No meu bairro, Flamboyant, a que existia acabou. O terreno onde ela estava instalada hoje está cercado e exibe uma placa publicitária anunciando mais um prédio a ser construído por esta localidade, com todos aqueles dizeres de conforto, bem-estar, dentro de dois ou três quartos, etc. Pra minha sorte e de todos outros moradores do bairro, ganhamos Dona Maria. Maria das Graças Mota, na verdade. Vinda de Mimoso, no Espírito Santo, há cerca de três meses, ela resolveu, junto com o irmão, fazer uma horta no quintal da casa que alugaram e moram atualmente, na Rua Major Euclides Maciel, nº 204. Foi esta iniciativa pessoal que me fez pensar o quão fraco são estes programas por parte dos governos. Mais ainda, reflito como seria bom se houvesse a garantia de que, assim como escolas e postos de saúde, todos os bairros pudessem contar com sua horta comunitária, com e sem auxílio governamental.
Tive o trabalho de pesquisar sobre as últimas notícias sobre as hortas comunitárias em Campos dos Goytacazes. No site da prefeitura, as mais recentes tratam apenas das hortas que estão dentro do Programa Morar Feliz, de casas populares. Sobre as hortas dos bairros, as notícias datam de 2011, e falam sobre a dificuldade da Secretaria de Agricultura e Pesca de encontrar proprietários de terrenos ou imóveis que aceitem disponibilizá-los para instalação de unidades do programa, mesmo em troca da isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Os benefícios de se investir em programas deste tipo, como sabemos, são muitos. Proporcionar uma alimentação mais saudável para quem consome este produto é apenas o primeiro aspecto positivo. Estes programas, a meu ver, devem ser enxergados não como mais um projeto, mas como uma política de alimentação, saúde preventiva e de economia local. As hortas comunitárias, se vistas com mais carinho, contemplando com incentivo quem queira iniciar uma como um micro negócio, pode ser a semente para transformar a cidade a partir de seus bairros.
No Flamboyant, a horta de Dona Maria já começa a se relacionar com todo o bairro. Uma lanchonete, por exemplo, já começou a vender seus sanduiches com as alfaces sem agrotóxicos da nova horta. O caldo verde lá de casa não é mais com aquela couve feia e marcada que encontramos nos supermercados que temos na cidade. E não tardará para que toda vizinhança passe a consumir um alimento mais saudável, saboroso, que previne contra doenças e reflete em economia na saúde.
Bons exemplos são para ser seguidos e transformados. Mas neste caso, copiá-los já vale muito a pena, pois pode ser só o começo.
Como andam as hortas comunitárias?
No meu bairro, Flamboyant, a que existia acabou. O terreno onde ela estava instalada hoje está cercado e exibe uma placa publicitária anunciando mais um prédio a ser construído por esta localidade, com todos aqueles dizeres de conforto, bem-estar, dentro de dois ou três quartos, etc. Pra minha sorte e de todos outros moradores do bairro, ganhamos Dona Maria. Maria das Graças Mota, na verdade. Vinda de Mimoso, no Espírito Santo, há cerca de três meses, ela resolveu, junto com o irmão, fazer uma horta no quintal da casa que alugaram e moram atualmente, na Rua Major Euclides Maciel, nº 204. Foi esta iniciativa pessoal que me fez pensar o quão fraco são estes programas por parte dos governos. Mais ainda, reflito como seria bom se houvesse a garantia de que, assim como escolas e postos de saúde, todos os bairros pudessem contar com sua horta comunitária, com e sem auxílio governamental.
Tive o trabalho de pesquisar sobre as últimas notícias sobre as hortas comunitárias em Campos dos Goytacazes. No site da prefeitura, as mais recentes tratam apenas das hortas que estão dentro do Programa Morar Feliz, de casas populares. Sobre as hortas dos bairros, as notícias datam de 2011, e falam sobre a dificuldade da Secretaria de Agricultura e Pesca de encontrar proprietários de terrenos ou imóveis que aceitem disponibilizá-los para instalação de unidades do programa, mesmo em troca da isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Os benefícios de se investir em programas deste tipo, como sabemos, são muitos. Proporcionar uma alimentação mais saudável para quem consome este produto é apenas o primeiro aspecto positivo. Estes programas, a meu ver, devem ser enxergados não como mais um projeto, mas como uma política de alimentação, saúde preventiva e de economia local. As hortas comunitárias, se vistas com mais carinho, contemplando com incentivo quem queira iniciar uma como um micro negócio, pode ser a semente para transformar a cidade a partir de seus bairros.
No Flamboyant, a horta de Dona Maria já começa a se relacionar com todo o bairro. Uma lanchonete, por exemplo, já começou a vender seus sanduiches com as alfaces sem agrotóxicos da nova horta. O caldo verde lá de casa não é mais com aquela couve feia e marcada que encontramos nos supermercados que temos na cidade. E não tardará para que toda vizinhança passe a consumir um alimento mais saudável, saboroso, que previne contra doenças e reflete em economia na saúde.
Bons exemplos são para ser seguidos e transformados. Mas neste caso, copiá-los já vale muito a pena, pois pode ser só o começo.
12/07/2013 | 09h09
No meu bairro, Flamboyant, a que existia acabou. O terreno onde ela estava instalada hoje está cercado e exibe uma placa publicitária anunciando mais um prédio a ser construído por esta localidade, com todos aqueles dizeres de conforto, bem-estar, dentro de dois ou três quartos, etc. Pra minha sorte e de todos outros moradores do bairro, ganhamos Dona Maria. Maria das Graças Mota, na verdade. Vinda de Mimoso, no Espírito Santo, há cerca de três meses, ela resolveu, junto com o irmão, fazer uma horta no quintal da casa que alugaram e moram atualmente, na Rua Major Euclides Maciel, nº 204. Foi esta iniciativa pessoal que me fez pensar o quão fraco são estes programas por parte dos governos. Mais ainda, reflito como seria bom se houvesse a garantia de que, assim como escolas e postos de saúde, todos os bairros pudessem contar com sua horta comunitária, com e sem auxílio governamental.
Tive o trabalho de pesquisar sobre as últimas notícias sobre as hortas comunitárias em Campos dos Goytacazes. No site da prefeitura, as mais recentes tratam apenas das hortas que estão dentro do Programa Morar Feliz, de casas populares. Sobre as hortas dos bairros, as notícias datam de 2011, e falam sobre a dificuldade da Secretaria de Agricultura e Pesca de encontrar proprietários de terrenos ou imóveis que aceitem disponibilizá-los para instalação de unidades do programa, mesmo em troca da isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Os benefícios de se investir em programas deste tipo, como sabemos, são muitos. Proporcionar uma alimentação mais saudável para quem consome este produto é apenas o primeiro aspecto positivo. Estes programas, a meu ver, devem ser enxergados não como mais um projeto, mas como uma política de alimentação, saúde preventiva e de economia local. As hortas comunitárias, se vistas com mais carinho, contemplando com incentivo quem queira iniciar uma como um micro negócio, pode ser a semente para transformar a cidade a partir de seus bairros.
No Flamboyant, a horta de Dona Maria já começa a se relacionar com todo o bairro. Uma lanchonete, por exemplo, já começou a vender seus sanduiches com as alfaces sem agrotóxicos da nova horta. O caldo verde lá de casa não é mais com aquela couve feia e marcada que encontramos nos supermercados que temos na cidade. E não tardará para que toda vizinhança passe a consumir um alimento mais saudável, saboroso, que previne contra doenças e reflete em economia na saúde.
Bons exemplos são para ser seguidos e transformados. Mas neste caso, copiá-los já vale muito a pena, pois pode ser só o começo.
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