Ex-jogador do Itaperuna denunciado com Witzel ainda está foragido
31/08/2020 17:51 - Atualizado em 31/08/2020 17:52
José Carlos de Melo
José Carlos de Melo / Reprodução
O empresário e ex-jogador de futebol José Carlos de Melo, um dos pivôs da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que culminou com o afastamento do governador Wilson Witzel (PSC). Ele é considerado pelos investigadores como o “homem do dinheiro vivo” do esquema de corrupção na Saúde delatado pelo ex-secretário Edmar Santos.
José Carlos é ex-pró-reitor da Universidade Iguaçu (Unig), que possui uma unidade em Itaperuna, onde ele morava e foi jogador de futebol do time da cidade, o Itaperuna Esporte Clube, até 1990, quando se aposentou dos gramados.
De acordo com a denúncia, José Carlos agenciava as empresas que prestariam serviço para a secretaria e recebia valores por causa da intermediação. Segundo Edmar Santos, o empresário dizia abertamente que tinha muita facilidade em ter dinheiro vivo.
O MPF diz, ainda, que José Carlos teria entrado no governo por intermédio do grupo do empresário Mário Peixoto. Peixoto foi preso na Operação Favorito, acusado de montar um esquema dentro da secretaria de Saúde de fraudes em licitações. Seu homem de confiança seria o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, o advogado Lucas Tristão. Foi por intermédio de Tristão que José Carlos teria entrado no grupo, mas, com o tempo, o ex-pro-reitor da Unig se distancia dele e passa andar pelas próprias pernas.
A denúncia aponta ainda que outra característica do grupo do ex-pró-reitor é que, há alguns meses, ele vinha investindo em deputados, "tendo uma base de 10 a 12 deputados estaduais Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)". Esses parlamentares receberiam uma "mesada" de José Carlos.
Em nota, a Unig informou que “José Carlos de Melo não é pró-reitor administrativo da Universidade desde junho de 2020, quando foi exonerado do cargo”.

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    Aldir Sales

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