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Poética
para Dudu Linhares
pássaro pluma
voa leve pluma voa
sobre o barco/pássaro
flutuando na lagoa
Artur Gomes
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Poética
para Dudu Linhares
pássaro pluma
voa leve pluma voa
sobre o barco/pássaro
flutuando na lagoa
Artur Gomes
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Não sendo aceita, por desonrar a moral rígida dos valores dominantes masculinos, é vista como mais uma prostituta. Umay parte novamente e novamente. Mais do que não ser protegida pelos pais e irmãos, é por eles rejeitada, vira saco de pancadas, é perseguida. Ainda que ame a mãe e a ela recorra por abrigo, a mãe é a síntese do que Umay não quer para sua vida: dependência e submissão.
Com tom baixo e poucos diálogos, o filme se desenrola nas expressões faciais. Estas revelam o quanto de sofrimento no impasse entre sentimentos que reprimidos sucumbem à necessidade externa de aceitação social; geram a desgraça.
Assisti “Quando Partimos”(Die Fremde), sem maior pretensão. Colada fiquei ao dilema da jovem mulher Umay, na ingenuidade de supor que conseguiria se afirmar em ambiente sociocultural hostil. Há nela uma teimosa esperança, a de que pela sinceridade do seu tão genuíno propósito, vitoriosa seria. Não foi. A mesma família que a criou a destrói. Do laço da fraternidade sonhada veio a lâmina que mata seu amor incondicional, o menino Cem, aconchegado em seu colo.
Li depois a crítica, cobra do personagem um maior desligamento de seu núcleo familiar, poderia tê-la poupado. Discordo da análise racional. A história de Umay é poética. Nela, a poesia da vida que nos move ou que nos detém. Remete-nos à angustia provocada pelo choque cultural entre uma estúpida moral e os legítimos anseios individuais, nada imorais, e que ao cabo é fonte da infelicidade humana nos desencontros absurdos que a vida social estabelece.
Candidato da Alemanha a uma vaga no Oscar 2011, Die Fremde (Quando Partimos) estreou no Festival de Berlim em fevereiro de 2010. Depois, o filme passou por outros sete festivais, incluindo o de São Paulo. Direção da atriz austríaca Feo Aladag.
Um bom longa, desperta reflexões. O desfecho me causou silencioso choro. Triste. Recomendo.
Um pouco da poética do campista Artur Gomes no Blog.
Aqui, redes em pânico pescam esqueletos no mar esquadras – descobrimento espinhas de peixe convento cabrálias esperas relento escamas secas no prato e um cheiro podre no AR caranguejos explodem mangues em pólvora Ovo de Colombo quebrado areia branca inferno livre Rimbaud - África virgem – carne na cruz dos escombros trapos balançam varais telhados bóiam nas ondas tijolos afundando náufragos último suspiro da bomba na boca incerta da barra esgoto fétido do mundo grafando lentes na marra imagens daqui saqueadas Jerusalém pagã visitada Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Jesus Cristo não passou por aqui Miles Davis fisgou na agulha Oscar no foco de palha cobra de vidro sangue na fagulha carne de peixe maracangalha que mar eu bebo na telha que a minha língua não tralha? penúltima dose de pólvora palmeira subindo a maralha punhal trincheira na trilha cortando o pano a navalha fatal daqui Pernambuco Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Mallarmè passou por aqui bebo teu fato em fogo punhal na ova do bar palhoças ao sol fevereiro aluga-se teu brejo no mar o preço nem Deus nem sabre sementes de bagre no porto a porca no sujo quintal plástico de lixo nos mangues que mar eu bebo afinal? Artur Gomes Publicado na Antologia Internacional - Eco Arte Para Re-Encantamento do Mundo, organizada pela Bióloga Michelle Sato e editada pela Universidade Federal do Mato Grosso – 2011 – Publicado na Antologia Poesia do Brasil Vol. 15 – 2012 – Proyecto Cultural Sur Brasil – Editora Grafiti - Faixa do CD Fulinaíma Rock Blues Poesia – a sair [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=UkQUxkLh9TA&feature=player_detailpage&list=UU3d8xoVqrdTDFZ2dKIfRanQ[/youtube]
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Dudu Linhares esclarece que apesar de também expor sua arte em forma de quadros, ele não pinta, “todo meu trabalho é fotografia”. O que ele faz é introduzir texturas, manipulando propositalmente as imagens, brincando com elas ao envelhecê-las. Depois as imprime em tela de pintura para criar o efeito final de um quadro único.
“Fotografar é olhar para sempre”, assim Dudu Linhares finaliza o seu livro de 204 páginas. É uma bela síntese de seu trabalho voltado para o mundo da macro-fotografia, um convite ao mundo da beleza natural que acompanha a todos.
Novos projetos para fotografia em mente A mostra “Vintage” exibida na noite de ontem junto ao lançamento do livro “Caminhos do Vento” foi composta de nove trabalhos de autoria de Dudu Linhares. Para alinhavar a composição da noite, ao fundo, uma seleção musical de jazz especialmente produzida para quem adquiriu o livro. Dudu é um fotógrafo integrado ao ambiente de sua ar-te. Recentemente, no mês de outubro, foi classificado em primeiro lugar pelo blog FotoGlobo. Das 11 edições de 2012, ele participou em pelo menos oito delas. Agora, ele irá participar do Encontro de Fotógrafos de “O Globo”, que acontecerá neste mês de dezembro. Lá será lançado, também no Rio, o livro “Caminhos do Vento”. — É importante o feedback dos colegas. Com eles aprendemos. Travo permanente troca com gente na Noruega, nos EUA e com brasileiros que residem no estrangeiro — diz o fotógrafo. Dudu tem projetos futuros claros em sua mente, entre eles, um livro de histórias infantis ludicamente ilustrado de fotografias.De sua mente criativa há ainda o desejo de transmitir seu conhecimento aos amantes da imagem fotográfica. “Muitos me pedem para ensinar, mas, não quero ensinar de um a um e sim coletivamente através de um blog que criarei e pelo qual avançaremos na mesma linguagem”, diz um Dudu que aos 61 anos se diz no lucro. “Nasci de sete meses, sem unha, nem um fio de cabelo, nada. Uma parteira me botou para fora”. Obs. Capa da Folha Dois de hoje, 05\12.
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São 15 minutos de encantamento, resta você se dispor a viajar....
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Adzywe9xeIU[/youtube]DE HOMENS E CÃES
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Sobre o autor
Luciana Portinho
[email protected]- Fevereiro 2026
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