TRE nega suspeição de Ralph e Glaucenir
Suzy Monteiro 21/08/2018 10:19 - Atualizado em 21/08/2018 13:44
  • Juiz Ralph Manhães

    Juiz Ralph Manhães

  • Juízes Glaucenir de Oliveira

    Juízes Glaucenir de Oliveira

Por maioria, o plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou, na sessão dessa segunda-feira (20), a suspeição dos dois juízes que atuaram na operação Caixa d’Água: Glaucenir Oliveira, que decretou as prisões dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho e de outros seis réus; e Ralph Manhães, que conduz as investigações, suspensas atualmente por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O autor dos pedidos de suspeição é Fabiano Alonso, genro do ex-presidente nacional do PR e que também é réu na ação penal da Caixa d’Água. Além disso, o plenário da Corte Regional também rejeitou o pedido da delegada da Polícia Federal Carla Dolinski para suspender a ação penal em que é ré por descumprimento de ordem judicial durante a operação Chequinho, que também chegou a prender Garotinho.
No caso da suspeição dos magistrados, a relatora, desembargadora Cristiane Frota, foi vencida pela maioria. O TRE, por maioria, não conheceu o pedido em relação a Glaucenir Oliveira, e, por unanimidade, rejeitou em relação a Ralph Manhães.
A operação Caixa d’Água foi desencadeada em 22 de novembro do ano passado e levou à prisão, além do casal Garotinho, o ex-presidente nacional do PR, Antônio Carlos Rodrigues; Fabiano Alonso; o ex-secretário de Controle, Suledil Bernardino; o ex-subsecretário de Governo, Thiago Godoy; e o policial aposentado Antônio Carlos Ribeiro. Todos são acusados pelo Ministério Público de integrarem uma organização criminosa que arrecadava recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar a campanha eleitoral de Garotinho ao Governo do Estado em 2014, inclusive mediante a extorsão e com uso, segundo o MP, de arma de fogo. 

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