A manutenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) reduzido sobre o querosene de aviação pode aumentar a competitividade do turismo no estado do Rio e criar cenário favorável ao retorno dos voos comerciais no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos. É o que aponta Edvar Chagas, subsecretário de Turismo do município, ao analisar a alíquota de 7% até abril de 2027 para as empresas de transporte aéreo, de carga ou pessoas, colocada em prática neste mês de julho pelo Governo do Estado.
Em março do ano passado, a empresa Azul Linhas Aéreas encerrou seus voos comerciais no Aeroporto Bartolomeu Lisandro. Desde então, o aeroporto do município conta apenas com voos executivos.
Para Edvar Chagas, é necessário pleitear o retorno dos voos comerciais no município, já que a manutenção do ICMS reduzido vale para todo o estado. Ele destaca que o incentivo foi um pedido da companhia aérea Azul quando deixou de operar em Campos.
"Nós temos que estar atentos. Nós aqui com o aeroporto que está parado (sem voos comerciais), e isso foi um pleito da Azul quando explorava voo comercial aqui. Ela pleiteava que a gente conseguisse esse benefício do querosene. Já que esse benefício foi dado para facilitar o Rio, facilitar o (aeroporto do) Galeão, também serve para facilitar Campos", disse Edvar.
O empresário Ricardo Menezes, presidente do Costa Doce Convention & Visitors Bureau, disse que a redução nos gastos com combustível é apenas um dos fatores necessários para reacender o interesse das companhias aéreas por Campos. Para ele, é preciso atuação de entes políticos para que os voos comerciais retornem. O Costa Doce atua na região turística que abrange Campos, Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra.
"Para os voos estarem nos aeroportos em cidades pequenas depende mais de um lobby político com as empresas de aviação com mais alguns benefícios. Para a gente voltar a ter voo aqui, é preciso a empresa querer e ela alega que não tem viabilidade. Diminuir o imposto do combustível é um dos benefícios. No Rio, a empresa alegou que Rio x Nova Iorque não tinha viabilidade e o prefeito disse que completaria com a capacidade ociosa de voo. No aeroporto de Campos, quando tinha voos, até março do ano passado, todos os voos tinham acima de 80% de assentos ocupados", analisou Ricardo.