Segundo o legista-chefe do IML de Campos, Frederico Ozório, a possibilidade do instituto do Norte Fluminense assumir o serviço foi discutida, mas não chegou a se confirmar. A Direção Geral da Polícia Técnica e Científica (DGPTC) do Rio de Janeiro teria decidido que o instituto de Pádua atenderia as demandas do Noroeste. De acordo com o legista, Campos não teria estrutura suficiente para receber a demanda.
- Campos também está em uma situação complicada com os terceirizados, só que, no nosso caso está sendo resolvido, que é a questão do pagamento dos RPAS, pagos pela Prefeitura de Campos. Soubemos que, em Itaperuna, também está havendo negociação da prefeitura com os funcionários. Espero que lá também se resolva – contou Frederico.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que “segundo informações do Departamento Geral de Polícia Técnico-científico (DGPTC) da Polícia Civil, o serviço de necropsia foi transferido para o PRPTC de Santo Antônio de Pádua, a princípio, até esta segunda feira, onde estão sendo realizados normalmente. Os exames de corpo de delito em vivos continuam sendo realizados em Itaperuna”.
A Folha solicitou informações sobre a paralisação dos terceirizados e qual município assume o serviço de necropsia a partir desta segunda. A Polícia Civil respondeu, através de nota, que “não há contratos de limpeza em vigor naquele município com a Instituição” e que “a prefeitura ficou responsável pela limpeza, a fim de garantir a prestação do serviço. Contudo, a prefeitura deixou de pagar os dois funcionários que realizam o serviço, razão pela qual deixaram de realizar o trabalho”.
A nota informa, ainda, que, “em razão de tal fato, o DGPTC está decidindo se a necropsia permanecerá esta segunda-feira em Santo Antônio de Pádua ou se retornará para Itaperuna”.