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Naquele que chamam de dia da passagem (Páscoa) ela vinha no embalo da passagem pela Dengue. Estava no terceiro dia do rola pra cá, rola pra lá, pouca conversa e muito sonho, pensamentos involuntários para os quais se imobilizava por inteiro para que a dominassem por completo. “Você precisa tomar uma vitamina”, dizia a mãe aflita. “Você não está com dengue, e sim dopada”, a filha do alto da sua sabedoria filial. E qual diferença faria? A Dengue a entorpecera. Catando força de si e os infinitos carrapatos do adorável cãozinho pensou em escrever uma breve história, a de uma moça que decretará para si própria a economia máxima das palavras. Afinal, em excesso, tantas sandices expressavam. Eram capazes de fazer morrer. Também, por elas, ouvira mentiras cruéis. É, reinava fátuo descrédito, generalizado no meio dos círculos. O singular da palavra foi no rodo. E todos fazendo de conta que acreditavam no bem articulado palavreado do outro (o português se deixa usar facinho). Ultimamente, ficara mais introspectiva, (os astros a tinham avisado) só ouvindo... Assistia à disseminada compulsão pela emissão sonora desprovida de significado a não ser o de preencher o vazio daquelas pessoas que não saberiam permanecer caladas. É uma arte ficar em silêncio. No segundo dia da enfermidade, deu um salto da cama decidida a localizar a Divina Comédia. Finalmente, acharia aquele livro de Dante Alighieri cujo sumiço há tempos a perturbava. O encontrara. No mais alto degrau da escada mais alta da casa, deitado no meio de outros, o reconheceu. Deliciada, já com a densidade na mão, antes de fechar a porta do armário, passou os olhos em outros. De contra peso, sem pretensão, junto veio também as Sete Faces da Paixão. Sete contos juvenis. Sete diferentes ângulos sobre o assunto de uma vida sem idade: Paixão. Bom, por óbvio não escreveu conto algum; certamente alguém muito antes já o escrevera com exemplar propriedade. A história que ela teria contado seria a de uma moça charmosa, bem criada, bem alimentada, como os dentes sãos, sem dote presente, mas, modelada no barro e mãos de Sócrates. Curiosa e aventureira sabia como as outras de sua companhia que em um dia; um belo de um dia - ou noite, vindo do branco, como tudo o mais -, apareceria aquele outro, com ela encaixaria, formaria par. Encantados. Muda temporariamente, por opção (lembram?), ele apaixonado, macho que era, rompera noivado anterior, pro alto com a festa do casamento aprazado... E, se na hora, bem na frente do juiz, ela não soletrasse a única sílaba mágica? - SIM! Pequenas histórias, intensas vidas, algumas loucuras, demasiado amor.
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Reprodução/CES
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Sobre o autor
Luciana Portinho
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