe, abrace os amigos... Abrace a você! Pois nós merecemos, e em primeiro lugar devemos nos amar, só então poderemos amar o próximo!
Há quanto tempo você não realiza seus próprios desejos? Se presenteie! Você merece! Olhe pra dentro de você, pense nos seus desejos, vá ao fundo de sua alma e busque, busque com muita intensidade a Felicidade! Porque a felicidade não está em outras pessoas, (pois quando isso acontece nos tornamos refém do “outro”) a felicidade faz morada dentro da gente! Perdoe as desavenças, seja flexível, dê aquele telefonema, nem que seja apenas para matar a saudade... Mas faça, faça tudo que seu coração deseja! Relativize, não seja tão duro com você mesmo! Às vezes, somos nosso maior carrasco... Inverta a ordem das coisas, improvise, aproveite, busque sua PAZ e sua Felicidade. Natal é tempo de celebrar o Nascimento de Jesus! E não importa sua religião, pois como diz o Dalai Lama: “A melhor religião é aquela que te leva a Deus”. Encontrar Jesus, conversar com Ele, pedir, agradecer, enfim, REZAR!!! Para que o mundo possa ter mais PAZ e menos GUERRAS, que as pessoas sejam honestas e sinceras.
Desejo neste Natal, que você encontre Jesus em seu coração. E, à frente de qualquer palavra que expresse seu desejo de um Feliz Natal, O encontre em suas ações. Que você encontre Jesus no momento em que pegar nas mãozinhas delicadas de seu filho, lembrando-se das mãozinhas pedintes, quase sempre sujas da calçada, que só sabem o que significa rudeza. Que você O encontre no abraço de um amigo, lembrando-se dos tantos que só têm a solidão como companheira. Que você O encontre na feição do idoso da sua família, lembrando-se daqueles que tanto deram de si a alguém, e hoje são esquecidos até pela família. Que você encontre Jesus na bênção de sua mesa farta e no aconchego de sua família, lembrando-se daqueles que mal se alimentam do pão e sequer um lar têm. Que você O encontre não apenas no presente que troca, mas principalmente na vida que Ele lhe deu como presente. Que você lembre-se, então, de agradecer por ser uma pessoa privilegiada em meio a um mundo tão contraditório! Esse é o real sentido do Natal: a celebração do nascimento de Jesus, a Sua vinda a esta terra, como Salvador. Neste natal, sinta-se convidado a conhecê-lo melhor e sintonizar-se com Ele, através de todas aquelas pessoas que compartilham vida, experiências e esperanças com você. Além disso, aproveite para perdoar e reconciliar-se com aqueles que te magoaram ou a quem você magoou. Natal também é tempo de reconciliação, de compreensão, de amor incondicional e de libertação interior. Nesta época de tantos presentes... Desejo a todos um presente muito especial: que Jesus seja presença real e significativa em seus corações, transformando espiritualmente as dores em amores, as tristezas em alegrias, a doença em saúde, o conflito em PAZ INTERIOR e em FELICIDADE PROFUNDA! Mas que acima de TUDO tenhamos FÉ!
“Se a gente é capaz de espalhar alegria, se a gente é capaz de toda essa magia, eu tenho certeza que a gente podia, fazer com que fosse Natal todo dia”!
Sinta o perfume no ar! Que a magia do Natal impregne sua alma, sua família, seus amigos, porque o melhor presente é o AMOR!!! Então receba com todo o carinho, meu amor por você...
Com afeto,
Beth Landim
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Bordando a vida...
09/01/2019 | 13h03
 
Analisando um bordado, podemos sentir as várias matizes de cores... as nuances das combinações, o degradê que vai do suave a mais forte cor, as texturas das linhas que se entrelaçam... e no entrelaçar dos pontos podemos tecer pontos de amor... O verso ou inverso do bordado, na maioria das vezes, não traduz a beleza do mesmo, mas nos mostra com clareza sua suavidade, sua força, a direção das linhas para criar o todo... No laço e no entrelaço vemos o nó, mas sobretudo os nós, que quando entrelaçados traduzem as mãos de quem borda. E, neste sentido é a nossa vida... O que trazemos no inverso é consistente, é tecido dia-a-dia. Erramos o ponto e desmanchamos os fios dados, para tecer novamente... E essa é a graça que Jesus nos professa. Poder refazer a cada dia o bordado das nossas vidas de forma mais suave, com cores que iluminam, irradiam, que nos trazem paz e coragem, suavidade e fortaleza, nos transportam sempre para uma nova oportunidade e nos desafiam a lutar e vencer o dia-a-dia... Há que ter mãos treinadas e delicadas, ou muitas vezes mãos fortes para os longos bordados... mas com toda certeza, há que ter mãos predestinadas ao querer bem, fazer o bem sem olhar a quem... mãos que veem com o coração... Que mesmo com os olhos fechados sabem sentir a textura e “enxergar” o brilho de cada ponto dado... a isso chamamos sensibilidade... Sensibilidade para afetar o outro com linhas que entrelaçam nossas vidas... que sejam linhas macias, suaves, que cheguem até nós como uma brisa leve... Há que ter mãos que possam acalentar, acariciar, indicar caminhos, mesmo na dúvida... pois podemos refazer o bordado a qualquer tempo... Há que ter mãos que falem a linguagem dos sinais, e dentre elas a linguagem do amor que é universal... Há que ter mãos que queiram tecer juntas... e então um bordado junto a outro bordado, tecerá lindos tapetes, que nos permitam voar... E ao voar sentirmos a brisa leve, o cheiro de liberdade, pessoas a flutuar com suavidade para onde o tapete nos levar... Há que ter mãos para bordar várias toalhas de mesa... e a cada refeição com todos reunidos, que possamos constituir verdadeiras famílias... feitas de sangue, mas sobretudo de amizade...
O bordado, assim como a vida, nos permite enxergar a importância fundamental de um ponto, uma cor, uma linha... mas sobretudo nos permite enxergar que é o ponto que faz o todo... e o todo está dentro de cada ponto! E este sentimento de pertença, vincula o ponto ao bordado, num único laço, que primeiro deve ser apreciado e amado por quem está tecendo e depois unido aos vários outros bordados para trazer beleza à vida! Há que ter mãos que inovem novos bordados, novas combinações, imagens talvez indecifráveis, que só os que anteveem o futuro sejam capazes de apreciar... Essas mãos possuem doses de coragem, assumem riscos, são desafiadoras, mas com certeza fazem história... Há bordados que dizem tanto que formam tendências... pois sua essência transcende a forma... Há que ter mãos flexíveis, que confiem a ponto de dar pontos de olhos fechados, a isso chamamos de fé... Entregar-se. Temos a liberdade de tecer o que quisermos... alguns carregam nas tintas, mas mesmo escurecidas... tem a oportunidade de refazer o bordado... E esta é a beleza da vida... Fazer e refazer, errar e aprender, crescer a cada dia, fazer de cada amanhecer um dia luminoso. Às vezes fico a pensar que é tão fácil ser feliz, tão simples a vida, porque rebuscamos tanto o bordado?!
Há que se pensar na poluição visual do bordado... o menos é mais... sempre e neste sentido devemos avaliar até o excesso de amor... que também é prejudicial... pois não deixa o “outro” crescer... Então, que neste tempo do Advento, possamos desmanchar alguns pontos e nós que destoem do bordado que estamos tecendo... Dá trabalho?! Com certeza... Mas vale a pena corrigir, voltar atrás, refazer, trazer a beleza de volta, dar um ponto mais apertado, com laço de doçura e reflexão... pois há que ter mãos que sempre estejam prontas para mais um ponto... para tecer um desejo ardente de deixar a vida “bela”, não desistindo nunca de vislumbrar a “obra” pronta, que nunca se apronta, pois estamos por nos fazer e refazer a cada dia de nossa existência... e nesse caminho, o caminhante se inventa e reinventa para a vida... pois vale a pena acreditar, vale a pena bordar, vale a pena amar...
Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino e seja feita a tua vontade. Pai, meu pai do céu eu quase me esqueci que o teu amor vela por mim e que seja feito assim. O alimento desse dia, dai-nos agora e sempre, e perdoai nossas ofensas, de um modo maior, com que perdoamos... Pai, meu pai do céu eu quase me esqueci, que o teu amor vela por mim e que seja feito assim... E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos de todo o mal... Amém...
Convido, então, a cada um para que ao terminar de ler este artigo, o faça cantando, pois quem canta reza duas vezes... a oração do Pai Nosso, enviando essa energia para todos, neste período do Advento... e se energizando também para espalhar pontos de luz, esperança e amor neste Natal...
Um ponto, um cheiro e um beijo com carinho...
 
Com afeto,
Beth Landim
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A Janela
07/12/2018 | 12h39
Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bem pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que tinha a ver com a drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela.
O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, passava o tempo descrevendo o que via lá fora.
A janela dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...
Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!
Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som de respiração parou. De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo.
Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então o colocaram lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhando para fora da janela viu apenas um muro.
Esta mensagem nos convida a muitas reflexões sobre a forma como encaramos as nossas dores, as nossas alegrias, os nossos problemas e as nossas dificuldades. Vemos como duas pessoas em situações semelhantes reagiram diante das possibilidades que se apresentaram para elas. Cada um de nós vê o mundo sob a ótica dos nossos horizontes.
Se buscamos avaliar as circunstâncias que nos cercam de forma positiva, seremos capazes de visualizar em um simples muro, um filme colorido, em terceira dimensão, e não só trazer alegria para o nosso coração, como também exercer a influência positiva sobre o nosso próximo, fazendo com que ele também seja capaz de partilhar conosco momentos de prazer e de alegria. Se, por outro lado, nos fechamos em nossos problemas e em nossas dores, podemos estar diante de uma das sete maravilhas do mundo e estaremos vendo um mundo preto e branco, onde tudo que há de bom não será capaz de modificar a nossa ótica diante do belo contexto.
Assim somos nós em nossa caminhada. Na maioria das vezes, não conseguimos visualizar como somos privilegiados diante de tantas tragédias e tantos sofrimentos que o mundo vive e que chegam até nós com requintes de detalhes pela mídia, pela internet, e pelas formas mais diversas de divulgação. Em muitos momentos até paramos para comentar o fato, mas não temos o hábito de analisar como somos abençoados diante de tudo que a vida nos oferta. Obviamente que passamos por dores e provações, mas na maioria das vezes nos prendemos nelas, sem força para reação, assistindo o tempo passar pela janela da nossa vida, nos dizer adeus, seguir adiante, e estes momentos nunca mais retornarão, essas oportunidades não serão mais nossas.
Com certeza passaremos por momentos que requerem de nós uma postura de recolhimento para que não sejamos repetitivos em nossas recaídas, freqüentes em nossas frustrações, negativos diante de Deus e do mundo, pessoas que perdem tempo com coisas pequenas. Mas a vida sempre nos convida a novas etapas, e o tempo não nos espera. Temos que levantar a cabeça, reagir diante de Deus, de nós mesmos, da vida, e seguir com firmeza a nossa estrada.
Cada um de nós pode em uma mesma página em branco, com apenas uma frase ou uma figura, escrever um belo conto ou uma bela tragédia. Como você está olhando o mundo que te rodeia neste momento? Você sabia que é responsável não somente por você, mas também por todos que convivem com você no seu dia-a-dia. Quanta responsabilidade!
Que este texto de Ligia Barreto possa nos acordar diante da vida, das oportunidades e nos deixar com a certeza de que a vida é, sempre foi e será aquilo que nós a tornamos.
Desejo a todos uma boa semana, com a certeza de que a aquarela das cores que escolhemos para pintar o muro das nossas vidas possa estar repleta de cores bem alegres e vibrantes, nos trazendo alegrias, esperanças e muita vontade de compartilhar com todos os que nos cercam a beleza da vida que existe dentro de cada um de nós, pois o homem é do tamanho dos seus sonhos, do horizonte que vislumbra!
Com afeto,
Beth Landim
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Miseráveis em Reis...
24/11/2018 | 11h23
 
Um dia, uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: “Que tamanho tem o universo?” Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: “O universo tem o tamanho do seu mundo”.... Nos diz Augusto Cury. Perturbada, ela novamente indagou: “Que tamanho tem o mundo?” O pensador respondeu: “Tem o tamanho dos seus sonhos”. Se os seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Shakespeare disse que “quando se avistam nuvens, os sábios vestem seus mantos”. Sim! A vida tem inevitáveis tempestades. Quando elas sobrevêm, os sábios preparam seus mantos invisíveis: protegem sua emoção, usando sua inteligência como paredes e os seus sonhos como teto.Os sonhos regam a existência como sentido. Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalhos, sua emoção não terá romance.Moisés, Buda, Confúcio, Sócrates, Platão, Sêneca, Abrahan Lincoln, Gandhi, Einstein, Freud, Thomas Edson, Machado de Assis, John Kennedy, Agostinho, Madre Tereza de Calcutá, Madre Mazzarello, Dom Bosco e muitos outros foram grandes sonhadores.Estes homens e mulheres mudaram a história porque tiveram grandes projetos. Tiveram grandes projetos porque tiveram grandes sonhos. Seus sonhos aliviaram suas dores, trouxeram esperança nas perdas e renovaram suas forças nas derrotas. Seus sonhos transformaram sua inteligência num solo fértil. Assim, os sonhos são como os ventos. Você os sente, mas não sabe de onde vieram e nem para onde vão. Eles inspiram o poeta, animam o escritor, arrebatam o estudante, dão ousadia ao líder. Os jovens de hoje estão perdendo a capacidade de sonhar! Eles estão adoecendo coletivamente. São agressivos, mas introvertidos; querem muito, mas se satisfazem com pouco. A solução é investir na valorização da capacidade de sonhar e na educação, pois só se realiza aquele que tem um sonho, quem tem um ideal. Sonhos trazem saída para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos nos fazem construtores de oportunidades. A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença dos sonhos faz, de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz, de jovens, idosos. Por isso, não podemos nunca parar de sonhar, de desejar, de acreditar que é possível construirmos uma família, um trabalho, uma cidade, um país, um mundo melhor. É preciso acreditar que os sonhos são para sempre, e que, se os semearmos em nossas mentes e corações, seremos e poderemos fazer muito mais do que imaginamos. Dessa forma, o sonho é o impulsionador para que possamos dar os primeiros passos rumo aos nossos objetivos. Sonhamos porque existe um Deus que também sonha conosco e por nós. Um Deus que é o arquiteto do universo e que, por trás da cortina da nossa existência, tem um plano para cada um. Porém, só os mais sensíveis ouvem sua voz. Esse é o segredo da felicidade, da realização: descobrir o sonho que o Arquiteto da vida tem para cada um. Mas aí está o desafio: ter a coragem de lutar para realizar o plano que Deus tem para cada um de nós. Devemos lutar sem esmorecer, nos lembrando de recomeçar a cada manhã. Devemos lutar sem olhar para trás, nos lembrando que cada passo que damos é um novo caminho que se descortina a nossa frente, nos fazendo vislumbrar outra auroras em nossas vidas. Devemos lutar caminhando e sentindo o frescor da brisa de Deus, que nos convida sempre a asserenarmos as nossas emoções e a sermos felizes e sobretudo gratos, por tantas bênçãos que recebemos. Quando assim fazemos, sentimos a liberdade que ecoa em nossos corações por nos permitirmos olhar e sentir a vida com amor e leveza, com inspiração e alegria, com cores e amores, com sentimentos de esperança e de muita paz. O caminho se faz ao caminhar. As lutas fazem parte, porém a essência deste caminho está em nosso foco com relação a nossa vida, aos nossos sonhos e as nossas construções. Que façamos a nossa parte enquanto temos tempo... Ah... o tempo... senhor da razão... nos traz sempre todo o entendimento que necessitamos em quaisquer circunstâncias que a vida nos leve a viver. Portanto, nunca pare de sonhar, não permita o envelhecer da sua alma, alimente sempre os seus sonhos com o frescor da juventude... e seja imensamente feliz, lembrando-se sempre que é sempre tempo de recomeçar.
Com afeto,
Beth Landim
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Para minha mãe, Elza...
21/11/2018 | 10h05
Você me carregou em seu ventre, em seu colo, me deu a mão para os meus primeiros passos, me carregou também na garupa de sua bicicleta, quando ia trabalhar e me deixar na casa de vovó Dagmar, depois em seu fusca (uma das primeiras mulheres a dirigir em Campos). Lembro-me tanto de você dirigindo o seu Jeep, até da placa me lembro 2317, para nossos banhos de mar em Grussaí, nossas pescarias e piqueniques na lagoa de Iquipari, nossos passeios nas restingas da nossa praia... Você me ensinou a gostar de cavalos, pois os adora também, e sempre ouvíamos suas estórias, das cavalgadas pelas restingas em Grussaí, sem hora para acabar... Você sempre adorou dirigir, e mesmo com 17 anos já dirigia o carro do seu pai, dirigia trator, bicicleta, caminhão... gostava do que era diferente para as moças de sua época.
 Você sempre adorou viajar e praticamente rodou meio mundo, e fazíamos as nossas viagens de diversas formas, desde acampar com nossa barraca, a passarmos um mês inteirinho viajando de carro até o Uruguai e Argentina... do nosso passeio de triciclo em Bariloche... dos nossos passeios de carroça e charrete... Da nossa Semana Santa em Roma e tantos lugares e países que sempre fomos juntos... Sua caminhada retrata muito a mulher ousada que você é. Uma das mulheres que fundaram o Tênis Clube de Campos, que realizou os Jogos Primavera em Campos, voluntariamente, em uma época em que a mulher não participava ativamente do esporte. Uma empresária que lidera tantas pessoas e que lá atrás teve a sensibilidade de abrir uma firma de limpeza e serviços gerais, quando isto não fazia parte do dia-a-dia das pessoas aquela época. Advogada atuante, não se eximiu de voltar aos bancos escolares, já com seus filhos com 15, 13 e 8 anos... Foi mais um exemplo seu! Então aprendemos outra lição com você... Nunca é tarde para perseguir nossos sonhos, para buscar o conhecimento incessantemente e não ter limites para realizar. Você nos deixava com nossa Tia Maria Eugênia e ia para a faculdade com papai! E de longe você controlava a casa, o trabalho, e dava conta de estudar e ser feliz... Não posso negar que dávamos trabalho a Lelê (a chamávamos assim), não só porque éramos levados, mas, sobretudo pela rigidez dela... e nem descalço “Fridirico” (como ela o chamava), podia andar. Lembra-se? Tínhamos que estudar com ela, inclusive inglês e nos comportar bem... e toda esta disciplina e exemplo nos fez pessoas melhores... Neste período de muita dor da doença de papai (que a emoção não me permite escrever para ele ainda, mas o farei assim que conseguir), você foi exemplar, dedicada, companheira, paciente e acima de tudo sempre corajosa e tranquila. Num mundo em que as pessoas querem tanta “visibilidade”, seu jeito manso e sereno torna seu jeito invisível de ser, VISÍVEL aos nossos corações, pois vem carregado de pureza, de amor, de presença em todos os segundos da minha vida... No silêncio ou na ausência física, sua presença é totalmente perceptível em minha consciência, nos meus valores, através dos seus conselhos, ensinamentos, de seu exemplo de vida, do equilíbrio das atitudes, do seu discernimento e disponibilidade, do seu silêncio que nos fala muito alto SEMPRE... Na sua tranquilidade do dia-a-dia, seja nos dias difíceis ou na alegria... na sua disposição em nos acompanhar para qualquer programa de lazer ou trabalho, você nunca nega nosso chamado ou convite! Em sua família ou no trabalho, é sempre assim, aparece algum problema, todos pensamos, chama Elza... sua tranquilidade chega com sua bonança, e tudo vai indo para o lugar, sempre com a serenidade característica dos sábios... Você tem a capacidade de adivinhar nosso pensamento, meus sentimentos e de encontrar a palavra certa nos momentos incertos e de nos fortalecer sempre... E, então, você faz 80 anos neste domingo, e nada que eu dissesse aqui representaria o amor e admiração que sentimos por você! Conciliadora sempre... nunca eleva sua voz... E assim eu poderia enumerar inúmeras realizações, mas a maior delas, é o perfume que exala das suas mãos e nos faz sentir o cheiro do amor, do aconchego do seu colo, da sua casa sempre aberta a nos ouvir, da sua forma de falar com os olhos, de ser uma mulher antenada com o mundo e a tecnologia, que adere a tudo acompanhando a evolução dos tempos... e que tem na família seu maior refúgio! Amanhã também comemoramos o aniversário de Eleonora Martins, brincamos de ser sua “gêmula”, pois a vida nos proporciona estas coincidências, e como você tem afinidades e amizade a ela! Eleonora é um anjo em nossas vidas, desprendida, sempre com olhar para o outro, com uma disponibilidade indescritível! Competente, organizadíssima, espiritualizada, desprendida de tudo! Um anjo da guarda que tive a bênção de me tornar irmã da vida. Um ser de luz!!!
 Minha mãe Elza!!! Exemplo de Mulher, Mãe e Honradez! Você nos agasalha sob as suas asas... sua luz nos ilumina, seu carinho e sua firmeza se transformam em energia transformadora para multiplicarmos em nossos lares o seu exemplo de amor... “A vida é boa quando você está feliz, mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa.” Papa Francisco. E você nos faz sentir assim todos os dias... muito feliz pelos seus 80 anos bem vividos e por muito mais que temos para viver... E assim você me carrega no seu ventre, tenha a certeza de que carregamos você em nossos corações, SEMPRE... Te amamos, mãe!
 Com afeto,
Beth Landim
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A luta dos cegos
20/10/2018 | 09h51
 Certa manhã, quando dirigia-se ao mercado, Nasrudin viu alguns cegos e, fazendo tilintar as moedas em sua bolsa, disse em voz alta: - Amigos, amigos, peguem estas moedas. Tu, toma esta; tu, esta, e vocês repartam o resto – e, enquanto fazia isso, fazia tilintar as moedas em sua bolsa. É evidente, e seria até demais esclarecer, que não repartiu um só tostão. Produzida a cena, afastou-se para observar a seguinte situação: os cegos começaram a precipitar-se uns sobre os outros, exclamando e gritando: “deu tudo para ti”. Ou então: “Vocês ficaram com tudo ao invés de repartir”. Ou: “Eu nada recebi!”, “Mentes!”, “Dá-me a minha parte!” etc, etc.
Isso se transformou em empurrões, socos, chutes, insultos, xingamentos, terminando em uma grande batalha indescritível, dada a cegueira total reinante. Nasrudin, que seguia de perto as peripécias da batalha, murmurou: - Isto é o que poderia chamar-se de uma ”uma luta de cegos por motivo inexistente”.
As historias da tradição sufi são sempre muito ricas em ensinamentos, mas trazem em seu conteúdo uma reflexão que exige sensibilidade e perspicácia a fim de que haja uma internalização do sentimento. Eu mesma, muitas vezes, levo um tempo até perceber qual a lição contida em algumas delas. Isso mostra o quanto somos cegos, em vários aspectos.
Acreditamos que os olhos nos bastam para que saibamos o que está acontecendo a nossa volta. Mas definitivamente, não bastam! O que mais vemos, atualmente, em todos os cantos do mundo, são “lutas entre cegos por motivos inexistentes”. As pessoas inventam motivos absurdos para iniciarem uma luta sem fim. E assim, estamos todos morrendo, em vários sentidos, sem entender o que realmente está acontecendo e quem está a favor e quem está contra nós. Não devemos nunca querer ludibriar, fazer joguetes ou fazer o outro de escada. Aliás, isto é uma das coisas mais abomináveis na vida. Pessoas que se utilizam desta atitude são fracas e incompetentes. Como diz o ditado popular, “algumas pessoas querem mostrar dificuldade para vender facilidade”. E estas pessoas, na maioria das vezes, têm fala mansa, envolvem o outro com a palavra, vestem uma capa! Mas, como também diz outro ditado, “você pode enganar alguns por algum tempo, mas não consegue enganar todos o tempo todo”. Vemos, então, triunfar a verdade, a justiça e o trabalho! Certamente, é o momento de começarmos a olhar mais com o coração e menos com os olhos, tão limitados e influenciáveis. Afinal, o que os olhos veem de forma equivocada, o coração sente, também, de forma equivocada. E nossa vida se torna uma sucessão de escolhas, atitudes e caminhos equivocados. Que saibamos olhar, cada vez mais, para dentro de nós, para nossas reais convicções, sem nos deixarmos sucumbir por aquilo que vemos fora de nós. Porque, do lado de fora, tudo não passa de uma grande ilusão.
Não perca tempo maldizendo o mal que lhe fizeram ou os fracassos que teve. Comece, a partir de agora, a ver o que pode fazer para reconstruir. Siga em frente, corajosamente, pois a vida sorri somente para aqueles que não param no meio da estrada.
Martin Luther King nos diz que “a verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio”.
Portanto, devemos ser como os grandes Homens...
O homem puro não vocifera contra os impuros. Adora o que é sagrado, mas sem fanatismo; carrega fardos pesados com leveza e sem gemido; domina, mas sem insolência; é humilde, mas sem servilismo; fala a grandes distâncias sem gritar; ama sem se oferecer; faz bem a todos antes que se perceba.
O grande homem é silenciosamente bom. É genial, mas não exibe gênio. É poderoso, mas não ostenta poder; socorre a todos sem precipitação. Tudo isso faz o grande homem como o sol: poderoso para sustentar um sistema planetário e delicado para beijar uma pétala de flor.
O Dalai Lama nos fala: “Uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez”. O que nos leva a pensar que, quando agimos com sinceridade, caráter e honradez, temos a certeza de ter escolhido o melhor caminho.
Não podemos deixar que os olhos da inveja, da ganância e da superficialidade de algumas atitudes nos ceguem. É preciso enxergar com os olhos da alma e do coração puro!
Uma boa semana para todos!
Com afeto,
Beth Landim
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Lenda Chinesa
16/10/2018 | 17h33
 
Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à ela. O temperamento de Lin era muito diferente e se irritava constantemente com a mãe de seu marido. Com o passar dos tempos, as coisas pioraram tanto, que viver com ela, se tornou insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe. Mas Lin, não suportando por mais tempo, a idéia de viver com ela tomou a decisão de ir consultar um Mestre.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num bom ramalhete de erva, para se usar por meses e disse-lhe: “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isto, poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Outra coisa, para que ninguém suspeite de ti quando ela morrer, tenha o cuidado de tratá-la sempre com muita amizade, respeito e carinho”.
Lin respondeu: “Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomendas”. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra lentamente. Durante várias semanas, Lin serviu todos os dias, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente, a recomendação do Mestre Huang, que para evitar suspeitas, deveria controlar seu temperamento e tratá-la com amizade, respeito e carinho. Passados seis meses... Aquela família, estava totalmente mudada. Lin controlou totalmente o seu temperamento e não se aborrecia mais com a sogra. Havia meses que não mais discutia com ela.
A sogra se mostrava muitíssima amável e a tratava como se fosse uma filha querida. A atitude de Lin mudou tanto, que ambas pareciam ser mãe e filha. Então, Lin foi correndo procurar o Mestre Huang, para lhe pedir uma nova ajuda e disse-lhe: “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela mudou muito e se transformou numa mulher tão agradável, que parece ser minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dei.”
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. A erva que te dei é apenas um chá. O veneno, Lin, estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pela prática do amor ao próximo que exercitastes no seu dia a dia de tolerância, compreensão e paciência”.
É sempre tempo de repensar atitudes... Relacionar-se é uma deliciosa aventura e, ao mesmo tempo, uma fonte imensurável de alegria e risco, pois uma andorinha só não faz verão, e o que seria de nós isolados de todos que nos cercam e caminham lado a lado conosco nesta etapa do caminho? Em todo mal-entendido reside muito desgaste e sofrimento desnecessário. Por isso, é preciso estar atento àqueles que amamos, aos anseios e necessidades daqueles que nos cercam. Atenção à palavra que devia ter sido pronunciada, mas ficou fechada na garganta e era hora de falar e, sobretudo, ao silêncio que não foi erguido no momento exato quando era momento de calar.
São nos relacionamentos que as personalidades se confrontam, os medos se comunicam e a sutil necessidade de impor, característica inerente ao ser humano, se aflora e se disfarça em zelo e proteção. Se somos todos tão dependentes de amar e receber amor, precisamos lapidar nossas emoções e fixar atitudes que alarguem nossos passos e abram nosso coração em direção ao outro. Somos seres que buscam incessantemente a luz, então temos que buscar com mais intensidade esta ligação com o divino que irá nos inspirar sempre, nos tornando pessoas mais leves, de bem com a vida, sem tantos temores e receios que nos impedem de prosseguir, retardando o nosso progresso.
Partilhar a vida com alguém é oportunidade de enriquecê-la. Sempre vale a pena apostar nos relacionamentos quando existe a vontade de descobrir esse outro, tocar sua alma, entender o que deseja, do que precisa, o que pode e o que lhe é possível fazer. Ansiando por coisas prontas e procurando, no outro, os modelos exatos das coisas que nos completam, jamais encontraremos a cumplicidade tão necessária nos relacionamentos diários. Admitir a liberdade do outro é tarefa árdua e fundamental para o próprio crescimento. A alma daqueles que amamos será sempre uma terra inexplorada e não-mapeada, mas a humildade e a coragem de habitá-la sempre serão facilitadores desse sinuoso caminho. Erguemos muralhas difíceis de invadir porque, inseguros de nossos potenciais, precisamos usar máscaras. Enquanto isso impedimos que o outro nos descubra e se aproxime, perdendo um tempo que se chama “presente precioso” e que devemos vivê-lo com plena intensidade. Seja como for, desejo que a alma daqueles que você ama, seja sempre a busca constante de seu encontro e crescimento pessoal, para que os relacionamentos floresçam e o estreitamento dos laços afetivos sejam instrumentos de reescrita de sua história. Quando mudamos nossas atitudes... tudo ao redor muda...
Com afeto,
Beth Landim
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Voto, uma escolha consciente
16/10/2018 | 17h10
Voto, uma escolha consciente
 
Ninguém em sã consciência ousaria negar que o voto constitui um instrumento secreto e decisivo do cidadão. Mas também ninguém em sã consciência afirmaria que o simples ato de votar, a cada dois anos, esgote em si mesmo os “direitos e deveres” de uma verdadeira cidadania. Esta, quando real e eficaz, inclui outros compromissos bem mais complexos e empenhativos que o fato de depositar o voto na urna. Fato que, nas chamadas democracias ocidentais, em lugar de uma participação livre, consciente e decisiva, cumpre não raro uma função meramente simbólica e emblemática. É assim que entre as três formas de voto – voto de cabresto, voto de transferência e voto consciente – podemos dizer que enquanto a primeira vai diminuindo e a última crescendo, prevalece ainda a segunda forma de voto. Isto é, muitos eleitores votam e voltam para casa, como se a urna fosse o lugar para transferir aos representantes eleitos o exercício da própria cidadania. Cidadania é coisa que não se transfere: embora o político eleito, pelo fato de sê-lo, adquira maior visibilidade na administração publica, compete a cada eleitor buscar espaços alternativos de participação.
Feitas essas ressalvas, retomemos os compromissos da cidadania. O primeiro deles tem um alcance limitado e local, mas de forma alguma negligenciável. E a pergunta é muito simples: de que maneira cada cidadão acompanha a administração pública de sua rua, de seu bairro, de seu município, do seu estado, do seu país?
O Poder Público em seus mais variados órgãos e instâncias se faz presente no cotidiano da vida?
Outras perguntas tomam lugar no cenário da atividade política: como se comportam as pessoas públicas eleitas, seja no âmbito do poder executivo (municipal, estadual e nacional), seja nas atividades do poder legislativo, como vereadores, deputados e senadores? Em geral, no programa do partido notar-se-á sempre uma discrepância entre as “promessas do candidato” durante a campanha eleitoral e a “realização do político” eleito no exercício do mandato. Por fim, mas não em último lugar, chegamos a tarefa mais exigente da cidadania numa efetiva prática democrática. Além de escolher os candidatos do voto e fiscalizar a presença (ou não) do poder público na vizinhança, todo cidadão tem o “direito e o dever” de acompanhar de perto a ação múltipla e plural do poder público. O que significa participar ativamente das decisões que orientam os destinos do país, especialmente no que se refere à sua política econômica, social e cultural. Aqui a informação e a formação correta exercem um papel de fundamental importância. Em síntese, político representativo, de um lado, e eleitor cidadão, do outro, constituem duas faces da mesma moeda, dois pólos da prática política. São, portanto indissociáveis, indivorciáveis.
Em síntese, não basta o voto puro e simples. Não basta a visita periódica à urna, seguida de um “lava-mãos”: fiz a minha parte, os políticos que façam o resto! Não basta a fidelidade do eleitor. É preciso que o cidadão o seja de fato, assumindo o direito e o dever de exercer a cidadania. Nessa perspectiva, faz-se necessário criar e/ou fortalecer outros canais, instâncias e mecanismos de participação popular. São instrumentos que podem ajudar não somente no controle sobre o comportamento público dos eleitos, orçamento do município, do estado e da União. E mais, na pressão consciente e organizada para implementar ou melhorar os serviços.
Muitas pessoas não conhecem o poder do voto e o significado que a política tem em suas vidas. Numa democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representar um ato de cidadania. Possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas. Escolher um péssimo governante pode representar uma queda na qualidade de vida.
O voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente. Devemos votar em políticos com propostas voltadas para a melhoria de vida da coletividade. Os caminhos da vida são feitos de decisões e escolhas. Assim, o que cada um de nós é hoje, seja na sua vida profissional, seja na sua vida pessoal, é conseqüência destas escolhas e das ações adotadas para efetivá-las.
A todo o momento, queiramos ou não, conscientes ou inconscientes, por ação ou omissão, estamos sempre fazendo escolhas. E nunca é demais lembrar que não escolher já é uma escolha. Se quisermos ser os timoneiros da nau da nossa vida, devemos procurar ser conscientes das escolhas que fizemos e estamos fazendo, pois é esta consciência que nos permite assumir a responsabilidade pelos nossos atos.
A riqueza de nossa vida está muito relacionada aos significados que damos ao que fazemos.
O primeiro excludente para o voto é verificar se o candidato não é corrupto, bem como seu grupo político! Corrupção NUNCA! Este deve ser sempre o primeiro critério, que na verdade deveria estar intrínseco em cada pessoa, pois ser honesto é obrigação de todos! Que possamos reacender o amor à nossa pátria, e que nosso chão possa ser colorido de Verde e Amarelo!
A vida é a arte das escolhas, dos sonhos, dos desafios e da ação.
Bom domingo eleitoral para todos!
Com afeto,
Beth Landim
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