Campos dos Goytacazes, 25/03/2026 09:03
Ft. Artur Gomes[/caption]
Que necessidade ridícula da Situação política campista em buscar alguma possível ligação com partidos, meios de comunicação ou, até mesmo, amizades.
Aqui, caros, é PPLU! Mera imaginação dentro desta bosta de realidade cultural que contada aos “de fora”, é triste e nada lúdica história da carochinha.
O movimentado jornalista Nino Bellieny deu partida, ontem, em novo empreendimento na blogosfera. É o blog "Nino Blog Bellieny" ver (aqui). Nele, você leitor antenado, encontrará notícias do mundo corporativo, empresarial, político, judiciário e comportamental. Nino Bellieny traz o seu jeito elegante e agudo de ver o mundo pra dentro da web. Ganhamos, nós! MULHER BRASILEIRA
Luciana PortinhoCida, mulher brasileira é doce como os bolos e guloseimas que faz. Seu sonho profissional: ser uma boleira de mão cheia. De uma alegria sincera, risada farta, é transparente em suas emoções. Conheci a Cida dias atrás. Ela e mais outra colega, a eficiente Suely, são as responsáveis pela saborosa (e calórica) comida que desde sábado passado, todos nós que participamos do treinamento/inserção ingerimos com fome de leão. No início da jornada, logo ao chegar, Cida ou Aparecida de Fátima Marques de Freitas travou; uma indigestão encobria o pânico que dela se apossou. Por algum curto e intenso momento, ela pensou que não daria conta de cozinhar para as 40 pessoas presentes à jornada de estudos e debates que se realiza em Itaperuna, cidade polo do noroeste fluminense. Ela nos conta a historia de vida, com explicita gratidão de quem foi lá embaixo. Do fundo do poço de uma depressão em que não enxergava futuro, nem claridade, veio ela há três anos. “Pensei que nunca mais fosse trabalhar”. Depois de ter sido a vida toda empregada doméstica, foi contratada pelo restaurante Galo a Galope. Perto de fazer dois anos no trabalho e de ter desenvolvido amizade com o patrão, ele abruptamente morreu. “Seu Nelde era muito amigo, me dava apoio, conversava franco comigo, de repente enfartou, fiquei sem chão”, diz ela. Cida - 41 anos e dois filhos - foi parar na Igreja, espaço onde encontrou suporte para o desalento que a dominou. Hoje, é evangélica e credita a Deus a recuperação no humor e na disposição de viver. Com o incentivo da irmã em fé, Maricéia, abraçou a nova atividade profissional de fazer bolos para festas e casamentos. “Recebo feliz toda a encomenda, penso em dar o de melhor em mim, faço com carinho e amor”. Agora, Cida está efusiva, a mil. Foi convidada a algo inimaginável. Dará uma entrevista ao vivo, na próxima terça (01/04), na TVI, televisão local, ao vivo, no programa do jornalista e também diretor executivo da emissora, Nino Bellieny. Cedo, pela manhã, Cida chegou para fazer o café da moçada. No cantinho da cozinha, fez questão de mostrar: “Vou aparecer na TVI linda, vê só, já fiz minha sobrancelha ontem à noite”. [caption id="attachment_7766" align="alignleft" width="500" caption="Cida, nossa brasileira faceira"]
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Estaremos, a tempo e hora, de olho na tela, assistindo Cida falar dos bolos de sonho e desejos de futuro, o link é esse aqui. É hoje, quarta-feira, às 19h, no Sesc Campos, Av. Alberto Torres, 397. Garantia de boa conversa com Adriano Moura. O livro " O Julgamento de Lúcifer" já se encontra à venda em Campos na Livraria Honey Book, Av. Pelinca. Lançado recente no Rio de Janeiro, teve esgotada sua primeira edição. Vai pegar fogo!
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- Sou baiano e como tal já nasci entrelaçado na religião. Foi uma mãe de santo que fez meu parto. Continuo sendo o Jota Leone músico, não vou parar de cantar nunca. Achava bonita a religião, mas fugia, não queria comprometimento, exige dedicação. É um caminho árduo, mas, de vitória, de conquista da paz, abro uma casa de respeito, tranquila – fala Jota. No espaço da casa, propositalmente igual a uma casa de roça, a preparação para o dia de inauguração pública é notável. Jota descreve como uma ‘Roça de Santo’ o centro de candomblé. Em ioruba (nagô) Kwê significa casa. Para entender o ritual do candomblé é preciso certo esforço. A origem é africana, é de lá que saem as referências culturais desta religião que preserva o primitivo da vida. É então compreensível que tudo seja meio incompreensível no primeiro contato. Nessa religião afro-brasileira as palavras possuem mais de uma significação. Todo corpo docente da casa, desde o Babalaô Baba Ifajèmi, veio de São Paulo com a função de criar em Campos uma casa de Axé, “Jota se fez merecedor da nossa dedicação, merece o nosso respeito”, frisa o babalaô. No Culto de Ifá, onde Jota foi iniciado a conduta moral exigida aos adeptos é rígida e complexa. Ifá é a codificação genética do mundo e representa também a força e a coragem maior. Se Olodumari (Deus) é o grande senhor, Exu é o movimento na vida, “É a polícia do céu na terra. Popularmente Exu é caracterizado como o Diabo, nada disso, ele é o vigia de Deus na terra”, esclarece ele. Se no senso comum macumba e candomblé se equivalem, para os adeptos dessa última, a macumba não passa de uma transfiguração pejorativa ou ainda um instrumento musical. Tudo no ambiente da casa tem uma razão de ser e um nome estranho. No ambiente os elementos existem para criar o circuito de equilíbrio. Segundo o dogma do candomblé o circuito do equilíbrio é a energia das forças elementares da natureza ou força simples. É com o nascimento do humano que a forma dessa força se modifica, passa à manipulação surge a magia. Medo é palavra banida do espaço. “Ao conhecer a fé jamais temos medo de nós mesmo, é o amor que transforma, é acreditar em si mesmo”. Nessa atmosfera de louvor a criança é considerada o maior tesouro, em prol da união, agradecem à força da criação. Em meio a panos de brilho e turbantes coloridos a cor branca predomina. Ao som de atabaques e chocalhos, eles cantam e dançam. Pela força das palavras, emana o agradecimento da vida.
Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de hoje, 01/08.