O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Tortura, Juan Méndez, em visita realizada nos dez últimos dias aos presídios brasileiros (nos estados do Maranhão, Sergipe, Alagoas, São Paulo e Distrito Federal) e, após ouvir testemunhos de presos, confirmou que a tortura é prática recorrente. Espancamento com cassetete, choque elétrico com pistola taser e sufocamento com água e sacos plásticos figuram entre as mais praticadas. Segundo Juan Méndez, essas práticas são heranças da ditadura militar, período em que, segundo o relator, a tortura era a “política estatal e deliberada”.
Ainda segundo o especialista em direitos humanos, esses crimes ficam impunes pois não são investigados: "Não encontramos provas de que esses crimes foram adequadamente investigados, nem processo penal ou punição".
— O Brasil tem hoje 600 mil presos. Numa relação per capita é a quarta maior população carcerária do mundo. E esse crescimento foi muitíssimo rápido. A taxa de encarceramento no Brasil se dá de forma muito rápida. E algumas boas medidas até são adotadas, mas são anuladas pela velocidade com que se prende no país - disse o relator, constatou também que as prisões apresentam condições insalubres e que a refeição oferecida não apresenta aspecto visual nem odor de comestível.
Nos locais visitados o relator constatou que o tratamento aos presos é cruel e desumano e citou a superlotação das cadeias como um problema grave.
— Reduzir idade de responsabilidade penal viola normas internacionais e é um grave erro do ponto de vista prático. Só aumenta a superlotação carcerária. E também sou contra ampliar o período de permanência do menor nos centros destinados a eles. Pelo que vi, em São Paulo, esses locais não ressocializam.
O relatório final será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2016.
Lá vamos nós de novo mostrar uma de nossas piores faces.
O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Tortura, Juan Méndez, em visita realizada nos dez últimos dias aos presídios brasileiros (nos estados do Maranhão, Sergipe, Alagoas, São Paulo e Distrito Federal) e, após ouvir testemunhos de presos, confirmou que a tortura é prática recorrente. Espancamento com cassetete, choque elétrico com pistola taser e sufocamento com água e sacos plásticos figuram entre as mais praticadas. Segundo Juan Méndez, essas práticas são heranças da ditadura militar, período em que, segundo o relator, a tortura era a “política estatal e deliberada”.
Ainda segundo o especialista em direitos humanos, esses crimes ficam impunes pois não são investigados: "Não encontramos provas de que esses crimes foram adequadamente investigados, nem processo penal ou punição".
— O Brasil tem hoje 600 mil presos. Numa relação per capita é a quarta maior população carcerária do mundo. E esse crescimento foi muitíssimo rápido. A taxa de encarceramento no Brasil se dá de forma muito rápida. E algumas boas medidas até são adotadas, mas são anuladas pela velocidade com que se prende no país - disse o relator, constatou também que as prisões apresentam condições insalubres e que a refeição oferecida não apresenta aspecto visual nem odor de comestível.
Nos locais visitados o relator constatou que o tratamento aos presos é cruel e desumano e citou a superlotação das cadeias como um problema grave.
— Reduzir idade de responsabilidade penal viola normas internacionais e é um grave erro do ponto de vista prático. Só aumenta a superlotação carcerária. E também sou contra ampliar o período de permanência do menor nos centros destinados a eles. Pelo que vi, em São Paulo, esses locais não ressocializam.
O relatório final será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2016.
Lá vamos nós de novo mostrar uma de nossas piores faces.
foto peru.com[/caption]
Fonte. Le Figaro
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Um adendo: na Suécia, país da Escandinávia, quatro presídios foram fechados, em 2013, por falta de detentos, ver aqui.
Legista do caso PC Farias diz que filho de PMs não cometeu suicídio
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"É básico em Criminalística e Medicina Legal que o perito só atesta o que encontra, só declara o que pode provar", descreveu o legista em sua página no Facebook. De acordo com Sanguinetti, o membro superior direito de Marcelo encontra-se em flexão, o braço-antebraço na parte anterior do tórax (esternal) dirigindo-se para o lado esquerdo da cabeça, onde a mão direita encontra-se na parte esquerda do segmento cefálico. "O membro superior esquerdo, braço-antebraço, em ângulo de 90 graus e a região palmar voltada para o dorso", completou. Diante da posição e do fato do adolescente ser canhoto, o médico considera impossível que Marcelo tenha disparado a arma de fogo. "Não estou contestando o trabalho da polícia de São Paulo, apenas estou apresentando a 'linguagem do cadáver de Marcelo', onde diz claramente que (ele) não foi autor do tiro que o matou", afirmou. Além disso, Sanguinetti questionou a ausência de exame residuográfico positivo, como também não foi detectada a presença de chumbo, pólvora, antimônio, bário na pele do menino. Para completar, ele diz que, como o tiro teria sido com arma apoiada, era importante também encontrar sangue e outros materiais orgânicos resultantes da explosão dos gases (lesão de Hoffmann ou buraco de mina).
A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS
Fabrício Carpinejar
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência. Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram. Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo? O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista. A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados. Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço.Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro. Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos. Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu. As palavras perderam o sentido.
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O vereador Nelson Nahim (PPL), presidente do legislativo, fez questão de comunicar (na sessão de hoje - 04/09) que um de seus cabos eleitorais, foi ameaçado por arma em punho; na ocasião foi "avisado" por dois motoqueiros de capacete na porta de sua casa, para que parasse de fazer a campanha do vereador.
- O fato ocorreu depois de uma reunião numerosa que fizemos no Jóquei. Foi uma reunião para mim e Arnaldo. Três dias depois, tocaram a campainha na casa do Cristiano - um homem bem querido por todos no bairro- , dois homens de moto e com capacete desceram da motocicleta, seguraram pelo colarinho dele e com o revólver apontado na cara, o ameaçaram de morte e de tocar fogo na casa. "Melhor parar logo", foi o que disseram ao Cristiano - falou Nahim que já registrou o fato na delegacia de polícia.
Episódio deplorável em uma cidade como a nossa. Faço também o registro. Sobre o autor
Luciana Portinho
[email protected]- Fevereiro 2026
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