Historiadora ocupa prédios históricos através da IA e mostra Campos de sonho
Dora Paula Paes 24/01/2026 17:05 - Atualizado em 26/01/2026 18:55
Reprodução/IA
Uma Campos dos sonhos recriada através da IA. A historiadora Rafaela Machado movimentou seu Instagram ao escolher 10 patrimônios históricos do município e imaginar projetos de ocupação possíveis. O resultado chamou atenção para as belezas que estão se perdendo no tempo e que, se nada for feito, estão fadados à destruição.
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Segundo a historiadora, pensar na ocupação de espaços como o Solar da Baronesa, como um belo hotel; no Hotel Gaspar como uma bolaria fina, na Igreja da Lapa como uma galeria de arte e no Rio Paraíba navegável outra vez, a fez continuar sonhando. "Sonhando e desejando mais para o patrimônio de Campos", disse.
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Rafaela revelou que ficou "apaixanada" pelo Mercado Municipal e o Cine São José pensados pela IA. 
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Também entre as imagens refeitas pela Inteligência Artificial por Rafaela está o edifício Itu, na rua 13 de Maio, no centro da cidade. O processo de demolição do imóvel já começou desde o final do ano passado. O imóvel é uma construção da década de 60, do arquiteto campista Joffre de Oliveira Maia, que, inclusive, tem sua obra preservada pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos dos Goytacazes (Coppam). 
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A partir da postagem de Rafaela, o jornalista Edmundo Siqueira, que também defende a preservação do patrimônio de Campos, também através da IA, aproveitou para simular a derrocada de dois prédios históricos de Campos; ambos ameaçados em iminentes ruínas. “Eles têm algo em comum: ambos pertencem e são de responsabilidade da Prefeitura de Campos”, escreveu.
No caso, o Solar dos Airizes que é da Prefeitura através de decisão judicial e o Museu Olavo Cardoso fruto de um testamento, quando seus donos doaram o imóvel ao município.
O Solar dos Airizes, que Rafaela sugere uma “ocupação” como “Museu da Cultura Goitacá”, por exemplo, já foi a “Meca da Intelectualidade”, do Brasil.
Atualmente, o Airizes já recebeu uma sobrecobertura metálica, por obra da Prefeitura, que o protege das chuvas. “Porém, o escoramento ainda não foi feito e o Solar segue ameaçado”, escreve Siqueira com uma pergunta: “É horrível perguntar, mas qual vai (cair) primeiro ?”.
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