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Segundo o secretário Municipal de Cultura, a paixão é que os move, é o que garante a vida à folia local. Aqui paixão, se traduz em tapa na mesa, cizânia e falta de respeito. Estranhamente, a prefeitura de Campos, guarda a sete chaves e um canhão os valores gastos com a brincadeira que terminou em pancadaria, xingamento, e choque elétrico. A prefeita depois da distribuição de sorrisos pela avenida, finge que não é com ela. Afinal, no maior município do estado do Rio de Janeiro, quem questiona é logo rotulado de inimigo. Aos poucos, bem aos poucos, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal, o preço virá à tona. No dia 26/04, por exemplo, houve a despesa abaixo que supõe-se pela natureza do serviço, ter sido contratado para o Campos Folia 2013. Um ônibus leito/executivo, contratado ao valor de R$ 84.742,91 à Martins e Pacheco Transporte e Turismo. Mais recente, ontem, 29/04 mais dois ônibus alugados à mesma empresa; um leito no valor de R$ 84.034,64 e um executivo de R$ 65.272,41. Deve ter servido a uma das três escolas cariocas, mera suposição. Amanhã 1º de Maio, celebra-se o Dia do Trabalhador. Portanto, descansarei. Um bom feriado a todos vocês.
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No dia da abertura do Campos Folia 2013, o carnaval fora de época de Campos, apesar das tentativas por diversos caminhos, o custo final da festa de três dias, que começou ontem, no CEPOP, continuou desconhecido da população campista.
Desde a semana passada, a Folha da Manhã tenta - sem sucesso - obter o montante do gasto com a folia através dos órgãos da prefeitura, direta ou indiretamente envolvidos. Pelo Portal da Transparência, se obtém alguns dados recentes como um pagamento ao Grêmio Escola de Samba de Vila Isabel. Através da Nota Fiscal Eletrônica 35.19.04.13, a escola recebeu 93 mil e 500 reais, isso na quarta-feira passada. Há também a retenção no valor de 4.000,00 reais, referente ao ISS do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca, na Nota Fiscal Eletrônica 22.21.19.04.13. Como o ISS, corresponde a 5% do valor do serviço contratado e como nele ainda incide a retenção de imposto de renda, com segurança projeta-se um valor parecido ao da Vila Isabel, ou seja, em torno de 90 mil reais, o cachê ou uma das parcelas do cachê para a escola convidada se apresentar. Ainda pelo portal, no dia 18 de abril, foi pago através de Nota Fiscal (normal) 45, a quantia de 30 mil reais à MBA Produções e Eventos para o Curso de Formação de Jurados. Também é possível ver que todas as 11 escolas de samba e blocos locais aptas a concorrer receberam a segunda parcela da subvenção oficial municipal, que varia entre 40 mil reais e 80 mil reais.
Até o fechamento desta edição, ontem, em nova rodada telefônica, nenhum servidor da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, tampouco da Secretaria Municipal de Comunicação, dispunha da informação para repassar à redação da Folha Dois.
Luciana Portinho
Matéria da página dois, Folha Dois, hoje (27 de abril).
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Com menos 11 agremiações carnavalescas inabilitadas a receber recursos da prefeitura por prestações inadequadas ou intempestivas, na próxima sexta-feira, às 20h, tem início os três dias da folia oficial, o Campos Folia 2013. Pelo segundo ano consecutivo, o evento será no Centro de Eventos Populares (Cepop). Como da vez anterior, o Campos Folia 2013, abre os desfiles de cada dia com uma atração carnavalesca do Rio de Janeiro. Nesse ano, as três escolas de samba convidadas são a Grande Rio, a Unidos de Vila Isabel e a Unidos da Tijuca. Cada uma delas se apresentará na abertura de um dia da folia — sexta, sábado e domingo, respectivamente. Responsável pela organização do Campos Folia, a secretaria municipal de Cultura — através do secretário Orávio de Campos — promete um evento popular enxuto e bonito; entre blocos e escolas de samba, são 14 que vão à pista nesse ano, com uma nova agremiação. A Estação Primeira de Guarus estreia nesse ano sem recurso oficial.
Uma das mudanças ocorridas foi a de não permitir que enredos sejam feitos para políticos, outra é a exigência de que cada bloco e escola possua a sua própria bateria — quando não a tenham e a trazem de outros municípios, deve estar adesivada, como prevê o regulamento. Orávio diz que não haverá nenhuma fantasia de TNT na passarela.
Sob a liderança de Ariel Chacar — foi indicado formalmente por unanimidade das entidades para fazer a interface entre elas e o poder público — o desfile promete ser mais compacto. Está prevista a entrada de uma escola atrás da outra na pista. “Não há mais espaço entre elas, ao atingir a metade do trajeto tocará uma campainha para que a seguinte já se arrume no portão de acesso”, esclarece ele.
O tempo máximo permitido é de 60 minutos para as escolas de samba do Grupo Especial, o menor tempo aceito é de 30 minutos, para os blocos do Grupo de Acesso. Também as escolas que tiverem menos de 500 figurantes perderão pontos como os blocos que desfilarem com menos de 300.
“Estamos em um processo de depuração do Carnaval, já teve seu auge e conheceu a decadência”, diz Orávio que aponta o ressurgimento do que vai “sobrar”. “Vão ficar as entidades que entenderam a necessidade da profissionalização. Por terem paixão pelo que fazem os carnavalescos, brigam. Por ter vivido o lado como carnavalesco, eu os entendo. É uma atividade passional e como tal tem que gerar prazer. Se gera sofrimento, tem que ser revista”.
Orávio atribui a decadência do Carnaval campista, ao afastamento gradativo da classe média dos festejos. “O Carnaval perdeu ímpeto, ficou favelizado. A mídia passou a dar destaque a outras programações, como o Carnaval de São João da Barra e as brincadeiras nas praias da região”.
O secretário cita a falta de uma pista adequada como mais um dos complicadores anteriores para o desfile das escolas. “A cada ano o Carnaval era jogado de um lado para o outro”. A construção do novo Fórum, na beira rio, inviabilizou de vez o Carnaval lá. Orávio de Campos foi um dos defensores da construção do Cepop que ainda nos dias de hoje, recebe críticas por seu custo final elevado, em torno de R$ 80 milhões aos cofres municipais. “Penso que foi um avanço, desde a década de 70 discutia-se o assunto. E, afinal, a obra do Cepop foi mais rápida do que a mudança de valores nas cabeças dos carnavalescos”, frisa.
Segundo o secretário, “Campos tem mais de 250 firmas de franquias doídas para investir. Basta que se estruturem, façam o seu marketing, precisam figurar na rede social. Essa dependência pela verba oficial é humilhante para as entidades carnavalescas. Nós temos, por exemplo, o Boi Zulu. Como esse boi não é conhecido na África”?
“Há uma relação espúria das agremiações com a municipalidade: problemas repetidos na prestação de contas junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) geraram problemas insanáveis, nada pessoal. A auditoria comprovou que ainda tem gente que ‘compra’ nota”, lamenta.
Luciana Portinho
Sob o título, "Na Passarela, só vai que se profissionalizar", capa da Folha Dois, domingo, 23 de abril.
Decididamente, continua surpreendente o clima irracional que domina parte das organizaçãoes carnavalescas de Campos. Hoje pela manhã, mais uma vez a sociedade campista assiste à falta de entendimento entre as sociedades canavalescas locais e o setor responsável pelo carnaval ( que aqui em Campos, não acontece no Carnaval como em todos os demais lugares do mundo).
Fui cobrir para a Folha da Manhã. Ao entrar na sala com a fotógrafa Hellen Souza, nos deparamos com o secretário Municipal de Cultura de Campos, Orávio de Campos Soares, sentado em uma das cabeceiras da sala de reuniões, envolto e acuado por representantes carnavalescos, alguns exaltados, falando ao mesmo tempo, naquele clima passional que impossibilita qualquer diálogo, quanto mais um acordo comum.
Até para conseguir alcançar as razões do ânimo exaltado, nos demandou certa organização das idéias e um olhar apurado para entender qual o cerne das desavenças.
Única decisão de comum acordo: marcada nova reunião aberta para a terça da semana próxima (26/03), às 10h, no Teatro de Bolso , com a presença de todos e de demais representantes da prefeitura de Campos, como da Procuradoria, do Controle e da Auditoria, orgãos responsáveis por aprovar as contas das agremiações, um dos pontos da confusão.
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Luciana Portinho
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