Concessão de RJs tem avanço
27/02/2018 20:30 - Atualizado em 28/02/2018 15:00
O governo do Rio de Janeiro avança nas discussões referentes à concessão de rodovias estaduais e construções de novas estradas para escoar o tráfego, principalmente no interior. Recentemente, o comitê gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas (Propar) se reuniu, no Palácio Guanabara, e fechou os últimos ajustes para o lançamento do edital chamamento público de procedimento de manifestação de interesse. Nesta primeira fase, será escolhido o consórcio ou empresa que definirá a modelagem da concessão em um período de quatro meses.
Os lotes de concessão foram divididos em três grupos, que englobam diferentes regiões do estado. No grupo 1, o lote Sul Fluminense abrange as RJs 127, 145 e 155, que se ligam à BR 116 e à BR 393. Já o lote Eixo Centro-Noroeste é formado pelas RJ 122, RJ 158, RJ 160 e RJ 186, que beneficiam municípios como Cachoeira de Macacu, Itaperuna, Bom Jesus de Itabapoana, entre outros. O lote Litoral Norte engloba os 213 km da Amaral Peixoto, a RJ 106, que faz conexão entre São Gonçalo e Macaé, passando pela Região dos Lagos, com destaque para o trecho entre Rio das Ostras e Macaé, além dos acessos à Armação dos Búzios e Cabo Frio.
O grupo dois abrange as vias metropolitanas: a RJ 103, que ainda será construída; a RJ 081, com um novo trecho de 7 km; e a Linha Vermelha (RJ 071) com 6 km a mais que o trajeto original. O grupo três será formado pela nova rodovia, a RJ 244, com aproximadamente 45 km de extensão e que vai ligar a BR 101 na altura de Campos até o município de São João da Barra, onde fica o Porto do Açu.
Para o secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino Áureo, a iniciativa do governo atende a uma demanda crescente de desenvolvimento do interior do estado.
— O objetivo disso tudo é fazer com que a gente tenha a mobilização da malha com a possibilidade de levar efetivamente o desenvolvimento para o interior. Um dos grandes gargalos da economia do estado do Rio é justamente a deficiência nessa malha. A concessão é um legado importante, porque ela vai permitir que a gente ocupe adequadamente o eixo dessas rodovias — disse o secretário, que preside o Propar.
A concessão também é um instrumento importante para garantir investimentos em infraestrutura no estado. (A.N.)

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