Médico conselheiro do CREMERJ e CFM
*artigo publicado, ontem, 14/03, no jornal Folha da Manhã, Campos, RJ
AMAR É CUIDAR
15/03/2014 | 01h13
Amar é cuidar
Todas as segundas e quintas-feiras do mês de março é dia do rim. Na verdade, o Dia Internacional do Rim foi ontem, 13 de março, e o mês de março é dedicado ao rim.
Acho muito engraçado essa história de Dia do Rim, Dia da Mulher, Dia da Mãe, do Pai, etc. O indivíduo passa o ano inteiro maltratando o seu rim, o seu coração, as suas artérias, assim como, maltratando a mulher, a mãe, o pai e no dia deles vem cheio de amor para dar, carregado de flores, caixinha de bombons, convite para jantar fora, além do presente de valor de acordo com as suas posses.
Em relação ao rim, como este não reclama, nem cobra que hoje é também o dia dele, continua sendo ignorado e só será lembrado quando adoece, para de funcionar e então a pessoa paga todos os seus pecados padecendo de uma insuficiência renal crônica, tendo que enfrentar diálise peritoneal ou hemodiálise. E é tarde para o arrependimento.
Do mesmo modo que o indivíduo não cuida do seu rim, também é desleixado nas relações afetivas daqueles que lhe são caros. Quando o ser humano compreender que todo dia é dia da mulher, da mãe, do pai e passar a cultivar uma relação amorosa e respeitosa com todos, não irá adoecer emocionalmente, nem fará os seus entes queridos adoecerem, mas, como o sabido já se julga dono do pedaço, na cabecinha dele não é necessário esse esmero com o outro.
Quando os relacionamentos apodrecem aí é tarde, bem como ocorre com a doença renal crônica ou de qualquer outro órgão.
Transpondo esta questão ao do cidadão, só nos lembramos de cobrar ou de tomar conhecimento dos nossos direitos e deveres para com a nossa cidade, estado ou país na época das eleições. Nessas ocasiões sazonais queremos o remédio mágico para curar todas as mazelas sociais. Comparativamente é o mesmo que fazemos ao nos esquecer, no cotidiano, da prevenção das doenças e do necessário zelo nas relações pessoais.
Comemoremos diariamente - todo e qualquer dia - a nossa cidadania, não deixemos para nos lembrar somente na data “escolhida” para tal.
Makhoul Moussallem
Médico conselheiro do CREMERJ e CFM
*artigo publicado, ontem, 14/03, no jornal Folha da Manhã, Campos, RJ
Médico conselheiro do CREMERJ e CFM
*artigo publicado, ontem, 14/03, no jornal Folha da Manhã, Campos, RJ
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UM DIA DE NÓS
08/03/2012 | 01h06
8 de março, Dia Internacional da Mulher, foi dia de luta. De bem longe viemos nós. Há 80 anos conquistamos o direito de votar e ser votada. Tive tia, Carmen Portinho, como a terceira engenheira formada no Brasil. Sua foto de formatura é uma curiosidade: ela cercada de colegas, todos homens. Isso faz menos de 90 anos. No século passado as mulheres puderam passar a usar cabelo curto. Mostrar a nuca, imagine?! Também começaram a usar calça comprida que mostrava o contorno dos quadris e coxas. As primeiras a fumar em público foram olhadas de lado, avançadas demais. Década de 60; só 50 anos, a pílula anticonceptiva ofereceu mais segurança e liberdade sexual às mulheres. Agora trabalhar? Sempre. Desde que o ser humano vive em sociedade, as mulheres estiveram na agricultura, na confecção de vestimentas, na produção dos alimentos, na transmissão da cultura oral, no cuidado com as crianças, com os idosos e os doentes da comunidade. Batalha, combate ou guerra estavam lá na retaguarda dando suporte, salvando vidas. Com a revolução industrial lá foram elas às fábricas em jornadas de 18h.
Só recente, bem recente, com a revolução tecnológica a mulher se emancipa socialmente. A sociedade é pós-moderna, se sofistica, a força física não mais faz diferença. Inteligência não depende de sexo. Basta querer aprender, ter e criar suas próprias oportunidades.
Com tantas mudanças e conquistas sociais arrisco dizer que os direitos, no mundo ocidental se tornaram equivalentes. Os deveres também. Hoje nesta banda da Terra, homens e mulheres, são diferentes sim, não mais desiguais. O que a vida tem de labuta, tem para os dois: homens e mulheres.
Hoje, 8 de março, é um dia de festejar a lembrança de uma longa jornada de sucessivos avanços. Resta combater todo tipo de violência física e moral que ainda existe no ambiente doméstico contra a mulher. Resta ser contra qualquer tipo de exploração do ser humano pelo seu semelhante. Resta dizer um NÃO À GUERRA e um NÃO À MISÉRIA.
E ainda a defesa da VIDA em nosso planeta TERRA....
A todas e todos, FELIZ dia por tudo isso, "sem perder a ternura jamais"!
cordialmente,
Luciana Portinho
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