Jornalista da Folha é ameaçada de prisão durante cobertura de voto de políticos
Uma jornalista da Folha da Manhã afirmou que foi ameaçada de prisão por uma policial militar na manhã deste domingo (28), enquanto fazia a cobertura do voto da ex-prefeita de Campos Rosinha Garotinho e do deputado federal eleito Wladimir Garotinho, no Ciep Nilo Peçanha, no bairro da Lapa.
— Quando Rosinha e o Wladimir chegaram, algumas pessoas entraram para acompanhar os votos. Eu entrei também. Ela ficou na fila e nós ficamos aguardando. Eu fiquei no canto, parada. A policial se aproximou e perguntou se eu já tinha votado. Eu respondi que não votava naquela seção, que eu estava trabalhando. Ela afirmou que eu não poderia ficar ali, e eu perguntei o motivo. Ela somente repetiu que eu não poderia ficar naquele local. Eu, então, concordei e estava saindo, quando olhei para trás e percebi que a PM estava encostada em mim, como se estivesse me empurrando. Nessa hora, eu disse que ela não precisava me acompanhar, porque eu sabia a saída. Ela, então, afirmou que era o trabalho dela, caso eu não quisesse sair presa — ressaltou a jornalista, que estava uniformizada e com crachá da Folha da Manhã.
Ainda de acordo com a jornalista, ela comunicou o fato a um sargento que estava no local e também ao comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Fabiano Santos.
— Quando cheguei lá embaixo, falei com um sargento que estava no local. Falei que não gostei da atitude dela, que eu estava trabalhando, e ela não poderia ter me tirado de lá. E além de tudo, me ameaçou de prisão. Ele afirmou que iria conversar com ela e eu disse que de qualquer forma iria falar da situação com o comandante. Quando cheguei à redação, entrei em contato com o comandante Fabiano, para relatar a situação. Afirmei que fui desrespeitada e que a policial foi grosseira comigo e, além de tudo, me ameaçou de prisão. Ele falou que foi uma atitude sem necessidade, que iria apurar o que realmente aconteceu e me pediu desculpas — finalizou.