Sei não
12/11/2015 | 08h19
Ontem, quarta-feira (11), foi dia do Conselho de Ética da Câmara instaurar processo por suposta quebra de decoro contra o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). Hoje, quinta-feira (12), o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PSD-BA), recebeu uma representação contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), entregue pelo deputado João Rodrigues (PSD-SC). Os dois deputados estão entre os poucos e primeiros na Câmara que desde o começo da história das supostas contas na Suíça do presidente da Câmara Eduardo Cunha cobraram com firmeza - sem acordo de nenhuma espécie - explicações dele e representaram contra o mesmo no Conselho de Ética. Sei não, cheira revanche, retaliação ou um modo de embaralhar e atrasar o processo contra o Eduardo Cunha. A outrora tão morosa comissão, tão cheia de mesuras ficou agilíssima de um dia para o outro. Sintomático que um dia depois de instaurar processo por suposta quebra de decoro contra o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PSD-BA), já tenha escolhido o relator da representação contra o líder do PSOL. Sei não.
FullSizeRender(17) Charge publicada no jornal Folha de São Paulo
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Uma análise dura da conjuntura atual
19/08/2015 | 07h48

Tango petista

Um verso do poema "Pneumotórax", de Manuel Bandeira, traduz o melancólico esgotamento dos quase 13 anos da era petista: "A vida inteira que podia ter sido e que não foi". Lula terminou as eleições de 2002 com um enorme capital político e a chance histórica de promover mudanças estruturais. Sua vitória não foi obra exclusiva do pacto com as elites política e econômica. Ela também se deveu à mobilização de milhões de pessoas que clamavam por transformações. Por isso, apesar dos acordos eleitorais, o futuro da gestão não estava determinado, mas em disputa. Foi ao longo do mandato que Lula trocou a possibilidade de transformação pela acomodação aos vícios da política tradicional. Reconheço conquistas como o fortalecimento dos órgãos de investigação, a valorização do salário mínimo, o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores e a redução da miséria. Entretanto, o PT não avançou nas reformas de base no sistema político, na educação, na saúde, na ampliação da participação social e nas questões agrária e indígena. A Agenda Brasil, proposta pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, como saída para a crise, é o episódio mais recente da agonia do governo. Diante do risco de sofrer um golpe na Câmara, dirigida por Eduardo Cunha, Dilma apela a Renan e abraça uma agenda que representa um retrocesso histórico nos direitos sociais. O resultado desse pragmatismo é a crescente negação da política e o empobrecimento do debate sobre democracia. Os sonhos das transformações deram lugar ao pesadelo da corrupção. Enxergamos o país sob a ótica do escândalo, não das utopias possíveis. O desencanto nos fez perder a capacidade de projetar o futuro: os indignados sabem mais o que não querem do que o que querem. Sou contra o impeachment, pois ainda não há elementos que liguem Dilma às denúncias. A saída de uma presidente deve ser uma medida excepcional, tratada com cautela, para o bem da democracia. A ética na política não é secundária, mas não pode ser tratada como problema exclusivamente comportamental. É preciso criar mecanismos para combater a corrupção de forma estrutural, porque esta não é monopólio de um só partido. Isso não diminui a gravidade dos delitos e a desfaçatez dos argumentos que relativizam escândalos devido aos precedentes tucanos. Paulo Freire dizia que quando não há mais sonho, só nos resta o cinismo. No fim do poema de Bandeira, o paciente pergunta ao médico se há remédio para suas mazelas. A resposta é ironicamente sombria: "Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino". O tango é a trilha sonora do desencanto petista nestes tempos de Agenda Brasil.
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ERIK SCHUNK APOSTA NOS DEBATES
04/09/2012 | 01h10

O candidato do PSOL à Prefeitura de Campos, Erik Schunk disse hoje que a verdadeira democracia entre os candidatos numa eleição está nos debates e nos espaços abertos pela mídia e que são iguais para todos. O horário eleitoral, segundo Schunk, "com sua desigualdade gritante, é uma forma de favorecer as ideias antigas e a velha forma conservadora de fazer política". Como é que o novo, como a nossa proposta, pode concorrer em pé de igualdade com 2 minutos de propaganda enquanto as candidaturas tradicionais e até ultrapassadas tem, muitas vezes, tempo até cinco vezes maior?", pergunta o candidato da Frente de Unidade Popular(PSOL-PCB-PSTU), Erik Schunk.

[caption id="attachment_4584" align="alignleft" width="259" caption="Ft. Google"][/caption] Por isso,  Schunk, que é médico com especialização em Saúde Pública,espera os debates marcados para os próximos dia 12 de setembro (promovido pelo Fidesc - Forum Interinstitucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos -, com transmissão pela TV Unitv, além do debate da Rede Record (01 de outubro) e da Intertv (05 de outubro). Além disso, tem as rodadas de entrevistas que as próprias redes Record e Intertv,  vão promover até a eleições, além de rádios, como a Band FM. — Para candidatos como nós, com pouco tempo de TV e rádio e poucos recursos financeiros para a campanha, a exposição de nossas ideias nos debates e entrevistas são oportunidades de explicarmos com mais detalhes nossos planos de governo, como eleições diretas paradiretores de escolas municipais, formação dos conselhos populares, municipalização de parte do transporte público, além da recuperação da dignidade do servidor público com melhores salários e contratação por concurso público a a revolução que pretendemos na Educação e Saúde. São compromissos de campanha e que precisam ser melhor explicados e nem sempre é possível no horário eleitoral, daí a importância do espaço igual para todos na mídia" disse — Erik Schunk.

* Recebido por e-mail, da assessoria de imprensa do candidato.

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Luciana Portinho

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