Novas atitudes
26/11/2013 | 06h45
NOVAS ATITUDES A Presidente Dilma vetou na íntegra o projeto que tramitava no Congresso Nacional para criação de novos municípios. Terça-feira desta semana, fechou um pacto com os partidos da base aliada pela responsabilidade fiscal. O IBGE mostra que 70% dos municípios tem até 20.000 habitantes. Com raras exceções municípios com esta população não tem auto-sustentabilidade, necessitam de verbas estaduais e federais para fecharem as contas e vem o Congresso propor a criação de mais 180 novos municípios. Data vênia senhores Deputados e Senadores, me parece,  um projeto casuístico, eleitoreiro, irresponsável do ponto de vista fiscal. Aliás, a Presidente fundamentou seu responsável veto na falta da fonte financiadora dos novos municípios. Atitude de estadista Presidente, a nação brasileira agradece. Ontem, comemorou-se o dia mundial da televisão, veículo de divulgação ao qual o saudoso jornalista Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, chamou de “Máquina de fazer doido”. A TV brasileira tem altíssima qualidade técnica e parabéns aos profissionais pela bela produção. De novo, o data vênia, o mesmo não podemos dizer do conteúdo. Na minha opinião e de muitos outros, há excessos de exposição de seios e nádegas, de cenas de sexo implícito e às vezes quase explícito, que levam a sexualização e erotização precoce de crianças; de violência gratuita até nos programas infantis, e o pior, como disse Hanna Arendt, a banalização do mal. Quando se reclama disso, retrucam os defensores da “liberdade de expressão”: liga a TV quem quer e na hora que quer. Não é para crianças verem certos programas, além disso, crianças dormem cedo. Dormiam! Dormiam, não dormem mais, e agora tem as outras máquinas de fazer mais doidos ainda, o celular e o computador com sua internet para o bem e para o mal. Assim como a Presidente tomou a atitude acima elogiada, gostaria que os responsáveis pelos programas das TV’s, não nos considerassem um bando de idiotas, tarados sexuais, vampiros com eterno gosto de sangue na boca e tomassem a atitude cívica de melhorarem o nível cultural, ético e moral das suas produções. A nação brasileira agradeceria!
Makhoul Moussallem   
Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM
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"A desumana universalização da idiotice"
19/01/2012 | 11h30

A nova classe e o Big Brother

Por Alberto Dines em 15/01/2012 na edição 676 do Observatório da Imprensa
Reproduzido da Gazeta do Povo, 14/1/2012.
Mito e mania, abstração e equívoco, lugar-comum e bordão eleitoral, a expressão “classe média” tornou-se o novo objeto de desejo dos políticos, marqueteiros, empresários, acadêmicos e mediadores. Numa arrancada tipicamente brasileira, “classe média” tornou-se uma designação que não designa coisa alguma, identidade não-definida, bolha vocabular. O que não impede que seja cortejada, venerada e idolatrada pelas quase três dezenas de partidos políticos e milhares de empresários ansiosos para conquistar mercados aqui e agora. A qualquer preço. Classe média seria o estrato sócio-econômico intermediário, meio-termo entre trabalhadores e empresários ou, como queriam os marxistas clássicos, entre proletários e capitalistas. Nesta condição foi convertida em sinônimo de burguesia, logo conotada pejorativamente e arquivada. Como o meio é um conceito subjetivo, vago, foi segmentado em frações – classe média-baixa, média-média e média-alta. A necessidade de precisão impeliu o marketing americano a adotar a hierarquização do abecedário e assim amiddle class da revolução industrial ficou alojada entre as classes B e D. O ranking serve para classificar renda, nada esclarece em matéria sócio-cultural. Muito menos no tocante a pertencimentos sócio-políticos já que um pequeno negociante – em termos de poder aquisitivo e necessidades culturais – pode estar muito abaixo de um trabalhador qualificado. O endeusamento da classe média, ou classe C (segundo os cânones televisivos), não passa de uma tentativa de aposentar a imagem “revolucionária” da luta de classes. Ao distribuir à cidadania as vantagens materiais relativas à saúde, instrução, moradia, transporte e segurança, os estados democráticos convertem a isonomia em algo real, concreto, mas em matéria cultural a homogeneização é deletéria. Mais do que isso: perigosa. Paradigmas O nivelamento social constitui uma das bases do Estado de Bem-Estar, mas a busca da igualdade não pode converter-se num embargo à diversidade espiritual ou existencial. A sociedade humana é necessariamente diversificada. Mantê-la aprisionada a paradigmas religiosos, morais e a cânones intelectuais degradantes liquida a liberdade de escolha e neutraliza todos os avanços. Ao converter em ideal a despolarização da sociedade é preciso não perder de vista o que aconteceu na antiga Iugoslávia dirigida com mão de ferro pelo déspota Josip Broz, Tito. Em meados dos anos cinqüenta do século passado, ao mesmo tempo em que a Hungria tentava romper a Cortina de Ferro imposta pelo Kremlin, um intelectual e político iugoslavo altamente colocado na hierarquia comunista, Milovan Djilas (ou Dilas), escreveu um livro-bomba, A Nova Classe, sucesso internacional instantâneo. O alvo eram os burocratas bolcheviques que se apossaram do aparelho de um estado teoricamente “socialista” para servir à manutenção dos seus privilégios. Enquanto a Europa não-comunista organizava-se livremente para chegar ao Mercado Comum e acabar com as guerras, Tito tentava o não-alinhamento. Seu companheiro Djilas foi ainda mais longe e investia contra anomenklatura comunista – a nova classe – que pregava a supressão das liberdades para garantir as pretensas conquistas sociais. A ditadura dos índices de audiência televisiva hoje firmemente instalada na sociedade brasileira contraria os fundamentos pluralistas da democracia. Oferecer casas para quem mora em áreas de risco é uma obrigação humanizadora do Estado de Direito, mas a contrapartida cultural não pode ser a desumana universalização da idiotice. Milovan Djilas investiu há quase sessenta anos contra o Big Brother, Grande Irmão, o estado policial bolchevique caricaturizado um pouco antes por George Orwell em 1984 (mas escrito em 1948). Não podemos esquecer esta associação entre os dois intelectuais libertários europeus no momento em que outro Big Brother, ainda mais difundido e poderoso, torna-se a moeda de troca para sufocar intelectualmente um segmento perto de alcançar seu lugar ao sol., jornalista
O jornalista Alberto Dines é também colunista do sítio http://www.clinicaliteraria.com.br/ de onde foi copiada a matéria.

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O Avesso tudo ilumina
21/10/2011 | 09h39
"Felicidade é uma cidade pequenina, é uma casinha, é uma colina, qualquer lugar que se ilumina, quando a gente quer amar...". Nada melhor numa sexta(21) para relaxar, do que jogar conversa fora, no bom sentido é claro. É com esse espírito descontraído, que bateremos um papo com a professora de Yoga, Regina Cardoso de Melo, que veio do Rio de Janeiro,  revolucionou os costumes da época, tomou água do Paraíba, e nunca mais voltou.  O Programa O Avesso do Avesso estreará hoje, às 19 horas, no canal 15 da ViaCabo, UNITV, com apresentação de Sergio Mendes, e participações de Cristina Lima e Robson Cândido. Quer ficar Zen? Então assista. Até lá!  Horários alternativos: sábado e domingo às 14 horas, segunda às 9 horas, terça e quarta às 15 horas e finalmente quinta às 19 horas. Na sexta que vem conversaremos com Nino Bellieny. Sérgio Mendes
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Murilo Dieguez pelo Avesso
07/10/2011 | 02h30
Sérgio Mendes Reminiscências: "Vamos falar de amor, somente de amor". Perdi a conta de quantas vezes ouvi esta música no doce vozeirão de Tim Maia. E é com este espírito, leve, livre e solto, que faremos a entrevista com o ex-presidente da CODEMCA, Murilo Dieguez. Amante da música popular brasileira, contador de causos, e defensor ferrenho da teoria de chutar areia.
Chutar areia sim. Ficou curioso?
Então assista hoje(7), O Programa O Avesso do Avesso, às 19 horas, no canal 15 da ViaCabo, na UNITV. Apresentação de Sergio Mendes, e participações de Cristina Lima e Robson Cândido. Até lá!
Horários alternativos: sábado e domingo às 14 horas, segunda às 9 horas, terça e quarta às 15 horas, e quinta às 19 horas. Sexta que vem, entrevistaremos Almy Junior, presidente da Fenorte. Aguardem.
*Ft. Google
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Programa O Avesso do Avesso.
09/09/2011 | 10h31
Ex-seminarista, ex-deputado estadual, ex-vereador, uma das reservas morais de Campos. O avesso das velhas raposas políticas. Estaremos conversando nesta sexta-feira,às 19 horas, no canal 15 da ViaCabo, UNITV, com o professor da Universidade Cândido Mendes, Sérgio Diniz. Faremos um passeio pelas Minas Gerais, nos seus tempos de seminário. Falaremos sobre sua relação com a família, política, futebol, e muitos outros assuntos. Sempre é bom fechar a semana, com um papo agradável e inteligente. Apresentação de Sérgio Mendes e participações da agitadora cultural Cristina Lima e do apresentador de TV Robson Cândido. No mais, é com vocês. Assistam! Sérgio Mendes [caption id="" align="alignright" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]    
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ARRUMA MEU MARIDO.
08/09/2011 | 09h50
[caption id="" align="alignright" width="300" caption="Ft.muitochique.com"][/caption] Arruma o meu marido luciana portinho   É o nome de um  programa de televisão vespertino. E é cômico, irresistivelmente engraçado. Hilário mesmo. Momentos de mico total. Assisti hoje no salão, fazendo o que as mulheres brasileiras gostam: as unhas. Lá ao fundo, no alto, um aparelho de TV, daqueles suspensos naquela geringonça que vira pra lá e pra cá. A pleno vapor da rotina seguia a vida do ambiente, cada qual concentrada no seu afazer do momento. Eis que o barulho do secador de cabelos cessou e lá do fundo veio então a chamada do tal programa. Todas se viraram em direção à televisão. Aline, a ajudante de cabeleireira foi a primeira que aos gritos nos chamou a atenção. “Nossa, deixa eu ver...Uuii...ééé... mudou muito, poxa como mudou, só continuou feio”. A risadaria eclodiu e logo o silêncio se fez na geral. Até eu que habitualmente pouco assisto TV parei para ver. É um daqueles programas popularescos, em que a mulher envia um pedido à produção para repaginar o marido. É tudo muito divertido ver o antes e o depois do infeliz do marido. Antes, sem dentes e todo mal-ajambrado. Depois, com roupa nova, novo corte no cabelo e exibindo uma bela mordedura o cidadão entra glorioso palco adentro. A mulher estupefata e encantada se pendura no pescoço dele e se beijam apaixonadamente. O fundo musical, dispensa qualquer referência, é só love love youuuu! Pensam que a cena terminou, que nada. O casal passa então a receber os presentes dos patrocinadores. Ao que o locutor, de microfone em punho, grita: “Ganhou!...Ganhou da Agropecuária de Jundiaííí , uumm lindo câarrrrneiro” e aí aparece na tela o robusto pimpão envolto em uma capa prata acetinada. E mais beijos demorados fecham os momentos da mais simplória descontração da tarde.  
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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