"Mulher nua estendida", 1955, Picasso. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]
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"Dora Maar", 1937, Picasso. Museu Picasso, Paris, França.[/caption] Campos dos Goytacazes, 25/03/2026 18:34
"Mulher nua estendida", 1955, Picasso. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]
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"Dora Maar", 1937, Picasso. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]
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Não sendo aceita, por desonrar a moral rígida dos valores dominantes masculinos, é vista como mais uma prostituta. Umay parte novamente e novamente. Mais do que não ser protegida pelos pais e irmãos, é por eles rejeitada, vira saco de pancadas, é perseguida. Ainda que ame a mãe e a ela recorra por abrigo, a mãe é a síntese do que Umay não quer para sua vida: dependência e submissão.
Com tom baixo e poucos diálogos, o filme se desenrola nas expressões faciais. Estas revelam o quanto de sofrimento no impasse entre sentimentos que reprimidos sucumbem à necessidade externa de aceitação social; geram a desgraça.
Assisti “Quando Partimos”(Die Fremde), sem maior pretensão. Colada fiquei ao dilema da jovem mulher Umay, na ingenuidade de supor que conseguiria se afirmar em ambiente sociocultural hostil. Há nela uma teimosa esperança, a de que pela sinceridade do seu tão genuíno propósito, vitoriosa seria. Não foi. A mesma família que a criou a destrói. Do laço da fraternidade sonhada veio a lâmina que mata seu amor incondicional, o menino Cem, aconchegado em seu colo.
Li depois a crítica, cobra do personagem um maior desligamento de seu núcleo familiar, poderia tê-la poupado. Discordo da análise racional. A história de Umay é poética. Nela, a poesia da vida que nos move ou que nos detém. Remete-nos à angustia provocada pelo choque cultural entre uma estúpida moral e os legítimos anseios individuais, nada imorais, e que ao cabo é fonte da infelicidade humana nos desencontros absurdos que a vida social estabelece.
Candidato da Alemanha a uma vaga no Oscar 2011, Die Fremde (Quando Partimos) estreou no Festival de Berlim em fevereiro de 2010. Depois, o filme passou por outros sete festivais, incluindo o de São Paulo. Direção da atriz austríaca Feo Aladag.
Um bom longa, desperta reflexões. O desfecho me causou silencioso choro. Triste. Recomendo.
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.... A grande festa na roça! Vai ser pra lá de animada e ainda vai ajudar os nossos jovens músicos a se apresentarem no inicio de setembro em quatro cidades de Portugal. Esses músicos são o lado ótimo de Campos. Tenho baita orgulho de todos eles!
Todos lá!Ontem, uma minoria de 800 pessoas assistiu pelo que uma maioria de 470 mil munícipes pagou. Assim, foi a decisão mais do que equivocada (não foi legítima, me pergunto: legal?) da prefeitura de Campos ter pago R$ 233 mil pelo cachê da cantora para que se apresentasse a uma elitizada platéia, no Teatro Municipal Trianon. Quem é que com o salário vigente pode gastar R$ 100,00 com ingresso em uma única atividade cultural?
Compreensível que se queira comemorar os 15 anos do teatro, não dessa forma. Deveriam ter festejado em espaço aberto para que tantos quantos quisessem comparecer, até porque o Trianon construído com recursos municipais é motivo de comemoração pública.
Para aqueles bobocas que repetem que o popular prefere ouvir Funk a ouvir MPB, fica a lembrança que uma das tarefas de uma política cultural séria é permitir o acesso a toda manifestação artística à população, sem discriminação. Difundir a arte, fomentar plateias é uma das mais nobres funções do setor cultural público.
Coisa de maluco essa administração!