Liberdade
01/12/2017 | 13h42
  De uma forma geral, a palavra "liberdade" significa a condição de um indivíduo não ser submetido ao domínio de outro e, por isso, ter pleno poder sobre si mesmo e sobre seus atos. O desejo de liberdade é um sentimento profundamente arraigado no ser humano. Situações como: a escolha da profissão, o casamento e o compromisso político ou religioso, fazem o homem enfrentar a si mesmo e exigem dele uma decisão responsável quanto a seu próprio futuro.
A capacidade de raciocinar e de valorizar de forma inteligente o mundo que o rodeia, é o que confere ao homem o sentido da liberdade entendida como plena expressão da vontade humana. Teorias filosóficas e políticas, de todos os tempos, tentaram definir liberdade quanto a determinações de tipo biológico, psicológico, econômico, social, etc. As concepções sobre essas determinações, nas diversas culturas e épocas históricas, tornam difícil definir com precisão a idéia de liberdade de uma forma generalizada.
Do ponto de vista legal, o indivíduo é livre quando a sociedade não lhe impõe nenhum limite injusto, desnecessário ou absurdo. Uma sociedade livre dá condições para que seus membros desfrutem, igualmente, da mesma liberdade.
A liberdade se manifesta à consciência como uma certeza primária que perpassa toda a existência, especialmente nos momentos em que se deve tomar decisões importantes e nos quais o indivíduo sente que pode comprometer sua vida.
O consenso universal reconhece a responsabilidade do indivíduo sobre suas ações em circunstâncias normais, e em razão disso o premia por seus méritos e o castiga por seus erros. Considerar que alguém não é responsável por seus atos implica diminuí-lo em suas faculdades humanas, uma vez que só aquele que desfruta plenamente de sua liberdade tem reconhecida sua dignidade.
O homem tende a exercer a liberdade em todas as ações externas. Quando elas são cerceadas, frustram-se o crescimento e o desenvolvimento do indivíduo e desprezam-se seus direitos e sua dignidade. Fala-se correntemente em liberdades públicas, políticas, sindicais, econômicas, de opinião, de pensamento, de religião, etc. Embora tal procedimento não resolva o problema teórico da natureza da liberdade, pelo menos possibilita avançar na reflexão e nos esforços para ampliar, cada vez mais, o exercício de uma faculdade de importância primordial na vida dos homens e das sociedades.
Cecília Meireles nos diz que: “Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”
A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência. Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção, mas acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.
Os sonhos não determinam o lugar em que você vai estar, mas produzem a força necessária para tirá-lo do lugar em que está. Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la intensamente. Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos. Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas tem perdas.
Portanto, se você quer viver uma vida com liberdade, busque ser feliz. Amarre-se a uma meta, não as pessoas ou as coisas. Tenha a certeza de que a felicidade não é a ausência de problemas, mas a habilidade para lidar com eles, pois a verdade de cada um de nós está em nós mesmos, em nosso ser. Da mesma forma que a paz que precisamos para viver, está instalada em nosso coração. Quando somos pessoas felizes e em paz sentimos com mais intensidade que somos seres livres. Muitas vezes sonhamos com coisas tão longínquas, enquanto tudo o que necessitamos está ao nosso alcance, tão perto de nós, e não somos capazes de perceber.
Um grande estadista inglês afirmou que: “Um povo educado é fácil de governar, difícil de dominar, impossível de se escravizar”. O meu desejo é que cada um de nós possa buscar e exercer sua liberdade infinitamente, pois só assim seremos justos com o direito do outro, e só assim seremos totalmente livres.
Com afeto,
Beth Landim
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Não basta ter a chave para encontrar o tesouro, é preciso saber usá-la!
10/11/2017 | 12h55
 
Outro dia, li um texto muito interessante sobre a capacidade que temos e que muitas vezes não usamos para perceber e desfrutar os tesouros que a vida nos dá, começando pela bela natureza que temos ou nosso redor. A seguir transcrevo a mensagem do professor Gretz:
“Há histórias que transmitem belas mensagens e nos vêm à mente em certos momentos da vida. É o caso de um pequeno conto sobre três amigos que se vêem diante de um mesmo desafio: chegar ao topo de uma grande montanha, onde há um valioso tesouro.
Um dos três, pessimista, olha a montanha ao longe, imagina os percalços do caminho, os espinhos, as escarpas íngremes. Dizendo-se realista, prefere continuar no dia-a-dia ao qual estava acostumado e prefere não se arriscar.
O outro, extremamente otimista, logo se imagina lá em cima festejando a vitória e conquistando o tesouro. Segue, imediatamente, sem perceber que uma tempestade se forma no horizonte.
O terceiro, entusiasmando-se pelo desafio, planeja os detalhes do percurso, providencia os equipamentos adequados e escolhe o momento mais propício.
Quem terá chegado ao topo da montanha? O pessimista, que não corre riscos? O otimista, que conta apenas com a sorte e não se prepara para enfrentar dificuldades? Ou o entusiasta, que faz acontecer?
Recentemente viajei ao Tibet e atravessei as encostas íngremes da cordilheira do Himalaia. A paisagem do Everest me inspirou a escrever o livro “Superando Limites”. Refletindo sobre as aventuras da viagem, vi que algumas atitudes da nossa vida diária são verdadeiras “chaves” para a superação de limites.
A primeira chave é a da ATENÇÃO. Imagine um castelo no alto da montanha, onde há um tesouro. A chave da atenção abre os principais portões desse castelo, mas para conseguir usá-la é necessário ter equilíbrio, prudência e autocontrole.Para adentrar os salões desse castelo é preciso ter disposição, vitalidade, preparo físico, entusiasmo, esperança e coragem. Esta é a chave do ÂNIMO. Para abrir os aposentos internos em busca do tesouro, é preciso levar com você: simplicidade, simpatia, bom humor e auto-estima. Esses são os componentes da chave da ALEGRIA. Para chegar aos jardins onde está o tesouro, é preciso reunir cordialidade, tolerância, companheirismo e espírito de equipe. Estes sentimentos moldam a chave da AFETIVIDADE. Então você descobre que só alcança o tesouro quem cultivou um sonho de vida, com disciplina, persistência, firmeza, força de vontade, clareza de propósito, intrepidez e ousadia. Esta é a chave da AUTODETERMINAÇÃO. Só consegue usá-la quem quer atingir uma meta tanto quanto alguém que está debaixo d’água e quer respirar.”
No entanto não basta saber quais são as chaves: é preciso colocá-las em prática. Sabedoria é usar o conhecimento de maneira certa. Vale a pena refletir sobre estas palavras, pois nelas reside a diferença entre atingir ou não o seu objetivo.Caro amigo, leitor, a partir deste texto podemos constatar que o ânimo alegre e confiante tem uma influência considerável no espírito das criaturas, para que elas vençam na luta pela vida. As criaturas possuidoras de ânimo forte tudo encaram, tudo observam com presença de espírito, com altivez e sem esmorecimento. Da disposição de ânimo, pois, depende o êxito da criatura. Aquela que possui um ânimo fraco é pessimista e dificilmente vence, porque se acovarda à menor dificuldade.
O mundo é dos fortes e dos valentes. Só as pessoas de vontade forte vencem na luta pela vida. Não se admite fraqueza, vacilação, dúvida, entre aqueles que se dizem esclarecidos. A vida correrá bem para todos, se todos se convencerem de que cada um recebe pelo que pensa e faz. E assim sendo, não pode receber alegria e saúde aquele que só vive a pensar em doenças e insucessos. A vida na Terra será sempre de altos e baixos, de surpresas, de desilusões e de enganos. Felizes daqueles que podem passar por este mundo tudo vendo e tudo encarando com presença de espírito, altivez e dignidade; felizes aqueles que podem manter sempre firme a sua personalidade, que não têm disfarces, que não precisam usar máscara para encobrir o que sentem, para encobrir aquilo que não têm coragem de desvendar!
Por isso, alimente sua vida com ânimo, força, alegria, autodeterminação, estando atento para perceber tudo de maravilhoso que o mundo e cada pessoa que conosco vive nos oferece! Tenha uma linda semana!
Com afeto,
Beth Landim
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Travessia...
31/10/2017 | 12h12
 
Um dia todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar. É neste momento que o ser humano descobre o que são fardos, os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpados…
Aí está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem, racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças.
Os que desanimam, bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá, pois todo milagre é fruto de uma ação positiva, de fé. Se hoje você está atravessando o seu deserto, seja ele o mais seco do mundo, não importa, em algum canto dele, você encontrará um oásis.
Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam, são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo, é a fé que todos nós temos e renova a esperança. Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada, não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e depois de tudo, o sol vai brilhar por você. A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos, e a força que nos empurra para a vitória, é o amor de Deus que nunca nos abandona. Procure por Ele. Converse com Ele. Mesmo que você às vezes não O escute, Ele te escuta sempre!
Lembre-se: cultive o silêncio, pois muitas vezes o silêncio é o som mais doce para o momento que atravessamos.
O silêncio mantém os segredos, portanto, o som mais precioso é o som do silêncio. É como se fosse uma canção da alma. Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a oração.
Ouvir nosso coração é o primeiro passo para o equilíbrio. Não podemos reprimir nossos sentimentos todo o tempo, temos que começar por entendê-los.
Mas às vezes, o equilíbrio precisa de um empurrão, ou de um desequilíbrio para acordarmos e ver o quanto somos felizes, e que se não temos tudo, temos muito!
Saber ouvir a canção da alma nos fortalece para encarar as adversidades como também as alegrias.
Diz um ditado que nunca devemos tomar uma decisão quando sofremos uma grande decepção ou uma grande alegria, pois tanto a euforia quanto a tristeza nos tiram de nosso equilíbrio. Por isso, para atravessarmos o deserto precisamos tanto de EQUILÍBRIO.
Conta-nos a lenda que a águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: “Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, ela pensou. Esta questão secular ainda não estava respondida para ela.... Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados da rocha. Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E se justamente agora isto não funcionar?”, ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão maternal estava prestes a se completar. Restava ainda uma tarefa final.... o empurrão. A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer uma águia. O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. E então, um a um, ela os precipitou para o abismo... e eles voaram!
Às vezes, na nossa vida, as circunstâncias fazem o papel da águia. São elas que nos empurram para o abismo. E, quem sabe, não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar. Pense sobre isto, atravesse seus desertos, pois TUDO PASSA! Só os sentimentos sinceros ficam!
Neste momento de recomeçar temos que nos munir de toda a bagagem que já temos dentro de nós e sermos capazes de sentir que nada nesta vida é em vão. As nossas dores, as nossas lutas, as nossas alegrias, as nossas esperanças, os nossos sentimentos, os dons que recebemos ao começar esta jornada... toda a nossa essência divina que Ele nos confiou, desabotoa em nós em forma de muita luz e sustentação, suavizando o nosso fardo e nos tornando fortes e capacitados para todas as batalhas do caminho. Não somos seres humanos passando por uma experiência divina, somos seres divinos passando por uma experiência humana.
É como nos diz Fernando Sabino: De tudo ficaram três coisas... A certeza de que estamos começando... A certeza de que é preciso continuar... A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar... Façamos da interrupção um caminho novo... Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada... Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro! Então ..... voe!!!
Com afeto,
Beth Landim
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Relacionamentos...
26/10/2017 | 12h19
 
Muitos de nós nos perguntamos qual é a receita para construir relacionamentos duradouros. As experiências nos mostram que não há uma receita pronta a ser seguida. Mas então, qual é o segredo?
Outro dia encontrei um texto belíssimo que nos revela esse segredo e gostaria muito de partilhar com vocês meus leitores...
Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:
- Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho Pajé emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva! Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
- E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros.A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
Então o velho disse: - Jamais esqueçam do que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas. Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais. Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.
A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.
Assim podemos constatar que não há uma fórmula especial para relacionamentos duradouros, o que é essencial é transformar as pequenas coisas cotidianas em grandes coisas. É jamais se achar muito velho para dar-se as mãos. É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia. É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns. É estar unidos ao enfrentar o mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família. É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.
É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato. É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido. É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos. É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.
É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois. É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal. É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. É saber dar atenção para a família do outro, pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade. É cultivar o desejo constante de superação. É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.
O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita. O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro. O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida. O segredo dos relacionamentos está em regá-lo todos os dias, com liberdade...
Pense nisso! 
Com afeto,
Beth Landim
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300 Anos de Bênçãos...
17/10/2017 | 12h54
 
Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida / Google
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem, há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores no Rio Paraíba do Sul. Como sinal vindo do céu, em vossa cor, vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, apenas filhos muito amados. Diante de vós, embaixadora de Deus, rompem-se as correntes da escravidão! Assim, daquelas redes, passastes para o coração e a vida de milhões de outros filhos e filhas vossos. Para todos tendes sido bênção: peixes em abundância, famílias recuperadas, saúde alcançada, corações reconciliados, vida cristã reassumida. Nós vos agradecemos tanto carinho, tanto cuidado! Hoje nós vos acolhemos como Mãe, e de vossas mãos recebemos o fruto de vossa missão entre nós: o vosso Filho Jesus. Recordai-nos o poder, a força das mãos postas em prece! Amém!”
Nesta semana em que a Igreja Católica comemora os 300 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida a três pescadores em São Paulo, a história se repete, mas no Rio Grande do Sul. Outra imagem da santa foi encontrada, também por três homens que pescavam. O fato ocorreu em São Domingos do Sul, cidade gaúcha situada na Região Norte do estado. Era para ser só mais um dia que os amigos se encontravam para pescar. Em um pequeno barco, eles entraram no Rio São Domingos em busca de peixes. “Nós fomos pescar em outro lugar, e não pegamos nada. Aí eu disse: “Vamos lá embaixo”, que há 50 anos eu pescava com meu pai e nós pegávamos peixes”, lembra um dos pescadores, José Castelani. Depois de lançar a rede várias vezes no rio sem capturar um só peixe, eles decidiram repetir o processo pela última vez. E foi aí que tiveram a surpresa: a rede veio cheia de peixes e junto deles a pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida. “O que chamou a atenção é que no momento que eu estava recolhendo a rede, eu vi um negocinho vermelho. Disse para o meu colega: “Olha uma coisinha vermelha embaixo da rede, o que será que é?”. Fui puxando, puxando e vi imagem de Nossa Senhora Aparecida”, descreve Olvide Bassani, outro pescador. Os amigos, que são devotos da santa, quase não acreditaram no que viram. “Foi de arrepiar. Uma única rede cheia de peixe e encontrar uma imagem de Nossa Senhora, é muito gratificante”, diz Diego Klaus, o terceiro pescador.
Que possamos renovar a nossa fé nos sinais que recebemos de Nossa Senhora Aparecida em seus 300 anos.
Esta semana foi rica em comemorações... datas que uníssonas significam o futuro e a história de um povo... interligadas pela vida, que se traduzem em liberdade, autonomia, conhecimento e plenitude espiritual...
Comemoramos a criança, que em sua pureza, singeleza, sinceridade e transparência de sentimentos, nos ensina que a vida é rica e simples! As crianças não discriminam, não separam, não julgam, pelo contrário, agregam e se solidarizam, encontram na simplicidade respostas e pontes que tornam o caminho mais acessível. O sorriso da criança, sua entrega, seus sonhos, são tão reais e palpáveis que nos trazem fé na vida!
A pureza se mistura à fé, e então, reflito sobre o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que comemoramos no mesmo Dia da Criança... Nossa Senhora nos traz humildade, a confiança irrestrita em seu filho Jesus, a mulher que agregou os apóstolos para vivermos uma fé viva em Jesus de Nazaré!
Que possamos sempre enxergar com olhos de pureza, sinceridade, simplicidade e solidariedade... os sinais do mundo, percebendo a importância da fé, de professar o conhecimento e de agirmos com a liberdade de uma criança que busca sempre uma convivência sincera e um mundo pacífico, que tenha as cores do arco íris, refletida em cada um de nós. É como nos diz o Papa Francisco... “As crianças são um sinal de esperança, sinal de vida, mas também sinal de "diagnóstico" para compreender o estado de saúde duma família, duma sociedade do mundo inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano”.
Comemoramos amanhã o Dia do Professor... Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta. Enquanto professores, somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal. Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances. Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância. Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer. Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heroicos ao mesmo tempo. Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados. Ao parar e pensar, talvez seja possível encontrar, em cada profissão existente, um traço de nós professores. Por isso, apesar de sermos muitos... somos um só... múltiplos na unidade e únicos na multiplicidade... somos professores... educadores que professam sua fé no Humano.
Que fique conosco a composição do Padre Zezinho para os 300 anos de bênçãos: “... Nestas colinas de Aparecida, solidários no sacrário, missionários queremos ser, pequenina, restaurada a sua Imagem nos ensinou a ser um povo que não sabe esmorecer e se acaso for ferido, oprimido e esmagado, esquecido e machucado, outra vez reencontrado, nosso povo saberá renascer...”
Com afeto,
Beth Landim
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Cultivando as amizades...
02/10/2017 | 08h52
 
plantação de milho
plantação de milho / dreamstime
Duas estórias que nos fazem refletir...
Um fazendeiro que venceu o prêmio “milho-crescido”. Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio. Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivou o milho. O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do milho dele com seus vizinhos. “Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano?” – perguntou o repórter. Por que?” - disse o fazendeiro, - “Você não sabe ? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho. Se eu for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar milho bom”. Ele era atento às conectividades da vida. O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também melhore. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a achar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos. A lição para cada um de nós se formos cultivar milho bom, nós temos que ajudar nossos vizinhos a cultivar milho bom.
Conta-nos uma lenda judaica que dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador. Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita.
Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo. À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou: “Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu”. Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu. Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando: “Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter”. Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer. Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção...
Nos tempos atuais é raro estarmos ao lado de quem sabe ouvir... Estamos sempre ávidos por falar, por contar, por dividir as nossas lutas, pois nestes momentos percebemos em nós um alívio das nossas tensões, um frescor em nossa mente, um vento bom nos envolvendo em novas e energizadas vibrações de paz. Porém a vida é uma via de mão dupla, e ao mesmo tempo que queremos ser ouvidos... os que nos cercam também esperam o mesmo de nós.
A vida nos proporciona momentos muito ricos, nos oportunizando sermos ombro amigo e ombro que recebe os amigos, sermos braços que abraçam e braços que são envolvidos em um forte abraço, sermos mãos que recebem flores e mão que semeiam o perfume das mesmas.
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro. Como é bom sermos uma referência para os que nos cercam em nosso dia-a-dia e termos a certeza de que a nossa forma de sermos amigos envolve momentos de escuta, de paciência, de trocas, de caminhar lado a lado.
Hoje com a instantaneidade do mundo não podemos permitir que as nossas amizades se tornem também instantâneas, pois a amizade é um bem muito precioso, que não só lava a nossa alma, como também nos traz o frescor da juventude para os nossos dias...
Que saibamos então repensar os valores que compõem uma amizade como nessas duas estórias... a sinceridade, o cuidar do outro, o não ser egoísta, o não ser individualista, a paciência, o respeito ao limite do outro, mas também o impulsionar a sair do limite e vencer os próprios desafios...
Que assim como o milho bom nós possamos ser sempre um vento suave, como o que sopra nos campos de trigo, levando aos nossos amigos o calor, a energia e o aconchego da nossa sincera amizade...
Com afeto,
Beth Landim
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Façamos a nossa parte...
28/09/2017 | 20h40
           jabuticabeira
jabuticabeira / google
O velho estava cuidando da planta com todo o carinho. O jovem aproximou-se e perguntou: - Que planta é esta que o senhor está cuidando? - É uma jabuticabeira, respondeu o velho. - E ela demora quanto tempo para dar frutos? - Pelo menos uns quinze anos, informou o velho. - E o senhor espera viver tanto tempo assim, indagou, irônico, o rapaz. - Não, não creio que viva mais tempo, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião. - Então, que vantagem você leva com isso, meu velho? - Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você… Conta-nos outra história que na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa: - A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo. O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. - Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio, que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha que dura cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época? O que fica destas duas histórias é que a nossa fala, o nosso discurso deve ser um reflexo e um caminhar constante do nosso interior. Vivemos um mundo consumista, individualista e extremamente líquido... Liquidez nas amizades, liquidez na construção das relações, das famílias, do profissionalismo... Mas do que criticar e jogar pedra, devemos fazer a nossa parte, como as gotículas do orvalho que caem no oceano. Estas gotículas, mesmo imperceptíveis, fazem a diferença para o oceano... Assim, se fizermos mais, e não apenas aquilo nos interessa particularmente, mas principalmente quando estamos deixando um legado, escrevendo a nossa história para o bem da coletividade, com certeza, estaremos no caminho certo. As nossas responsabilidades são exclusivamente nossas. Não temos como transferi-las ao longo das trilhas do caminho. A colheita virá a seu tempo, o que importa são as sementes que foram plantadas no tempo certo, por nossas próprias mãos. Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais lutamos, mas sim, que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo!
Com afeto,
Beth Landim
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Calças Molhadas
19/09/2017 | 13h52
google
 
“Venha comigo a uma sala de aula do terceiro ano... Há um menino de nove anos sentado à sua carteira e de repente há uma poça entre seus pés, e a parte dianteira de suas calças está molhada. Pensa que seu coração vai parar porque não pode imaginar como isso aconteceu. Nunca havia acontecido antes, e sabe que quando os meninos descobrirem nunca o deixarão em paz. Quando as meninas descobrirem, nunca mais falarão com ele enquanto viver. O menino acredita que seu coração vai parar, abaixa a cabeça e reza esta oração: "Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda agora! Mais cinco minutos e serei um menino morto". Levanta os olhos de sua oração e vê a professora chegando com um olhar que diz que foi descoberto. Enquanto a professora está andando até ele, uma colega chamada Susie está carregando um aquário cheio de água. Susie tropeça na frente da professora e despeja inexplicavelmente a água no colo do menino. O menino finge estar irritado, mas ao mesmo tempo interiormente diz "Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!" De repente, em vez de ser objeto de ridículo, o menino é objeto de compaixão. A professora desce apressadamente com ele e dá-lhe shorts de ginástica para vestir enquanto suas calças secam. Todas as outras crianças estão sobre suas mãos e joelhos limpando ao redor de sua carteira. A compaixão é maravilhosa. Mas como tudo na vida, o ridículo que deveria ter sido dele foi transferido a outra pessoa - Susie. Ela tenta ajudar, mas dizem-lhe para sair. "Você já fez demais, sua grosseira!" Finalmente, no fim do dia, enquanto estão esperando o ônibus, o menino caminha até Susie e lhe sussurra, "você fez aquilo de propósito, não foi?" E Susie lhe sussurra, "eu também molhei minha calça uma vez". Que possamos ver as oportunidades que sempre estão em torno de nós para fazer o bem.”
Estes são os anjos! Quantas e quantas vezes ficamos a procurar por anjos de “asas”, santos imortalizados e um Deus distante... Nos esquecemos de que os anjos vivem na terra e estão ao nosso lado. Temos todos os dias oportunidades de ajudar, de aproximar, de reconciliar, de abrandar corações... Sejamos menos egoístas. Vivemos em uma época de grande inconsistência de valores. Época em que a “maquiagem” dos fatos, a primeira vista, tenta enganar a todos que são ingênuos. Época em que não vemos uma atitude real de ajuda ao próximo, com sinceridade em servir... Época de repensar valores e pessoas, pois não podemos nos deixar levar pelo consumismo. Época de buscar “grandes pessoas”!
Fernando Pessoa em seu Poema em Linha Reta nos leva a repensar a nossa trajetória, quando nos sacode a alma, poetizando ... “Toda a gente que eu conheço e que fala comigo, nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana, que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; que contasse, não uma violência, mas uma covardia! Não, são todos o ideal, se os ouço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? ... Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, vil no sentido mesquinho e infame da vileza.”
Que a vida possa realmente nos conduzir por trilhas que valem a pena serem trilhadas... Que nós possamos acordar em tempo, e não permitir tantas vezes ignorar o vento que nos sacode e sussura em nossos ouvidos vozes de despertar. O tempo passa, os relógios trabalham incessantemente em seus tic-tacs apressados, nos mostrando com firmeza que é tempo de reagir, de levantar, de buscar com intensidade os nossos sonhos e desejos. Vamos em frente... Arre, como nos diz Pessoa! Vamos evitar nos colocar nos altares da vida, vamos construir em nosso interior um ambiente de simplicidade como o da estrebaria em que Jesus foi gerado, exemplo de humildade que a humanidade recebeu, e então que sejamos capazes de pautar as nossas atitudes no bem comum, na singeleza dos atos, indo de encontro aos afetos, amenizando os desafetos, aprimorando os laços, repensando relações turbulentas que como a água do aquário que caiu podem também deixar extravasar o lado menos bom e se reconstruir em sólidas vivências no cotidiano de nossas vidas... Ao invés de apontar culpados, que possamos voltar para nós mesmos o dedo que aponta a culpa do outro e verificarmos quanto crescimento nos aguarda...
A vida é bela, basta que deixemos a condução da energia do bem estar presente ao nosso redor, entornando todas as águas estagnadas dos aquários da vida, beneficiando a todos que nos cercam, sem precisar dizer que fomos nós os protagonistas deste recomeçar, mas apenas partícipes ativos na reconstrução de um mundo melhor, onde com certeza os valores sólidos que buscamos com avidez sejam reais dentro de nós e implantados com muito amor em todos que nos cercam. Como nos diz Pessoa: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”... Uma maravilhosa semana a todos!!!
Com afeto,
Beth Landim
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Espelho do Tempo...
08/09/2017 | 13h33
Brasil
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Vivemos uma crise humana...
Uma crise de valores, onde não nos reconhecemos. Um tempo em que tudo é normal. Nada não apenas nos incomoda, como não mais nos deixa perplexos. Parece que perdemos a sensibilidade, a moralidade, mas acima de tudo a humanidade... Nos tornamos tão menores, tão pequenos, tão enraizados em nosso pequeno mundo, que enquanto TUDO está ruindo e não nos atinge, não nos pronunciamos. E é o silêncio das pessoas “honestas”, que aumenta cada vez mais esta crise humana, de valores, política, em que vive o mundo, e o nosso país... Estamos sempre a responsabilizar alguém ou alguma coisa... A culpa já foi da guerra, do colonialismo, do imperialismo, do apartheid, enfim, de tudo e de todos. Menos nossa. É verdade que os outros tiveram a sua dose de culpa. Mas parte da responsabilidade sempre morou dentro de casa. Estamos sendo vítimas de um longo processo de DESRESPONSABILIZAÇÃO. Esta lavagem de mãos nos trará um preço: permanecer na impunidade.
Podemos olhar sempre pelo retrovisor... e então ficaremos nas justificativas vazias injustificáveis, das palavras vazias, que servem àqueles que não querem olhar para frente. Não podemos entrar na modernidade com o fardo do preconceito, da falta de conhecimento, da falta de acessibilidade à cultura. Cultura e conhecimento são sinônimos de cidadania, de raízes, de um povo altivo e autônomo que não aceita demagogias, que tem pensamento crítico e que sabe fazer escolhas. Precisamos cada vez mais dar valor ao trabalho, pois somente desta forma chegamos ao sucesso! Não existe mágica! O trabalho enobrece, não existe jeito, mas sim resultado de esforço, de estudo, dedicação a longo prazo... E então, a força do exemplo deve ser passado de geração em geração, com muito orgulho, para que nosso povo, tenha uma nação patriota, solidária, mas acima de tudo CONSCIENTE. Quando somos conscientes, nada poderá nos comprar, nem nos deter...
Podemos iniciar a conscientização política dentro de casa. Independência, nascida em um grito uníssono, precisa ser buscada por cada cidadão, nos pequenos gestos que, somados, devem figurar o ícone de uma vontade coletiva. Num país onde o índice de analfabetismo ainda é relevante e o desemprego continua marcando a história, não há independência. Onde a natureza continua sendo depreciada e a exploração da mão-de-obra ainda existe, não há independência. A independência não existe onde a política não é instrumento de desenvolvimento coletivo e de igualdade. Onde o acesso à saúde, à educação, ao esporte, à cultura não é prática constante, não há independência. Não é preciso estar à frente de um processo político ou ocupar as cadeiras dos gestores para proclamar a independência ou, até mesmo, para abrir fronteiras rumo a ela. A prática desse conceito deve ser iniciada na instituição mais antiga e forte, quando o assunto é aprendizado: na família. Nas ações cotidianas, nos exemplos gerados pelos gestos dentro da própria casa, enquanto pais e filhos, podemos praticar a independência. Podemos exercer a cidadania, entendendo-a com caminho único rumo ao futuro desejado. Em nossa família, quando rompemos os muros do individualismo, mostrando aos nossos filhos que o bem comum deve ser prioridade, estamos sinalizando que o grito coletivo tem o potencial de transformação necessário ao desenvolvimento da nação. Dessa forma, formamos cidadãos conscientes e preparados para repintar o verde e amarelo de nosso país, por vezes, tão desbotado. Por fim, quero deixar com vocês a palavra de Rui Barbosa, um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, abolicionista, que foi deputado, senador, ministro, jornalista e advogado, fundador da Academia Brasileira de Letras. A palavra de Rui Barbosa que tão se enquadra em nossos dias: “Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, e por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mim, por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo. Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer… Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino... Como ele bem diz, "Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra, antes se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada, pois a liberdade não é um luxo dos tempos de bonança, é o maior elemento da estabilidade". Que busquemos incessantemente a liberdade não nos esquecendo da essência, da consistência de valores em nossas vidas... Que tenhamos sabedoria para discernir o joio do trigo, sempre... Que ao delegarmos aos homens públicos nossa representatividade, saibamos também exercer a cobrança responsável, os deveres do fazer público sem vingança, mas em prol de todo um povo. Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós... E que possamos sempre... ao olhar no espelho do tempo, nos reconhecermos nele, como um Povo Solidário, altivo, que não se curva a esta politicalha imoral, mas que tem orgulho exercer sua liberdade com moral e responsabilidade, olhando no espelho, “cara a cara” com altivez e honra!
Com afeto,
Beth Landim
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Não basta ter a chave para encontrar o tesouro, é preciso saber usá-la!
05/09/2017 | 10h58
sol
sol / google
 
 
 Outro dia, li um texto muito interessante sobre a capacidade que temos e que muitas vezes não usamos para perceber e desfrutar os tesouros que a vida nos dá, começando pela bela natureza que temos ou nosso redor. A seguir transcrevo a mensagem do professor Gretz:
“Há histórias que transmitem belas mensagens e nos vêm à mente em certos momentos da vida. É o caso de um pequeno conto sobre três amigos que se vêem diante de um mesmo desafio: chegar ao topo de uma grande montanha, onde há um valioso tesouro.
Um dos três, pessimista, olha a montanha ao longe, imagina os percalços do caminho, os espinhos, as escarpas íngremes. Dizendo-se realista, prefere continuar no dia-a-dia ao qual estava acostumado e prefere não se arriscar.
O outro, extremamente otimista, logo se imagina lá em cima festejando a vitória e conquistando o tesouro. Segue, imediatamente, sem perceber que uma tempestade se forma no horizonte.
O terceiro, entusiasmando-se pelo desafio, planeja os detalhes do percurso, providencia os equipamentos adequados e escolhe o momento mais propício.
Quem terá chegado ao topo da montanha? O pessimista, que não corre riscos? O otimista, que conta apenas com a sorte e não se prepara para enfrentar dificuldades? Ou o entusiasta, que faz acontecer?
Recentemente viajei ao Tibet e atravessei as encostas íngremes da cordilheira do Himalaia. A paisagem do Everest me inspirou a escrever o livro “Superando Limites”. Refletindo sobre as aventuras da viagem, vi que algumas atitudes da nossa vida diária são verdadeiras “chaves” para a superação de limites.
A primeira chave é a da ATENÇÃO. Imagine um castelo no alto da montanha, onde há um tesouro. A chave da atenção abre os principais portões desse castelo, mas para conseguir usá-la é necessário ter equilíbrio, prudência e autocontrole.Para adentrar os salões desse castelo é preciso ter disposição, vitalidade, preparo físico, entusiasmo, esperança e coragem. Esta é a chave do ÂNIMO. Para abrir os aposentos internos em busca do tesouro, é preciso levar com você: simplicidade, simpatia, bom humor e auto-estima. Esses são os componentes da chave da ALEGRIA. Para chegar aos jardins onde está o tesouro, é preciso reunir cordialidade, tolerância, companheirismo e espírito de equipe. Estes sentimentos moldam a chave da AFETIVIDADE. Então você descobre que só alcança o tesouro quem cultivou um sonho de vida, com disciplina, persistência, firmeza, força de vontade, clareza de propósito, intrepidez e ousadia. Esta é a chave da AUTODETERMINAÇÃO. Só consegue usá-la quem quer atingir uma meta tanto quanto alguém que está debaixo d’água e quer respirar.”
No entanto não basta saber quais são as chaves: é preciso colocá-las em prática. Sabedoria é usar o conhecimento de maneira certa. Vale a pena refletir sobre estas palavras, pois nelas reside a diferença entre atingir ou não o seu objetivo.Caro amigo, leitor, a partir deste texto podemos constatar que o ânimo alegre e confiante tem uma influência considerável no espírito das criaturas, para que elas vençam na luta pela vida. As criaturas possuidoras de ânimo forte tudo encaram, tudo observam com presença de espírito, com altivez e sem esmorecimento. Da disposição de ânimo, pois, depende o êxito da criatura. Aquela que possui um ânimo fraco é pessimista e dificilmente vence, porque se acovarda à menor dificuldade.
O mundo é dos fortes e dos valentes. Só as pessoas de vontade forte vencem na luta pela vida. Não se admite fraqueza, vacilação, dúvida, entre aqueles que se dizem esclarecidos. A vida correrá bem para todos, se todos se convencerem de que cada um recebe pelo que pensa e faz. E assim sendo, não pode receber alegria e saúde aquele que só vive a pensar em doenças e insucessos. A vida na Terra será sempre de altos e baixos, de surpresas, de desilusões e de enganos. Felizes daqueles que podem passar por este mundo tudo vendo e tudo encarando com presença de espírito, altivez e dignidade; felizes aqueles que podem manter sempre firme a sua personalidade, que não têm disfarces, que não precisam usar máscara para encobrir o que sentem, para encobrir aquilo que não têm coragem de desvendar!
Por isso, alimente sua vida com ânimo, força, alegria, autodeterminação, estando atento para perceber tudo de maravilhoso que o mundo e cada pessoa que conosco vive nos oferece! Tenha uma linda semana!
Com afeto,
Beth Landim
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Elizabeth Landim

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