Firjan, Infra e Prefeitura discutem ausência dos voos comerciais em Campos
Uma reunião foi realizada na manhã desta terça-feira (20), na sede da Firjan, em Campos, para tratar a ausência de voos comerciais no município. Desde março de 2025, a suspensão tem impactado o desenvolvimento econômico da região. Participaram do encontro representantes da concessionária Infra Aeroportos, do Conselho Empresarial da Firjan, da Prefeitura e de entidades campistas.
Os voos com chegadas e partidas no Aeroporto Bartolomeu Lisandro foram encerrados entre janeiro e março do ano passado após a empresa Azul Linhas Aéreas iniciar processo de reestruturação financeira. Outras 13 cidades também tiveram as atividades com a empresa encerradas.
Durante a reunião, Rafael Lanunci Poubel, especialista em Estudos de Competitividade da Firjan falou sobre a importância do entendimento dos estudos realizados para que seja possível contribuir com uma solução.
"Para que a Firjan siga nesta defesa de interesse e unindo esforços com outras instituições e entidades é importante entender em que status está o estudo da Infra, qual o encadeamento de ações para que possamos contribuir de maneira mais eficiente para acelerar o processo de retomada dos voos no aeroporto de Campos", comentou.
No início deste ano, membros da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) se reuniram com representantes da Petrobrás para discutir a real necessidade das operações aéreas em Campos buscando a retomada dos voos comerciais no aeroporto. Na ocasião, a equipe da estatal demonstrou os números das atividades aéreas no Heliporto do município e a viabilidade de demanda.
Os voos com chegadas e partidas no Aeroporto Bartolomeu Lisandro foram encerrados entre janeiro e março do ano passado após a empresa Azul Linhas Aéreas iniciar processo de reestruturação financeira. Outras 13 cidades também tiveram as atividades com a empresa encerradas.
Durante a reunião, Rafael Lanunci Poubel, especialista em Estudos de Competitividade da Firjan falou sobre a importância do entendimento dos estudos realizados para que seja possível contribuir com uma solução.
"Para que a Firjan siga nesta defesa de interesse e unindo esforços com outras instituições e entidades é importante entender em que status está o estudo da Infra, qual o encadeamento de ações para que possamos contribuir de maneira mais eficiente para acelerar o processo de retomada dos voos no aeroporto de Campos", comentou.
No início deste ano, membros da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) se reuniram com representantes da Petrobrás para discutir a real necessidade das operações aéreas em Campos buscando a retomada dos voos comerciais no aeroporto. Na ocasião, a equipe da estatal demonstrou os números das atividades aéreas no Heliporto do município e a viabilidade de demanda.
O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Felipe Knust, destacou os impactos que o município tem sofrido devido à falta dos voos comerciais na cidade.
"Esse é um passo importante. Estamos aqui pra poder juntar forças, quatro, cinco, dez mãos, para trazer novamente os voos para Campos. Esse voo geralmente já era lotado. A empresa Azul Linhas Aéreas, que era a operadora de Campos, entrou em recuperação judicial e parou vários voos regionais, inclusive Campos. E nesse momento agora é a gente buscar outras empresas aéreas, visto que isso está atrapalhando muito as pessoas e atrapalhando o desenvolvimento econômico, tanto para o Porto do Açu, quanto para Campos. O turismo, que é muito forte na nossa cidade, não está acontecendo. Então, tem mais de um ano isso parado e a gente está aqui novamente. Esse não é o primeiro movimento, mas é um movimento que englobou vários atores e a gente juntou força. Estamos junto com a Infra, que é operadora do Aeroporto de Campos, buscando técnicas e todos os dados para poder levar, tanto a Brasília e ao Governo do Estado, para apresentar esses dados para que outras empresas aéreas venham operar em Campos, que esse é o nosso principal gargalo hoje", destacou.
"Esse é um passo importante. Estamos aqui pra poder juntar forças, quatro, cinco, dez mãos, para trazer novamente os voos para Campos. Esse voo geralmente já era lotado. A empresa Azul Linhas Aéreas, que era a operadora de Campos, entrou em recuperação judicial e parou vários voos regionais, inclusive Campos. E nesse momento agora é a gente buscar outras empresas aéreas, visto que isso está atrapalhando muito as pessoas e atrapalhando o desenvolvimento econômico, tanto para o Porto do Açu, quanto para Campos. O turismo, que é muito forte na nossa cidade, não está acontecendo. Então, tem mais de um ano isso parado e a gente está aqui novamente. Esse não é o primeiro movimento, mas é um movimento que englobou vários atores e a gente juntou força. Estamos junto com a Infra, que é operadora do Aeroporto de Campos, buscando técnicas e todos os dados para poder levar, tanto a Brasília e ao Governo do Estado, para apresentar esses dados para que outras empresas aéreas venham operar em Campos, que esse é o nosso principal gargalo hoje", destacou.
Ele reforçou ainda que um dos principais desafios apontados pelas empresas aéreas para a retomada dos voos no município seria o aumento do querosene.
"O principal problema que as empresas aéreas dizem é o valor do querosene do avião, que subiu muito nos últimos meses, o que inviabiliza essas novas rotas regionais, que são rotas de menor tamanho. Então, eles alegam que esses valores estão muito altos e que dificulta a vinda dessas empresas aéreas para operar em Campos. A gente agora vai fazer novamente um movimento político para que essas empresas aéreas venham operar em Campos", ressaltou.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, Fábio Paes, falou sobre os prejuízos causados pela ausência dos voos comerciais para o comércio e diversos setores da economia. Ele cobrou ainda atuação mais efetiva da concessionária responsável pelo aeroporto para a retomada das operações no município.
"A gente está realmente juntando as entidades, manifestando repúdio pelo fato de Campos e toda região estar sem esses voos comerciais. Isso leva muito prejuízo para o comércio, para as empresas, prestadores de serviços, para a parte turística também. E o que parece depois de todo esse tempo aqui da gente reunido é que a empresa que tem a concessão do aeroporto não demonstra capacidade para estar se articulando com as grandes companhias aéreas do país. Então, a gente está aqui num ponto realmente importante, porque a gente está pressionando essa empresa para que ela realmente apresente os estudos, apresente os resultados para que Campos e toda região possa voltar a ter novos voos, como sempre teve, com muita demanda", destacou.
Wanderson Sousa é gerente de Relações Institucionais Locais do Porto do Açu e falou que a falta de voos comerciais compromete a competitividade da região.
"Nossa região está em um processo franco de desenvolvimento e a falta de um aeroporto funcional na região que possa atender essa demanda de deslocamento de pessoas para a região, empresas para a região, impacta diretamente nesse processo e na velocidade desse processo de desenvolvimento. Possibilitar esse deslocamento, viabilizar esse deslocamento faz parte de uma infraestrutura que é oferecida às empresas que estão vindo para a região [...] A falta dele realmente faz com que nós percamos competitividade frente a outras áreas, a outros municípios, a outras regiões do próprio país", abordou.
Em nota, a Infra Aeroportos informou que mantém continuamente tratativas e busca alternativas para viabilizar o retorno dos voos comerciais no município. A empresa destaca também que o aeroporto Bartolomeu Lisandro dispõe de toda estrutura para receber operações aéreas, mas a retomada dos voos comerciais depende, necessariamente, do interesse e da decisão operacional de uma companhia aérea.
"A concessionária reafirma seu compromisso com o desenvolvimento da aviação regional e enfatiza o cumprimento fiel e cabal ao Contrato de Concessão. A Infra permanece empenhada em contribuir para que Campos dos Goytacazes volte a contar com voos comerciais regulares", informou.