Professores da rede particular de Campos e SJB terão reajuste salarial
Os profissionais da Educação da rede particular de Campos e São João da Barra terão reajuste salarial de 4,4%, conforme acordo firmado entre o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior do Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro (Sinepe) e Sindicato dos Professores de Campos e São João da Barra (Sinpro). O percentual, aprovado por unanimidade em assembleia da categoria, ficou em 4,4%, acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 4,1% utilizado como referência na negociação.
Nessa quarta-feira (10), foi realizada uma Assembleia Geral Extraordinária dos professores dos estabelecimentos particulares de educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e ensino profissionalizante, com abrangência territorial nos municípios citados pela Sinpro, em sua sede no Turfe Clube, para deliberar sobre a proposta de Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
Na reunião, o presidente do Sinpro, Frederico Tavares Rangel, apresentou aos professores presentes a proposta final negociada com o Sinepe, destacando as principais alterações em relação à Convenção Coletiva de Trabalho anterior.
Frederico contou que a negociação do sindicato e donos de escolas começou em fevereiro deste ano e foi intensificada logo após o resultado do INPC de abril, índice mais próximo da data base da categoria, no dia 1º de maio.
“Quando saiu em abril o INPC de 4.1, a gente começou a pressionar mais o sindicato patronal para que fosse feito um acordo. Fizemos a nossa proposta de um percentual e manutenção das cláusulas social. Eles não atenderam todos os nossos pedidos, que era em 5%, mas concederam 0,3 a mais do INPC, que ficou em 4,1. A média de fechamento de acordos nesse período agora está sendo em média de 4%”, explicou.
Frederico comentou ainda sobre o reajuste para a educação básica e a preservação de outros direitos previstos na convenção como, a remuneração dos horários vagos, estabilidade da gestante, estabilidade pré-aposentadoria, banco de horas pedagógico e demais garantias.
“Para a educação básica, a gente conseguiu um pouco mais, que foi 4.4%. A gente se sente feliz de conseguir um pouco, ainda que seja mínimo de ganho acima do índice inflacionário, mas feliz também pela manutenção das cláusulas sociais, que é a gratuidade (anuidades escolares) para o filho do professor, a continuidade do biênio, que é 3% do salário para cada dois anos trabalhados. O professor da rede particular tem esse direito e eles foram mantidos na convenção atual”, complementou.
A proposta contempla reajuste salarial sobre os salários vigentes em 30 de abril deste ano, atualização dos pisos salariais para R$ 14,54 por hora-aula para a Educação Infantil e do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Já do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Profissionalizante, o reajuste será de R$ 17,82 por hora-aula, assim como atualização do salário mínimo de contratação para R$ 1.744,80.
O acordo terá validade até o final de abril de 2027, quando uma nova negociação deverá ser feita.