Burrada infeliz
03/03/2016 | 01h23
De uns tempos pra cá, volta e meia, setores responsáveis pela Educação no Brasil, investem contra autores nacionais consagrados, questionam os mitos e lendas tradicionais, suprimem períodos da História Universal e se viram até mesmo contra a Língua Portuguesa. Passam a impressão de que ao invés de estarem debruçados em solucionar os reais e graves problemas educacionais do país, optam por mostrar serviço aos brasileiros.
Sob o título "Saci Pererê faz mal a cultura nacional" publiquei um post em 31-10-2010. Há seis anos, o Conselho Nacional de Educação investiu contra a difusão do livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, um de nossos maiores autores de literatura infantil, na rede pública de ensino do país.
A trapalhada pode ser lembrada aqui.
Já para esse ano de 2016, o Ministério da Educação resolveu alterar, entre outros, o currículo de história do ensino médio. História antiga, como Grécia e Roma, passou a ser vista como fruto de uma "visão europeia". História medieval idem. Distante da realidade brasileira, carecem de importância. Em seu lugar, história das Américas, da África e historia indígena.
Sobre o assunto, o historiador Marco Antonio Villa assim se manifestou em um artigo publicado em janeiro no Globo: “É um crime de lesa-pátria. Vou comentar somente o currículo de História do ensino médio. Foi simplesmente suprimida a História Antiga. Seguindo a vontade dos comissários-educadores do PT, não teremos mais nenhuma aula que trata da Mesopotâmia ou do Egito. Da herança greco-latina os nossos alunos nada saberão. A filosofia grega para que serve? E a democracia ateniense? E a cultura grega? E a herança romana? E o nascimento do cristianismo? E o Império Romano?”.
E tem mais: “Toda a expansão do cristianismo e seus reflexos na cultura ocidental, o mundo islâmico, as Cruzadas, as transformações econômico-políticas, especialmente a partir do século XI, são desprezadas. O Renascimento — em todas as suas variações — foi simplesmente ignorado. Parece mentira, mas, infelizmente, não é. Mas tem mais: a Revolução Industrial não é citada uma vez sequer, assim como a Revolução Francesa ou as revoluções inglesas do século XVII.”
Não por acaso, ou por gratuidade, as redes sociais estampam a caricatura abaixo.
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HUMOR OU BLASFÊMIA?
08/11/2015 | 08h35
A revista de humor francesa Charlie Hebdo enfrenta nova confusão com a reação furiosa de Moscou às recentes charges sobre o acidente com o avião russo. Putin as classificou de blasfêmia e exigiu desculpa formal do Estado francês.
Peças e destroços de uma aeronave em queda livre e mesmo um passageiro caindo do céu e atingindo um combatente islâmico armado. Na legenda do desenho lê-se apenas : “Daesh: a aviação russa intensifica os seus bombardeios".
É assim que pode ser descrita uma das ilustrações publicadas pelo jornal satírico “Charlie Hebdo” da quarta-feira passada (04), acerca do acidente com o Airbus russo que caiu no Sinai no qual morreram 224 pessoas. Todos indícios caminham por confirmar ter sido uma ação terrorista, no qual uma bomba interna teria explodido a certa altura.
No segundo desenho (da direita), também um cenário do desastre nos fala dos “perigos das viagens russas de baixo custo" e mostra os destroços de um avião enquanto uma caveira diz que o melhor seria “ter viajado pela Air-Cocaína”, em referência ao aparelho recentemente interceptado no Líbano com carregamento da droga, supostamente destinado ao financiamento dos radicais islâmicos na Síria.
O porta-voz do Presidente russo foi enfático: “Na nossa opinião, isto tem um nome: blasfêmia. Não tem nada que ver com a democracia, nem com a liberdade de expressão”, disse aos jornalistas Dmitir Peskov.
Depois do atentado sofrido em sua própria redação, do qual resultaram 12 mortos, para o jornal, esta é apenas mais uma das tantas polêmicas às suas edições, cujo teor ascende inúmeras discussões sobre a liberdade de expressão e os seus limites.
O porta-voz do Presidente russo foi enfático: “Na nossa opinião, isto tem um nome: blasfêmia. Não tem nada que ver com a democracia, nem com a liberdade de expressão”, disse aos jornalistas Dmitir Peskov.
Depois do atentado sofrido em sua própria redação, do qual resultaram 12 mortos, para o jornal, esta é apenas mais uma das tantas polêmicas às suas edições, cujo teor ascende inúmeras discussões sobre a liberdade de expressão e os seus limites.
fonte. Le Figaro
Mais um suposto "crime" eleitoral em Campos?!
10/09/2014 | 12h15
Ontem, 09/09, recebi de uma leitora (servidora pública municipal) denúncia, daquelas que confirmada, é grave. Cai como uma bomba! A cidadã campista (por motivos óbvios) me pediu sigilo quanto ao seu nome.
Aos fatos. A mesma é lotada em uma secretaria municipal: trabalha no Centro Administrativo da Prefeitura de Campos, mais conhecido como Cesec. Tentou acessar por mera curiosidade, de um computador naquele que é seu ambiente de trabalho, às 15.17h (como demonstrado no canto direito da foto, tirada por ela), o site do candidato a deputado federal, Dr.Makhoul.
Estranhamente o site do Dr. Makhoul está com o acesso bloqueado (censurado?) a todos os servidores lotados no Cesec. Mais estranhamente, o site da candidata à deputada federal Clarissa Garotinho está liberado para acessos aos servidores lotados em secretarias do Cesec.
Todos sabem que D. Makhoul é um candidato de oposição ao governo da senhora prefeita Rosinha Garotinho. Todos sabem que a candidata Clarissa Garotinho é filha da prefeita Rosinha Garotinho.
É um abusivo uso do poder econômico, ou seja, manipulação da "máquina" municipal com claro propósito em favorecer a candidatura da filha da prefeita? Ou, esta blogueira está a ver miragens?
Abaixo, a fotografia reveladora. Avaliem com seus próprios olhos e raciocínio, e digam.
"PRA FRENTE BRASIL"
02/09/2014 | 08h00
É o filme que apresento amanhã (quarta-feira - 3/09), às 19h, no Cine Clube Goitacá. O filme é um dos quatro que integram o ciclo intitulado 'Golpe'. Convido a todos, é bem interessante. O Cine Clube fica no Ed. Medical Center - Rua 13 de Maio,286, sala 507. Nos encontramos por lá!
"Uma viagem desagradável a um passado bem conhecido. Assim foi novamente assistir ao filme “Pra Frente Brasil” de Roberto Farias, Prêmio do Festival de Gramado, em 1982. Com música de Egberto Gismonti e, Reginaldo Faria, Natália do Valle, Antônio Fagundes e Elizabeth Savalla, no elenco.
Retornamos à realidade brasileira de 44 anos atrás. Era 1970, anos de chumbo e do milagre econômico. O Brasil eufórico com a Copa do Mundo sendo disputada no México, onde fomos Tricampeões. Tempo do infame bordão “Brasil, ame-o ou deixe-o”, do General Médici, dos 70 milhões em ação, salve a Seleção. Ainda que tenha sido lançado em 1982, ou seja, depois da Anistia, portanto, da “Abertura, Lenta e Gradual” do último milico no poder, o General Figueiredo; nem a volta dos exilados políticos, nem as eleições gerais, nem o fim do imposto bipartidarismo, foram capazes de impedir que no dia seguinte ao seu lançamento, o filme tenha sido proibido de circular em território nacional, curto e grosso: censurado.
A trama começa simples. Jofre Godoi da Fonseca é um cidadão apolítico de classe média. É casado com Marta, tem dois filhos. Miguel, seu irmão, também um cidadão comum, apesar de amar Mariana, uma guerrilheira de esquerda. Quando Jofre divide um táxi com um militante de esquerda, é tido como "perigoso subversivo" pelos órgãos de repressão. É ilegalmente preso, desaparece para ser submetido a sucessivas sessões de tortura. Daí em diante, na tentativa de encontrá-lo, Miguel e Marta encaram todo tipo de intimidação; se surpreendem ao descobrir a relação entre a repressão política e empresários que a patrocinam. Para os órgãos de repressão do regime militar, os dois (e todos os que com eles se relacionam) passam a ser ‘colaboradores comunistas’. O final é dramático. Incomoda". Luciana Portinho
O cúmulo dos acúmulos: caixa preta
28/06/2014 | 09h14
Desde quando você já ouviu falar em alguma prefeitura entrar na Justiça para não responder a pedidos formais de informação feitos por algum parlamentar no uso legal de suas atribuições? Pois bem, a prefeitura de Campos acaba de inventar mais uma. O governo da prefeita Rosinha Garotinho (PR) recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) contra a decisão da 2ª Vara Cível de Campos que tinha determinado que a prefeitura entregasse a lista completa de todos os concursados, contratados e terceirizados, pedido feito pelo vereador Rafael Diniz (PPS), em ação judicial do dia 20 de maio de 2014.
Entre outras razões alegadas a prefeitura de Campos, alega "não possuir a listagem dos servidores terceirizados".
Para Rafael Diniz, o recurso da prefeitura é indício de que o governo tem algo a esconder : " A gente lamenta porque isso significa um recurso contra a transparência. Não negam uma informação a mim e sim a toda sociedade. Não sabia que eles temiam tanto", frisou ele. O vereador se baseou na Lei de Acesso à Informação, cujo objetivo é tão somente extinguir as "caixas pretas" da administração pública brasileira, garantindo transparência à gestão pública no país.
Bom que se diga que regra geral, desde que a Lei de Acesso à Informação foi promulgada, já na outra legislatura, o governo Rosinha não responde a pedidos de informação que venham dos parlamentares de oposição.
Fonte. Folha da Manhã
E tome barraco
06/05/2014 | 04h37
Roupa suja se lava na rua, é a máxima da conduta na cúpula do governo municipal. Ontem, em um pretenso ato de apoio à prefeita Rosinha que reuniu, no Automóvel Clube, os cargos comissionados (políticos) da administração municipal, o que mais se ouviu foram pitos e ameaças aos aliados e integrantes do governo atual. Sentou tem que ajoelhar batendo palmas.
O recado é claro para quem ousar apontar equívocos na gestão municipal, será taxado como um "oportunista de plantão". Ex-aliados serão tratados como 22, no caso maluco. Blogueiros entram na mira, de novo, da artilharia rosácea. Até para a pequena bancada de quatro vereadores de oposição, sobrou. Impedidos estão de fiscalizar a prefeitura.
Então é assim. Falou dos transportes? Tome barraco! Reclamou do precário atendimento na Saúde? Tome barraco! Seu filho está sem aula? Calada! Tome barraco! A cidade alagou? Se segura, e tome barraco. O trânsito está caótico, conspiração dos "oportunistas de plantão". TOME BARRACO!
Mais detalhes veja aqui no blog de Alexandre Bastos.
O recado é claro para quem ousar apontar equívocos na gestão municipal, será taxado como um "oportunista de plantão". Ex-aliados serão tratados como 22, no caso maluco. Blogueiros entram na mira, de novo, da artilharia rosácea. Até para a pequena bancada de quatro vereadores de oposição, sobrou. Impedidos estão de fiscalizar a prefeitura.
Então é assim. Falou dos transportes? Tome barraco! Reclamou do precário atendimento na Saúde? Tome barraco! Seu filho está sem aula? Calada! Tome barraco! A cidade alagou? Se segura, e tome barraco. O trânsito está caótico, conspiração dos "oportunistas de plantão". TOME BARRACO!
Mais detalhes veja aqui no blog de Alexandre Bastos.
FUNDAMENTALISMO ROSA
Entre as várias considerações pertinentes publicadas ontem (27/04), na Folha da Manhã , em entrevista ao jornalista Alexandre Bastos, pelo professor e ex-presidente da Fundação Municipal Teatro Trianon João Vicente Alvarenga, cito a pequenina abaixo, reveladora que é da estreiteza da PMCG na condução da política cultural. A íntegra da entrevista você pode ler aqui.
"Não vou dizer que Campos seja uma republiqueta fundamentalista. Chega perto. O ritmo de conversões entre o secretariado da Chefe do Executivo é bastante revelador nesse sentido. Então, quer queiramos ou não, a autocensura bate inconscientemente. Não houve censura formal, mas uma sugestão velada sobre a inconveniência de um texto de Nelson Rodrigues nos palcos do Trianon. O episódio afetou drasticamente a Chefe do Executivo. Houve, sim, um grande desgaste."
28/04/2014 | 05h33
Entre as várias considerações pertinentes publicadas ontem (27/04), na Folha da Manhã , em entrevista ao jornalista Alexandre Bastos, pelo professor e ex-presidente da Fundação Municipal Teatro Trianon João Vicente Alvarenga, cito a pequenina abaixo, reveladora que é da estreiteza da PMCG na condução da política cultural. A íntegra da entrevista você pode ler aqui.
"Não vou dizer que Campos seja uma republiqueta fundamentalista. Chega perto. O ritmo de conversões entre o secretariado da Chefe do Executivo é bastante revelador nesse sentido. Então, quer queiramos ou não, a autocensura bate inconscientemente. Não houve censura formal, mas uma sugestão velada sobre a inconveniência de um texto de Nelson Rodrigues nos palcos do Trianon. O episódio afetou drasticamente a Chefe do Executivo. Houve, sim, um grande desgaste."
PERIGO À VISTA
A história está mal contada. E mesmo assim a imprensa a entrega ao freguês como absolutamente verdadeira, verossímil. E inquestionável.
Dois jornalistas do Rio, ambos da Folha de S.Paulo (Janio de Freitas e Paula Cesarino Costa), não engoliram a armação (quinta, 13/2, págs. A-7 e A-2). Mas não são todos os leitores que se dispõem a ler comentários dissidentes, céticos, em textos distantes do noticiário, das fotos e da badalação marqueteira (ver “Sem resposta” e “Quem são eles?”).
Nas matérias factuais sobre a caça aos responsáveis pela morte de Santiago Andrade, transparece o desdém pela inteligência do leitor. Vale o que dizem as fontes e autoridades. Porém, tanto as fontes como as autoridades parecem empenhadas em encerrar o caso atribuindo a culpa pela violência nas manifestações a partidos e políticos de extrema esquerda.
E por que não se investiga a hipótese de que o aliciamento dos baderneiros faz parte da estratégia das milícias para desacreditar o governo estadual e as autoridades policiais?
Foi impecável o trabalho de edição e análise do material televisivo apresentado pela TV Globo no sábado (8/2) com a ajuda do perito Nelson Massini. Graças a ele foi possível identificar com incrível rapidez e chegar ao Bandido nº1, Fabio Raposo, e dois dias depois ao nº 2, Caio de Souza, corresponsáveis pelo disparo do rojão que matou o cinegrafista da Band.
Esta “incrível rapidez” é que chama a atenção. No domingo (9), o Bandido nº 1, ainda na condição de suspeito, já havia contratado um advogado, se apresentara à polícia e era longamente entrevistado pelo Fantástico.
Na quarta-feira (12), o Bandido nº 2 era localizado numa pousada em Feira de Santana (BA), já com um advogado a tiracolo – o mesmo do outro! – e dava entrevista à Globo antes de embarcar para o Rio sob escolta policial.
A informação de que os arruaceiros recebiam dinheiro de políticos para radicalizar os protestos foi dada por Caio de Souza e confirmada pelo advogado, Jonas Tadeu Nunes. Se ele conhecia esta conexão política, por que razão não a adiantou à polícia tão logo prenderam o Bandido nº 1?
Contra a democracia
E quem é este super-causídico que se desloca com tanta rapidez e eficiência para atender clientes aparentemente sem conexão e, de repente, implicados no mesmo crime? Jonas Tadeu Nunes não parece o clássico rábula de porta do xadrez. Tem escritório num shopping fuleiro do Recreio dos Bandeirantes, tem amigos na polícia civil do Rio, já defendeu um ex-deputado estadual (Natalino Guimarães) acusado de fazer parte das milícias e tem entre os clientes um ex-coronel da PM fluminense, exonerado pelo secretário de Segurança do Estado do Rio. Alega que o Bandido nº 1 era conhecido do estagiário do seu escritório e que chegou ao nº 2 porque eram amigos.
A suspeita de que partidos de extrema-esquerda são aliciadores dos vândalos permeia insistentemente o noticiário desde segunda-feira (10/2) sem comprovações ou indícios concretos. A presença do advogado Jonas Tadeu Nunes não despertou desconfianças.
Neste mix de tons de cinza, siglas, militâncias e agentes provocadores circula a figura sofisticada da “ativista” Elisa Sanzi, vulgo Sininho. E a partir da edição de quinta-feira do Globo, incorporou-se ao insólito grupo o ex-governador Anthony Garotinho (hoje no PR tentando chantagear o PT), desde o ano passado acusado de ser o instigador da cruzada contra o governador Sérgio Cabral Filho.
O ingrediente mais preocupante desta desconjuntada cobertura começou logo depois do anúncio da morte cerebral do cinegrafista da TV Bandeirantes, quando a mídia em peso lançou-se numa emocionada cruzada em defesa da liberdade de expressão. Na sua edição de quinta-feira (13/2), seis páginas do Globo levavam no cabeçalho o selo “Ataque à Liberdade de Expressão”, numa evidente exploração política da tragédia.
Tanto os vídeos como os depoimentos da dupla de bandidos coincidem em demonstrar que o rojão-assassino foi aceso e colocado no chão. Não foi apontado contra o cinegrafista, nem contra alguém em especial. O cadáver que se procurava era o da democracia.
A liberdade de expressão corre perigo sempre. Em qualquer momento e lugar. Mas, sobretudo, quando seus beneficiários e defensores se atrapalham e não sabem o que fazer com ela.
14/02/2014 | 08h54
PERIGO À VISTA
Liberdade corre riscos quando não se sabe o que fazer com ela
Por Alberto Dines em 14/02/2014 na edição 785
A história está mal contada. E mesmo assim a imprensa a entrega ao freguês como absolutamente verdadeira, verossímil. E inquestionável.
Dois jornalistas do Rio, ambos da Folha de S.Paulo (Janio de Freitas e Paula Cesarino Costa), não engoliram a armação (quinta, 13/2, págs. A-7 e A-2). Mas não são todos os leitores que se dispõem a ler comentários dissidentes, céticos, em textos distantes do noticiário, das fotos e da badalação marqueteira (ver “Sem resposta” e “Quem são eles?”).
Nas matérias factuais sobre a caça aos responsáveis pela morte de Santiago Andrade, transparece o desdém pela inteligência do leitor. Vale o que dizem as fontes e autoridades. Porém, tanto as fontes como as autoridades parecem empenhadas em encerrar o caso atribuindo a culpa pela violência nas manifestações a partidos e políticos de extrema esquerda.
E por que não se investiga a hipótese de que o aliciamento dos baderneiros faz parte da estratégia das milícias para desacreditar o governo estadual e as autoridades policiais?
Foi impecável o trabalho de edição e análise do material televisivo apresentado pela TV Globo no sábado (8/2) com a ajuda do perito Nelson Massini. Graças a ele foi possível identificar com incrível rapidez e chegar ao Bandido nº1, Fabio Raposo, e dois dias depois ao nº 2, Caio de Souza, corresponsáveis pelo disparo do rojão que matou o cinegrafista da Band.
Esta “incrível rapidez” é que chama a atenção. No domingo (9), o Bandido nº 1, ainda na condição de suspeito, já havia contratado um advogado, se apresentara à polícia e era longamente entrevistado pelo Fantástico.
Na quarta-feira (12), o Bandido nº 2 era localizado numa pousada em Feira de Santana (BA), já com um advogado a tiracolo – o mesmo do outro! – e dava entrevista à Globo antes de embarcar para o Rio sob escolta policial.
A informação de que os arruaceiros recebiam dinheiro de políticos para radicalizar os protestos foi dada por Caio de Souza e confirmada pelo advogado, Jonas Tadeu Nunes. Se ele conhecia esta conexão política, por que razão não a adiantou à polícia tão logo prenderam o Bandido nº 1?
Contra a democracia
E quem é este super-causídico que se desloca com tanta rapidez e eficiência para atender clientes aparentemente sem conexão e, de repente, implicados no mesmo crime? Jonas Tadeu Nunes não parece o clássico rábula de porta do xadrez. Tem escritório num shopping fuleiro do Recreio dos Bandeirantes, tem amigos na polícia civil do Rio, já defendeu um ex-deputado estadual (Natalino Guimarães) acusado de fazer parte das milícias e tem entre os clientes um ex-coronel da PM fluminense, exonerado pelo secretário de Segurança do Estado do Rio. Alega que o Bandido nº 1 era conhecido do estagiário do seu escritório e que chegou ao nº 2 porque eram amigos.
A suspeita de que partidos de extrema-esquerda são aliciadores dos vândalos permeia insistentemente o noticiário desde segunda-feira (10/2) sem comprovações ou indícios concretos. A presença do advogado Jonas Tadeu Nunes não despertou desconfianças.
Neste mix de tons de cinza, siglas, militâncias e agentes provocadores circula a figura sofisticada da “ativista” Elisa Sanzi, vulgo Sininho. E a partir da edição de quinta-feira do Globo, incorporou-se ao insólito grupo o ex-governador Anthony Garotinho (hoje no PR tentando chantagear o PT), desde o ano passado acusado de ser o instigador da cruzada contra o governador Sérgio Cabral Filho.
O ingrediente mais preocupante desta desconjuntada cobertura começou logo depois do anúncio da morte cerebral do cinegrafista da TV Bandeirantes, quando a mídia em peso lançou-se numa emocionada cruzada em defesa da liberdade de expressão. Na sua edição de quinta-feira (13/2), seis páginas do Globo levavam no cabeçalho o selo “Ataque à Liberdade de Expressão”, numa evidente exploração política da tragédia.
Tanto os vídeos como os depoimentos da dupla de bandidos coincidem em demonstrar que o rojão-assassino foi aceso e colocado no chão. Não foi apontado contra o cinegrafista, nem contra alguém em especial. O cadáver que se procurava era o da democracia.
A liberdade de expressão corre perigo sempre. Em qualquer momento e lugar. Mas, sobretudo, quando seus beneficiários e defensores se atrapalham e não sabem o que fazer com ela.
Ainda das eleições de diretoras...
09/01/2014 | 11h58
São tantos os relatos de perseguição política aos servidores por parte da administração pública municipal, nos deixam de queixo caído. Ontem, foi a vez de ouvir o desabafo de um médico concursado, salvo do exílio pelo gongo de um colega que o puxou pra si. Hoje, recebemos denúncia que segue. Da maldade do poder local não duvidamos: formam escola na arte de reprimir e "persuadir". Agradeço pela confiança depositada no blog.
"Sei que esta denúncia não caberia neste assunto especificamente, mas não gostaria de deixar de falar, pois somos sem voz neste município. Em relação à eleição para diretores de escola do município, na Creche Francisco Cordeiro Pereira, no bairro da Penha, existiram absurdos e fraudes no processo eleitoral. Pais de alunos que não estão matriculados votaram, pais votaram mais de uma vez, votaram também pessoas que não são pais/responsáveis legais pelos alunos. Pra completar a fraude, a fiscal da Secretaria de Educação, Sra Graça, ficou apenas durante parte do pleito, o pessoal do SEPE não apareceu e, mesmo com sua presença, a professora Claudia Márcia de Azevedo Braga, licenciada e por isso impedida de participar, votou. Seu nome consta na ata da votação e isso mostra a cumplicidade deste governo com as irregularidades e a vontade explícita de manipular os resultados em busca de favorecer seus interesses políticos. Esta denúncia já foi feita à SMECE e nada foi feito. Absurdo!!! Por favor preserve meus dados pois a perseguição neste governo beira a loucura."
"Sei que esta denúncia não caberia neste assunto especificamente, mas não gostaria de deixar de falar, pois somos sem voz neste município. Em relação à eleição para diretores de escola do município, na Creche Francisco Cordeiro Pereira, no bairro da Penha, existiram absurdos e fraudes no processo eleitoral. Pais de alunos que não estão matriculados votaram, pais votaram mais de uma vez, votaram também pessoas que não são pais/responsáveis legais pelos alunos. Pra completar a fraude, a fiscal da Secretaria de Educação, Sra Graça, ficou apenas durante parte do pleito, o pessoal do SEPE não apareceu e, mesmo com sua presença, a professora Claudia Márcia de Azevedo Braga, licenciada e por isso impedida de participar, votou. Seu nome consta na ata da votação e isso mostra a cumplicidade deste governo com as irregularidades e a vontade explícita de manipular os resultados em busca de favorecer seus interesses políticos. Esta denúncia já foi feita à SMECE e nada foi feito. Absurdo!!! Por favor preserve meus dados pois a perseguição neste governo beira a loucura."
ADMINISTRAÇÃO PROVINCIANA
18/12/2013 | 12h59
Acabo de ser informada por um usuário da Biblioteca Municipal Nilo Peçanha de que o jornal Folha da Manhã não é mais oferecido, pela FCJOL, à população, na seção dos jornais. A explicação dada pelos servidores da Biblioteca é a de que o convênio terminou, não foi renovado.
É desculpa esfarrapada de uma administração pública que só aceita o jornalismo de cabresto, não convive com a liberdade de expressão e de informação. Todos que em algum momento recorreram à leitura gratuita na Biblioteca sabem que até o Partido da República (PR) estar no governo, jamais qualquer censura foi feita a qualquer jornal, seja lá de qual matiz de opinião.
A meu ver mais um lance ridículo, um escárnio praticado na Cultura local. Se propor restringir o acesso à leitura do que quer que seja é um despautério à inteligência do campista. Talvez o tribufu instalado em praça pública, como decoração natalina, seja o retrato da atual gestão municipal.
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Sobre o autor
Luciana Portinho
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