Siprosep aprova greve geral por tempo indeterminado a partir de terça
13/05/2022 09:59 - Atualizado em 13/05/2022 21:57
  • Siprosep aprova greve (Fotos: Genilson Pessanha)

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O Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep) aprovou, por unanimidade, a greve geral por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (17). A decisão foi tomada em assembleia na manhã dessa sexta-feira (13), que aconteceu de forma presencial e virtual. Os servidores reivindicam reposição salarial. A atual administração diz que o reajuste é inviável no momento e que poderia voltar a ser discutido em agosto, conforme teria informado ao sindicato na última semana.
Os trabalhadores já estavam em estado de greve. Segundo a presidente do Siprosep, Elaine Leão, além da reposição salarial, os trabalhadores querem resposta a ofício enviado à Prefeitura, que, para o sindicato, ainda não foi respondido:
— A resposta ao ofício é o que vai facilitar a vida de todo mundo, mas eles não deram. O que nós tínhamos dentro do portal da Transparência é a informação de que tem 15% de condições de dar reajuste. Está no portal da Transparência de dezembro. Mas nós não sabemos se teve alguma alteração, alguma queda de receita, enfim. Então nós queremos o que é possível. Se mostrar em documento que é possível 6%, o servidor quer o que é possível, o que permite dentro da lei. Não há recusa de percentual, há pedido de respostas.
Elaine Leão explicou que a assembleia dessa sexta foi uma formalidade para tornar a greve legal. Como informou a coluna Ponto Final no último sábado, a presidente do Siprosep havia dito, em entrevista ao Folha no Ar do dia 04 de maio, que aguardaria até o fim do mês para a greve, caso não houvesse proposta da Prefeitura. Porém, esse não foi o entendimento da maioria. “Nós já tínhamos feito uma última assembleia. A ideia era começar o mês de maio com luta, negociação, e a partir de junho uma greve, mas a última assembleia já tinha deliberado greve a partir do dia 17. E aí nós tivemos que fazer essa nova para dar toda a legalidade”, pontuou.
Na semana passada, o Siprosep chegou a montar um acampamento na porta da Prefeitura, que foi encerrado depois de 30 horas, quando uma comissão foi recebida pelo secretário de Administração e Recursos Humanos, Wainer Teixeira.
Apesar de ser “sensível à causa dos servidores”, Wainer informou que já deixou claro que o reajuste não seria possível em virtude das limitações impostas pelo Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), firmado com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que impede o município de aumentar despesas com a folha de pagamento utilizando recursos dos royalties.
De acordo com o secretário de Administração e Recursos Humanos, na reunião com o Siprosep, semana passada, foi pontuado que o diálogo será mantido e que, em agosto, mês no qual a Prefeitura conclui o pagamento de férias e rescisões que estavam em atraso há cerca de cinco anos, o reajuste voltaria a ser discutido.
— Não podemos correr o risco de assumir uma despesa permanente e, depois, não conseguirmos cumprir com esse compromisso, como aconteceu na gestão passada, que deixou de pagar alguns meses dos servidores. No ano passado, pagamos 15 folhas de pagamento aos servidores e, este ano, estamos concluindo os passivos de férias e rescisões. Hoje, os servidores estão com os pagamentos em dia e recebendo benefícios que estavam em atraso há cerca de cinco anos — disse.
Essa é a terceira vez que os servidores da Prefeitura de Campos decidem entrar em greve. A última foi realizada em 2019.

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