Garotinho lança pré-candidatura a governador em evento no Rio de Janeiro
Gabriel Torres - Atualizado em 13/05/2026 18:31


O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) lançou sua pré-candidatura ao governo do Estado na tarde desta quarta-feira (13) no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Além de apoiadores, estiveram no evento o pré-candidato a vice, coronel Venâncio Moura, a sua esposa, a ex-governadora Rosinha Garotinho, o ex-prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, e o atual Frederico Paes. Garotinho, no entanto, responde a uma ação no TRE-RJ que investiga suposto esquema de arrecadação ilegal de recursos envolvendo contratos na Prefeitura de Campos, que pode torná-lo inelegível novamente.
Garotinho concorre com o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, também do Republicanos, pela vaga do partido na disputa majoritária ao governo. Português lançou sua pré-candidatura na última semana, mas Garotinho afirma que a escolha do partido será baseada no resultado das pesquisas de intenção de voto.
Durante o evento, Anthony Garotinho fez críticas ao ex-governador Cláudio Castro e ao ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, também pré-candidato a governador. Além disso, também lembrou o período em que esteve à frente do Executivo estadual.
"É preciso ser livre e ter coragem para tomar decisão e colocar para fora do Estado esses ladrões do dinheiro público. Eu tenho 66 anos e, se Deus for muito generoso comigo, me der mais uns 14, eu vou a 80. Já vivi mais tempo do que tenho para viver. Quero aproveitar esse tempo que me resta para devolver à população tudo que recebi dela. Não esperem que eu seja um governador bonzinho, o pau vai cantar feio", afirmou.
Também marcaram presença no lançamento o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) e ex-vereador, Thiago Virgílio; o vereador licenciado e secretário de Governo, Juninho Virgílio; e o líder do governo na Câmara de Campos, Dudu Azevedo, filiado ao Republicanos.
Justiça Eleitoral
No Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), há uma ação onde Garotinho é investigado por suposto esquema de arrecadação ilegal de recursos envolvendo contratos na Prefeitura de Campos. O Ministério Público afirma que o esquema teria funcionado entre 2009 e 2016 e envolvia contratos nas áreas de construção, limpeza urbana e prestação de serviços públicos. Os envolvidos respondem por acusações relacionadas à corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e falsidade eleitoral.
O ex-governador tentou levar a ação ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que, na ocasião, era deputado federal. Porém, o desembargador Fernando Cerqueira não teve o mesmo entendimento. Pela decisão, as acusações não possuem relação com a atividade parlamentar desempenhada em Brasília.

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