Morre, aos 90 anos, a professora e escritora Marluce Guimarães Silva
Morreu, aos 90 anos, a escritora e professora de História Marluce Guimarães Silva. Ela trabalhou por anos no Liceu de Humanidade de Campos e na antiga Faculdade de Filosofia de Campos (Fafic), atual Centro Universitário Fluminense (Uniflu), além de escrever o livro "Gente da Terra – Estudo sobre o município de Campos", voltado para crianças sobre a história da planície goitacá. O falecimento foi confirmado na manhã desta terça-feira (27) e, segundo familiares, ela teria sofrido um infarto na madrugada.
Ainda de acordo com familiares, ela estava internada no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Campos, onde foi confirmado o óbito.
O velório teve início às 11h na Escola Jesus Cristo, enquanto o sepultamento será no Cemitério Campo da Paz, às 17h.
Diva Abreu Barbosa, diretora-presidente do Grupo Folha, empresária e professora de história, era amiga de longa data de Marluce, que começou como sua aluna na antiga Fafic e depois trabalharam juntas em prol da cultura do município.
“Marluce era única. Uma pessoa de personalidade muito marcante. Ela era brilhante, uma pessoa alegre e feliz. Eu fico emocionada ao falar de Marluce. É lamentável, mas a gente tem que procurar entender e aceitar. Tenho certeza que em outro plano ela está muito bem, porque era uma alma muito forte. Ela se entregava à vida. Soube ser digna com a vida em todo sentido, na parte cultural e na parte pessoal. Eu só tenho que dizer, Marluce, saudade”, destacou.
Diva também relembrou a parceria com Marluce na cultura e em um projeto em especial elaborado por elas, o livro "Gente da Terra".
“Foi minha aluna na Faculdade de Filosofia de Campos. Uma brilhante aluna, uma pessoa do bem. Trabalhou comigo também no governo de Zezé Barbosa quando ele me chamou para ser diretora do departamento de cultura. Eu chamei Marluce e Aristides Soffiati, eu precisava de algumas pessoas junto comigo. Eu, ela e outra ex-aluna minha brilhante, Maria Nilza Patrão, resolvemos editar um livro com a história do Brasil para crianças, mas com a linguagem ao nível do entendimento delas. Conseguimos o financiamento da Petrobras, que na época estava investindo muito em campo, e fizemos ‘Gente da Terra’, que é o nome do livro que a gente adotava no Liceu”, ressaltou.
“Marluce era única. Uma pessoa de personalidade muito marcante. Ela era brilhante, uma pessoa alegre e feliz. Eu fico emocionada ao falar de Marluce. É lamentável, mas a gente tem que procurar entender e aceitar. Tenho certeza que em outro plano ela está muito bem, porque era uma alma muito forte. Ela se entregava à vida. Soube ser digna com a vida em todo sentido, na parte cultural e na parte pessoal. Eu só tenho que dizer, Marluce, saudade”, destacou.
Diva também relembrou a parceria com Marluce na cultura e em um projeto em especial elaborado por elas, o livro "Gente da Terra".
“Foi minha aluna na Faculdade de Filosofia de Campos. Uma brilhante aluna, uma pessoa do bem. Trabalhou comigo também no governo de Zezé Barbosa quando ele me chamou para ser diretora do departamento de cultura. Eu chamei Marluce e Aristides Soffiati, eu precisava de algumas pessoas junto comigo. Eu, ela e outra ex-aluna minha brilhante, Maria Nilza Patrão, resolvemos editar um livro com a história do Brasil para crianças, mas com a linguagem ao nível do entendimento delas. Conseguimos o financiamento da Petrobras, que na época estava investindo muito em campo, e fizemos ‘Gente da Terra’, que é o nome do livro que a gente adotava no Liceu”, ressaltou.
A professora do Instituto Federal Fluminense (IFF), Guiomar Valdez, também lamentou o falecimento de Marluce.
"Recebi a triste notícia do falecimento da minha querida professora de História Marluce Guimarães Silva. Ela não foi apenas professora, ela foi inspiração sedutora para gostarmos dessa Ciência imprescindível para compreendermos o mundo, o nosso país, a nossa cidade! Sou fruto da sua semeadura... Você, querida e admirável Profa. Marluce, ficou e ficará para sempre dentro de nós, com a sua alegria, seu exemplo e sua coerência de vida! Esteja em Paz!", conta.
"Recebi a triste notícia do falecimento da minha querida professora de História Marluce Guimarães Silva. Ela não foi apenas professora, ela foi inspiração sedutora para gostarmos dessa Ciência imprescindível para compreendermos o mundo, o nosso país, a nossa cidade! Sou fruto da sua semeadura... Você, querida e admirável Profa. Marluce, ficou e ficará para sempre dentro de nós, com a sua alegria, seu exemplo e sua coerência de vida! Esteja em Paz!", conta.
A historiadora Sylvia Paes também falou sobre a importancia de Marluce para a geração de professores de história de Campos.
"Marluce foi a amada mestra de uma geração de professores de história da cidade. Mas ela ensinou mais do que história pra nós. Ela ensinou a viver. E ela vivia sorrindo. Não gostava de ver ninguém triste. Estava sempre levantando o ânimo de todo mundo. Era uma pessoa que gostava da vida. E ela ensinou isso para a gente, a gostar da vida, a fazer a história da nossa vida. Juntos, no grupo, em comunidade. Vai fazer uma falta enorme, mas ela deixa esse legado de alegria e de ensinamento, de bem viver pra todos nós", relata.
O professor, escritor, historiador e ambientalista Aristides Arthur Soffiati relembrou a trajetória e memória de Marluce, ressaltando recordação com carinho.
“Marluce foi minha professora de história do Brasil na Faculdade de Filosofia de Campos. Sempre bem arrumada e viva, era chamada de Fofolete. Logo no primeiro contato, ela cativava os alunos por sua alegria, vivacidade e conhecimento. Suas aulas eram alegres, sempre interessando os alunos e alunas. Depois, foi minha colega no Liceu. Sempre me recordarei do seu magnetismo”, destacou.
A coordenadora do Museu Histórico de Campos e professora de História, Graziela Escocard Ribeiro, também presidente do presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes (IHGCG), publicou nas rede sociais sua homenagem à Marluce.
"A partida da professora e escritora Marluce Guimarães Silva representa uma grande perda para a educação e a memória de Campos. Fui alfabetizada com seus livros Gente da Terra, que marcaram minha infância e foram minhas primeiras referências sobre a história regional. Sua obra despertou em gerações o sentimento de pertencimento e valorização da nossa história. Reconheço e agradeço seu imenso legado para a educação e para todos nós, historiadores e professores. Sua obra permancerá viva em nossa memória", destacou.
“Onde ela estava não existia tristeza, era sempre alegria. Todo final de semana ela passava aqui comigo, foi um privilégio. O fim de semana não vai ser mais o mesmo. Ela foi uma professora de história e deixou uma marca registrada na nossa cidade, pertenceu à prefeitura também. Ela era excelente, tinha um jeito especial, alegre. Perdemos uma pessoa da família maravilhosa e nossa Campos também”, lembra José Assad.
Eduardo Duarte, marido da sobrinha de Marluce e médico no Rio de Janeiro, falou um pouco sobre o legado da professora.
"Eu fui quem estive com ela, no últimos momentos, tive com ela no hospital, fui buscar ela em casa quando passou mal, e essa professora já chegou marcando a sua história no hospital, porque dois médicos que a atenderam foram alunos dela no Liceu aqui em Campos, e ela trabalhou na secretaria e na educação durante muitos anos, então aos 90 anos era uma guerreira, lutadora, mergulhando como a gente colocou na fotografia dela, muitas amizades e uma história de vida sofrida, perdeu sua única filha muito jovem e seu marido, e continuou com a alegria que era a marca registrada dela, era a alegria e a dedicação nos outros, então o que ela tem de filhos postiços é uma enormidade, a gente fica muito sentido, mas é a lei da vida, nós estamos aqui para honrar toda essa história que ela construiu em Campos", desabafa.
Luiz Omar Monteiro, advogado e amigo muito próximo de Marluce, falou sobre o legado deixado por ela.
"A gente tem uma história de vida, não de parentesco nem de sangue, mas a gente tem uma amizade muito sólida que vem de longos anos. É companheira da gente para todas as horas, participa da vida da gente tanto pessoal como social, e mais importante, toda vez que a gente viaja, viaja junto com a gente, e ela sempre transmitiu essa alegria (...) Ontem à noite, mesmo, antes dela dormir falou com a gente. Então, o que é importante nisso tudo é mostrar o carinho e amizade. E ela sempre dizendo agora recentemente que queria encontrar com a filha. E foi lá, vai encontrar, já deve estar nos braços de Deus com a filha dela. Esse carinho, essa amizade que ela sempre teve e vai continuar guardado dentro do coração, sempre junto conosco", lembra.
Na publicação da Folha nas redes sociais, dezenas de pessoas fizeram comentários sobre a trajetória e o legado de Marluce.
"O sorriso, a sensibilidade, a alegria, a cultura, a inteligência, o calor humano, a gentileza... Que capacidade de agregar e inspirar gerações! Mais uma saudade a alojar-se no coração da gente e na história de Campos. Sentido abraço à família tão querida", comentou uma mulher.
"Marluce, uma querida, que fez jus ao significado do seu nome, 'Senhora Iluminada' 'a que pertence a aurora'! Marluce tinha o coração valente e alegre, mas também sabia fazer silêncio! Uma referência admirável de mulher, professora, escritora! Partiu no dia do aniversário da nossa Escola Jesus Cristo, viveu o mesmo tempo do Amor! Sentirei saudades! Vá em Paz, querida", destacou uma professora.