Surfando
O gaiato “surfando” no interior do Camelódromo na oportuna foto de Valmir Oliveira, publicada em página inteira em ótima capa da Folha, espelhou com muita ironia e bom humor a quantas anda a paciência do campista com o governo Rosinha.
Verdade
Na primeira chuva forte, as obras da prefeitura foram por água abaixo...
Por Água Abaixo
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O gaiato “surfando” no interior do Camelódromo na oportuna foto de Valmir Oliveira, publicada em página inteira em ótima capa da Folha, espelhou com muita ironia e bom humor a quantas anda a paciência do campista com o governo Rosinha.
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Na primeira chuva forte, as obras da prefeitura foram por água abaixo...
05/03/2015 | 12h54
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Na primeira chuva forte, as obras da prefeitura foram por água abaixo...
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Americano – César Gama propõe composição com oposição em oito diretorias
16/05/2012 | 03h58
Americano - situação e oposição procuram união para recuperar o clube
[caption id="attachment_3415" align="aligncenter" width="756" caption="Júlio Manhães apresentando projeto para recuperação do Americano"]
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A reunião de ontem à noite, entre sócios e torcedores do Americano, com o objetivo de discutir alternativas para recuperação do clube e a possibilidade de venda do estádio, vista com simpatia pela atual direção do Americano, mas nem tanto pela oposição, teve como ponto alto a sugestão do vice-presidente do clube, Edson Rangel, de que ele e o atual presidente Cesar Gama entreguem os cargos e que seja convocada uma assembleia para que os sócios elejam este Colegiado.
Mas a noite ainda prometia surpresas. Após a reunião foi realizado um encontro entre o presidente do Americano César Gama, seu vice Edson Rangel, e o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Magno Prisco (Maguinho), torcedor e ex-jogador do Americano, que abriu as portas para uma composição que poderá dar uma nova dinâmica ao clube.
A conversa foi produtiva. Apesar da proposta de uma direção colegiada não ter sido completamente aceita pelo atual presidente César Gama, em contrapartida, ele se mostrou disposto a ceder oito diretorias ao grupo de oposição, com as pessoas que o grupo indicar como as mais aptas aos cargos, inclusive os de diretor financeiro e diretor de futebol.
Diante da nova possibilidade aventada por César Gama, o grupo de sócios e torcedores agendou uma nova reunião, no próximo dia 25, para analisar a resposta de César diante do posicionamento do seu vice Edson Rangel.
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A reunião de ontem à noite, entre sócios e torcedores do Americano, com o objetivo de discutir alternativas para recuperação do clube e a possibilidade de venda do estádio, vista com simpatia pela atual direção do Americano, mas nem tanto pela oposição, teve como ponto alto a sugestão do vice-presidente do clube, Edson Rangel, de que ele e o atual presidente Cesar Gama entreguem os cargos e que seja convocada uma assembleia para que os sócios elejam este Colegiado.
Mas a noite ainda prometia surpresas. Após a reunião foi realizado um encontro entre o presidente do Americano César Gama, seu vice Edson Rangel, e o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Magno Prisco (Maguinho), torcedor e ex-jogador do Americano, que abriu as portas para uma composição que poderá dar uma nova dinâmica ao clube.
A conversa foi produtiva. Apesar da proposta de uma direção colegiada não ter sido completamente aceita pelo atual presidente César Gama, em contrapartida, ele se mostrou disposto a ceder oito diretorias ao grupo de oposição, com as pessoas que o grupo indicar como as mais aptas aos cargos, inclusive os de diretor financeiro e diretor de futebol.
Diante da nova possibilidade aventada por César Gama, o grupo de sócios e torcedores agendou uma nova reunião, no próximo dia 25, para analisar a resposta de César diante do posicionamento do seu vice Edson Rangel.
Crise no Americano - César Gama: “A gente tem que vender o estádio”
22/04/2012 | 11h30
[caption id="attachment_3302" align="aligncenter" width="567" caption="Capa da Somos dessa semana, nas bancas"]
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A queda do Americano para a segunda divisão do futebol do Estado do Rio de Janeiro vem se desenhando há tempos. Sem uma estrutura moderna e o apoio da Federação perdido com a morte de Caixa D´Água, o time campista fraquejou frente ao Flamengo, perdendo de 3 a 1 no Engenhão, sendo rebaixado para a segunda divisão, deixando, após 33 anos, a elite do futebol estadual, e abrindo uma séria crise no clube alvinegro do Parque Tamandaré. Diretoria e sócios, que já não comungavam alegrias, ainda não conseguiram dividir a tristeza. O clima é de desânimo, mas ainda existem sócios dispostos a apoiar a atual direção liderada por César Gama, que preside o clube há 19 anos. Mas as propostas de venda do estádio, por parte da direção, e de uma nova direção colegiada, proposta pelos sócios, ainda estão longe de serem aceitas pelas duas partes. O certo é o Americano ainda vai passar um bom período de “sangue , suor e lágrimas” para se reerguer e voltar a primeira divisão do futebol estadual.
Diante do impasse, a equipe da Somos entrevistou o presidente do clube, o empresário César Gama, e o representante de um grupo de sócios, Júlio Manhães. Logo de início deu para perceber que ambos têm uma coisa muito forte em comum, o amor pelo clube e o desejo de reerguê-lo. Confira as entrevistas, na íntegra, na Somos dessa semana, nas bancas edição. Enquanto isso leia alguns trechos abaixo:
Trechos da entrevista com César Gama:
Trecho I
“Somos: Nesses 19 anos, o que o Americano faturou de título, o que marcou mais?
César: Foi em 2002, a taça Guanabara e a Taça Rio. Campeão invicto da Taça Guanabara. Foi o maior título que o Americano teve em seus 98 anos de clube. O Americano nunca teve oposição. O Americano sempre teve uma vida sem problema. A pessoa que saía, saía e ia embora. E agora, nessa última gestão, quando tinha eleição eles entraram com mandado de segurança, cancelaram a eleição. Levou um ano para marcar nova eleição.
Somos: Nesse período você continuou a frente?
César: Continuei a frente, em maio acabou meu mandato e o juiz prorrogou meu mandato até novas eleições. Então, depois que o pessoal que estava aqui na nossa diretoria entrou para a oposição e que foi pra rádio para só falar besteira, falar coisa que não deve, destruindo o clube...
Somos: O que eles falaram que te incomodou mais?
César: Muita coisa que a oposição ia para o rádio pra falar.
Somos: E essa oposição já foi situação com você?
César: Já foi presidente do Conselho, foi administrativo, é benemérito do clube. Então partiram para a oposição com um sócio remido que é radialista, e que alugou um programa de rádio só para poder ‘meter o pau em mim’. Isso aí desgastou muito o Americano.”
Trecho II
“Somos: O que você sentiu quando você viu: “caiu”.
César: Eu fui meio desanimado ao vestiário animar os jogadores, mas eu já sabia que estava armado e já esperava o resultado. Mas a esperança é muito grande da gente poder virar a coisa ainda, mas com o resultado vindo ao contrário, eu fiquei muito revoltado, peguei meu carro quando acabou o jogo e fiquei perdido lá no Engenhão, cheguei à casa meia noite. Depois eu soube que a torcida do Goytacaz tinha feito passeata, passou na minha casa com foguete, sabendo que eu estava lá no Rio, porque eu não perco jogo seja onde for.
Somos: Então a torcida do Goytacaz vibrou com a queda do Americano?
César: Com direito a foguete e tudo. Quando eles caíram para a segunda divisão, o Americano fez passeata, passou no Goytacaz, então eles estavam esperando o Americano cair há 34 anos. É uma situação difícil, eu sofri muito, eu não consegui ainda acreditar que o Americano caiu, a ficha não caiu ainda, acho que o Americano ainda está na primeira divisão. Não tenho dormido, acordo 2h da manhã e não durmo mais. É uma tensão danada, é um sofrimento muito grande e a gente não merece, dá vontade de largar. Eu sou pobre, sou aqui do interior, sou da baixada, então hoje eu coloquei 500 mil reais aqui no Americano. Eu sou pobre, tenho poucos bens, tenho 71 anos de idade e trabalho até hoje, tenho minha empresa imobiliária, corro atrás, luto muito. Eu vendi uma casa na praia e coloquei aqui o dinheiro todo, peguei 100 mil com minha esposa e mais 100 mil com uma pessoa amiga, eu pagando juros. Eu tenho 500 mil aqui, eu e minha mulher, e não tem como tirar. Dá vontade de sumir.”
Trecho III
“Somos: Vamos falar de venda então. Como é essa história de vender o estádio?
César: Eu acho assim, o Americano do jeito que está aqui não tem condições de tocar, porque todo ano nós temos que gastar um dinheirão para fazer alguma bem feitoria, para dar condições de jogo. A gente gasta 150, 200 mil de onde não tem. Não tem o conforto necessário. Então a gente precisa dar condições de poder jogar. Eu acho que o Americano tem que fazer um estádio fora. Existe uma área aqui perto da Arthur Bernardes que seria ideal, a gente ia fazer um centro de treinamento. Então a gente tem que vender o estádio.”
Trecho IV
“Somos: Mas na informação que tivemos a proposta não seria só essa. Parece que eles querem te propor uma direção colegiada. Um grupo de sócios, com você fazendo parte, administraria o clube.
César: Em princípio eu não aceito isso! Pessoa nenhuma vai fazer melhor do que eu.”
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Trechos da entrevista com Júlio Manhães:
Trecho I
“Somos: Você faz parte de um grupo que se interessa pelos problemas do Americano?
Júlio: Sim, na verdade, na faculdade, há 10 anos, eu fiz um trabalho de planejamento estratégico para o Americano com orientação de uma professora. Eu apresentei o trabalho ao clube e na época o César falou que para implementar essas ideias eu teria que vir para o clube e participar do dia a dia do clube e na época eu saía de Campos às 5h da manhã para a Petrobras em Macaé e voltava às 19h e ia para a faculdade. Só chegando a casa às 23h, então, eu expliquei pra ele que eu não tinha a mínima condição de ter presença física no clube. Eu imprimi o trabalho, entreguei pra ele, mas nada foi feito.”
Trecho II
“Somos: Ontem nós fizemos uma entrevista com César Gama, e ele confirmou a vontade de vender o estádio, como já havíamos antecipado. Ele diz que a única saída para o Americano seria vender esse estádio, porque tem um custo muito grande e que hoje, com a queda do Americano para a segunda divisão, não vai receber dinheiro da Globo e os custos são enormes. Qual a posição de vocês em relação a isso?
Júlio: Nós temos a sugestão de manter a identidade do clube mantendo o estádio onde está.
Somos: Vocês não concordam com essa venda?
Júlio: A princípio não. Concordamos que a despesa do futebol hoje é muito grande, concordamos que a queda para segunda divisão diminuiu as receitas do clube, concordamos com todas essas dificuldades, mas buscamos uma solução para que possamos manter a identidade do clube. Então, ao invés de vender todo o estádio, a ideia seria vender as áreas atrás dos dois gols, que dariam em torno de 8.000 m2.”
Trecho III
“Somos: Nessa proposta o Americano não teria mais presidente?
Júlio: Seria um colegiado, um conselho com dez cabeças que iriam responder pelas decisões do clube, obviamente, se tiver que alguém assinar, ele pode continuar assinando sem problema nenhum, mas as decisões mandatórias seriam da maioria desse conselho.
Somos: Nós perguntamos diretamente a ele se aceitaria essa proposta de um colegiado, e ele foi muito firme em falar que não. Ele mudou de ideia de ontem para cá?
Júlio: É uma ideia que, na verdade, é uma quebra de paradigma muito grande, então, é natural que um ser humano tenha resistência.”
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A queda do Americano para a segunda divisão do futebol do Estado do Rio de Janeiro vem se desenhando há tempos. Sem uma estrutura moderna e o apoio da Federação perdido com a morte de Caixa D´Água, o time campista fraquejou frente ao Flamengo, perdendo de 3 a 1 no Engenhão, sendo rebaixado para a segunda divisão, deixando, após 33 anos, a elite do futebol estadual, e abrindo uma séria crise no clube alvinegro do Parque Tamandaré. Diretoria e sócios, que já não comungavam alegrias, ainda não conseguiram dividir a tristeza. O clima é de desânimo, mas ainda existem sócios dispostos a apoiar a atual direção liderada por César Gama, que preside o clube há 19 anos. Mas as propostas de venda do estádio, por parte da direção, e de uma nova direção colegiada, proposta pelos sócios, ainda estão longe de serem aceitas pelas duas partes. O certo é o Americano ainda vai passar um bom período de “sangue , suor e lágrimas” para se reerguer e voltar a primeira divisão do futebol estadual.
Diante do impasse, a equipe da Somos entrevistou o presidente do clube, o empresário César Gama, e o representante de um grupo de sócios, Júlio Manhães. Logo de início deu para perceber que ambos têm uma coisa muito forte em comum, o amor pelo clube e o desejo de reerguê-lo. Confira as entrevistas, na íntegra, na Somos dessa semana, nas bancas edição. Enquanto isso leia alguns trechos abaixo:
Trechos da entrevista com César Gama:
Trecho I
“Somos: Nesses 19 anos, o que o Americano faturou de título, o que marcou mais?
César: Foi em 2002, a taça Guanabara e a Taça Rio. Campeão invicto da Taça Guanabara. Foi o maior título que o Americano teve em seus 98 anos de clube. O Americano nunca teve oposição. O Americano sempre teve uma vida sem problema. A pessoa que saía, saía e ia embora. E agora, nessa última gestão, quando tinha eleição eles entraram com mandado de segurança, cancelaram a eleição. Levou um ano para marcar nova eleição.
Somos: Nesse período você continuou a frente?
César: Continuei a frente, em maio acabou meu mandato e o juiz prorrogou meu mandato até novas eleições. Então, depois que o pessoal que estava aqui na nossa diretoria entrou para a oposição e que foi pra rádio para só falar besteira, falar coisa que não deve, destruindo o clube...
Somos: O que eles falaram que te incomodou mais?
César: Muita coisa que a oposição ia para o rádio pra falar.
Somos: E essa oposição já foi situação com você?
César: Já foi presidente do Conselho, foi administrativo, é benemérito do clube. Então partiram para a oposição com um sócio remido que é radialista, e que alugou um programa de rádio só para poder ‘meter o pau em mim’. Isso aí desgastou muito o Americano.”
Trecho II
“Somos: O que você sentiu quando você viu: “caiu”.
César: Eu fui meio desanimado ao vestiário animar os jogadores, mas eu já sabia que estava armado e já esperava o resultado. Mas a esperança é muito grande da gente poder virar a coisa ainda, mas com o resultado vindo ao contrário, eu fiquei muito revoltado, peguei meu carro quando acabou o jogo e fiquei perdido lá no Engenhão, cheguei à casa meia noite. Depois eu soube que a torcida do Goytacaz tinha feito passeata, passou na minha casa com foguete, sabendo que eu estava lá no Rio, porque eu não perco jogo seja onde for.
Somos: Então a torcida do Goytacaz vibrou com a queda do Americano?
César: Com direito a foguete e tudo. Quando eles caíram para a segunda divisão, o Americano fez passeata, passou no Goytacaz, então eles estavam esperando o Americano cair há 34 anos. É uma situação difícil, eu sofri muito, eu não consegui ainda acreditar que o Americano caiu, a ficha não caiu ainda, acho que o Americano ainda está na primeira divisão. Não tenho dormido, acordo 2h da manhã e não durmo mais. É uma tensão danada, é um sofrimento muito grande e a gente não merece, dá vontade de largar. Eu sou pobre, sou aqui do interior, sou da baixada, então hoje eu coloquei 500 mil reais aqui no Americano. Eu sou pobre, tenho poucos bens, tenho 71 anos de idade e trabalho até hoje, tenho minha empresa imobiliária, corro atrás, luto muito. Eu vendi uma casa na praia e coloquei aqui o dinheiro todo, peguei 100 mil com minha esposa e mais 100 mil com uma pessoa amiga, eu pagando juros. Eu tenho 500 mil aqui, eu e minha mulher, e não tem como tirar. Dá vontade de sumir.”
Trecho III
“Somos: Vamos falar de venda então. Como é essa história de vender o estádio?
César: Eu acho assim, o Americano do jeito que está aqui não tem condições de tocar, porque todo ano nós temos que gastar um dinheirão para fazer alguma bem feitoria, para dar condições de jogo. A gente gasta 150, 200 mil de onde não tem. Não tem o conforto necessário. Então a gente precisa dar condições de poder jogar. Eu acho que o Americano tem que fazer um estádio fora. Existe uma área aqui perto da Arthur Bernardes que seria ideal, a gente ia fazer um centro de treinamento. Então a gente tem que vender o estádio.”
Trecho IV
“Somos: Mas na informação que tivemos a proposta não seria só essa. Parece que eles querem te propor uma direção colegiada. Um grupo de sócios, com você fazendo parte, administraria o clube.
César: Em princípio eu não aceito isso! Pessoa nenhuma vai fazer melhor do que eu.”
[caption id="attachment_3306" align="alignleft" width="378" caption="Julio Manhães"]
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Trechos da entrevista com Júlio Manhães:
Trecho I
“Somos: Você faz parte de um grupo que se interessa pelos problemas do Americano?
Júlio: Sim, na verdade, na faculdade, há 10 anos, eu fiz um trabalho de planejamento estratégico para o Americano com orientação de uma professora. Eu apresentei o trabalho ao clube e na época o César falou que para implementar essas ideias eu teria que vir para o clube e participar do dia a dia do clube e na época eu saía de Campos às 5h da manhã para a Petrobras em Macaé e voltava às 19h e ia para a faculdade. Só chegando a casa às 23h, então, eu expliquei pra ele que eu não tinha a mínima condição de ter presença física no clube. Eu imprimi o trabalho, entreguei pra ele, mas nada foi feito.”
Trecho II
“Somos: Ontem nós fizemos uma entrevista com César Gama, e ele confirmou a vontade de vender o estádio, como já havíamos antecipado. Ele diz que a única saída para o Americano seria vender esse estádio, porque tem um custo muito grande e que hoje, com a queda do Americano para a segunda divisão, não vai receber dinheiro da Globo e os custos são enormes. Qual a posição de vocês em relação a isso?
Júlio: Nós temos a sugestão de manter a identidade do clube mantendo o estádio onde está.
Somos: Vocês não concordam com essa venda?
Júlio: A princípio não. Concordamos que a despesa do futebol hoje é muito grande, concordamos que a queda para segunda divisão diminuiu as receitas do clube, concordamos com todas essas dificuldades, mas buscamos uma solução para que possamos manter a identidade do clube. Então, ao invés de vender todo o estádio, a ideia seria vender as áreas atrás dos dois gols, que dariam em torno de 8.000 m2.”
Trecho III
“Somos: Nessa proposta o Americano não teria mais presidente?
Júlio: Seria um colegiado, um conselho com dez cabeças que iriam responder pelas decisões do clube, obviamente, se tiver que alguém assinar, ele pode continuar assinando sem problema nenhum, mas as decisões mandatórias seriam da maioria desse conselho.
Somos: Nós perguntamos diretamente a ele se aceitaria essa proposta de um colegiado, e ele foi muito firme em falar que não. Ele mudou de ideia de ontem para cá?
Júlio: É uma ideia que, na verdade, é uma quebra de paradigma muito grande, então, é natural que um ser humano tenha resistência.”
Acordo pouco recomendado pode dar prejuízo de oito milhões ao Goytacaz
13/03/2011 | 02h48
[caption id="attachment_1114" align="aligncenter" width="756" caption="Valtair de Almeida, ex-presidente do Goytacaz e membro permanente do conselho deliberativo do clube"]
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Um estranho acordo entre a diretoria do Goytacaz e do Cruzeiro para que a antiga dívida de R$ 6, 248 milhões referentes à venda do passe do atleta Jussiê Ferreira Vieira seja reduzida a R$ 950 mil está sendo considerada um verdadeiro gol contra por torcedores e ex-presidentes do Goytacaz. Além do clube não estar em boas condições financeiras, perderia, sem nenhuma razão para isso, quase R$ 5 milhões.
Após 10 anos de acirrada disputa judicial com o Cruzeiro, o Goytacaz venceu de goleada em todas as instâncias judiciais o processo 0011885-62.2003.8.19.0014. Ainda assim, o clube mineiro se negava a pagar a dívida, postergando qualquer negociação.
Segundo o ex-presidente do Goytacaz e membro permanente do conselho deliberativo do clube, Valtair de Almeida, outras tentativas de acordo haviam sido feitas por parte do Cruzeiro, mas todas elas foram recusadas pelos presidentes anteriores devido à possibilidade da justiça estipular uma indenização maior em favor do Goytacaz.
Judicialmente, o Cruzeiro esgotou recursos em todas as instâncias, mas depositou uma pequena parte do dinheiro, R$ 959 mil, em duas contas judiciais. Quando o processo entrava na fase de penhora de bens do clube mineiro para saldar a dívida, surpreendentemente o atual presidente do Goytacaz, José Luiz Dutra Cardoso, e o dirigente do Cruzeiro, José Perrela de Oliveira, celebraram um acordo em que o clube campista numa overdose de generosidade abre mão de boa parte da dívida que a justiça reconhece e já obrigava o Cruzeiro a pagar, aceitando receber apenas os R$ 959 mil que já estão depositados judicialmente e seriam líquidos e certos para apenas amenizar a dívida.
— Este é um processo que vem se arrastando desde 2002. Em 2006 eu tive uma proposta de R$ 1,5 milhão. O presidente que veio depois de mim, Zander, me falou que teve a proposta de R$ 2,5 milhão, mas não fez o acordo porque os advogados viam a possibilidade de ganhar mais na justiça. O mais estranho de tudo é que o atual presidente José Luiz Dutra Cardoso está fazendo o acordo com o Cruzeiro sem consultar o advogado do clube Dr.Jonas Lopes de Carvalho Neto, ou seja, sem o advogado assinar. Está fazendo diretamente com o Cruzeiro. Nem os advogados que acompanham o caso estavam sabendo. Nós vamos entrar na justiça para tentar embargar o acordo. Vamos juntar ex-presidentes, conselheiro e ir a fundo e ver qual é a real situação porque isso é a salvação financeira do clube, não podemos aceitar um acordo que reduz a dívida a quase 10% do total — disse.
De acordo com a nota oficial divulgada pelo presidente do Goytacaz José Luiz Dutra, “Diante de tantos problemas financeiros, vimos na negociação com o Cruzeiro, por conta da dívida com relação ao atleta Jussiê, a chance de sairmos do caos administrativo e recolocar o clube nos seus dias de glória, voltando à Série A do Campeonato Estadual, nosso devido lugar e sonho de nossa imensa torcida. Entre outras medidas, as principais seriam: obter as certidões negativas e débitos fiscais para que o clube fique apto a receber patrocínio público e privado; saldar por completo os débitos com as concessionárias de água, energia elétrica e Federação; saldar ações trabalhistas que se arrastam por longos anos, entre outras medidas emergenciais.
Reforço aos torcedores do Goytacaz, que em nenhum momento agi de forma escusa ou desonesta com o clube. Agi de forma transparente com a minha diretoria e dando ciência de TUDO ao Conselheiro Deliberativo do Goytacaz F.C, que aprovou que as negociações fossem fechadas. TODOS entendemos que é a forma de oxigenar e impulsionar as ações administrativas e empreendedoras de nosso clube de coração”.
No entanto, de acordo com o ex-presidente do clube e atual membro do conselho deliberativo Valtair de Almeida, os membros do conselho não foram avisados e nem concordaram com o prejudicial acordo.
Essa história promete ter prorrogação e muitas cobranças de falta, podendo levar até a pênalti e até expulsão. Vamos aguardar o segundo tempo...
Saiba mais AQUI.
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Um estranho acordo entre a diretoria do Goytacaz e do Cruzeiro para que a antiga dívida de R$ 6, 248 milhões referentes à venda do passe do atleta Jussiê Ferreira Vieira seja reduzida a R$ 950 mil está sendo considerada um verdadeiro gol contra por torcedores e ex-presidentes do Goytacaz. Além do clube não estar em boas condições financeiras, perderia, sem nenhuma razão para isso, quase R$ 5 milhões.
Após 10 anos de acirrada disputa judicial com o Cruzeiro, o Goytacaz venceu de goleada em todas as instâncias judiciais o processo 0011885-62.2003.8.19.0014. Ainda assim, o clube mineiro se negava a pagar a dívida, postergando qualquer negociação.
Segundo o ex-presidente do Goytacaz e membro permanente do conselho deliberativo do clube, Valtair de Almeida, outras tentativas de acordo haviam sido feitas por parte do Cruzeiro, mas todas elas foram recusadas pelos presidentes anteriores devido à possibilidade da justiça estipular uma indenização maior em favor do Goytacaz.
Judicialmente, o Cruzeiro esgotou recursos em todas as instâncias, mas depositou uma pequena parte do dinheiro, R$ 959 mil, em duas contas judiciais. Quando o processo entrava na fase de penhora de bens do clube mineiro para saldar a dívida, surpreendentemente o atual presidente do Goytacaz, José Luiz Dutra Cardoso, e o dirigente do Cruzeiro, José Perrela de Oliveira, celebraram um acordo em que o clube campista numa overdose de generosidade abre mão de boa parte da dívida que a justiça reconhece e já obrigava o Cruzeiro a pagar, aceitando receber apenas os R$ 959 mil que já estão depositados judicialmente e seriam líquidos e certos para apenas amenizar a dívida.
— Este é um processo que vem se arrastando desde 2002. Em 2006 eu tive uma proposta de R$ 1,5 milhão. O presidente que veio depois de mim, Zander, me falou que teve a proposta de R$ 2,5 milhão, mas não fez o acordo porque os advogados viam a possibilidade de ganhar mais na justiça. O mais estranho de tudo é que o atual presidente José Luiz Dutra Cardoso está fazendo o acordo com o Cruzeiro sem consultar o advogado do clube Dr.Jonas Lopes de Carvalho Neto, ou seja, sem o advogado assinar. Está fazendo diretamente com o Cruzeiro. Nem os advogados que acompanham o caso estavam sabendo. Nós vamos entrar na justiça para tentar embargar o acordo. Vamos juntar ex-presidentes, conselheiro e ir a fundo e ver qual é a real situação porque isso é a salvação financeira do clube, não podemos aceitar um acordo que reduz a dívida a quase 10% do total — disse.
De acordo com a nota oficial divulgada pelo presidente do Goytacaz José Luiz Dutra, “Diante de tantos problemas financeiros, vimos na negociação com o Cruzeiro, por conta da dívida com relação ao atleta Jussiê, a chance de sairmos do caos administrativo e recolocar o clube nos seus dias de glória, voltando à Série A do Campeonato Estadual, nosso devido lugar e sonho de nossa imensa torcida. Entre outras medidas, as principais seriam: obter as certidões negativas e débitos fiscais para que o clube fique apto a receber patrocínio público e privado; saldar por completo os débitos com as concessionárias de água, energia elétrica e Federação; saldar ações trabalhistas que se arrastam por longos anos, entre outras medidas emergenciais.
Reforço aos torcedores do Goytacaz, que em nenhum momento agi de forma escusa ou desonesta com o clube. Agi de forma transparente com a minha diretoria e dando ciência de TUDO ao Conselheiro Deliberativo do Goytacaz F.C, que aprovou que as negociações fossem fechadas. TODOS entendemos que é a forma de oxigenar e impulsionar as ações administrativas e empreendedoras de nosso clube de coração”.
No entanto, de acordo com o ex-presidente do clube e atual membro do conselho deliberativo Valtair de Almeida, os membros do conselho não foram avisados e nem concordaram com o prejudicial acordo.
Essa história promete ter prorrogação e muitas cobranças de falta, podendo levar até a pênalti e até expulsão. Vamos aguardar o segundo tempo...
Saiba mais AQUI.
PMSJB e Codin decidem reassentar agricultores do 5o Distrito na Faz. Palacete
A prefeitura de São João da Barra e a Codim definiram um local para reassentamento dos agricultores do 5º Distrito que deve solucionar a questão, optando pela Fazenda Palacete, considerada, após análises do solo, mais indicada para o plantio do que a Fazenda Pontinhas, opção anterior. A decisão vem de encontro a reivindicação dos agricultores do 5º Distrito.
“O reassentamento é uma das ações que visam garantir a qualidade de vida dos agricultores do 5º Distrito que residem na área indicada para a construção do distrito industrial da Codin. No local serão instaladas, inicialmente, uma siderúrgica e um complexo naval. A previsão, no final de todas as etapas, é de geração de 50 mil empregos, diretos e indiretos.
Além dos grandes empreendimentos, o Distrito Industrial da Codin terá uma área correspondente a 6% do total, destinada aos pequenos e médios empreendedores do setor de serviços. Esta área será administrada pela Prefeitura de São João da Barra e os investidores serão beneficiados pelo programa de geração de emprego e renda do governo municipal, que dentre outras ações, criou o Fundesan – Fundo de Desenvolvimento Sustentável de São João da Barra. A análise para concessão de empréstimos com juros subsidiados será feita em parceria com o InvesteRio, agência de fomento do governo estadual.
A indicação inicial da Fazenda Pontinhas não agradava nem aos agricultores do 5º Distrito, nem ao governo municipal, pois apresentava solo impróprio para o cultivo e a área não atendia aos objetivos. A solicitação de alteração do local foi defendida pela prefeita Carla Machado em reuniões com o secretário de Estado de Desenvolvimento, Julio Bueno, a presidente da CODIN – Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro, Conceição Ribeiro e o governador Sérgio Cabral.
A fazenda Palacete atende a todos esses pré-requisitos. O nosso objetivo é que o processo de reassentamento dos residentes do 5º Distrito seja feito da melhor maneira possível, trazendo benefícios para todos os envolvidos, ressaltou Conceição Ribeiro, presidente da CODIN.
Para a prefeita Carla Machado, a decisão concilia os interesses dos agricultores com as necessidades de desenvolvimento de São João da Barra. Defendendo o diálogo como a forma de solucionar possíveis impasses, Carla destaca que as lideranças locais já sinalizaram favoravelmente à notícia: “já recebemos um retorno positivo em relação à nova área. Temos buscado o melhor para todos. Infelizmente haverá aquele que se sinta prejudicado ou quem fique descontente, mas não podemos abrir mão do crescimento que está chegando. O importante é sabermos transformar esse crescimento em desenvolvimento econômico e social, inserindo toda a população. É preciso capacitar a população de São João da Barra para que ela usufrua das oportunidades que serão criadas”, concluiu a prefeita Carla Machado
29/01/2011 | 09h03
A prefeitura de São João da Barra e a Codim definiram um local para reassentamento dos agricultores do 5º Distrito que deve solucionar a questão, optando pela Fazenda Palacete, considerada, após análises do solo, mais indicada para o plantio do que a Fazenda Pontinhas, opção anterior. A decisão vem de encontro a reivindicação dos agricultores do 5º Distrito.
“O reassentamento é uma das ações que visam garantir a qualidade de vida dos agricultores do 5º Distrito que residem na área indicada para a construção do distrito industrial da Codin. No local serão instaladas, inicialmente, uma siderúrgica e um complexo naval. A previsão, no final de todas as etapas, é de geração de 50 mil empregos, diretos e indiretos.
Além dos grandes empreendimentos, o Distrito Industrial da Codin terá uma área correspondente a 6% do total, destinada aos pequenos e médios empreendedores do setor de serviços. Esta área será administrada pela Prefeitura de São João da Barra e os investidores serão beneficiados pelo programa de geração de emprego e renda do governo municipal, que dentre outras ações, criou o Fundesan – Fundo de Desenvolvimento Sustentável de São João da Barra. A análise para concessão de empréstimos com juros subsidiados será feita em parceria com o InvesteRio, agência de fomento do governo estadual.
A indicação inicial da Fazenda Pontinhas não agradava nem aos agricultores do 5º Distrito, nem ao governo municipal, pois apresentava solo impróprio para o cultivo e a área não atendia aos objetivos. A solicitação de alteração do local foi defendida pela prefeita Carla Machado em reuniões com o secretário de Estado de Desenvolvimento, Julio Bueno, a presidente da CODIN – Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro, Conceição Ribeiro e o governador Sérgio Cabral.
A fazenda Palacete atende a todos esses pré-requisitos. O nosso objetivo é que o processo de reassentamento dos residentes do 5º Distrito seja feito da melhor maneira possível, trazendo benefícios para todos os envolvidos, ressaltou Conceição Ribeiro, presidente da CODIN.
Para a prefeita Carla Machado, a decisão concilia os interesses dos agricultores com as necessidades de desenvolvimento de São João da Barra. Defendendo o diálogo como a forma de solucionar possíveis impasses, Carla destaca que as lideranças locais já sinalizaram favoravelmente à notícia: “já recebemos um retorno positivo em relação à nova área. Temos buscado o melhor para todos. Infelizmente haverá aquele que se sinta prejudicado ou quem fique descontente, mas não podemos abrir mão do crescimento que está chegando. O importante é sabermos transformar esse crescimento em desenvolvimento econômico e social, inserindo toda a população. É preciso capacitar a população de São João da Barra para que ela usufrua das oportunidades que serão criadas”, concluiu a prefeita Carla Machado Sobre o autor
Esdras
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