[/caption]
No Rio de Janeiro, evidente que para além da exaltação popular com políticos, política e autoridades públicas em geral, há uma organização articulada e inteligente por dentro dos últimos episódios na Zona Sul. Não me parece mais uma manifestação espontânea. Não nego que existam tantos de boa fé política, que sobrem motivos para uma implosão social, mas, lá o eixo se inverteu. Alguns aspectos do que acontece no Rio de Janeiro intrigam. Um deles é o despreparo da inteligência policial.
O secretario de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que o governo está adotando medidas flexíveis para conter o vandalismo nas manifestações, procurando um caminho intermediário entre a ausência e a austeridade, numa situação caótica. “Estamos aprendendo com o processo”, afirmou Beltrame. Segundo o secretário, a polícia agiu com tolerância e discernimento no policiamento desta madrugada, apesar de ter sido atacada pelos manifestantes radicais. “Não temos um planejamento fixo. Vamos manter a postura flexível e, a cada protesto, fazer avaliações e ajustes necessários”, afirmou Beltrame, acrescentando que não existe um protocolo para situações de turbas ou conflitos.
Tá bom, que como disse o Beltrame não exista um manual de procedimentos. Em táticas novas virtuais um manual seria rígido e velozmente fadado ao fracasso. Mas, como não percebem quando esses mascarados chegam, de onde eles vêm e para onde vão ao final do quebra-quebra? Porque não os prendem em flagrante quando as câmeras das TVs os filmam jogando pedras nas fachadas dos estabelecimentos? Porque não baixam, uma determinação que proíba o uso de máscaras, por tempo necessário como fará a segurança do Papa?
Bom lembrar que o crime organizado há muito, facilmente, se organiza e se comunica de dentro dos presídios, com total desenvoltura.
Não penso em grande conspiração, nem tese de golpe militar. Claro que também podem ter adversários políticos do Cabral, de olho em 2014, tirando casquinha do inferno astral que se abateu sobre o governador desde as primeiras manifestações de junho.
Tudo bem estranho, turvo, de difícil compreensão.
[/caption]
Teoricamente, a venda de medicamentos tarja vermelha requer prescrição médica. Segundo a Anvisa, esses remédios correspondem a 65% do mercado de medicamentos, e, na prática, são vendidos sem apresentação de receita, fato que favorece o processo equivocado. A legislação sanitária exige apenas a apresentação da receita médica no ato da compra. As farmácias não são obrigadas a retê-las, mas, na prática, acabam por não exigir a apresentação delas.
O gastroenterologista e secretário municipal de Saúde, Geraldo Venâncio, destaca o quanto foi acertada a venda controlada de antibióticos no país. “Vigora uma prática entre a população de buscar orientação com o vizinho, com o profissional da farmácia, com o parente. É o mesmo risco da automedicação. É importante que se tenha a exata dimensão do perigo no uso irregular dos medicamentos, como nos de uso continuado. Por vezes, o médico ajusta a dosagem. Ocorre um prejuízo ainda maior com os idosos. Depois dos 80 anos, é comum que sejam portadores de alguma lesão renal mínima”.
Preocupação maior com a Terceira Idade
De acordo com o diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Rubens de Fraga Júnior, do total de idosos que dão entrada em emergências de hospitais nos Estados Unidos, 30% são internados pelo mau uso de remédios. O Brasil não fica distante, ainda que não existam estatísticas relacionadas ao assunto. “Costumamos dizer que o idoso tem mania de se automedicar”, diz Fraga Júnior.
Ele conta que os idosos tomam remédios de forma indiscriminada. Às vezes, ficam esquecidos, têm tonteiras, sofrem quedas e a família acha que é normal para a idade. “Na realidade, podem ser sintomas de reação adversa ao uso errado dos medicamentos, o que pode levar à morte”, afirma, ressaltando que, com o passar do tempo, o metabolismo sofre muitas alterações.
De acordo com o médico, 30% dos medicamentos vendidos hoje no Brasil são consumidos por idosos que erram ao repetir a medicação sem consentimento médico.
Luciana Portinho
[/caption]
Nota do governo do estado (divulgada na imprensa hoje, 28/01)
"O Governo do Rio de Janeiro decidiu preservar o prédio do antigo Museu do Índio, no Maracanã. O Estado ouviu as considerações da sociedade a respeito do prédio histórico, datado de 1862, analisou estudos de dispersão do estádio e concluiu que é possível manter o prédio no local.
O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes vão agora tomar a iniciativa de fazer o tombamento do imóvel.
O Governo está tomando as devidas providências para que o local seja desocupado dos seus invasores. O Governo do Estado comprou em 2012 da Conab o imóvel, composto por esse e outros prédios, pelo preço de RS 60 milhões. O Ministério da Agricultura já está desocupando os demais prédios existentes no local, que serão demolidos para garantir o fluxo de pessoas no entorno do estádio.
O restauro do prédio do antigo Museu do Índio ficará a cargo do concessionário vencedor da licitação do Complexo do Maracanã, cujo edital sairá em fevereiro.
O destino do prédio, após o tombamento, será discutido conjuntamente entre o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio de Janeiro".
Breve histórico
A área disputada entre o governo e os índios pertenceu ao Duque Luís Augusto de Saxe, marido da princesa Leopoldina, filha mais nova de D. Pedro II. Ali, entre 1850 e 1890, ficava o Palácio Leopoldina.
Em 1915, o marechal Rondon criou, no prédio, o Serviço de Proteção ao Índio, atual Funai. Em abril de 1953 foi criado o Museu do Índio.
Em 1977, sob direção de Darcy Ribeiro, o museu foi transferido para Botafogo, zona sul. Os índios ocuparam o espaço, que estava abandonado, em 2006.
[/caption]
Ganha a música, ganha a Cultura de Campos, ganhamos todos nós deste chão coletivo. Parabéns, a todos que nos reafirmam que viver é lutar e lutar é para viver. Em especial, por sua tenacidade ... parabéns maestro Jonny William!
[caption id="attachment_5431" align="aligncenter" width="600" caption="Ft.Luciana Portinho"]
[/caption]
Sobre o assunto ver também aqui
[/caption]
— Vejo o ato como um carinho imenso que recebemos de pessoas que nos apoiam, trabalham e se doam. É também um crédito. Aos 16 anos de existência da Orquestrando a Vida, encaro tudo o que nos aconteceu neste ano como um começo, não um meio de caminho. Foi um ano tão complicado, tão sem perspectiva e ao final acontece tudo. Tinha chegado de uma viagem à Venezuela, era um momento de pressão. Logo que desembarquei no Rio, me chamam na secretaria de estado para me avisar que tinha acabado de ganhar o espaço. Foi demais, me senti como naquele programa do Silvio Santos, a “Porta da Esperança” — diz, emocionado, Jonny William.
O maestro é grato a toda a população. “É tanta gente que colabora de algum jeito”. Ele aproveita e convida a todos que compareçam, no próximo sábado às 18h, quando após a solenidade de corte da fita e do cerimonial de abertura, a Banda Sinfônica se apresentará. Terminada a primeira programação, às 19h, no pátio da nova sede, haverá um Concerto de Orquestras: as oito orquestras (duas são de cordas), o coral de pais e o coral da Baleeira “Semente do Amanhã” se apresentam para o público. Jonny William, quando instado a citar os apoios, fica preocupado de esquecer algum nome, mas cita alguns. Primeiro fala do também maestro e fundador da ONG Orquestrando a Vida Luís Mauricio Carneiro. “Agradeço ao músico Hermes Cunha, um infatigável colaborador do projeto; ao empresário de Macaé Lafayette Miranda Fernandes, que generosamente dou todos os instrumentos de corda do Núcleo na Baleeira, e também os uniformes da meninada; ao Reynaldo Maia Pimentel e a Patrícia Tostes que já nos ofereceu o paisagismo do jardim externo e o próprio jardim”. Do governo do estado além dos acima relacionados, fala com carinho da secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes, como também da subsecretária estadual de Patrimônio Cristina Lúcia Vianna, sem deixar de se referir ao presidente da Fenorte Almyr Junior. A dimensão do trabalho desenvolvido pela ONG campista falou fundo aos que pela primeira vez conheceram o movimento musical local; é o que se percebe na fala de Cristina Vianna. “Em julho deste ano fazia uma vistoria no prédio do Liceu de Humanidades, acompanhada da subsecretária de Cultura Olga Campista, quando fui surpreendida com a chegada do Maestro Jonny Willian e de outros integrantes da ONG Orquestrando a Vi-da. Algumas pessoas de Campos e a secretária de estado de Cultura Adriana Rattes já haviam me falado deste projeto pedindo para indicar um imóvel para eles. Confesso que os pedidos são tantos, que ainda não havia pensado no assunto. Eles me convidaram para conhecer o projeto e assistir um ensaio no mesmo dia. Ao ver dezenas de jovens com seus instrumentos ensaiando com tanto entusiasmo e sabendo que todos são de comunidades carentes, me senti obrigada a fazer a minha parte na inclusão destes jovens. O que seria? Conseguir uma sede. Enfim, há 10 dias, parte do imóvel foi devolvida pelo Tribunal de Justiça e entregue à ONG que o recebeu com muita emoção e choro contido”, disse. ONG se prepara para criar mais um núcleo O ano de 2013 foi especial para a ONG Orquestrando a Vida que em determinado momento foi às ruas de Campos pedir socorro à população, ao paralisar por mais de dois meses suas atividades. O grupo tem perto de 700 jovens e seus líderes deram uma demonstração inequívoca da força do sonho acordado. Além de terem conseguido emplacar a Orquestra e o Coro Municipal — possibilitando a profissionalização de aproximadamente 100 músicos —, abriram o primeiro núcleo em comunidade da periferia. Foi criado o núcleo na Baleeira, “Semente do Amanhã”. Hoje atendem a 100 crianças e, segundo Jonny William, funciona a pleno vapor, com concerto todo mês e uma estrutura excelente. Engana-se quem pensa que por aí irão parar. Em fevereiro de 2013, inaugurarão o núcleo atrás da Igreja Santo Antônio, no Jardim Carioca, neste projeto a igreja é parceira. E sonham de olhos bem abertos em erguer no pátio interno da nova sede um teatro arena com capacidade para mil pessoas. O projeto de engenharia está sendo elaborado. A explicação para tanta garra, o maestro atribui à metodologia venezuelana, um paradigma com uma linguagem intensiva e massificada da música que é tratada como uma ferramenta de transformação social. “Aproveitamos cada minuto da criança em uma convivência diária de três a quatro horas. E não é entretenimento, é um compromisso que oferece através da linguagem musical uma nova perspectiva de vida”, finaliza. Luciana PortinhoCapa da Folha Dois, de ontem 13/12.
Sobre o autor
Luciana Portinho
[email protected]- Fevereiro 2026
- Janeiro 2026
- Dezembro 2025
- Novembro 2025
- Outubro 2025
- Setembro 2025
- Agosto 2025
- Julho 2025
- Junho 2025
- Maio 2025
- Abril 2025
- Março 2025
- Fevereiro 2025
- Janeiro 2025
- Dezembro 2024
- Novembro 2024
- Outubro 2024
- Setembro 2024
- Agosto 2024
- Julho 2024
- Junho 2024
- Maio 2024
- Abril 2024
- Março 2024
- Fevereiro 2024
- Janeiro 2024
- Dezembro 2023
- Novembro 2023
- Outubro 2023
- Setembro 2023
- Agosto 2023
- Julho 2023
- Junho 2023
- Maio 2023
- Abril 2023
- Março 2023
- Fevereiro 2023
- Janeiro 2023
- Dezembro 2022
- Novembro 2022
- Outubro 2022
- Setembro 2022
- Agosto 2022
- Julho 2022
- Junho 2022
- Maio 2022
- Abril 2022
- Março 2022
- Fevereiro 2022
- Janeiro 2022
- Dezembro 2021
- Novembro 2021
- Outubro 2021
- Setembro 2021
- Agosto 2021
- Julho 2021
- Junho 2021
- Maio 2021
- Abril 2021
- Março 2021
- Fevereiro 2021
- Janeiro 2021
- Dezembro 2020
- Novembro 2020
- Outubro 2020
- Setembro 2020
- Agosto 2020
- Julho 2020
- Junho 2020
- Maio 2020
- Abril 2020
- Março 2020
- Fevereiro 2020
- Janeiro 2020
- Dezembro 2019
- Novembro 2019
- Outubro 2019
- Setembro 2019
- Agosto 2019
- Julho 2019
- Junho 2019
- Maio 2019
- Abril 2019
- Março 2019
- Fevereiro 2019
- Janeiro 2019
- Dezembro 2018
- Novembro 2018
- Outubro 2018
- Setembro 2018
- Agosto 2018
- Julho 2018
- Junho 2018
- Maio 2018
- Abril 2018
- Março 2018
- Fevereiro 2018
- Janeiro 2018
- Dezembro 2017
- Novembro 2017
- Outubro 2017
- Setembro 2017
- Agosto 2017
- Julho 2017
- Junho 2017
- Maio 2017
- Abril 2017
- Março 2017
- Fevereiro 2017
- Janeiro 2017
- Dezembro 2016
- Novembro 2016
- Outubro 2016
- Setembro 2016
- Agosto 2016
- Julho 2016
- Junho 2016
- Maio 2016
- Abril 2016
- Março 2016
- Fevereiro 2016
- Janeiro 2016
- Dezembro 2015
- Novembro 2015
- Outubro 2015
- Setembro 2015
- Agosto 2015
- Julho 2015
- Junho 2015
- Maio 2015
- Abril 2015
- Março 2015
- Fevereiro 2015
- Janeiro 2015
- Dezembro 2014
- Novembro 2014
- Outubro 2014
- Setembro 2014
- Agosto 2014
- Julho 2014
- Junho 2014
- Maio 2014
- Abril 2014
- Março 2014
- Fevereiro 2014
- Janeiro 2014
- Dezembro 2013
- Novembro 2013
- Outubro 2013
- Setembro 2013
- Agosto 2013
- Julho 2013
- Junho 2013
- Maio 2013
- Abril 2013
- Março 2013
- Fevereiro 2013
- Janeiro 2013
- Dezembro 2012
- Novembro 2012
- Outubro 2012
- Setembro 2012
- Agosto 2012
- Julho 2012
- Junho 2012
- Maio 2012
- Abril 2012
- Março 2012
- Fevereiro 2012
- Janeiro 2012
- Dezembro 2011
- Novembro 2011
- Outubro 2011
- Setembro 2011
- Agosto 2011
- Julho 2011
- Junho 2011
- Maio 2011
- Abril 2011
- Março 2011
- Fevereiro 2011
- Janeiro 2011
- Dezembro 2010
- Novembro 2010
- Outubro 2010

