Varrendo meu quintal primeiro...
22/01/2017 | 00h48

São tantas as crises por que estamos passando, que tudo parece turvo...

Crise política, crise econômica, crise de valores, crise ética, epidemia de dengue, que associada a zika e chikungunya, chega ao nível de uma calamidade! Sim, calamidade por que falamos de seres humanos! Todas as outras crises iremos vencer! Cedo ou tarde, dependerá de nosso grau de cultura e educação, de nossa vontade de exercermos nosso direito de cidadania que não se exaure nas urnas, mas permanece diariamente e só pode ser alimentado através da Educação. Mas no atual momento, a crise mais grave que vivemos é a do mosquito Aedes Aegypti. Sim, somos reféns de um mosquito, símbolo insignificante, talvez representante legítimo de todas as crises acima mencionadas. Porém, é hora de unirmos esforços, pois as crianças que estão nascendo com microcefalia, jamais terão suas vidas normalizadas. As seqüelas permanecerão. E isto é gritante, pois estamos falando de Vidas! E neste sentido temos que gritar por uma Saúde Pública, federal, estadual, municipal, que num esforço conjunto e numa força tarefa, enfrentem com todas as armas e continuamente, a luta contra o Aedes Aegypti.

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgou que até 28 de novembro foram notificados 1.248 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 311 municípios de 14 unidades da federação e que o governo permanece realizando todos os esforços para monitorar e investigar, de forma prioritária, o aumento do número de casos de microcefalia no país. O estado de Pernambuco registra o maior número de casos (646), sendo o primeiro a identificar aumento de microcefalia em sua região. Entre o total de casos já foram notificados sete óbitos, segundo o boletim.

Nesta lição, fica claro, que assim como em todas as outras crises mencionadas, nossa parte torna-se imprescindível... Para tomar medidas preventivas e impedir que a dengue chegue até a sua cidade ou município, veja alguns cuidados importantes: Mantenha bem tampados: caixas, tonéis e barris de água; Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre bem fechada; Não jogue lixo em terrenos baldios; Mantenha sempre a boca de garrafas vazias para baixo; Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje; Encha os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda; Se for guardar pneus velhos em casa, retire toda a água e mantenha-os em locais cobertos, protegidos da chuva; Limpe as calhas com freqüência, evitando que galhos e folhas possam impedir a passagem da água; Lave com freqüência, com água e sabão, os recipientes utilizados para guardar água, pelo menos uma vez por semana; Os vasos de plantas aquáticas devem ser lavados com água e sabão, toda semana e a água desses vasos trocada com freqüência.

E se pararmos para pensar, nada na vida deve ficar estagnado, pois até a água apodrece... Portanto cabe a sociedade civil e a cada família estar em vigília, em primeiro lugar com “seu quintal”, depois no vizinho, na rua, no bairro, na cidade, no estado, no país! Quantas e quantas vezes temos assistido a pedradas nos telhados e a falarem do quintal dos outros, mas nos esquecemos do próprio quintal! Vamos ao nosso quintal tirar o lixo da alma. Renovar-se, faz parte do ciclo da vida. O corpo envelhece sem a nossa permissão... A alma só envelhece se nós permitimos... Assim é a vida, precisamos estar em constante vigília e renovação, primeiro conosco, depois com nossas atribuições e consequentemente com as atribuições da sociedade.

Não podemos permitir uma geração crescente de seres humanos, infectados por uma doença ainda no ventre materno. É grave demais, é trágico demais! Não podemos ficar de braços cruzados! Comecemos pelo nosso quintal, pelas nossas atitudes e em conjunto com a crise da dengue, que possamos com mais este sofrimento, termos um aprendizado de cidadania, onde o voto não se encerra na urna, mas é exercido diariamente. Estamos desde o início de dezembro vivenciando o Natal! O Papa Francisco noz diz que: "O verdadeiro Natal, começa daquele Rei menino nascido pela decisão pessoal de Deus e que, portanto, constitui uma esperança porque o futuro se apóia nele, a promessa da paz. Este rei não precisa de conselheiros pertencentes aos sábios do mundo, pois, em Si mesmo traz a sapiência e o conselho de Deus. A força de Jesus aparece em sua fragilidade de menino. Ele é o Deus forte e assim nos mostra, face aos pretensiosos poderes do mundo, a fortaleza própria de Deus". Na noite de Belém se cumpriu a profecia em um modo imensamente maior do quanto os homens poderiam intuir. O Papa nos diz que ficou superada "a distância infinita entre Deus e o homem".

Que possamos então sentir a presença de Jesus de forma especial neste período de Natal. Que Sua Presença nos remeta a um olhar autêntico, aquele olhar puro que nasce com o ser humano, desprovido de vaidades e poderes... aliás, com poderes de fazer o bem, envolvidos de bondade, sinceridade, de amor ao próximo, e nisto tudo, se enquadra a luta contra dengue... que nada mais é do que lutar pela dignidade humana, lutar pela vida, e vida plena de liberdade...

Com afeto,

Beth Landim

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Os domingos precisam de feriados...
22/01/2017 | 00h48

Estamos chegando ao fim de mais um ano, tempo de parar, refletir, repensar... o presente mais precioso que temos... o nosso tempo. Me pergunto se estamos sendo senhores dos nossos destinos?

Como nos diz a Oração ao Tempo de Caetano Veloso... “És um senhor tão bonito, quanto a cara do meu filho, tempo tempo tempo tempo, vou te fazer um pedido, tempo tempo tempo tempo... Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, entro num acordo contigo, tempo tempo tempo tempo... Por seres tão inventivo e pareceres contínuo, és um dos deuses mais lindos, tempo tempo tempo tempo... Que sejas ainda mais vivo, no som do meu estribilho, ouve bem o que te digo, tempo tempo tempo tempo... Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso, quando o tempo for propício, tempo tempo tempo tempo... De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido e eu espalhe benefícios, tempo tempo tempo tempo... O que usaremos prá isso fica guardado em sigilo, apenas contigo e comigo, tempo tempo tempo tempo... E quando eu tiver saído para fora do teu círculo não serei nem terás sido, tempo tempo tempo tempo... Ainda assim acredito ser possível reunirmos-nos, num outro nível de vínculo, tempo tempo tempo tempo... Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios nas rimas do meu estilo...”

O rabino Nilton Bonder nos deixa uma reflexão... “Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue. Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de pausa é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.  As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado... Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco.

Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos... Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: - literalmente, ficar desatento; - é um dia de atenção, - de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo. Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada seja dá-lo como concluído.”

Como nos diz Drummond, quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Um bom domingo de feriado para você...

Com  afeto,

Beth Landim

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Balões compõem o décor do La Cabrera
22/01/2017 | 00h48
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)

Aviõezinhos de metal, balões de madeira, luminárias gigantes e até uma vaca em um balanço pendurado no teto compõem o décor propositalmente exagerado do La Cabrera restaurante  argentino que abriu recentemente sua primeira filial no Brasil. A nova casa de carnes, que fica no BarraShopping, no Rio de Janeiro, tem projeto assinado por Ricardo Campos, da Santa Irreverência Arquitetura e Construção . 

Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)
A filial carioca, que ocupa uma área de 505 m² com pé-direito alto, foi desenhada para fazer com que o cliente se sinta na Argentina. No entanto, algumas adaptações foram feitas levando em conta o estilo de vida do carioca, que não dispensa um happy hour
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)

“A varanda acabou se tornando um lugar de encontro no fim do dia, mas sem nenhuma pretensão. O desafio era unir a identidade do restaurante argentino com a pegada arrojada que é a nossa marca", completa o arquiteto.

Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)

As peças de antiquário foram garimpadas pela equipe de arquitetos especialmente para compor os ambientes do restaurante. A filial carioca também importou a ideia de decorar as  paredes com pratos desenhados pelos clientes. No restaurante os pratos exibem pinturas de hotspots da cidade, como o Pão de Açucar e o Cristo Redentor.

Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)

O antigo piso de madeira  foi aproveitado com aplicação de ladrilho hidráulico preto e branco na parte central da casa, e a parede de tijolos recebeu um tratamento para ficar ainda mais rústica. 

Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)

A  adega ,  toda envidraçada, tem dois andares e ocupa o centro do ambiente principal, tornando-se uma das estrelas do local. “Foi a maior intervenção estrutural”, conta o arquiteto. “Nós entendemos que, além da carne, o vinho é o principal item da mesa e deveria ter um espaço de destaque. Mesmo porque são muitos rótulos para consumidores com muita litragem (risos).”

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)
Restaurante La Cabrera (Foto: Divulgação)Com afeto e um delicioso vinho...
Beth Landim
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Arte e tropicalidade ...
22/01/2017 | 00h48

Os cartões-postais se exibem, desinibidos, em várias direções. As casas do Rio de Janeiro levam essa vantagem de ter maravilhas naturais avistadas das janelas. Mas há muito mais: a farta luz do sol inspira olhares estrangeiros como o do arquiteto paulista Roberto Migotto a criar projetos commais liberdade cromática. De frente para a Pedra do Arpoador, tradicionalmente, o pôr do sol recebe aplausos dos mais emocionados.

Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)
Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)

“Em vez de quebrar tudo, reaproveitei. Seria imprudência eliminá-los”, diz Migotto. Na reforma, a vista para o mar, antes interrompida por caixilhos pesados, recebeu guarda-corpo e panos de vidro que permitem vislumbrar um horizonte imenso na varanda. O corredor que dava acesso ao estar foi limitado no fim para dar origem à adega. 

Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)

“Nosso desejo era uma casa com a leveza do mar, certa sofisticação, sobretudo contemporânea, mas atemporal. Queríamos também valorizar as peças do acervo familiar que fizeram parte da nossa vida”, conta a proprietária. Ela se refere à coleção particular que reúne o traço nobre de Djanira, um belo Alfredo Volpi, duas obras de Vik Muniz e preciosos Portinaris – seleção de peso da arte brasileira.

Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)

Coral, verde e off-white surgem elegantes no estar, como uma base essencialmente tropical que estimula as escolhas seguintes. 

Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)

“Ele contemplou nossas expectativas de beleza e funcionalidade, respeitou gostos e objetivos”, diz a moradora. Para a varanda, ambiente que concentra a família em diversos momentos do dia, o arquiteto reservou um espetáculo único.

Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)
As ondas fortes entram nos interiores em um interessante efeito: a parede revestida de espelhos reflete a vista, agora em 360 graus. Assim, o mar é obra de arte onipresente para receber amigos, ler ou apenas pensar na vida. “Ficou de uma leveza imensa”, resume Migotto, que gosta de se desafiar sempre em busca de insights como esse, no Brasil e na Europa, para onde tem levado sua assinatura.
Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)

Talvez, o fato de um paulista (com olhos atentos ao mundo) projetar um apartamento carioca para moradores que também não são do Rio tenha reforçado o magnetismo do conjunto. Afinal, todas as ideias seguiram o mesmo objetivo – encantar-se todos os dias coma Cidade Maravilhosa.

Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)
Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)
Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)
Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)
Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)
Apartamento Rio de Janeiro (Foto: Andre Nazareth/ divulgação)
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UM EXEMPLO...HUMILDADE E SABEDORIA...
22/01/2017 | 00h48
 Nada é tão contagioso como o EXEMPLO ...
A humildade nos conduz a SABEDORIA ...
simples assim...
Papa Francisco ...
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4Com afeto ,
Beth Landim
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10 Medidas contra a Corrupção...
22/01/2017 | 00h48

IMG_8831OKO Procurador da República Dr. Stanley Valeriano, representando o Ministério Público Federal, esteve no ISECENSA em palestra para divulgar a campanha sobre as 10 Medidas contra a Corrupção no dia 18 de novembro. O auditório estava repleto de alunos, professores e coordenadores. Engajou o ISECENSA com todo o seu corpo docente e discente nessa campanha!

IMG_1740Direção e coordenações participando da palestra.

Parabéns ao Ministério Público Federal por estar levando a frente esta campanha de tamanha envergadura!

http://www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas

Com afeto,

Beth Landim

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SOLIDARIEDADE...
22/01/2017 | 00h48
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Com afeto,

Beth Landim

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Um mar de lama...
22/01/2017 | 00h48

Assistimos incrédulos ao mar de lama que cobriu e soterrou a cidade de Bento Rodrigues, matando crianças, adultos, jovens, meio ambiente, mas acima de tudo sonhos de várias famílias. Aliás, mar de lama tem sido uma constante em nosso país... Chafurdadas nele, parece que não conseguimos respirar ar puro, nos valores mais límpidos e preciosos como humanidade, honestidade, solidariedade, respeito a res publica, respeito ao humano... Esta bolha escura e pesada não é destino! Não faz parte das nossas escolhas! Mas voltando ao acidente acontecido em Mariana, que traz em si, além do grande desastre humanitário, um grande desastre ecológico, não apenas naquela cidade, mas em toda a região até o final da foz do Rio Doce.

Na tarde de quinta-feira, dia 5 de novembro, o rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco, cujos donos são a Vale a anglo-australiana BHP, causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, que tem cerca de 600 moradores, em 200 imóveis, na Região Central de Minas Gerais. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro (Metabase), afirma que entre 15 e 16 pessoas teriam morrido e 45 estão desaparecidas, mas ainda não há números oficiais de vítimas. Um dos sobreviventes da tragédia, Andrew Oliveira, que trabalha como sinaleiro na empresa Integral, uma terceirizada da Samarco, disse que, na hora do almoço, houve “um abalo”, mas os empregados continuaram trabalhando normalmente. "Começou a praticamente ter um terremoto", disse sobre o momento que as barragens se romperam. Mais de 200 pessoas da Guarda Municipal, dos bombeiros, das polícias Civil e Militar, da Defesa Civil e da mineradora trabalham nas buscas. O secretário de Defesa Social de Mariana disse que a situação no local é muito grave e há riscos de mais desmoronamentos. A orientação para os moradores que deixam Bento Rodrigues é que sigam para o distrito de Camargos, que é mais alto e mais seguro.

O diretor-presidente da empresa diz que o rompimento foi identificado e, imediatamente, foi acionado o plano de ação emergencial de barragens para priorizar o atendimento das pessoas que trabalham no local ou que vivem próximo às barragens. Diz ainda que outras localidades podem ter sido atingidas pelo mar de lama, a estimativa é de 2 mil pessoas afetadas. Será que estamos em um país tão fragilizado que nem a mais simples legislação ambiental é respeitada? Quantas barragens teremos que transpor para colocar nos trilhos essa desordem humana que nos assola? É incomensurável a dor dessas pessoas, que de uma hora para outra, perderam suas famílias, sua casa, seu chão...

Esse tsunami de lama, não atinge somente aqueles que ali moram, ou as cidades afetadas. Deve atingir a todos nós, como um ponto de pergunta. Que país queremos viver? Que país queremos deixar para nossas gerações? Que valores estamos incutindo no coração de nossas crianças e jovens?

Mariana (MG) - Antonio Geraldo dos Santos, morador da área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Antônio Geraldo dos Santos, 32 anos, conseguiu salvar também a casa onde morava em Bento Rodrigues, mas acha que vai precisar retomar a vida em outro lugar. Ele, 7 irmãos e 2 sobrinhos saíram ilesos do local. “Como a comunidade é pequena, todo mundo se conhece. As pessoas que estão desaparecidas não são parentes, mas é como se fossem. A gente cresceu conhecendo todas elas.” Para Antônio, o rompimento das barragens não acabou apenas com a casa de centenas de pessoas. “Agora, temos que começar do novo. Não sei como a gente vai conseguir. Só vai cair a ficha mesmo daqui uns três dias. Agora, a gente está no susto, na emoção, no sofrimento. Mas daqui alguns dias, a vida vai voltar ao normal e é aí que a gente vai descobrir o dano maior.” Não é a primeira vez que um desastre deste porte acontece, o que nos envergonha ainda mais e nos mostra que nada mudou. Precisamos nos posicionar, sermos atuantes diariamente para que possamos construir um país transparente, livre de rejeitos e lama tóxica, um país em que a educação e o trabalho sejam pilares do crescimento, um país em que ser honesto, seja obrigação, seja natural, um país que respire solidariedade.

Mariana (MG) - Marcos Eufrásio, morador da área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O pedreiro Marcos Eufrásio Messias, 38 anos, morava com a mãe, os irmãos e 2 sobrinhos em Bento Rodrigues desde que nasceu. Criava galinha, pato e codorna. Tinha, como ele mesmo conta, a vida feita. Mas perdeu tudo depois que duas barragens na região se romperam e a lama destruiu o povoado. “Eu tinha casa bem aqui no centro”, contou, apontando para um revirado de lama e sujeira. “Conseguimos sair a tempo, mas perdi tudo. Só conseguimos salvar a vida. De resto, não sobrou nada.”... Temos informação de que a falta de água potável é demasiadamente gritante naquela região, uma vez que o abastecimento foi interrompido. Os bombeiros estão recebendo doações para encaminhar.

“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. "... como nos diz Cora Coralina.

E falando em solidariedade, mesmo de longe, “pois longe é um lugar que não existe”, podemos ajudar e sermos solidários...

E que possamos, daqui para frente, respirar ar puro... e ao invés de lama termos transparência em tudo.

Com afeto,

Beth Landim

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PARIS EM LUTO ...
22/01/2017 | 00h48

Havia acabado de escrever um post sobre Paris... quando me deparei com as notícias do atentado agora a noite na cidade Luz...

Sem palavras ...em oração pelos parisienses que sempre pregaram liberdade , igualdade e fraternidade ...

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http://g1.globo.com/mundo/ao-vivo/2015/explosoes-e-tiroteio-em-paris.html

http://g1.globo.com/mundo/fotos/2015/11/tiroteio-deixa-mortos-em-paris-fotos.html

Minha solidariedade,

Beth Landim

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Um apartamento secreto na Torre Eiffel ...
22/01/2017 | 00h48

A história do confidencial espaço de Gustave Eiffel

Apartamento Eiffel (Foto: Serge Melki/ Flickr/ Creative Co)

A Torre Eiffel faz parte dos monumentos projetados para a Exposição Universal – evento público mundial, também conhecido simplesmente como Expo, de proporções magnânimas – que se tornaram símbolos dos países que sediaram o evento. Entre eles estão o Atomium, em Bruxelas, construído para a Expo 58, e o Skyneedle, na Austrália, na Expo 88.

O evento de 1889 celebrava o centenário da Revolução Francesa e, apesar da torre ter sido criticada pelos artistas e intelectuais da época, acabou tornando-se uma das estruturas mais conhecidas no mundo e um dos maiores símbolos da França. Mal sabiam os críticos que, além dos 324 metros de altura, eles também tinham outros motivos para invejar seu criador, Gustave Eiffel: ele criou para si mesmo um apartamento no topo de sua colossal construção.
Apartamento Eiffel (Foto: Les Chatfield/ Flickr/ Creative)

O engenheiro instalou, a 300 metros de altura, um apartamento para o qual só ele tinha acesso. Pequeno e decorado de forma simples, o espaço era repleto de armários e mesas de madeira. Com papel de parede elegante, a poltrona de veludo, um piano e pinturas a óleo eram suas únicas extravagâncias. Apartamento Eiffel (Foto: Divulgação)

O escritor Henri Girdard contou, em seu livro dedicado à história da construção, La Tour Eiffel de Trois Cent Métres (1891), sobre "o incontável número de pessoas que enviaram cartas ao engenheiro para alugar seu pied-à-terre". Apesar disso, todas as propostas foram recusadas. Quem trocaria a vista de Paris durante o dia, o olhar abrangente das estrelas durante a noite e, claro, a distância de todo o barulho da cidade durante todo o tempo?

Apartamento Eiffel (Foto: Divulgação)

As motivações do engenheiro para a construção não são claras. Mas como criador de torres, pontes e outras grandes estruturas, a localização era uma oportunidade para estudar o vento e os princípios da resistência do ferro. Entre os estudiosos e inventores que já passaram pelo espaço, estão Thomas Edison, que presenteou o amigo com um de seus fonógrafos. Os móveis continuam os mesmos até hoje, e manequins foram inseridos para receber os exclusivos visitantes que podem conhecer o espaço.

Apartamento Torre Eiffel (Foto: Hulton Archive/ Getty Images)
Apartamento Torre Eiffel (Foto: Hulton Archive/ Getty Images)
Apartamento Eiffel (Foto: Hulton Archive/ Getty Images)C'est la vie ...
Com afeto,
Beth Landim
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Elizabeth Landim

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