Flores para alegrar a vida ...
22/01/2017 | 00h37

Em arranjos fartos ou pequenos e delicados, sempre há um jeito novo de usar flores na decoração. Inspire-se... Eu adoro flores... vale a pena alegrar a vida e os ambientes...

Com um estilete, faça uma cavidade retangular de 1,5 cm de profundidade nas páginas de um livro. Encaixe uma espuma floral embebida em água e forrada com filme plástico nesse espaço e espete as flores, cobrindo toda a espuma.

Cadeira sem uso? Arranjo nela! A cesta do Empório das Flores acomoda um recipiente raso para apoiar as greenballs.

Flores no ralador: o utensílio cobre um pote com água.

Garrafas penduradas com corda de sisal transformam o jardim numa festa.

Leveza para a área externa: bolas de bambu com mini arranjos.

Margaridinhas em vidros, distribuídos num engradado, formam uma floreira móvel. Não precisa preencher todos os espaços, a graça está na disposição aleatória das flores.

Logo na entrada de casa ou num corredor de passagem, surpreenda os convidados com um varal com flores. Escolha espécies que fiquem bonitas secas, como áster, rosa spray e lavanda, e aproveite-as depois em outros arranjos.

Caixas de vinho, flores e suculentas folhas  rendem um ótimo centro de mesa.

Puro romance: toalha com buquês amarrados nas pontas.

Potes de mantimentos garantem o estoque de charme na casa.

Fatias de limão dão o toque original a esse arranjo, feito com um vaso dentro de outro.

Dose de pétalas na anfitriã: bracelete floral feito coma ajuda de uma fita dupla face.

Perto da porta ou num canto vazio, uma simples sacola de palha com um maço de rosa spray muda o cenário.

Rolhas com uma cavidade acomodam mini rosas (amarre algodão molhado no caule para que durem mais). Pequenos arranjos individuais de grande efeito na mesa.

Com afeto,

Beth Landim

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É HOJE...
22/01/2017 | 00h36

É hoje... dia de jogo, de torcida, de olhos grudados... mas essencialmente de juntar os amigos e com emoção soltar nosso hino na garganta...

e como cada coisa tem seu tempo...

deixo  algumas sugestões para colorir nossas casas de verde e amarelo...

que não seja só na copa...

 

 

Que venha a Colômbia ...

Com afeto,

Beth Landim

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VERDE E AMARELO...
22/01/2017 | 00h36

É hoje...

Melhor do que levar um "bolo" é fazer um bolo e saborear com os amigos...

Que venha a Alemanha!!!

Com afeto,

Beth Landim

 

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A bossa do lugar de ir e vir em casa ...
22/01/2017 | 00h36

Uma seleção de corredores para inspirar...

 

O corredor não precisa se limitar a mero espaço de circulação.

Oito propostas a seguir apontam como decorar e valorizar este ambiente com arte, design e criatividade.

Mil sensações - Fabio Morozini Um corredor comercial com aura de casa. Com esse conceito, Fabio Morozini quis proporcionar as mais diversas impressões às pessoas que atravessam de um ambiente a outro do 25º andar do edifício em São Paulo. Inspirado nos anos 1970, ele optou por carpete especialmente desenhado e executado pela Santa Mônica, revestimento nobre de parede – linho da Wallcovering –, e molduras de portas e rodapés de latão escurecido, da Santa Luzia. E por que não mobiliário? Banco de couro natural em capitonê, da Artefacto, cômoda de laca preta, vasos e banquetas, da L’oeil, conduzem a um conforto que desacelera o ritmo frenético da metrópole. Em primeiro plano, fotografia de Mario Testino, trazida de Nova York.

 

Portinhas secretas - Patricia Martinez No apartamento localizado em São Paulo, o corredor liga o hall à área íntima, passando pela brinquedoteca. Com essa disposição na cabeça, a arquiteta Patricia Martinez pensou em uma atmosfera lúdica e projetou os armários de carvalho com três tamanhos de portas e três tons de laca azul.

Túnel em movimento - Mauricio Queiroz Como o apartamento na capital paulista prima pelo estilo sóbrio, o arquiteto Mauricio Queiroz decidiu ousar no corredor que liga a ala social às suítes. “O plano era um novo local, um túnel que conduzisse as pessoas à área íntima”, conta. Para imprimir uma ideia de movimento à passagem, as paredes foram revestidas de placas de MDF com pintura em laca, produzidas em diferentes espessuras pela Marcenaria Lisboa. Pensando no conforto, o piso recebeu carpete da Avanti Tapetes, e a iluminação se faz de maneira indireta, por meio de uma sanca de gesso. Os balizadores, da Labluz, dispostos próximo ao piso, ajudam a guiar o percurso.

Biblioteca aberta - Una Arquitetos O objetivo principal: um “não corredor”.  Assim define a arquiteta Cristiane Muniz a passagem que liga os quartos ao restante da casa em São Paulo, concebida pelo escritório Una Arquitetos. “Os proprietários queriam uma biblioteca, então aproveitamos a circulação aberta, que se conecta com vários espaços e permite diferentes acontecimentos ao longo da residência”, diz. O corredor segue a unidade da construção, que tem o mesmo assoalho de ipê em toda a extensão. A parede – a própria estrutura de concreto da morada – abriga prateleiras de madeira com portas vermelhas – móvel descomplicado e prático projetado pelo escritório e executado pela Marcenaria da Fazenda. A madeira também está presente no forro, mas, aqui, de outro tipo: placas de compensado naval. A iluminação é de Ricardo Heder.

 

Leveza no alto - David Bastos O corredor que dá acesso às suítes do segundo pavimento faz parte do projeto de uma casa de praia em Trancoso, na Bahia. Não por acaso, esta área de circulação ganhou fotos da paisagem local, clicadas por Sabrina Balassa – a intenção era criar uma atmosfera mais suave. Essa leveza é ainda mais valorizada coma pintura acrílica branca das paredes e o piso de resina de poliuretano, da Resinfloor, igualmente claro. Além, é claro, da sensação de amplidão proporcionada pelo pé-direito de 3 m, cujo forro de madeira de reflorestamento acompanha a inclinação do telhado da residência. “A madeira quebra a claridade do branco e traz aconchego”, explica o arquiteto David Bastos. Iluminação de cobre da Lightworks e objetos da L’oeil.

 

Arte popular - AMZ Arquitetos Os dois corredores que atravessam o apartamento na capital paulista foram transformados em espaço de exposição, para que a proprietária – galerista e colecionadora de arte popular – pudesse exibir as obras de seu acervo. No percurso que atravessa as salas de jantar e estar e cozinha e desemboca no hall de entrada e na sala de TV, a estante permite a passagem da luz natural durante o dia, além de “enquadrar” algumas esculturas quando vistas da sala. O trilho embutido de iluminação comporta luminárias de LED da Cia de Iluminação, com temperatura e cor apropriadas para obras de arte. “É um sistema bastante flexível, que pode mudar de acordo como que estiver exposto, como em uma galeria”, explica o arquiteto Pablo Alvarenga. No espaço, encontram-se trabalhos de artistas como Nino (1920-2002), Germana Monte-Mór, Zé do Chalé (1903-2008), Chico Tabibuia (1936-2007), Casimiro de Abreu e Artur Pereira (1920-2003).

 

 

Pedra preciosa - Luciana Teperman A residência do jovem casal apaixonado por arte contemporânea recebeu uma grande reforma. Localizado nos arredores de São Paulo, o imóvel ganhou piso de mármore calacata oro,  em toda a área social estendendo-se ao corredor que liga o bloco composto por living, sala de jantar e lavabo social à cozinha e à louçaria. Como a paginação do piso foi bastante estudada, as placas usadas são da largura do corredor, de forma a evitar ao máximo as emendas entre elas. “O desenho natural do mármore foi milimetricamente acertado para que passasse a impressão de uma obra arte”, explica a arquiteta Luciana Teperman. Telas do escocês radicado em Londres David Batchelor (ao fundo) e dos brasileiros Odires Mlászho (à esq.) e Sesper (à dir.). O projeto luminotécnico é de Neide Senzi.

 

Por entre o verde - Jacobsen Arquitetura A jovem família queria um refúgio para chamar de seu e por isso optou por uma casa de campo no interior paulista, buscando relaxar nos finais de semana. O terreno em desnível serviu de base para a construção com estrutura metálica e cobertura de madeira laminada formada por dois volumes independentes que se interligam por um corredor de pé-direito mais baixo. A passagem está entre as alas sociais – jantar, lareira e varanda coberta – e a área externa – varanda descoberta, piscina, spa e cozinha gourmet, além das escadas que levam aos quartos. “Trouxemos o máximo da natureza para dentro da residência”, explica Bernardo Jacobsen, que criou o projeto ao lado de Paulo Jacobsen. Assim, o corredor ganhou jardim interno assinado por Gil Fialho e luz natural complementada pela iluminação da Lightworks.

Com afeto,

Beth Landim

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A Mulher Invisível
22/01/2017 | 00h36

Nos diz Nicole Johnson... “Um dia eu estava levando meu filho Jake para a escola, segurava a mão dele, estávamos prestes a atravessar a rua quando o guarda de trânsito disse-lhe: - Quem é esta senhora com você, jovem? Meu filho respondeu: - Ninguém. Ninguém? O guarda e eu sorrimos. Algumas vezes eu entro na sala e ninguém me nota. Outras vezes eu digo “desligue a TV, por favor.” E nada acontece, então eu falo de novo, um pouco mais alto: “Desligue a TV!” Nada. Até que eu mesma vou desligá-la. Foi quando eu percebi: acho que eles não podem me ver. Acho que ninguém pode me ver. Eu sou invisível. Tudo começou a fazer sentido, os olhares em branco, a falta de respostas, a forma como as crianças entram na sala enquanto eu estou ao telefone e pedem alguma coisa. Ninguém pode ver se eu estou no telefone, ou cozinhando, ou lendo. Eu sou invisível. Alguns dias eu sou apenas um par de mãos, nada mais: Você pode consertar isso? Você pode amarrar isso? Você consegue abrir isto... Uma amiga me presenteou com um lindo pacote embrulhado e disse: “Eu lhe trouxe isto.” Era um livro sobre as grandes catedrais da Europa. Eu não entendi por que ela tinha dado para mim, até que eu li sua dedicatória.

“Para Charlotte, com admiração pela grandeza do que você está construindo quando ninguém vê.” Devorei o livro. Descobri quatro verdades: • Ninguém pode dizer quem construiu as grandes catedrais, não temos nenhum registro de seus nomes. • Estes construtores deram suas vidas por um trabalho que nunca os veria acabado. • Eles fizeram grandes sacrifícios e não esperavam crédito. • A paixão de sua construção foi motivada pela sua fé que só os olhos de Deus via tudo...

 

Certo dia um homem veio visitar a catedral que estava sendo construída, e viu um artesão esculpindo um pequeno pássaro no interior de uma viga.  Ficou intrigado e perguntou: “Por que você está gastando tanto tempo esculpindo essa ave em uma viga que será coberta pelo telhado? Ninguém nunca vai ver.” E o operário respondeu: “Porque Deus vê.” Fechei o livro, sentindo que era o que faltava para entender minha vida. Era quase como se eu ouvisse Deus a me sussurrar: “Eu te vejo Charlotte. Eu vejo os sacrifícios que você faz todos os dias, mesmo quando ninguém mais o faz. Nenhum ato de bondade que você fez, é muito pequeno para que eu não observe. Você está construindo uma grande catedral, mas você não pode ver agora o que vai ser... Eu me vejo como uma grande artesã, em um trabalho que nunca vai ser terminado... Como mães, estamos construindo grandes catedrais. Nós não podemos ver se estamos fazendo certo. Um dia, é muito possível que o mundo fique maravilhado com o que temos construído, mas se não for assim... Deus vê a beleza que foi adicionada, com os sacrifícios das mulheres invisíveis.”

 

Na invisibilidade visível ao coração, minha mãe, Elza, está presente em todos os segundos da minha vida...

No silêncio ou na ausência física, sua presença é totalmente perceptível em minha consciência, através dos seus conselhos, dos seus ensinamentos, do seu exemplo de vida, do equilíbrio das atitudes, do seu discernimento e disponibilidade, do seu silêncio que nos fala muito alto SEMPRE... Na sua tranquilidade do dia-a-dia, seja nos dias difíceis ou na alegria... Na sua disposição em nos acompanhar para qualquer programa de lazer ou trabalho, ela nunca nega um chamado ou convite... Mãe te admiro muito! Quero sempre poder seguir os teus passos! Meu amor por você é incondicional! Você, mãe, tem a capacidade de adivinhar meus sentimentos, de encontrar a palavra certa nos momentos incertos, de nos fortalecer sempre... Sua existência, mãe, é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar... Amar com um amor incondicional que nada espera em troca. Pelo seu amor e desprendimento, divido sua homenagem com duas mães muito especiais como você. Tenho a certeza de que você se orgulhará disso.

Falo de Mary El Kik e Maria Clara Chagas Martins, ou melhor, Mary e Cacaia... Falar de Mary e de Cacaia é como ver o irradiar dos raios do sol, a alegria contagiante, o esforço sobre-humano que fazem para a todos tocar com amor e afeto de seus corações. Sua fé as conduz ao amor transcendente, e elas vivem intensamente esse amor por seus filhos... Kiko, Erika, Camila e a neta Carol e Eleonora, Bebeth, Luciana, Raphael e seus netos... Vivem esta maternidade com toda a intensidade do mundo. E é este exemplo, este outro olhar, que tanto temos que aprender com vocês... O olhar do dom da vida, do agradecer, do se reerguer, do acreditar e ter fé, mesmo quando a dor dilacera nosso coração, mas nos faz mais firmes do que uma rocha, e vocês com toda a firmeza reúnem, agregam a família, os amigos, tem sede de viver, porque transformaram a dor em amor, um amor incondicional e vivo em seus corações, que por isso passa para os nossos corações. Não tem como olhar para Mary e não sentir sua avidez pela vida, a volta aos bancos escolares e a arquiteta organizada e brilhante que hoje é... Mary no seio de sua família é como a argamassa que une os tijolos e as “pedras das catedrais”... Seu amor por Dr. Maron é invisível, ao mesmo tempo é visível no brilho dos seus olhos, na paciência de esperar e reconhecer a divindade da profissão de médico, na abdicação por esperar pelas decisões sempre certeiras... Na sinceridade do seu sorriso, no magnetismo que carrega na alma...

Cacaia é sempre um aconchego, seu professar a docência, seu humor, sua alegria, sua amorosidade na luta visionária em ultrapassar sempre os limites do humano e se doar com disponibilidade e vigor marcam sua presença sempre otimista entre nós... Elza, Mary, Cacaia, mulheres inconfundíveis, na amizade, na amorosidade, na transparência dos sentimentos, na luta por ultrapassar sempre os limites... Os limites do humano, do doar-se incondicionalmente aos amigos, à família, ao outro... Agradeço de forma especial a presença de Ir. Suraya Chaloub em minha vida. Madrinha, amiga, mestra, inspiração que sempre me acompanha bem de perto em minha caminhada, verdadeiro exemplo de maternidade espiritual.

Neste domingo em que comemoramos o Dia das Mães, que todas nós mães possamos nos sentir homenageadas por nossa invisibilidade visível. Que em nossas lutas, visíveis ou não, junto aos nossos filhos, possamos continuar confiantes, sempre plantando e regando sementes de amor em nossos caminhos, pois como eternas artesãs que somos estamos em plena construção de lindas catedrais, que serão eternizadas ao longo do tempo...

Com afeto,

Beth Landim

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Bom Fim de Semana...
22/01/2017 | 00h36

Com afeto,

Beth Landim

 
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A última viagem de táxi
22/01/2017 | 00h36

Divido com você uma linda mensagem de amor e de vida.

“Houve um tempo em que eu ganhava a vida como motorista de táxi. Os passageiros embarcavam totalmente anônimos. E, às vezes, me contavam episódios de suas vidas, suas alegrias e suas tristezas. Encontrei pessoas que me surpreenderam. Mas, nenhuma como aquela da noite de 25 de julho do último ano em que trabalhei na praça. Havia recebido, já tarde da noite, uma chamada vinda de um pequeno prédio de tijolinhos, em uma rua tranquila, no centro histórico de Curitiba. Resolvi atender a última chamada que deveria ser breve. Quando cheguei ouvia cachorros latindo longe. O prédio estava escuro. Havia uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda, pensei. Assim, fui até a porta e bati. “-Um minutinho”, respondeu uma voz fraca e idosa. Ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão… Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Vi-me então diante de uma senhora bem idosa, pequenina e de frágil aparência. Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro! Se equilibrava numa bengala, enquanto segurava com dificuldade uma pequena mala. Dava para ver que a mobília estava toda coberta com lençóis. Não havia adornos sobre os móveis. A velha senhora, esboçando então um tímido sorriso, pediu-me: “- O senhor poderia me ajudar com a mala?”. Eu peguei a mala e ajudei-a a caminhar lentamente até o carro. Enquanto se acomodava ela me agradeceu. “- Oh, disse-me ela, você é um bom rapaz!”. Quando embarcamos, deu-me um endereço e pediu: “- O senhor poderia ir pelo centro da cidade?” Este não é o trajeto mais curto, alertei-a prontamente. “- Eu não me importo. Não estou com pressa. Meu destino é o último, o asilo dos velhos.” Surpreso, eu olhei pelo retrovisor.

Os olhos da velhinha brilhavam marejados.

“- Eu não tenho mais família e o médico me disse que tenho muito pouco tempo de vida.”. Disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei: “- Qual o caminho a senhora deseja que eu tome?”. Nas horas seguintes nós dirigimos por toda a cidade. Ela mostrou-me o edifício na Barão do Cerro Azul em que havia trabalhado como ascensorista. Passamos pelo Centro Cívico, em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados, e também por uma Igreja no Alto da Glória, aonde comemoraram as Bodas de Ouro. Ela pediu-me que passasse em frente a uma loja na Rua Dr. Muricy, que ela dizia ser um clube alemão, que tinha um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. Às vezes pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina e ficava com os olhos fixos na escuridão. Olhava e suspirava… E assim rodamos a noite inteirinha. Passamos por parques, praças, restaurantes, tudo o que vinha vindo na sua imaginação e lembrança.

Quando os primeiros raios do sol surgiram no horizonte, ela disse de repente: “- Estou cansada e pronta. Vamos agora!”. Seguimos para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a uma pequena casa de repouso. Duas atendentes caminharam até o táxi e logo se acercaram da senhora, a quem pareciam esperar. Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise até a porta. A senhora, já sentada em uma cadeira de rodas, perguntou-me então pelo custo da corrida. “- Quanto lhe devo?”, ela me perguntou, pegando a bolsa. Respondi que não devia nada, pois tinha outros passageiros. “-Você tem que ganhar a vida, meu jovem!”. Ela insistiu, disse que não precisava mais de dinheiro, e colocou 2 mil reais no bolso da minha camisa. Eu não quis aceitar, mas ela foi incisiva e quase sem pensar, curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente, me deu um beijo afetuoso e disse:

“- Você deu a mim bons momentos de alegria, como não tinha há tanto tempo. Visitamos não só lugares, mas momentos que eu vivi. Só Deus é quem sabe o quanto você fez por mim. Obrigada, meu amigo!”.

Apertei a sua mão e caminhei até o carro. Era como o som do término de uma vida… Sai daquele lugar com meu coração batendo de uma forma diferente. Dirigi olhando o centro da cidade amanhecendo ao fundo e não conseguia parar de chorar e pensar em como vivemos e ao que damos valor, se daqui não levamos nada. Naquele dia não peguei mais passageiros. Dois dias depois tomei coragem e voltei no asilo para ver como estava a minha nova amiga e quem sabe passear com ela de novo. Disseram-me, então, que na noite anterior, seu coração parou durante a noite, e ela adormecera para sempre, em paz e feliz.”

Em geral nos condicionamos a pensar que nossas vidas são os nossos objetivos e o nosso futuro. Mas a vida nos leva a vivenciar grandes momentos. Todavia, os grandes momentos nos pegam desprevenidos e ficam guardados em nossa alma. Quando nos damos conta vimos que nos esquecemos deles. As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse, porém elas sempre se lembrarão da forma carinhosa que você as tratou. Podemos fazer a diferença na vida das pessoas!!!

Com afeto,  Beth Landim

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Papa Francisco...
22/01/2017 | 00h36

"O primeiro em pedir desculpas, é o mais valente.

O primeiro em perdoar, é o mais forte.

O primeiro em esquecer, é o mais feliz."

Papa Francisco

Com afeto,

Beth Landim

   
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VI Semana de Enfermagem.
22/01/2017 | 00h36

Com afeto,

Beth Landim

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Sonhos: matéria-prima da essência humana...
22/01/2017 | 00h36

Estive pensando sobre aquela célebre frase de Fernando Pessoa, tão usada nos discursos:

“Você é do tamanho dos seus sonhos”.

E qual será o verdadeiro tamanho dos nossos sonhos?

É no sonho que cada um de nós projeta as realizações. Se entendermos o ser humano como a Divina ligação entre o corpo e a consciência, poderemos classificar o sonho como o elemento que acorda o inconsciente e, por vezes, consegue desligar o corpo da consciência. Quando esse desligamento ocorre, passamos a navegar em emoções secretas e profundas.  Sonhar é permitir-se olhar pela janela da liberdade, trilhar caminhos desconhecidos, projetar o futuro, perseguir a felicidade... almejar a vida.

Não existem limites para sonhar. No sonho, é possível brincar com o tempo, refazendo o passado e antecipando o futuro.

Aliás, para sonhar, nem é preciso ter passado ou presente. Para sonhar é preciso, apenas, ter esperança. É a esperança que nos impulsiona e que direciona nossos sonhos.  Sonhar não é direcionar os pensamentos ao que pode ser real. É tornar real, mesmo que apenas na mente. É dar, a própria vida, a um sentimento de bem-estar.

Mas e o tamanho dos nossos sonhos? Quanto maior o sonho, maior a possibilidade de decepção? Não! Esse é o grande erro daqueles que não ousam. Se o sonho é grande, grandes são as possibilidades e as decepções tornam-se oportunidades de aprendizado. Sim. Por vezes, nossos sonhos irão se despedaçar como cacos de uma louça cara. Por vezes, vão sumir como bolhas de sabão no ar. Não importa! Nessas horas, teremos a oportunidade de renovar nossos sonhos. De preencher os possíveis vazios com novas esperanças. É necessário sonhar.

Na natureza, encontramos valiosos exemplos de pequenos-grandes sonhadores. A lagarta, enquanto rasteja, sonha em se tornar borboleta. Troca o lamento de sua condição atual pelo sonho de voar em volta das flores coloridas e, dessa forma, ameniza seu sofrimento e é feliz.

A semente, enterrada no solo, poderia sufocar e morrer em seu próprio pesar. Ao invés disso, sonha em germinar e ver a luz do sol. Enquanto sonha, é feliz e espera sua integração na vida da natureza.

Augusto Cury, psicoterapeuta e escritor brasileiro, em um de seus textos, traduz, como ninguém, a valentia e o significado desses exemplos: “Sem sonhos, as perdas se tornam insuportáveis, as pedras do caminho se tornam montanhas e os fracassos se transformam em golpes fatais. Mas, se você tiver grandes sonhos... seus erros produzirão crescimento, seus desafios produzirão oportunidades e seus medos produzirão coragem”.

É preciso povoar a mente de sonhos. Correr o risco e renovar as esperanças. A projeção de nossos sonhos é o que nos proporciona sustentação moral e emocional para prosseguirmos na grande aventura da vida. O mundo pertence aos portadores de sonhos, seres especiais.

Mas o que fazer quando os sonhos alcançam as nuvens e parecem inatingíveis? Eis aí a pergunta que determinará o real tamanho dos seus sonhos. Se eles são grandes, realize-os! Empenhe-se, simplesmente, em construir os alicerces para alcançá-los.

Quando uma mãe se debruça sobre o berço de seu filho ainda tão pequeno, ela descortina, para ele, os mais lindos sonhos. Projeta uma vida reta, íntegra e feliz. Naquele momento, seus sonhos trazem sua felicidade e transmitem paz ao seu bebê. Mas, como grande é o seu sonho, enquanto aquele menino cresce, é preciso construir os alicerces para que ele se torne o homem digno com o qual ela sonhou.

Tornar um sonho realidade é uma das maiores recompensas humanas. Para isso, é preciso, além de sonhar, buscar os caminhos para realizar nossas fantasias. É muito bom perseguir os sonhos e sentir o gosto de vê-los realizados, nos amadurece e nos prepara para desafios futuros, alargando sempre os nossos horizontes para outros vôos.

Termino este artigo, desejando que você sonhe alto e sonhe sempre. Que renove, a cada queda, suas esperanças e seus projetos.

Que reconheça o tamanho dos seus sonhos e, diante disso, encontre forças para alcançá-los. Que construa pontes que te levem a eles, ao invés de paredes que limitem seu futuro. Não perca a firmeza dos seus pés na terra, mas jamais deixe de erguer a cabeça para o alto e desejar ser uma estrela.

Com afeto,

Beth Landim

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Elizabeth Landim

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