Mudança de secretaria para Cidade Universitária de Macaé causa polêmica
Paulo Renato Pinto Porto
Cidade Universitária de Macaé
Cidade Universitária de Macaé / Divulgação
Professores e alunos dos polos Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em Macaé entraram em rota de colisão com a Prefeitura por conta da transferência das salas e laboratórios das instituições na Cidade Universitária para que o local também abrigasse a secretaria municipal de Educação.
Os profissionais e alunos realizaram neste sábado (9) um "tuitaço", onde questionam a prefeitura quanto ao "despejo" de suas salas. Pelas redes sociais, os profissionais disseram que “a prefeitura, por meio de uma ligação, solicitou o espaço do prédio para alojar a nova Secretaria de Educação, sem um diálogo prévio, e deu um prazo de até três dias para que a mudança seja efetuada”.
A Prefeitura de Macaé, no entanto, garante que os professores continuarão abrigados na Cidade Universitária.
Através de nota, o Executivo macaense esclarece que "a Secretaria Municipal de Educação vai mudar para um dos prédios em que funcionava a antiga Funemac, único prédio administrativo da Educação na Cidade Universitária. Todavia, as três salas dos docentes que serão desocupadas terão espaços garantidos nos seus respectivos prédios, tanto da UFRJ quanto da UFF, construídos pela Prefeitura de Macaé. Já foi realizada uma reunião para alinhar toda situação".
A nota da prefeitura informa ainda que “a mudança das três salas já estava sendo organizada entre a Secretaria de Educação e as universidades. Uma sala de professores e duas salas de projetos serão transferidas para os prédios próprios da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dentro do Complexo Universitário”.
O governo declarou ainda, através do mesmo comunicado que, “além de economia para os cofres públicos, a mudança tem como objetivo dar mais conforto e segurança aos mais de 8 mil servidores da Educação, que já relataram casos de assalto nos arredores do prédio do Novo Botafogo, e a mais de 40 mil famílias de alunos da rede básica, por ser em um local de mais fácil acesso”.
Professora da UFRJ em Macaé, a médica Carla Santa Cruz disse que os profissionais e alunos se sentiram assustados pela forma autoritária com que a Prefeitura tratou a medida. “Estamos muito assustados com esta posição, pois não houve diálogo nem informação, apenas disseram que nós tínhamos três dias para retirar todos os pertences deste prédio. São vários grupos de pesquisa, vários laboratórios, várias pessoas que tem materiais da universidade, vinculados à alunos, pesquisas e projetos de extensão neste local, que precisarão sair”.
O ex-vereador Marcel Silvano (PT) também se manifestou através de sua página no Facebook, dizendo que os professores questionam se o novo espaço será adequado para as suas atividades. A “ordem de despejo”, segundo os docentes, foi para sala dos professores utilizada por 150 docentes; observatório de saúde; laboratório de Engenharia e Produção; laboratório de Robótica; Empresa Júnior; e Centro de Assistência Jurídica, Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal.

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