Sindipetro-NF acompanha caso de mais uma morte de trabalhador a bordo na Bacia de Campos
O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) informou que acompanha o caso de mais uma morte de trabalhador terceirizado registrado no último dia 8, a bordo de uma unidade da Bacia de Campos. O sindicato disse ainda que cobrou esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso. O falecimento foi comunicado à entidade por meio de informe interno da Petrobrás.
O trabalhador era empregado da empresa Hydra Alphard e prestava serviços como soldador no FSO Cidade de Macaé, unidade operada pela Modec, segundo informou a estatal. O comunicado da Petrobrás diz que o trabalhador foi encontrado sem sinais vitais em seu camarote, por volta das 6h30, pelo enfermeiro de bordo.
“A Petrobras lamenta informar o falecimento de trabalhador da empresa Hydra Alphard, que prestava serviço de soldador no FSO Cidade de Macaé, unidade operada pela Modec, na Bacia de Campos. O trabalhador foi encontrado, hoje (08/06), às 6h30, sem sinais vitais em seu camarote pelo enfermeiro de bordo da unidade”, informou a companhia, sem registrar o nome do trabalhador.
O sindicato disse que aguarda a resposta do ofício encaminhado à Petrobrás onde foram solicitadas informações mais detalhadas sobre a ocorrência. O Departamento de Saúde do Sindipetro-NF também procurou a Modec em busca de esclarecimentos e de informações complementares sobre o caso, mas até o momento não houve resposta da entidade. A empresa Hydra também foi contatada pelo sindicato.
"Mesmo não representando formalmente os petroleiros que atuam na Modec, o Sindipetro-NF mantém solidariedade de classe e atuação em relação a todos os casos que afetam os trabalhadores e trabalhadoras, entendendo que as situações envolvidas podem ser sintomas de problemas estruturais que atingem a toda a categoria", informou.
A Folha entrou em contato com a Petrobrás sobre o caso e aguarda um retorno.
Sindicato destaca preocupação com casos recorrentes
O episódio reacende uma preocupação já manifestada pelo Sindipetro-NF em relação a mortes classificadas inicialmente como decorrentes de causas naturais em unidades offshore. Em outubro de 2024, a entidade cobrou investigação após a morte do técnico Edson Lopes Almeida, encontrado sem vida também a bordo do FPSO Cidade de Niterói, também operado pela Modec. Na ocasião, o trabalhador estava prestes a desembarcar quando seu corpo foi localizado na unidade.
Naquele caso, o diretor do Sindipetro-NF Alexandre Vieira alertou para a necessidade de apuração rigorosa das circunstâncias desses óbitos.
“Não é porque foi de causa natural que não precisa ser investigado. Já aconteceram outros casos de morte natural pós-pandemia a bordo das unidades. Na visão do sindicato, existem duas possibilidades que precisam ser consideradas: uma delas é o fato do trabalhador estar se extenuando a bordo, e outra é a empresa estar colocando pessoas para trabalhar sem condições de saúde adequadas”, afirmou.
O dirigente destacou ainda o impacto dessas ocorrências sobre familiares e colegas de trabalho. “Imagine essa família aguardando o trabalhador desembarcar vivo e desce um corpo. Isso é muito grave”, disse.
Desde então, o sindicato vem defendendo que todas as mortes ocorridas em plataformas e FPSOs sejam objeto de investigação aprofundada, independentemente de uma classificação preliminar de causa natural.
Cobrança por respostas
O sindicato disse ainda que é fundamental que sejam esclarecidas as circunstâncias do novo caso, especialmente diante das exigências físicas e psicológicas enfrentadas pelos trabalhadores embarcados, submetidos a longos períodos de confinamento, jornadas intensas e condições peculiares de trabalho.
"A entidade reforça que continuará acompanhando o caso, cobrando informações da Petrobrás, da Modec e das empresas envolvidas, além de defender medidas que fortaleçam o acompanhamento da saúde dos trabalhadores offshore e a prevenção de novos episódios. O sindicato também manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho do soldador falecido", comentou a entidade.
Naquele caso, o diretor do Sindipetro-NF Alexandre Vieira alertou para a necessidade de apuração rigorosa das circunstâncias desses óbitos.
“Não é porque foi de causa natural que não precisa ser investigado. Já aconteceram outros casos de morte natural pós-pandemia a bordo das unidades. Na visão do sindicato, existem duas possibilidades que precisam ser consideradas: uma delas é o fato do trabalhador estar se extenuando a bordo, e outra é a empresa estar colocando pessoas para trabalhar sem condições de saúde adequadas”, afirmou.
O dirigente destacou ainda o impacto dessas ocorrências sobre familiares e colegas de trabalho. “Imagine essa família aguardando o trabalhador desembarcar vivo e desce um corpo. Isso é muito grave”, disse.
Desde então, o sindicato vem defendendo que todas as mortes ocorridas em plataformas e FPSOs sejam objeto de investigação aprofundada, independentemente de uma classificação preliminar de causa natural.
Cobrança por respostas
O sindicato disse ainda que é fundamental que sejam esclarecidas as circunstâncias do novo caso, especialmente diante das exigências físicas e psicológicas enfrentadas pelos trabalhadores embarcados, submetidos a longos períodos de confinamento, jornadas intensas e condições peculiares de trabalho.
"A entidade reforça que continuará acompanhando o caso, cobrando informações da Petrobrás, da Modec e das empresas envolvidas, além de defender medidas que fortaleçam o acompanhamento da saúde dos trabalhadores offshore e a prevenção de novos episódios. O sindicato também manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho do soldador falecido", comentou a entidade.
Com informações da assessoria