Aula básica aos vereadores de Campos
06/11/2013 | 09h57
Para compreender a cidade como um todo, ninguém melhor do que ele Aristides Arthur Soffiati para nos falar.
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CINEMA EM DEBATE
20/10/2013 | 06h20
Agora sob o nome de Goitacá, em homenagem à sala de cinema que cedeu lugar à igreja Universal e também aos índios que habitaram a cidade, o cineclube retoma as atividades no próximo dia 23, às 19h30, no auditório do Oráculo (sala 507, do edifício Medical Center) com a exibição do filme “Hans Staden”, de Luiz Alberto Pereira, que será apresentado pelo diretor de Redação da Folha da Manhã, Aluysio Abreu Barbosa.
Inicialmente como José Amado Henriques (homenagem ao crítico de cinema que atuou na imprensa campista), as sessões aconteciam na Faculdade de Medicina, e, posteriormente, como Cinema no Palácio, no auditório do Palácio da Cultura, o cineclube está sendo reativado por iniciativa de Luiz Fernando Sardinha, dono do espaço Oráculo, que, além de profissional destacado na odontologia, é cultor das artes, notadamente teatro e cinema. Para dar conta da tarefa, convidou Aluysio, o professor Aristides Soffiati, o jornalista Gustavo Matheus e o articulista da Folha Dois PC Moura. Na coordenação das atividades, a jornalista Luciana Portinho, diretora de eventos do Oráculo.
Necessidade — No momento em que a cultura em Campos está em discussão, a partir de depoimentos publicados nesta Folha Dois, Aluysio entende que a retomada do cineclube acontece em boa hora e mostra que é possível “romper com as condições de pedinte do poder público municipal e criar espaços próprios para a discussão da arte. No caso específico, cinema. Isso é possível através da iniciativa privada e de pessoas sensíveis, como é o caso de Sardinha, profissional vitorioso, mas que não vive sem arte.” Além do mais, serve também para a produção efetiva da cultura, através de mostras regulares de filmes que dificilmente seriam vistos em circuito comercial.
Depois de “Hans Sataden”, será a vez, no dia 30, de “Como era gostoso o meu francês”, de Nelson Pereira dos Santos, cabendo ao jornalista Gustavo Matheus a apresentação. “Mantenho conversas regulares com Aluysio sobre cinema. Sempre me interessei em conhecer a trajetória dos diretores e, percebendo meu interesse, convidou-me para participar do cineclube. Aceitei de pronto, já que é uma oportunidade rara para enriquecer meus conhecimentos sobre a sétima arte”, destacou Matheus. No dia 6 de novembro é a vez do professor e ambientalista Aristides Soffiati fazer os comentários antes da apresentação de “Desmundo”, dirigido por Alain Fresnot.
Aristides considera a retomada do cineclube fundamental como espaço para discussão e conhecimento de filmes que não fazem parte do circuito comercial. Sendo que muitos não são encontram nem em locadoras. “Se você for a uma locadora e pedir “Ladrões de Bicicletas”, de Vittorio De Sica, não encontrará e o atendente pode até tomar um susto porque não está acostumado a lidar com filmes de arte. Também poderemos ver obras que não chegariam aqui por falta de apelo comercial. Enfim, é a retomada de um espaço para discussão e, desta feita, pela iniciativa particular.” O filme “Brincando nos Campos do Senhor”, de Hector Babenco, será mostrado no dia 13 de novembro, cabendo a apresentação ao articulista PC Moura. “A idéia do cineclube é genial, porque podemos nos libertar da enxurrada de filmes comerciais. É uma opção que oferece para discussão e, além disso, a entrada é franca”, observou Moura.
Espaço aconchegante
A sede do Oráculo, sala 507 do edifício Medical Center, é um espaço confortável com 30 lugares (poltronas estofadas) e equipamento para projeção de filmes de última geração. A diretora de eventos, Luciana Portinho, destaca que a proposta de Luiz Fernando Sardinha é promover discussões regulares sobre arte e, por isso, a proposta de retomada do cineclube que agora “ganha o nome de Goitacá. Além do mais, trata-se de uma oportunidade para formar um grupo para discussões regulares sobre cinema. É um espaço à inteligência campista, sem grupinhos ou mandantes”.
Aluysio Abreu Barbosa lamenta o fato do campista neste momento ficar restrito às salas do Boulevard que “exibem filmes para analfabetos, uma vez que são todos dublados.” Também lamenta a demora da reforma das salas do Cine 28. Com isso, o cineclube se constitui numa opção para aqueles se sentem órfãos de filmes que conclamem à sensibilidade “e não as rotineiras sessões pipoca que fazem a festa das bombinières.” O acesso ao Oráculo será gratuito e, após cada sessão, os presentes debaterão o filme se constituindo assim numa oportunidade para o exercício da inteligência e da sensibilidade.
Celso Cordeiro Filho (Capa da Folha Dois de hoje, domingo, 20/10)
Ele continua o mesmo Aristides
06/05/2013 | 04h22
Ele é Patrimônio da Humanidade. Um dos, certamente, mas, não é para qualquer um. Um carioca que, aos 23 anos aqui aportou, fincou raiz, amadureceu, espalhou sementes. Trata-se de Aristides Arthur Soffiati, professor universitário, ambientalista, acadêmico e um dos mais antigos colaboradores da Folha da Manhã. Soffiati lança o livro “As Lagoas do Norte Fluminense” (Essentia Editora), na próxima quinta-feira, em noite de autógrafos no Campus/Centro do IFF , às 18 horas. Na ocasião, ele relança o livro “Mínima Poética”, anteriormente lançado na Academia Campista de Letras.
[caption id="attachment_6178" align="aligncenter" width="550" caption="Charge Marco Antonio Rodrigues (Capa da Folha Dois, domingo, 5/05)"]
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“As Lagoas do Norte Fluminense” é uma coletânea de artigos jornalísticos, entrevistas, cartas públicas e documentos, alguns raros. Não é um livro científico. Foi escrito com uma linguagem agradável e acessível, bem ao estilo Soffiati. “Demorei muito, desde 1978, escrevendo e reunindo o material sobre órgãos que foram extintos como o DNOS – Departamento Nacional de Obras de Saneamento. A sede geral do DNOS era ao lado da Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Informaram-me, então que com a extinção das funções do departamento, o prédio estava largado, os papéis, mapas e fotografias estavam sendo vendidos a peso pela população. As fotografias, em torno de 17 mil, usadas como varal de roupa. Na época eram filmes de celulóide. Fui ao Ministério Público, fiz a denúncia. Tive acesso a cópias que me foram doadas e entreguei o material do Norte fluminense ao IFF, está lá preservado e digitalizado”, diz o professor. Soffiati esclarece que a maioria dos textos foi publicada na Folha, entre 1978 e 2012. A sua trajetória de luta em defesa das lagoas do Norte fluminense está esmiuçada. “É a parte mais opulenta do livro de um indivíduo que foi aprendendo, apanhando e adquirindo conhecimento como um instrumento necessário ao embasamento das lutas. Dele constam propostas, não só denúncias e reclamações. Deixo minha contribuição a quem quiser trabalhar. Se destina ao leigo, mas, à pesquisa também”, relata. A capa é bonita, uma panorâmica do nosso litoral com a terra sinuosamente alinhavada pelas águas da Lagoa do Açu e do Banhado da Boa Vista. Na contracapa, em preto e banco, a imagem inesperada de Soffiati em pé em um barco sendo literalmente protegido por um soldado armado, um fuzileiro naval. No fundo do barco muitos canos de PVC, artefato que foi utilizado para dinamitar os diques irregulares que reduziam o espelho d’água da Lagoa Feia. “Esperava nunca ver isso”, relembra risonho. Este ano de 2008, foi o momento áureo da sua luta em prol da preservação do patrimônio ambiental. Foi um verão com enchente, que o Ministério Público o procurou para que apresentasse alguma solução. “Era preciso ampliar a área original da Lagoa Feia, reduzir o impacto das enchentes. Uma lagoa é também uma esponja”. O professor informa que no início do século XX, em 1900, a Lagoa Feia, tinha 370 km². Em 1970 só estava com 170 km², ou seja, em apenas 70 anos perdera 200 km², mais da metade. “Propus, detonar cinco diques. Foi inacreditável, ter os militares me defendendo, rompemos quatro deles. Hoje, segundo estudo do IFF a Lagoa Feia recuperou 40km². Está com 210km²”, fala satisfeito com a vitória. Olhando para trás, Soffiati, nitidamente observa a falta de noção do perigo e a sua ousadia em desafiar pessoas do Exército, Polícia Federal, deputados estaduais, vereadores. Foi sete vezes processado, ganhou todas. Entre os que o processaram estão o radialista Barbosa Lemos, a Cedae e o deputado federal Garotinho. Também foi processado por uma juíza de São João da Barra, “Reconheço que eu tinha uma atitude temerária, fazia parte, não retiro nada, não me arrependo, conta uma história”, frisa ele. O professor que fez da defesa da natureza o seu campo de lutas nunca quis se ligar diretamente a política, apesar de sempre ter feito política. Não pertenceu a algum partido político. Fez do Centro Norte Fluminense de Conservação da Natureza – CNFCN – a sua ferramenta, o seu partido. “Fui percebendo o quanto é fácil ser revolucionário em sala de aula. Ao longo dos anos, me calibrei no processo, sem perder o perfil crítico”. No presente, Soffiati, está aposentado do magistério, não da vida pública. Afirma carregar um ônus: “Me pedem tudo, que eu resolva tudo. Bajulam-me, pesa uma responsabilidade. Mas não sou órgão público”! Luciana Portinho Capa da Folha Dois, domingo, 5/05.
Bons lançamentos
22/04/2013 | 04h30
Arthur Soffiati, comunica o Lançamento dos livros Mínima Poética e As Lagoas do Norte Fluminense, no dia o de maio, às 18h, no IFF - Instituto Federal Fluminense, Campus /centro.
Segundo Soffiati, talvez seja possível também lançar, no mesmo evento, uma edição comentada do Roteiro dos Sete Capitães, documento importante para a compreensão da história colonial do Norte do estado do Rio de Janeiro.
Convite reproduzido, TODOS LÁ!
Sobre o autor
Luciana Portinho
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