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Campos dos Goytacazes, 25/03/2026 12:08
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Poética
para Dudu Linhares
pássaro pluma
voa leve pluma voa
sobre o barco/pássaro
flutuando na lagoa
Artur Gomes
Médico conselheiro do CREMERJ e CFM
*artigo publicado, ontem, 14/03, no jornal Folha da Manhã, Campos, RJ
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Mauricio Cunha
"Fonte: Revista Estilo Off"
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Não sendo aceita, por desonrar a moral rígida dos valores dominantes masculinos, é vista como mais uma prostituta. Umay parte novamente e novamente. Mais do que não ser protegida pelos pais e irmãos, é por eles rejeitada, vira saco de pancadas, é perseguida. Ainda que ame a mãe e a ela recorra por abrigo, a mãe é a síntese do que Umay não quer para sua vida: dependência e submissão.
Com tom baixo e poucos diálogos, o filme se desenrola nas expressões faciais. Estas revelam o quanto de sofrimento no impasse entre sentimentos que reprimidos sucumbem à necessidade externa de aceitação social; geram a desgraça.
Assisti “Quando Partimos”(Die Fremde), sem maior pretensão. Colada fiquei ao dilema da jovem mulher Umay, na ingenuidade de supor que conseguiria se afirmar em ambiente sociocultural hostil. Há nela uma teimosa esperança, a de que pela sinceridade do seu tão genuíno propósito, vitoriosa seria. Não foi. A mesma família que a criou a destrói. Do laço da fraternidade sonhada veio a lâmina que mata seu amor incondicional, o menino Cem, aconchegado em seu colo.
Li depois a crítica, cobra do personagem um maior desligamento de seu núcleo familiar, poderia tê-la poupado. Discordo da análise racional. A história de Umay é poética. Nela, a poesia da vida que nos move ou que nos detém. Remete-nos à angustia provocada pelo choque cultural entre uma estúpida moral e os legítimos anseios individuais, nada imorais, e que ao cabo é fonte da infelicidade humana nos desencontros absurdos que a vida social estabelece.
Candidato da Alemanha a uma vaga no Oscar 2011, Die Fremde (Quando Partimos) estreou no Festival de Berlim em fevereiro de 2010. Depois, o filme passou por outros sete festivais, incluindo o de São Paulo. Direção da atriz austríaca Feo Aladag.
Um bom longa, desperta reflexões. O desfecho me causou silencioso choro. Triste. Recomendo.
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Não tenho bota,
não tenho chapéu,
não tenho batalhão.
Perdi meu bastão.
A única coisa que tenho
é um pedaço de ferro velho
que vai me criar coragem
para eu entrar no cemitério.
Sophia Vianna (senhorinha, amada neta de oito anos)
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Parto de férias. Vou para onde desejei ir. Dias de refrescar os olhos, banhar os sentimentos, estender a alma ao vento, amarrada para não sumir por aí. Vou para experimentar sabores, me impregnar de cheiros novos, entabular trocas curiosas, bater o pé em outros chãos. Desdobrar horizontes e descobrir.
Quando voltar, não mais integrarei a Redação da Folha da Manhã. Me afasto da lida impressa, não do blog. Caminho para outros projetos que me desafiam e para os quais sou chamada a produzir resultados.
De todos os colegas, ficam lembranças de uma saudável convivência. Agradeço o tratamento respeitoso que me foi dispensado pela direção do Grupo Folha da Manhã. Em especial, agradeço ao Diretor da Redação, Aluysio Abreu Barbosa, a franca acolhida profissional e companheira.
A toda essa robusta equipe que faz a cada dia acontecer um jornal novo, minha amizade e admiração. Aos queridos leitores, razão de ser do blog, o tempo é só uma fração. Continuamos ligados!
Um forte abraço, Luciana Portinho
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Agora, perto da partida do Papa Francisco, do Brasil, depois de ouvir as suas inteligíveis palavras, supõe-se que sejamos mais simples, sinceros, mais solidários com a maioria de excluídos, menos egocêntricos e egoístas, mais despojados dos bens materiais, tolerantes e mais amantes da natureza e dos pobres dos bichos. Se nadinha mudar, de que valeu?lp