Nos presídios do Brasil: tortura
14/08/2015 | 08h58
 O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Tortura, Juan Méndez, em visita realizada nos dez últimos dias aos presídios brasileiros (nos estados do Maranhão, Sergipe, Alagoas, São Paulo e Distrito Federal) e, após ouvir testemunhos de presos, confirmou que a tortura é prática recorrente. Espancamento com cassetete, choque elétrico com pistola taser e sufocamento com água e sacos plásticos figuram entre as mais praticadas. Segundo Juan Méndez, essas práticas são heranças da ditadura militar, período em que, segundo o relator, a tortura era a “política estatal e deliberada”. Ainda segundo o especialista em direitos humanos, esses crimes ficam impunes pois não são investigados: "Não encontramos provas de que esses crimes foram adequadamente investigados, nem processo penal ou punição". — O Brasil tem hoje 600 mil presos. Numa relação per capita é a quarta maior população carcerária do mundo. E esse crescimento foi muitíssimo rápido. A taxa de encarceramento no Brasil se dá de forma muito rápida. E algumas boas medidas até são adotadas, mas são anuladas pela velocidade com que se prende no país - disse o relator, constatou também que as prisões apresentam condições insalubres e que a refeição oferecida não apresenta aspecto visual nem odor de comestível. Nos locais visitados o relator constatou que o tratamento aos presos é cruel e desumano e citou a superlotação das cadeias como um problema grave. — Reduzir idade de responsabilidade penal viola normas internacionais e é um grave erro do ponto de vista prático. Só aumenta a superlotação carcerária. E também sou contra ampliar o período de permanência do menor nos centros destinados a eles. Pelo que vi, em São Paulo, esses locais não ressocializam. O relatório final será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2016. Lá vamos nós de novo mostrar uma de nossas piores faces.
fonte: O Globo, o negrito é nosso.
Comentar
Compartilhe
TODO TEMPO EM PERIGO
06/05/2015 | 09h06
No dia 24 de março assistimos consternados à queda do Airbus voo 9525 da Germanwings. A Germanwings é uma dessas empresas de aviação que as grandes companhias aéreas mantêm como de segunda linha, no caso esta pertence à alemã Lufthansa. Até aqui pensávamos que de segunda linha, significasse voos mais baratos, com ainda menos serviços e conforto, operando em linhas de curta distância, mas, com todos os procedimentos de segurança em dia. Bom, hoje (06) saiu finalmente o resultado final da perícia das caixas pretas do desastre que matou 150 passageiros e todos os tripulantes. O suicídio (assassinato) foi premeditado. A aeronave espatifou-se contra os Alpes. Quem estava no momento da queda no comando era o copiloto de 27 anos Andreas Lubitz. O piloto tinha se ausentado da cabine, ido ao banheiro, quando quis retornar encontrou a porta da cabine travada por dentro, certamente pressentiu a desgraça, pois esmurrou a porta. Trancada estava e trancada ficou por decisão do copiloto (o dispositivo de segurança só permite o destravamento por dentro) que em um ato suicida resolveu tirar a sua vida e junto levar a de todos os demais. Loucura total, assassinato em massa. E o quê as investigações descobriram e concluíram? Que Lubitz (o copiloto deprimido, sofria de transtornos psiquiátricos) ensaiara, no mesmo dia, em outro voo, manobras injustificáveis de descida até 100 pés (pouco mais de 30 metros) sobre o nível do mar. Que Lubitz pesquisara dias antes sobre o funcionamento de portas de cabine, sobre formas de suicídio e mesmo sobre laxantes. Teria sido repentina a dor de barriga do piloto Patrick Sonderheimer, obrigado a ir ao banheiro e se retirar da cabine, provocada por medicamento deste tipo? Poucas dúvidas restam. E a absoluta convicção desta blogueira quanto à falha monumental da Lufthansa, ao não supervisionar de perto a saúde mental dos pilotos e copilotos. Reduzir gastos naquilo que é essencial à preservação da vida dos passageiros é de algum modo ser corresponsável pela morte dos mesmos, como foi o que aconteceu. [caption id="attachment_8917" align="alignright" width="583"]germanwings foto peru.com[/caption]   Fonte. Le Figaro
Comentar
Compartilhe
BRASIL DA HIPOCRISIA
13/01/2014 | 03h19
Tem dias que eu sinto vergonha de ser brasileira. A cara queima com o desleixo das nossas autoridades públicas, com o distanciamento destas da realidade da população. Sei que certo não é generalizar, mas, os horrores (me parecem) têm sido banalizados e, o pior, as falas oficiais permanecem nas nuvens. O discurso da governadora Roseana Sarney ao apontar o suposto enriquecimento do estado do Maranhão, como causa do horror, é esquizofrênico, não é inocente. Não tenho dúvida: breve haverá nova explosão popular. Entre tantas selvagerias, espertezas e hipocrisias que ocuparam o noticiário nacional na última semana, a da trágica situação carcerária brasileira, desmascarada com a barbárie em penitenciária maranhense, foi o golpe que faltava na boca do estômago nacional. Se não fomos ainda capazes de criar um sistema integral público educacional de qualidade para todos, fomos doutores em implantar o inferno nas penitenciárias do país, ao formar uma legião de 550 mil presos em condições de animal. Fatos são fatos, números são números. Hoje temos 340 mil vagas, ou seja, 200 mil a menos que o necessário, fora os que estão amontoados em delegacias, em flagrante arrepio da Lei. Não há nenhum indicador de que o número de criminosos decresça, pelo contrário, sem esforço concentrado dos poderes executivo, judiciário e legislativo, na próxima década o número explodirá.  Como negar? Culposamente construímos o caos no sistema prisional brasileiro. [caption id="attachment_7444" align="aligncenter" width="630" caption="Ft. Google"][/caption]

Um adendo: na Suécia, país da Escandinávia, quatro presídios foram fechados, em 2013, por falta de detentos, ver aqui.

Comentar
Compartilhe
Finalmente
14/08/2013 | 04h34

Legista do caso PC Farias diz que filho de PMs não cometeu suicídio

Após analisar fotografias da cena da chacina ocorrida no início do mês na Brasilândia, em São Paulo, o médico legista George Sanguinetti não acredita na versão da polícia, que aponta que Marcelo Pesseghini, 13 anos, cometeu suicídio após assassinar os pais - o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luis Marcelo e a cabo da Polícia Militar Andreia -, a avó Benedita de Oliveira Bovo e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva. O médico ficou conhecido por ter contestado a tese inicial da polícia que Paulo César Farias e Suzana Marcolino teriam sido vítimas de homicídio seguido de suicídio em 1996. Após refazer os laudos, ele indicou que os dois foram assassinados. [caption id="attachment_6842" align="aligncenter" width="550" caption="ft. Google"][/caption]

 

"É básico em Criminalística e Medicina Legal que o perito só atesta o que encontra, só declara o que pode provar", descreveu o legista em sua página no Facebook. De acordo com Sanguinetti, o membro superior direito de Marcelo encontra-se em flexão, o braço-antebraço na parte anterior do tórax (esternal) dirigindo-se para o lado esquerdo da cabeça, onde a mão direita encontra-se na parte esquerda do segmento cefálico. "O membro superior esquerdo, braço-antebraço, em ângulo de 90 graus e a região palmar voltada para o dorso", completou. Diante da posição e do fato do adolescente ser canhoto, o médico considera impossível que Marcelo tenha disparado a arma de fogo. "Não estou contestando o trabalho da polícia de São Paulo, apenas estou apresentando a 'linguagem do cadáver de Marcelo', onde diz claramente que (ele) não foi autor do tiro que o matou", afirmou. Além disso, Sanguinetti questionou a ausência de exame residuográfico positivo, como também não foi detectada a presença de chumbo, pólvora, antimônio, bário na pele do menino. Para completar, ele diz que, como o tiro teria sido com arma apoiada, era importante também encontrar sangue e outros materiais orgânicos resultantes da explosão dos gases (lesão de Hoffmann ou buraco de mina).
Fonte: Jornal do Brasil
Comentar
Compartilhe
Dá tempo!
24/04/2013 | 05h03
[caption id="attachment_6106" align="aligncenter" width="594" caption="Ft.Facebook"][/caption]

 

Comentar
Compartilhe
De tragédias. Em tragédia.
28/01/2013 | 04h35
Impossível, desde ontem,  não se sentir um tanto soterrada junto aos 231 cadáveres jovens,  na tragédia que sacudiu o Brasil. Foram minutos de terror, de horror pleno que desgraçadamente tirou a vida daqueles guris que lá estavam despreocupadamente celebrando a juventude em conquistas. No luto dos próximos dias, semanas, meses e anos, virão à tona os responsáveis por tal assombro mortal. Nada voltará a ser o quê foi antes. Abaixo,  poesia, de Fabrício Carpinejar, cronista e poeta gaúcho, publicada no dia de hoje (28/01),  na capa do Jornal O Globo. Fala por nós.

A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS

Fabrício Carpinejar

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço.Não vão se lembrar  de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.
Comentar
Compartilhe
Leitor sugere ajuda à PM
18/10/2012 | 01h29
Por gentileza solicito por este espaço: VAMOS AJUDAR A PM A PRENDER MAIS LADRÓES E TRAFICANTES…DISQUE DENÚNCIA: 27231177 OU 190!!! VAMOS ACABAR COM ESTE ALTO ÍNDICE DE VIOLÊNCIA E CRIMES EM NOSSA CIDADE AMADA!! 27231177!! ADOTE ESTA IDÉIA!!! NOSSA UPP (UNIÃO DA POLÍCIA COM A POPULAÇAO)!!! TODOS TEMOS A OBRIGAÇÃO E O DEVER MORAL DE AJUDAR A POLÍCIA!!! SÓ DEUS É ONIPRESENTE!!
Comentar
Compartilhe
TRE-RJ: Eleição com Centro de Inteligência
05/10/2012 | 09h18
TRE-RJ inaugura centro de inteligência para monitorar segurança das eleições O presidente do TRE-RJ, desembargador Luiz Zveiter, vai inaugurar, às 13h deste sábado, dia 6, as instalações do Centro de Controle e Comando das Eleições 2012. Imediatamente após a cerimônia, o local passa a centralizar o processamento das informações que vão servir de base para a tomada de decisões sobre a segurança do pleito. O Centro vai funcionar de forma ininterrupta até a conclusão da totalização dos votos de todo o Estado do Rio, o que inclui a madrugada de domingo, quando haverá patrulhamento ostensivo para coibir o crime de boca de urna. Trata-se da primeira vez que o TRE-RJ monta um centro de inteligência deste porte para as eleições. Articulado ao Disque Denúncia Eleitoral, ao Disque Denúncia da Polícia Civil e ao telefone 190 da Polícia Militar, o Centro de Controle e Comando vai filtrar as informações por cada força de segurança, para separar os delitos segundo o grau de potencial ofensivo. Crimes eleitorais mais graves, como a compra de votos, receberão prioridade. O Centro terá 13 computadores interligados em rede de banda larga com velocidade de 10 Mb. Para garantir a estabilidade da conexão, haverá a presença de representantes da Anatel, Embratel e Oi no local, que também está equipado com um telão com datashow. Além do TRE-RJ, integram o Centro de Comando e Controle representantes da Marinha, do Exército, da Secretaria de Estado de Segurança Pública e das Polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal. * por e-mail, Ascom TRE-RJ
Comentar
Compartilhe
Campanha acirrada e carregada
04/09/2012 | 01h25
Como ontem (03/09) estampou a capa do jornal O Globo, somam a 22 as mortes no país desde o início do período eleitoral. Pois lamentalvelmente, como dito hoje no Blog do Bastos (Folha Online), a violência mostra sua cara na campanha de Campos. [caption id="attachment_4587" align="alignleft" width="450" caption="Foto de Antônio Cruz"][/caption] O vereador Nelson Nahim (PPL), presidente do legislativo, fez questão de comunicar (na sessão de hoje - 04/09) que um de seus cabos eleitorais, foi ameaçado por arma em punho; na ocasião foi "avisado" por dois motoqueiros de capacete na porta de sua casa, para que parasse de fazer a campanha do vereador. - O fato ocorreu depois de uma reunião numerosa que fizemos no Jóquei. Foi uma reunião para mim e Arnaldo. Três dias depois, tocaram a campainha na casa do Cristiano - um homem bem querido por todos no bairro- , dois homens de moto e com capacete desceram da motocicleta, seguraram pelo colarinho dele e com o revólver apontado na cara,  o ameaçaram de morte e de tocar fogo na casa. "Melhor parar logo", foi o que disseram ao Cristiano - falou Nahim que já registrou o fato na delegacia de polícia. Episódio deplorável em uma cidade como a nossa. Faço também o registro.
Comentar
Compartilhe
Grande operação do TRE-RJ na Maré
31/07/2012 | 02h49
Na manhã de hoje, 31 de julho, o TER-RJ realizou uma grande operação com apoio de 252 policiais e de 70 fiscais  no Complexo da Maré, na capital.  A ação da Justiça Eleitoral contou ainda com dois blindados e um helicóptero. Do comando da operação o presidente do TRE-RJ, desembargador Luiz Zveiter declarou: “Mostramos que não existe lugar em que a Justiça Eleitoral não possa entrar”. E avisou que, daqui para frente, operações semelhantes se repetirão em municípios do interior. Profilático para a lisura do pleito, fica o alerta especial para Campos. Segue abaixo a íntegra do e-mail do TER-RJ. Com o apoio de 252 policiais e 70 fiscais, o TRE-RJ realizou, na manhã de hoje, dia 31, uma operação no Complexo da Maré, que mobilizou dois blindados e um helicóptero. Trata-se da primeira grande ação do Centro de Controle e Comando das Eleições 2012 para impedir a formação de currais eleitorais. "Mostramos que não existe lugar em que a Justiça Eleitoral não possa entrar", disse o presidente do TRE-RJ, desembargador Luiz Zveiter, que comandou a operação. "Queremos que a população se sinta segura para escolher livremente seus candidatos", complementou. O desembargador Zveiter anunciou que haverá novas operações em municípios do interior. Na operação, os fiscais do TRE-RJ fecharam o centro social Tecnobox, no Parque União,que seria vinculado ao candidato a vereador Pedro Edson (PT). No local, Francisco Valdetério Braz foi preso. Ele havia se apresentado como responsável pelo centro social, onde foi apreendido ainda um carro de som. Os fiscais recolheram também uma granada, encontrada na garagem de uma empresa de ônibus, e três caminhões de placas e faixas com propaganda irregular, a maior parte dos candidatos a vereador Pedro Edson (PT), Paulo Messina (PV) e Teresa Bergher (PSDB). A operação desta terça-feira, dia 31, contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, do 22º, 16º e 3º Batalhões da Polícia Militar e das Polícias Federal e Rodoviária Federal. O presidente do TRE-RJ, desembargador Luiz Zveiter, informou que as reuniões do Centro de Controle e Comando das Eleições 2012 passam a ocorrer quinzenalmente. Além do TRE-RJ, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Comando Militar do Leste, as Polícias Federal e Rodoviária Federal, a Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro integram o Centro de Controle e Comando.
Comentar
Compartilhe
Próximo >
Sobre o autor

Luciana Portinho

[email protected]

Arquivos